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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Verão Alentejano

O vinho branco, felizmente, está a ganhar terreno entre os portugueses, cada vez há mais pessoas a considerarem um bom branco, nas suas escolhas de dia a dia, ou mesmo em ocasiões especiais. É nesta época estival, que notoriamente se consome mais vinho branco, especialmente em dias de calor intenso. Eles querem-se frescos, assertivos, de boa acidez e, num dia de "caldo", conseguem fazer maravilhas. Eis algumas sugestões, na minha opinião, muito válidas, sobretudo na relação qualidade/preço:





Esporão 2 Castas Semillon/Viosinho 2011
Cor palha. Muito bem no aroma, perfumado, com sugestões minerais de inicio, laivos de frescura, e a passos, sugestões doces do Semillon. Com a subida de temperatura surgem as "notas de Sauternes".
Bom volume na boca, cremoso e ligeira sensação de doçura. Fresco e intenso. Muito bem desenhado
Nota 16


João Portugal Ramos Marquês de Borba branco 2011
Feito a partir das Castas Arinto, Antão Vaz, Verdelho e Viognier, fermentadas em inox, apresenta uma cor palha. Aroma frutado, de boa intensidade, com sugestões vegetais, de boa frescura.
Muito bem na boca, com frescura, e acidez alta. Gastronómico.
Nota 15,5

João Portugal Ramos Vila Santa Reserva branco 2011
Feito a partir das Castas Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc, parcialmente fermentado em barricas novas de carvalho francês, apresenta uma cor palha, com laivos esverdeados. Rico de aromas, com sugestões de citrinos, ligeiro vegetal, café e mineral. Muito fresco e de carácter vincado.
Muito saboroso na boca, com acidez penetrante e final nervoso. Muito bem, de belo efeito. Bom para acompanhar uma refeição. Muito bem
Nota 17

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Esporão Syrah 2008 vs Esporão Petit Verdot 2008



Continuando com os novos monocasta do esporão, desta feita com a prova em simultâneo do Syrah e Petit Verdot, ambos da colheita de 2008.


Esporão Syrah 2008
Este 100% Syrah, fermentou em cubas de inox, estagiando depois 12 meses em barricas de carvalho americano, e ainda mais 12 meses de estágio em garrafa.
Cor rubi de grande concentração. Começa muito bem, com sugestões de fruto preto denso, a que se associam notas de carne assada e chocolate. Boa frescura.
Pleno de sabor, na boca, com o fruto preto, doce, a dominar toda a prova. Muito guloso, excelente na acidez e no seu final redondo e longo. Um vinho feito para agradar a todos, e principalmente aos que gostam deste "estilo australiano". Muito bem, um Syrah muito bom.
Nota 17


Esporão Petit Verdot 2008
Este 100% Petit Verdot, fermentou em cubas de inox, estagiando depois 12 meses em barricas de carvalho francês e ainda 12 meses em garrafa.
Cor rubi de boa concentração. Alguma austeridade no aroma, com muitas sugestões de vegetal seco, mineral e de couro. A fruta, madura, fica relegada para segundo plano, num vinho de grande carácter e com boa frescura.
Excelente na boca, nervoso, com taninos muito jovens, excelente acidez e final longo. Poderá não ser do gosto de todos, tenho a plena consciência que não será, mas este Petit Verdot, merece sem dúvida ser conhecido e apreciado, pelo carácter que demonstra em toda a prova. Poderá ser guardado por mais uns anos até acalmar os seus taninos e atingir a sua forma ideal.
Nota 17,5

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Altas Quintas Branco 2010

Do alentejo, a nova colheita do Altas Quintas branco 2010.


Altas Quintas branco 2010
Da Serra de São Mamede nasce este vinho, feito a partir das castas Verdelho e Arinto, que fermentam em barricas novas de carvalho francês e nelas estagiam por 4 meses.
Cor palha esverdeada, aromas de citrinos, laranjas, a que se juntam sugestões de mel e alguma especiaria. Barrica bem integrada.
Boca com volume, encorpado, branco de inverno, mas onde falta alguma frescura de conjunto, apesar mesmo da acidez excelente que tem. Final Longo. Vai precisar de comida por perto. Pessoalmente estava à espera de outro estilo.
Nota 16

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vinhos do Alentejo em Lisboa

É a terceira edição do evento, organizado pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), que traz a Lisboa os Vinhos Alentejanos.

