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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Verão Alentejano

O vinho branco, felizmente, está a ganhar terreno entre os portugueses, cada vez há mais pessoas a considerarem um bom branco, nas suas escolhas de dia a dia, ou mesmo em ocasiões especiais. É nesta época estival, que notoriamente se consome mais vinho branco, especialmente em dias de calor intenso. Eles querem-se frescos, assertivos, de boa acidez e, num dia de "caldo", conseguem fazer maravilhas. Eis algumas sugestões, na minha opinião, muito válidas, sobretudo na relação qualidade/preço:





Esporão 2 Castas Semillon/Viosinho 2011
Cor palha. Muito bem no aroma, perfumado, com sugestões minerais de inicio, laivos de frescura, e a passos, sugestões doces do Semillon. Com a subida de temperatura surgem as "notas de Sauternes".
Bom volume na boca, cremoso e ligeira sensação de doçura. Fresco e intenso. Muito bem desenhado
Nota 16


João Portugal Ramos Marquês de Borba branco 2011
Feito a partir das Castas Arinto, Antão Vaz, Verdelho e Viognier, fermentadas em inox, apresenta uma cor palha. Aroma frutado, de boa intensidade, com sugestões vegetais, de boa frescura.
Muito bem na boca, com frescura, e acidez alta. Gastronómico.
Nota 15,5

João Portugal Ramos Vila Santa Reserva branco 2011
Feito a partir das Castas Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc, parcialmente fermentado em barricas novas de carvalho francês, apresenta uma cor palha, com laivos esverdeados. Rico de aromas, com sugestões de citrinos, ligeiro vegetal, café e mineral. Muito fresco e de carácter vincado.
Muito saboroso na boca, com acidez penetrante e final nervoso. Muito bem, de belo efeito. Bom para acompanhar uma refeição. Muito bem
Nota 17

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Taylor's, Fonseca & Croft Vintage - Trilogia Fladgate


Foram muitas as dissertações que decorreram, simplesmente do facto da Fladgate ter declarado os seus "Vintage Clássico", quando o que se esperava seria um ano de Single Quinta. A verdade é que esta suposição estava confirmada pela tradição de três "Vintages Clássico" por década e nesta já terem sido declarados 2000, 2003 e 2007. Alguns autores chegaram mesmo a criticar esta decisão, no entanto, o que terá levado a Fladgate a colocar no mercado estes 3 vintages? Bem, segundo me pareceu, e tendo em conta o prestigio imaculado desta casa, terá mesmo sido a qualidade do "líquido" que encerra cada uma destas garrafas.

A colheita de 2009, quente, correu de feição para o Vinho do Porto e neste caso para os Vintage. Lembro-me de na altura das vindimas vários produtores a exaltarem com a cor e concentração das massas que tinham na adega. Lembro-me também dos primeiros vintage 2009 que provei, num périplo já neste blog relatado, no qual constatei que algumas casas, em meu entender, conseguiram melhorar a qualidade dos seus Vintage, em relação aos que tinham declarado em 2007. Confesso que vi uma qualidade excepcional no que ia provando.

Croft Vintage Porto 2009
Muito concentrado na cor. No aroma o fruto é intenso, maduro, de figos e ameixa preta a que se juntam sugestões florais. Ligeiro desvio alcoólico.
Boa concentração na boca, com volume, algo quente. Final longo e saboroso. É o vinho mais cordato e mais disponível de todos. Um Vintage que poderá guardar, mas que não poderá ser esquecido na garrafeira.
Nota 17

Fonseca Vintage Porto 2009
Concentrado na cor, opaco. Compacto, uma bomba de fruto preto, negro. Ainda muito pouco dialogante. Algumas sugestões vegetais. Austero e químico.
Longo e poderoso na boca mas com taninos muito finos. Adorei. Este sim, o vinho com enorme futuro e para ser esquecido na garrafeira.
Nota 18,5


Taylor's Vintage Porto 2009
Cor de grande concentração. Também muito compacto no aroma, com muito ainda dizer, ainda por ser desvendado. Para já muitas notas de fruto preto, denso, e sugestões florais.
Na boca, mais doce que o Fonseca, um misto de vigor com suplesse, de potência com elegância. Taninos sedosos e final muito, mas muito longo.
Nota 18,5

Difícil escolher entre os dois últimos da prova. É certo que são estilos bem diferentes, mas não deixam de ser dois belos exemplos de Porto Vintage. O tempo encarrega-se das razões mas para já confesso que me agradou esta decisão. Parabéns.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Esporão Syrah 2008 vs Esporão Petit Verdot 2008



Continuando com os novos monocasta do esporão, desta feita com a prova em simultâneo do Syrah e Petit Verdot, ambos da colheita de 2008.


