segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Esporão Aragonês 2007

Continuando com os vinhos dos Esporão.....
É a vez de nos voltarmos para os monocastas da casa. Tal como os restantes vinhos da empresa, também os monocastas receberam uma "lavagem" na imagem. São agora rótulos minimalistas, de muito bom gosto. Anunciam com pompa e circunstância as iniciais de cada casta, e algumas informações muito úteis, como a localização GPS da Herdade. Muito apelativo, no meu entender.
O Aragonês, vinho que agora provamos, provém de umas vinhas com mais de 35 anos, num local chamado "Canto do Zé Cruz".

Esporão Aragonês 2007
Produtor - Esporão
Região - Alentejo
Grau - 14,5 % vol
Preço -nd
Feito exclusivamente a partir da casta Aragonês, este vinho fermentou em lagares de inox e estagiou por 12 meses, em barricas novas de carvalho francês e americano.
Côr carregada, quase retinta.
Inicialmente são os aromas fumados que marcam a prova. Só após algum tempo começam a surgir notas de fruto bem maduro, como ameixas e amoras. Algum vegetal e mineral completam este aroma de boa intensidade.
Robusto, vincado, viril. Não esconde a sua potência. Tem taninos bem presentes e um final seco de boa persistência.
Um vinho que não é fácil mas que mostra carácter. Pede comida por perto pois a solo só mesmo para os amantes de emoções fortes.
Nota 16

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Esporão Reserva 2007

Voltamos novamente à prova de vinhos do Esporão. Desta feita, é a vez de provar o Esporão Reserva Tinto, da colheita de 2007.
Este é um dos vinhos mais vendidos do produtor, mercê de uma produção de cerca de 500.000 garrafas, a alcançar sucessivamente rasgados elogios por toda a parte. Esta garrafa, já possui a nova imagem, que o produtor imprimiu a todos os seus novos vinhos, cujo rótulo foi idealizado por José Pedro Croft.

Esporão Reserva Tinto 2007
Produtor - Esporão, SA
Região - Alentejo
Grau - 14.5% vol
Preço - a partir dos 14€
Feito a partir das castas Aragonês, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet, este vinho fez fermentação em inox, e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho americano (70%) e francês (30%).
Cor muito brilhante e carregada.
Muito bem no nariz, a mostrar riqueza, com notas de fruto preto, apontamentos minerais e sugestões vegetais. Com algum tempo surgem apontamentos de café, e especiarias.
Na boca está resolvido, é fresco, redondo, com ligeira predominância do álcool, mas que no entanto não desequilibra de todo, o conjunto. O final é de média persistência, mas com enorme sabor.
Não há muito que possa dizer sobre este vinho, que já não saibam. Na verdade, este é provavelmente um dos "Portos" mais seguros do vinho alentejano e nacional. Com este vinho, não há que enganar, e tem sido assim ano após ano, tornando este vinho num enorme caso de sucesso. Continuem....
Nota 15,5

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fiuza Sauvignon Blanc

A Fiuza, empresa que se posiciona na Região Tejo, começou em 1985, como resultado de uma parceria entre a família Fiuza e o enólogo Australiano Peter Bright.
Cedo começaram a apostar em castas internacionais, que foram plantado à medida que a empresa ia adquirindo as suas Quintas.
Este vinho vem de uma quinta, a Granja, que se situa junto a Santarém, mais propriamente na população de Romeira. É desta Quinta, com 67 Hectares, e onde foram plantadas exclusivamente castas internacionais francesas, que nos chega o vinho que agora provo.
Uma curiosidade, este Sauvignon, é da colheita de 2009 e indicado como sendo o primeiro vinho da colheita a ser apresentado. No meu caso é o primeiro vinho, engarrafado, de 2009. Vamos então ao vinho:


Fiuza Sauvignon Blanc 2009
Produtor - Fiuza
Região - Tejo
Grau - 12,5% vol
Preço - Cerca de 4€
Feito exclusivamente da casta Sauvignon Blanc, este vinho fermentou em inox, com temperatura controlada a 14 ºC.
De bonita côr citrina, este é um caso de um vinho muito fresco, aproveitando o tipo de vinificação, associando ao lançamento precoce e às características da própria casta. O vinho mantém todo um perfil de fruto tropical, ao longo de toda a prova. Em vários momentos, aparecem sugestões herbáceas e as sensações de frescura.
Na boca o vinho até tem estrutura, ainda que mediana, para poder ir um pouco mais além do estigma de bebida de ocasião. É um vinho que acompanhará perfeitamente marisco e saladas. Continua fresco na boca, com sabor e dá prazer.
É daqueles vinhos que dá sempre jeito ter por perto. É barato, versátil, pouco alcoólico e bem feito.
Nota 14

sábado, 5 de dezembro de 2009

Bétula

Mais uma novidade a chegar ao mercado. Desta feita um curioso branco, com um curioso nome (bétula é um género de árvores) e rótulo.
O vinho chega-nos do Douro, mais propriamente da Quinta do Torgal, na Freguesia do Barrô. É um vinho resultante de umas vinhas situadas em solos graniticos e feito a partir de duas castas internacionais, Viognier e Sauvignon Blanc. O enólogo é o sobejamente conhecido, e reconhecido, Francisco Montenegro, que perpetua os vinhos Aneto e Quinta Nova.

Bétula Branco 2008
Produtor - Catarina Montenegro Santos
Região - Douro (Vinho Regional Duriense)
Grau - 13,5% vol
Preço - A partir dos 12€
Feito equitativamente a partir das castas Viognier, que fermentou e estagiou em barricas de carvalho francês, e Sauvignon Blanc, que fermentou e estagiou em inox.
É um vinho algo desconcertante no aroma, parece que as duas castas se querem afirmar. O aroma é muito rico, com notas de muito fruto, fruto de caroço, fruto exótico, a que se associam notas minerais, algum fumado e algum vegetal. É um vinho com um aroma muito interessante e sobretudo fresco.
Na boca ganha algum peso, mercê da casta Viognier e do tratamento com a barrica. O vinho é untuoso, com sensação glicerinada. Mantém a frescura, a barrica está bem integrada e tem uma excelente acidez, o que aliás me cativou mais na prova de boca. Termina com excelente persistência.
Muito bom para uma estreia. Obviamente que questiono a utilização destas castas no Douro, e sobretudo em solos que poderiam ser excelentes com castas bem nossas. Ainda assim, não se pode dizer que seja um caminho proibido, e a ver pelo resultado, temos um vinho diferente, com um estilo pouco usual nessas paragens, mas que só comprova a versatilidade do Douro.
Estreia auspiciosa que a ver pelo preço, vale bem a pena conhecer.
Nota 16


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