Os Vinhos do Alentejo vão estar em prova no Centro Cultural de Belém (CCB), nos próximos dias 30 de Setembro e 1 de Outubro, num evento que é dirigido a todos os consumidores.
Neste evento estarão em prova, mais de 300 vinhos desta região. Face à possibilidade que terá, de provar uma boa parte dos mais emblemáticos Vinhos Alentejanos, este evento é imperdível.

domingo, 4 de setembro de 2011

Varietais Esporão

Há bem pouco tempo estive na Herdade do Esporão e ao provar alguns dos seus vinhos que em breve serão lançados, fiquei a pensar que por vezes esquecemo-nos das "grandes" empresas produtoras e do que elas fazem. É verdade que a quantidade é inimiga da qualidade, é verdade que um vinho como, por exemplo,o Monte Velho, nunca poderá ser considerado como um grande vinho, um vinho especial, até porque nem sequer foi feito a pensar nessa possibilidade. No entanto, e se olharmos para o Esporão, vemos uma gama bem definida, e sobretudo, a máxima de fazer o melhor possível com cada uva que entre na adega. Este trabalho dá os seus frutos e hoje teremos de considerar o Esporão como um produtor de solidez e consistência, muitas vezes ao nível do pequeno produtor de vinhos de pequenas produções. É obra.

No esporão sempre houve lugar à criatividade, à ousadia e à experimentação. Os varietais, agora com nove imagem, são o exemplo desta ultima. Embora não seja, em Portugal, o maior fã dos vinhos varietais, salvo honrosas excepções, também compreendo o porquê de existirem. Penso que poderão ser bastante importantes no conhecimento das castas, importantes para saber como se comportam em determinados anos e como evoluirão na garrafa. No entanto, na minha opinião, deveriam servir um propósito maior de ajudar à melhoria dos vinhos de lote. Ora, ainda assim, o vinho não pode ficar nas adegas, só por se tratar de experiências, e tem de ser vendido. A verdade é que também a nós, estes vinhos, podem ensinar um pouco mais sobre as castas.
Para a colheita de 2008 foram apresentados os varietais de Touriga Nacional, Petit Verdot, Alicante Bouschet e Syrah, por serem as que melhor se apresentaram. Vamos então começar pelo Touriga Nacional.


Esporão Touriga Nacional 2008
Feito exclusivamente a partir da casta Touriga Nacional, este vinho fermentou em cubas de inox, passando depois por um estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em garrafa.
Côr violácea de grande concentração. Muito apelativo no aroma, com muitas sugestões florais, fruto bem maduro, algumas notas vegetais e uma barrica muito bem integrada. Com tempo aparecem também sugestões de fruto silvestre, framboesas e morangos.
Na boca todo ele é sabor, tem estrutura, tem largura, mas também é elegante. Os taninos estão presentes mas são redondos e mostram-se prontos. Muito equilibrado e com um final longo e saboroso. Muito bem.
Nota 17

Altas Quintas Colheita 2007

É o novo colheita do produtor Altas Quintas. Enquanto regiões como o Douro já lançaram alguns vinhos da colheita de 2009, e os topos serão-no em breve, no Alentejo, alguns produtores ainda lançam colheitas anteriores de 2007 e 2008.

Altas Quintas é um produtor que se desenvolve na região de Portalegre, bem na Serra de São Mamede. É uma zona Alentejana que confere frescura aos seus vinhos, cujas vinhas estão em altitudes superiores a 500m, por via da referida Serra. Quando bem há pouco tempo visitei a Serra de São Mamede deu para perceber que ali não há um Alentejo como de imediato nos vem à ideia. Ali, o terreno é rugoso, de altos e baixos. Lá de cima da serra, percebe-se um clima diferente que se transmite nos seus vinhos. Um Alentejo diferente. Mas vamos ao Vinho:


Altas Quintas 2007
Feito a partir das castas Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet, este vinho fermentou em balseiros de carvalho francês e por fim estagiou por 18 meses em barricas.
Com uma côr de boa concentração, apresentou-se muito bem no aroma. Para já é o Alicante que comanda, com sugestões de fruto preto, notas licoradas e uma boa dose de profundidade a não querer mostrar tudo de rompante. As notas de barrica estão já muito bem integradas, com ligeira percepção de notas tostadas.
Na boca mostra volume, robustez a que se junta uma excelente acidez do conjunto. Fresco e muito equilibrado, apesar dos seus 14º. Um vinho gastronómico que acompanha pratos robustos.
Nota 17

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Portugal Tour IV

Continuando, desta feita pelas planícies Alentejanas. Foi uma viagem muito interessante, na sua esmagadora maioria por excelentes produtores, com excelentes vinhos, no entanto houve para mim uma mão cheia de produtores, o "Quinteto Maravilha", que se destacaram dos demais pela sua enorme qualidade e em alguns deles, pela mudança de estilo que operaram. Difícil foi mesmo escolher entre tantos bons produtores, mas adiante.