Esporão Syrah 2008
Este 100% Syrah, fermentou em cubas de inox, estagiando depois 12 meses em barricas de carvalho americano, e ainda mais 12 meses de estágio em garrafa.
Cor rubi de grande concentração. Começa muito bem, com sugestões de fruto preto denso, a que se associam notas de carne assada e chocolate. Boa frescura.
Pleno de sabor, na boca, com o fruto preto, doce, a dominar toda a prova. Muito guloso, excelente na acidez e no seu final redondo e longo. Um vinho feito para agradar a todos, e principalmente aos que gostam deste "estilo australiano". Muito bem, um Syrah muito bom.
Nota 17


Esporão Petit Verdot 2008
Este 100% Petit Verdot, fermentou em cubas de inox, estagiando depois 12 meses em barricas de carvalho francês e ainda 12 meses em garrafa.
Cor rubi de boa concentração. Alguma austeridade no aroma, com muitas sugestões de vegetal seco, mineral e de couro. A fruta, madura, fica relegada para segundo plano, num vinho de grande carácter e com boa frescura.
Excelente na boca, nervoso, com taninos muito jovens, excelente acidez e final longo. Poderá não ser do gosto de todos, tenho a plena consciência que não será, mas este Petit Verdot, merece sem dúvida ser conhecido e apreciado, pelo carácter que demonstra em toda a prova. Poderá ser guardado por mais uns anos até acalmar os seus taninos e atingir a sua forma ideal.
Nota 17,5

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Altas Quintas Branco 2010

Do alentejo, a nova colheita do Altas Quintas branco 2010.


Altas Quintas branco 2010
Da Serra de São Mamede nasce este vinho, feito a partir das castas Verdelho e Arinto, que fermentam em barricas novas de carvalho francês e nelas estagiam por 4 meses.
Cor palha esverdeada, aromas de citrinos, laranjas, a que se juntam sugestões de mel e alguma especiaria. Barrica bem integrada.
Boca com volume, encorpado, branco de inverno, mas onde falta alguma frescura de conjunto, apesar mesmo da acidez excelente que tem. Final Longo. Vai precisar de comida por perto. Pessoalmente estava à espera de outro estilo.
Nota 16

Bétula 2010

Chega-nos a nova colheita deste Bétula 2010, um branco feito pelo enólogo Francisco Montenegro (Aneto e Quinta Nova), que colocou em cima da mesa alguma polémica relativamente às castas utilizadas.



Bétula 2010 Branco
Feito a partir de duas castas pouco usuais no douro, Viognier e Sauvignon Blanc. Em percentagem idêntica, o Viognier fermentou em barricas e o Sauvignon em inox.
Cor palha carregada. O vinho apresentou-se muito bem de aroma, muito ao estilo Sauvignon, com sugestões de relva cortada e muita frescura. Do Viognier chegam também as sugestões de barrica e com o aumentar da temperatura no copo, as inevitáveis sugestões anisadas.
Na boca temos um vinho com volume e excelente acidez, numa toada de elegância e equilíbrio. Final médio-Longo com muito sabor.
Nota 16,5

domingo, 4 de setembro de 2011

Varietais Esporão

Há bem pouco tempo estive na Herdade do Esporão e ao provar alguns dos seus vinhos que em breve serão lançados, fiquei a pensar que por vezes esquecemo-nos das "grandes" empresas produtoras e do que elas fazem. É verdade que a quantidade é inimiga da qualidade, é verdade que um vinho como, por exemplo,o Monte Velho, nunca poderá ser considerado como um grande vinho, um vinho especial, até porque nem sequer foi feito a pensar nessa possibilidade. No entanto, e se olharmos para o Esporão, vemos uma gama bem definida, e sobretudo, a máxima de fazer o melhor possível com cada uva que entre na adega. Este trabalho dá os seus frutos e hoje teremos de considerar o Esporão como um produtor de solidez e consistência, muitas vezes ao nível do pequeno produtor de vinhos de pequenas produções. É obra.