Herdade da Malhadinha
Este produtor, aliás, esta família sempre teve tudo para colocar sucesso na fabulosa Herdade que adquiriram. Podíamos começar por falar na idílica Herdade, no seu excelente projecto de Enoturismo ou na sua Country House, onde nada foi deixado ao acaso, no sentido de proporcionar o maior conforto aos seus clientes. No vinho, e desde o início, tem sido colocado um enorme esforço para trazer o melhor que as suas vinha dão, aos seus clientes. O objectivo tem sido amplamente conseguido, e graças a alguma afinação de perfil, no meu entender, nesta ultima colheita foi mesmo superado. A verdade é que por vezes parecerá algo fútil dizer que este, ou aquele, produtor conseguiram fazer o melhor vinho de sempre, mas, nunca esta afirmação foi tão verdadeira para esta produtor.
Tudo isto para dizer que o Malhadinha Tinto 2009 é, no meu entender, o melhor vinho que foi feito até hoje na Herdade. O vinho impressiona pela sua precisão e enorme profundidade. Remete-nos para algo misterioso, obrigando-nos a incessantemente procurar nas profundidades dos seu aroma. Por outro lado, a grande concentração de aromas e na boca, tornam-no no mais opulento Malhadinha, e isto sem perder, também um grande feito, a sua frescura e taninos. Adorei.
Ainda assim, isto não completa o cenário, uma vez que os brancos também são de especial interesse falar neles, uma vez que foi nestes, com destaque para o Malhadinha Branco 2010, que foi operada a grande mudança de perfil na casa. Quem costuma seguir atentamente os vinhos desta casa, certo reparou que o Malhadinha Branco sempre foi um branco muito bom, mas que sempre teve na sua juventude uma madeira que demorava a integrar (o 2008, recentemente bebido, mostra precisamente um branco ainda muito pouco evoluído, mas também ainda com a madeira por integrar), no entanto, 2010 é exactamente o contrário, um vinho cuja madeira aparece desde já muito bem integrada, e por isso mesmo torna-o mais fino, mais elegante. Excelente branco. De ressalvar ainda a qualidade apresentada, também, nos Peceguina, que se perfilam como uma excelente escolha para a gama/preço onde se inserem, apoiando-se na fruta e na frescura para darem enorme prazer. Finalmente, a recente gama de varietais da casa e o Pequeno João, que deixou de ser o vinho mais extraído da casa, para também ele, se tornar mais elegante. No varietais, fico sempre com um "sensação agridoce", pois se por um lado são vinhos muito bons, todos eles, por outro, não se destacam dos demais. Ainda assim, de entre eles, o meu destaque vai mesmo para o Alicante Bouschet, por ser um fiel depositário do perfil da casta, sem exagerar na extracção.
Os meus sinceros parabéns pelos belos vinhos que apresentaram.


Quinta do Mouro
O "Enfant Terrible" do Alentejo está no seu auge de forma, e é no meu entender o produtor que mais se destaca na região, muito por culpa do carácter e individualidade que imprime nos seus vinhos, tornando-os em vinhos que se desmarcam do Alentejo, com o seu estilo muito próprio.
Tivemos oportunidade de provar os Rótulo Dourado 2005/06/07/08, que pura e simplesmente deixaram-me siderado, de tão bons que são. Todos eles atingiam patamares de excelência, sendo que o 2005 e 2007, extrapolavam-se para grandiosos vinhos que estão ao alcance de muito poucos produtores atingirem. São vinhos profundos, que depositam na sua acidez e taninos, associados a uma textura invulgar, todo o seu esplendor. Mas é enganador pensar que apenas o RD é o que se faz na casa, com enorme qualidade, nada disso, os colheita e mesmo os Casa de Zagalos também impressionam pela sua qualidade, e no primeiro caso, as colheitas de 2007 e 2008, mostraram vinhos irrepreensíveis no sabor e nos deliciosos taninos. Um must, conhecer este produtor.


Dona Maria
Tenho mesmo por começar pelo magnífico Château que é a Quinta do Carmo, não confundir com a marca Quinta do Carmo que se encontra na posse da Bacalhôa Vinhos, o lindíssimo palácio de onde nascem os vinhos Dona Maria. Andar dentro de casa é remontar a tempos idos do Séc. XIX. Magnífico.
No que aos vinhos diz respeito, este é o produtor, a par do anterior e da Quinta de Zambujeiro, que lidera a região de Estremoz. Em toda a sua gama podemos encontrar vinhos excelentes. Começando pelo Rosé, um dos melhores do Alentejo, onde a secura e frescura o tornam numa excelente escolha de verão, podendo eventualmente integrar-se na meia estação. Bom Rosé.
No brancos da casta Viognier, o Dona Maria e o Amantis, a diferença entre o Inox e a Barrica. Se por um lado a frescura assenta no primeiro, no segundo a mineralidade, associada às notas de barrica. Não sendo uma casta que admiro, tenho a consciência que os apreciadores desta, irão encontrar o que pretendem nestes vinhos.
No tintos, dois colossos foram-nos foram apresentados, o Dona Maria Reserva 2007 e o JB 2007. Nestes, a capacidade de envelhecimento é evidente, pelos taninos que apresentam. São ainda muito jovens e vão precisar de muito tempo para chegarem ao seu auge, no entanto garanto-vos que são tão, mas tão bons. Adorei estes dois vinhos, que infelizmente parecem estar a dar que fazer ao Júlio Bastos, que pondera se os deve ou não lançar. Por mim era já, que eu quero-os na minha garrafeira.
Tive ainda a oportunidade de estar perante a difícil escolha dos lotes para o Amantis Tinto 2009, mas garanto-vos que está delicioso, cheio de sabor e com taninos redondinhos. Fácil de gostar e muito difícil de resistir.


Herdade do Esporão
Um dos maiores produtores portugueses mas cuja consistência dos seus vinhos, sejam ele o Monte Velho ou o Private Selection, é levada ao limite. Não se provou tudo desta casa, mas o que se provou, dá excelentes indicações do que são as próximas colheitas.
Impressiona-me sempre a qualidade dos Esporão Reserva, onde a qualidade notável, face à quantidade de vinho produzido. Atenção ao Esporão Reserva tinto 2009, que está excelente e é uma excelente RQP. Nos Private Selection, de destacar a cremosidade e amplitude aromática do branco 2010 e a densidade do fruto maduro e a estrutura de boca, aliada à elegância, no tinto. São sempre um porto seguro para quem procura um grande vinho. Excelentes.
Finalmente o novo Torre, de 2007, com aroma muito compacto de fruto negro, denso e profundo, grande amplitude na prova de boca, com toneladas de taninos, muito potente e longo. Um "Vin de Guarde" sem tirar nem pôr. Muito bem.


Zambujeiro
Um produtor "estranho", no sentido de infelizmente ser pouco conhecido, apesar da qualidade que apresenta nos seus vinhos. A verdade é que os seus vinhos, na minha humilde opinião, estão entre os melhores do Alentejo e mesmo de Portugal. Não são vinhos baratos, é certo, e será provavelmente essa a razão deste aparente desconhecimento. Outra razão poderá ser encontrada na sua enorme percentagem de exportação a que são sujeitos, em virtude do proprietário ser suiço. Os Terra do Zambujeiro são vinhos muito bons, com capacidade de guarda mas os tesouros deste produtor são mesmo os Zambujeiro, que atingem facilmente em todas as colheitas um patamar de excelência. São belíssimos vinhos que envelhecem muito bem. Enorme o Zambujeiro 2007, um caso sério de vinho, onde a Touriga Nacional mostra toda a sua arte, como componente de um lote, e onde a estrutura de boca e taninos mostra um vinho que precisará ainda de tempo em garrafa. Grande vinho, com carácter e enorme frescura. Adorei.




Continua......

sábado, 11 de junho de 2011

Altas Quintas RESERVA-DO

Há muito que não saía nada do Altas Quintas. Esta afirmação pode ser estranha pois este produtor tem os seus vinhos a saírem todos os anos, mas, o que queria mesmo dizer é este produtor tem sempre algo escondido na manga, tem tido sempre um vinho que coloca a envelhecer e o lança quando acha que está pronto. Este ano chama-se RESERVA-DO e é da colheita de 2005. Vamos a ele:



Altas Quintas RESERVA-DO 2005
Cor de boa concentração, ainda com toda a sua juventude. Profundidade de aroma, com muitas sugestões de alcaçuz e aniz a que se associam o fruto maduro, as notas florais e as sugestões minerais. Boa frescura do conjunto.
Muito bem na boca, que mostra o volume e a tensão da acidez. Mostra um final longo ainda com taninos impertigados a mostrarem que o seu melhor ainda está para vir. Muito bem, gostei muito.
Nota 17

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Provas

Aproveito para lançar aqui algumas notas de provas que tenho pendentes. São as novidades recentes da Fiuza (Tejo), Altas Quintas (Alentejo), Quinta das Bajancas e Quinta do Soque (Douro).


Brancos

Fiuza 3 castas Branco 2010
São 3 castas, como o nome indica, que fazem parte do lote que deu origem a este vinhos. São elas a Chardonnay, Arinto e Vital, que fermentaram e estagiaram em cubas de inox.
Cor palha. Aroma frutado com sugestões de ananás, limão a toranja. Fresco.
Boca assertiva, frutada e redonda, com um final mediano mas saboroso.
Nota 14


Altas Quintas 600 Branco 2010
Feito a partir das castas Verdelho, Arinto e Fernão Pires, com fermentação e estágio em inox.
Pouco expressivo no aroma, com sugestões de fruto em calda e ligeira tropicalidade. Fresco mas esperava maior frescura.
Excelente acidez a marcar o palato, trazendo mais raça ao vinho. final saboroso e frutado.
Nota 14,5


Tintos


Fiuza 3 castas Tinto 2010
Novamente 3 castas, Syrah, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. Fermentação em Inox, com 3 meses de estágio em barrica nova e 3 meses em barrica usada.
Cor Ruby de pouca concentração. Aroma de bagas frescas, e ligeiro vegetal.
Boca com maior interesse, fresco, tudo muito redondo mas pleno de sabor, Final mediano e acidez correcta.
Nota 14,5


Bajancas Tinto 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca.
São as notas fumadas que conduzem a prova de início, escondendo de certa forma o fruto. Pouco depois aparecem as sugestões de ameixa e amoras, que se associam a alguma mineralidade.
Boca com volume e taninos finos. Pareceu-me algo curto mas ainda assim está muito bem.
Nota 15,5


Bajancas Reserva 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Ligeiramente fechado de início. Alguma austeridade. Fruto maduro, groselhas e amoras, notas fumadas e sugestões minerais.
Muito fino na boca. Parece mais redondo que o colheita, apesar dos taninos que tem. Excelente na acidez que acompanha o final médio/longo.
Nota 16


Quinta do Soque 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Aroma de fruto maduro a complementar-se com sugestões silvestres. Algum fumado e ligeiro calor.
Mais fresco na boca com muito boa acidez e taninos redondos.
Nota 15

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Da Garrafeira

Foi num almoço entre amigos, em Peniche, na Tasca do Joel, onde confesso passar muitos dos meus fins de semana. O Cos Estournel 85 já aguardava há muito na minha garrafeira, esperando o dia D e o motivo para este almoço terá sido mesmo esse, abri-lo com bons amigos. Entretanto abriram-se mais uns vinhos:


Raúl Perez Ultreia La Claudina Godello 2008
Vem da região de Bierzo, onde o magnífico Raúl Pérez faz uma boa parte dos seus vinhos, com especial destaque para os Ultreia. Este vinho é feito a partir da casta Godello, e estagia em duas barricas de 700l e uma de 225l, por um período de 11 meses.
Aroma com evolução, sensação doce por vezes a lembrar um colheita tardia. Aroma de mel, ananás em calda, limão. Estava à espera de maior frescura. Ia melhorando no copo.
Boca bom volume, rico, muito saboroso e persistente.
Nota 16,5



Château Tayac Margaux 1976
Monocórdico no aroma com as notas herbácias e de pimento. Já perdeu a sua fruta, mas é ainda assim um vinho fresco e intenso.
Na boca um Bordéus evoluído, tudo muito soft, muito redondo e algo delgado, mas sem perder o interesse. Do alto dos seus 35 anos, está jeitoso, especialmente para um Cru Bourgeois.
Nota 16




Château Cos Estournel 1985
Enorme concentração na côr. Novamente um vinho que engana, pois parece bem mais jovem.
Grande concentração no aroma, com notas de fruto negro, pimento, especiarias, algum couro. Tudo muito sincronizado e muito fresco.
Fantástico na boca, a mostrar que ainda quer mais anos pela frente. Nervoso, poderoso , ainda com taninos férteis e voluntariosos. Excelente acidez num final médio/longo. Grande vinho, que acredito ainda aperfeiçoará por mais anos.
Nota 18,5



Grou 2004 Rótulo Cinzento
Grande surpresa na jovialidade deste vinho.
Os anos não passaram por ele. Ainda mantém fruto decadente, muita intensidade, fruto caloroso, muitas notas compotadas, algum floral e ainda notas de fumo..
Boca poderosa com taninos ainda muito presentes a mostrar que precisa ainda de tempo, precisa de garrafa. Confesso que não será o estilo de vinho que mais me comove, e até terá muitos adeptos, mas não deixa de ser muitíssimo bom e uma bela surpresa.
Nota 17

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Adega Borba apresenta Premium


Dando seguimento à sua política de internacionalização, a Adega de Borba mostra-se nos mercados Angolano, Americano, Brasileiro e Chinês. Com efeito, nos últimos meses de 2010 realizaram-se alguns eventos de apresentação do vinho da Adega de Borba nestes mercados.

A Adega de Borba decidiu apostar no lançamento e apresentação do novo vinho Adega de Borba Premium no Brasil, China, EUA, Suíça, França, Alemanha e Luxemburgo que são já alguns dos mercados de sucesso para os vinhos desta região alentejana. Angola, o último país a ser visitado, é hoje um passo natural na afirmação do território de exportação da Adega de Borba.

No início do mês de Novembro, a Adega de Borba apresentou oficialmente o vinho Adega de Borba Premium ao mercado chinês, tendo obtido muito boa aceitação do mercado e ouvido as melhores críticas tanto do importador local como de alguns clientes e jornalistas chineses convidados para a ocasião. Seguiu-se a apresentação ao mercado americano, a 17 de Novembro no restaurante Aldea, detentor de uma estrela Michelin, em Nova Iorque, dos vinhos Adega de Borba Premium e Grande Reserva “Rótulo de Cortiça” Gold que contou com a apresentação da reconhecida sommelier americana Stephanie Frederick.

domingo, 1 de agosto de 2010

Altas Quintas Crescendo

A Altas Quintas apresenta as novidades relativas aos seus vinhos intermédios, os Altas Quintas Crescendo, nas versões 2007 e 2009, respectivamente tinto e branco.


Altas Quintas Crescendo branco 2009
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 13% vol
Preço - A partir de 8€
AVIN - AVIN5826633781315
Feito a partir das castas Verdelho, Arinto e Fernão Pires, este vinho fermentou e estagiou em Inox.
Apresenta uma cor palha carregada.
Aroma franco, onde predomina a sensação de frescura. Surgem notas de citrinos, vegetal e anisadas.
Muito bem na boca, a mostrar muita frescura, muito sabor e ligeira sensação adocicada. Apresenta-se com volume, untuosidade, boa acidez e final mediano/longo.
Esta muito bem neste momento e promete agradar a "Gregos e Troianos". Excelente aposta neste verão.
Nota 15,5






Altas Quintas Crescendo 2007
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 14% vol
Preço - A partir de 8€
AVIN - AVIN4319392022337
Feito a partir das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, que fermentou em balseiros e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.
Cor rubi de grande concentração.
Aroma ainda comandado pelas notas fumadas, que aparecem em primeiro plano. Em segundo, aromas de fruto preto e alguma grafite. Fresco.
Melhor na boca, a mostrar-se amplo, com notas de fruto maduro, e final com taninos finos e presentes. Termina com excelente persistência.
Bela surpresa neste tinto que se mostrou muito saboroso, com taninos e acidez a despertarem para mais um trago. Muito bem.
Nota 16

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Esporão Monte Velho 2009

Monte Velho 2009
Produtor - Esporão
Região - Alentejo
Grau - 14% vol
Preço - A partir de 2.90€
AVIN - AVIN7608038256432
Este vinho foi feito a partir das castas Aragonês, Trincadeira e Castelão, com fermentação em Inox e estágio em carvalho americano.
Apresentou-se com uma côr ruby de média concentração. Aroma franco, com sugestões de fumadas e de frutos silvestres.
Boca harmoniosa, ligeira e redonda com final mediano.
Muito bem, para um vinho do qual se fazem cerca de 6 milhões de litros. Para o preço a que se vende, achei bastante bem feito e bastante agradável. É obviamente um vinho que se pretende de consumo diário e neste aspecto, o Monte Velho 2009, cumpre todas as expectativas e é bastante recomendável.
Nota 14

sábado, 3 de julho de 2010

Esporão Private Selection Tinto 2007




Esporão Private Selection Tinto 2007 recebe medalha de ouro no International Wine Challenge


O Esporão Private Selection Tinto 2007 acaba de receber a medalha de ouro no International Wine Challenge 2010, um dos mais prestigiados concursos de vinho a nível mundial. Na edição deste ano, os Vinhos do Esporão arrecadaram 12 das 35 medalhas atribuídas a Portugal.

Para além da medalha de ouro, aos Vinhos do Esporão foram ainda atribuídas quatro medalhas de prata, incluindo o Esporão Private Selection branco 2008, o Alicante Bouschet 2007, o 4 Castas 2008 e o Verdelho 2009, e ainda, mais cinco medalhas de bronze e dois louvores.
Produzido na Herdade do Esporão, na adega de lagares especialmente concebida para pequenos volumes, o Private Selection Tinto 2007 foi vinificado com maceração prolongada, a partir das castas nobres do Alentejo, maioritariamente Alicante Bouschet e Aragonês. Após um estágio de 12 meses em barricas de Carvalho Francês, resultou um vinho de cor grená intensa, quase impenetrável e mostra aroma fino com sugestões a fruta madura, envolvida em subtis notas de tabaco e ligeiro tostado. Na boca é denso, e a componente balsâmica sobressai. Os taninos estão cheios de vigor, garantindo estrutura e prometendo grande longevidade em garrafa.
O Esporão Private Selection Tinto já recebeu 14 distinções nacionais e internacionais, como a Great Gold Medal no Concours Mondial de Bruxelles, Prémio de Excelência da Revista de Vinhos, e o 1º Prémio no Concurso Vinhos Engarrafados do Alentejo 2008.
International Wine Challenge é considerada a melhor e maior prova cega do mundo e recebeu nesta edição mais de 10 mil vinhos a concurso. O júri é composto por 370 especialistas de renome no sector do vinho, entre produtores de vinho, comerciantes e escritores.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Concerto de Verão em Cortes de Cima


Há dias que perduram na nossa memória para sempre, dias que nos levam ao limite da emoção, que farão parte das histórias que contamos aos nossos filhos, aos nossos netos. O vinho tem destas coisas e felizmente tenho na minha memória, ainda em plenas capacidades, de dias em que uma apenas uma garrafa de vinho, um jantar ou um evento que me emocionaram de tal maneira que estarão para sempre na minha lembrança.
Este 8º Concerto de Verão de Cortes de Cima, que teve lugar no passado dia 18 de Junho, foi um desses eventos. Foi um fim de tarde magnifico, em que Cortes de Cima se engalanou para um evento ímpar e cheio de glamour, associando vinhos, música, uma Quinta muito bonita e um grupo de pessoas bem dispostas.
Mas vamos por partes:

(Da esquerda para a direita: Hans, Ulla, Mats, Thomas e Carrie)

A Música
Confesso que nunca fui a uma opera e que salvo erro nunca tinha presenciado ao vivo, um concerto de música erudita, acompanhada ao piano. Os artistas eram a Sra Ulla Kudst Jensen, que todos os anos marca presença neste evento, o Tenor Thomas Praestegard, acompanhados ao piano por Mats Knudsson. Acreditem que passei o concerto inteiro com "pele de galinha". Que grandes artistas, todos eles. O repertório era leve, passando pelas pequenas operas, a musicais (My Fairlady, por exemplo), e até a algum improviso e humor. Numa palavra, soberbo.




Cortes de Cima
Grande organização da Carrie do Hans e de toda a sua equipa, que decerto tiveram bastante trabalho em montar este evento. O dia estava fantástico e a Quinta é muito bonita, toda muito bem tratada, com as vinhas a cercarem todo o perímetro da adega, um lago que serve de habitat a umas dezenas de patos e os caminhos ladeados por vinha e pinheiros.


Os Vinhos
Foram servidas as recentes colheitas da casa, como o Chaminé 2009, Syrah 2007, Aragonês 2005, Touriga Nacional 2005, Reserva 2004 e ainda Reserva 2003 e Touriga Nacional 2003 ao Jantar. Não houve tempo, nem seria suposto, de tirar grandes notas, mas dos que bebi, destaco 0 Cortes de Cima Syrah 2007 pela sua genuinidade à casta e à região, o Cortes de Cima 2004 e 2003, que não sendo o meu estilo de vinho preferido, é impossível não os considerar grandes vinhos e entre os melhores dos melhores Alentejanos. Deixo para o final um grande vinho. que ainda quase ninguém conhece. Trata-se de um Cortes de Cima Petit Verdot 2008, que acabou de ser engarrafado e que me surpreendeu muito. Um vinho cheio de tensão e potência mas num apontamento contido e profundo, o tempo que passar em garrafa vai torná-lo num caso sério. Teremos de esperar ainda vários meses até lhe colocarmos a vista em cima, no entanto, face à reduzida quantidade, sugiro que se mantenham atentos.

O Jantar
Como é habitual, o Chef Bjarne Otto foi o responsável pelo repasto no final do concerto. Os jantares são como são, cheios de boa disposição, neste caso cheio de bons vinhos e boa comida comida e excelente companhia. Mas este jantar teve uma particularidade para mim por ter sido nele que comi o melhor Rosbife de toda a minha vida. Não consegui comer de mais nada.
Este pequeno texto não é mais do que uma desculpa para deixar aqui a minha singela homenagem a Bjarne Otto.

E assim, cravei na minha memória mais um grande evento no qual tive a enorme honra de participar. Bem hajam a Família Jorgensen e a Equipa Cortes de Cima que honraram sobremaneira a casa que representam. Muito obrigado.

Termino com mais algumas imagens do evento:



domingo, 9 de maio de 2010

Esporão Quatro Castas 2008

À semelhança do 4 castas, a filosofia é a de fazer um blend de castas que se evidenciaram na colheita, neste caso, de 2008. As castas são o Alicante Bouschet, Alfrocheiro, Syrah e Petit Verdot. Todas as castas foram vinificadas em separado.


Quatro Castas 2008
Produtor - Herdade do Esporão
Região - Alentejo
Grau - 14,5% vol
Preço - A partir de 9,5€
Este vinho foi feito a partir das castas Alicante Bouschet, Alfrocheiro, Syrah e Petit Verdot, que foram vinificadas em separado. As castas Alicate Bouschet e Alfrocheiro fermentaram em inox e estagiaram durante 12 meses em barricas de carvalho americano. A Syrah fermentou em cubas e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho americano, finalmente a Petit Verdot fermentou em cuba de inox seguindo um estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Cor de enorme concentração, quase opaca.
O aroma está neste momento muito marcado pelas notas tostadas. Em segundo plano fruto maduro e algum alcaçuz. Um aroma quente e com algum desvio alcoólico.
Na boca, algo diferente do que sugeria à partida o aroma, o vinho pareceu-me mostrar-se mais em elegância que em potência. Os taninos são redondos e termina com boa persistência e sugestões tostadas.
Nota 15, 5

Esporão Duas Castas

A Herdade do Esporão acaba de lançar este Duas Castas 2009, com intuito de combinar duas castas, neste caso o Viosinho e o Verdelho, que de certo modo se destacaram, na vindima de 2009. As castas foram vinificadas em separado.


Duas Castas Viosinho/Verdelho 2009
Produtor - Herdade do Esporão
Região - Alentejo
Grau - 14,5% Vol
Preço - A partir de 5,5€
Vinho feito a partir de duas castas, Viosinho e Verdelho, que foram vinificadas separadamente e que fermentaram em inox, a temperaturas baixas.
Côr palha.
Muito fresco de aromas, com notas de laranja intensas, e ligeiras sugestões de menta e hortelã. Aroma bem desenhado.
Na boca um vinho de corpo mediado, alguma untuosidade, frescura e acidez correcta. Não parece ter 14, 5% vol, pois o vinho mostra-se equilibrado e com boa frescura. Um vinho versátil, e com um preço muito justo, que pode acompanhar na perfeição as habituais confecções de verão. A sua frescura e equilíbrio, de certo modo que escondem o elevado grau alcoólico, por isso terá que ter algum cuidado para não de distrair.
Nota 15

segunda-feira, 22 de março de 2010

Altas Quintas 2006

Após a prova anterior do Mensagem de Aragonês, da mesma casa, vimos desta feita provar o colheita 2006:


Altas Quintas 2006
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 14.5% vol
Preço - a partir de 18€
Feito a partir das castas Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet, este vinho fermentou em balseiro e estagiou em barricas novas de carvalho francês.
Aroma de fruto bem maduro, sugestões de fumo, especiarias, vegetal e muita torrefacção.
Na boca é de bom porte e volume com alguma austeridade. Os taninos são redondos, dóceis e a acidez equilibrada.
Um conjunto equilibrado, apesar do grau alcoólico que apresenta, prazenteiro, e muito bem feito, na linha do que este vinho nos vem habituando, desde a primeira colheita. Ainda assim, talvez menos conseguido que a versão anterior.
Nota 16

sexta-feira, 12 de março de 2010

Altas Quintas Mensagem de Trincadeira 2007


De tempos tempos, quando assim o produtor entende e quando determinada casta porta-se à altura, o Produtor Altas Quintas lança um vinho em extreme de determinada casta.
O primeiro, o Mensagem de Aragonês, saiu em 2005. Agora foi a vez da Trincadeira, em 2007, merecer tal distinção.



Altas Quintas Mensagem de Trincadeira 2007
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 13% vol
Preço - 19.90€
Este vinho, feito a partir da casta Trincadeira, fermentou em balseiros de carvalho francês e tendo feito a maloláctica e o seu estágio em barricas novas de carvalho francês.
Muito bem no aroma, quase irresistível. Alia todo um fruto silvestre, com curiosas a sugestões de melancia e a lavanda, a uma vertente especiada e vegetal. Ainda consegue mostrar alguns apontamentos minerais, café e de tosta. Um conjunto muito fresco e equilibrado.
Também muito bem na boca, com um perfil vinoso (palavra que caiu em desuso mas que me parece encaixar bem neste vinho). Não é um vinho muito encorpado, mostra fineza, mostra muita frescura. Neste vinho, os taninos são redondos e a acidez judiciosa, transmitindo nervo e frescura a quem o bebe. Muito bem.
O resultado, salvo melhor opinião, é um vinho fresco e equilibrado, mas, sobretudo original. O preço remete-o para um grupo de restritos, mas a sua qualidade também. Entendi a mensagem....
Nota 17

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Esporão Espumante

Esporão Espumante Bruto 2007
Produtor - Esporão
Região - Alentejo
Grau - 13% vol
Preço - a partir de 11€
Feito a partir das castas Verdelho e Antão Vaz, fermentou em inox, e depois em garrafa, durante 9 meses, seguido de 1 ano em borras finas até ao degorgement.
Côr amarelo palha.
Não é muito aromático, mostrando para já apenas alguns apontamentos de citrinos, de maçã verde e sugestões minerais. A bolha é média e de média persistência.
Está melhor na boca, tem volume, tem bastante sabor, uma curiosa sugestão tostada e novamente notas minerais É um espumante com excelente acidez, equilibrado, mas pouco entusiasmante. Servirá muito bem para ser apreciado com mariscos e até mesmo um peixe grelhado. Acho que esperava um pouco mais deste espumante, que não desilude quem o comprar, mas que também não entusiasma. É aquele espumante certinho, eficaz, mas do qual não devemos esperar grandes façanhas.
Nota 14.5

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