No esporão sempre houve lugar à criatividade, à ousadia e à experimentação. Os varietais, agora com nove imagem, são o exemplo desta ultima. Embora não seja, em Portugal, o maior fã dos vinhos varietais, salvo honrosas excepções, também compreendo o porquê de existirem. Penso que poderão ser bastante importantes no conhecimento das castas, importantes para saber como se comportam em determinados anos e como evoluirão na garrafa. No entanto, na minha opinião, deveriam servir um propósito maior de ajudar à melhoria dos vinhos de lote. Ora, ainda assim, o vinho não pode ficar nas adegas, só por se tratar de experiências, e tem de ser vendido. A verdade é que também a nós, estes vinhos, podem ensinar um pouco mais sobre as castas.
Para a colheita de 2008 foram apresentados os varietais de Touriga Nacional, Petit Verdot, Alicante Bouschet e Syrah, por serem as que melhor se apresentaram. Vamos então começar pelo Touriga Nacional.


Esporão Touriga Nacional 2008
Feito exclusivamente a partir da casta Touriga Nacional, este vinho fermentou em cubas de inox, passando depois por um estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em garrafa.
Côr violácea de grande concentração. Muito apelativo no aroma, com muitas sugestões florais, fruto bem maduro, algumas notas vegetais e uma barrica muito bem integrada. Com tempo aparecem também sugestões de fruto silvestre, framboesas e morangos.
Na boca todo ele é sabor, tem estrutura, tem largura, mas também é elegante. Os taninos estão presentes mas são redondos e mostram-se prontos. Muito equilibrado e com um final longo e saboroso. Muito bem.
Nota 17

Altas Quintas Colheita 2007

É o novo colheita do produtor Altas Quintas. Enquanto regiões como o Douro já lançaram alguns vinhos da colheita de 2009, e os topos serão-no em breve, no Alentejo, alguns produtores ainda lançam colheitas anteriores de 2007 e 2008.

Altas Quintas é um produtor que se desenvolve na região de Portalegre, bem na Serra de São Mamede. É uma zona Alentejana que confere frescura aos seus vinhos, cujas vinhas estão em altitudes superiores a 500m, por via da referida Serra. Quando bem há pouco tempo visitei a Serra de São Mamede deu para perceber que ali não há um Alentejo como de imediato nos vem à ideia. Ali, o terreno é rugoso, de altos e baixos. Lá de cima da serra, percebe-se um clima diferente que se transmite nos seus vinhos. Um Alentejo diferente. Mas vamos ao Vinho:


Altas Quintas 2007
Feito a partir das castas Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet, este vinho fermentou em balseiros de carvalho francês e por fim estagiou por 18 meses em barricas.
Com uma côr de boa concentração, apresentou-se muito bem no aroma. Para já é o Alicante que comanda, com sugestões de fruto preto, notas licoradas e uma boa dose de profundidade a não querer mostrar tudo de rompante. As notas de barrica estão já muito bem integradas, com ligeira percepção de notas tostadas.
Na boca mostra volume, robustez a que se junta uma excelente acidez do conjunto. Fresco e muito equilibrado, apesar dos seus 14º. Um vinho gastronómico que acompanha pratos robustos.
Nota 17

sábado, 11 de junho de 2011

Altas Quintas RESERVA-DO

Há muito que não saía nada do Altas Quintas. Esta afirmação pode ser estranha pois este produtor tem os seus vinhos a saírem todos os anos, mas, o que queria mesmo dizer é este produtor tem sempre algo escondido na manga, tem tido sempre um vinho que coloca a envelhecer e o lança quando acha que está pronto. Este ano chama-se RESERVA-DO e é da colheita de 2005. Vamos a ele:



Altas Quintas RESERVA-DO 2005
Cor de boa concentração, ainda com toda a sua juventude. Profundidade de aroma, com muitas sugestões de alcaçuz e aniz a que se associam o fruto maduro, as notas florais e as sugestões minerais. Boa frescura do conjunto.
Muito bem na boca, que mostra o volume e a tensão da acidez. Mostra um final longo ainda com taninos impertigados a mostrarem que o seu melhor ainda está para vir. Muito bem, gostei muito.
Nota 17

Esporão no Douro - Assobio e Murças

A noticia oficial foi dada há 3 anos, mas há muito se falava que o esporão queria ir para o Douro. A verdade é que fazia todo o sentido que o Esporão, à semelhança das outras empresas da sua envergadura, começasse a alargar os seus horizontes. Com o seu enólogo a conhecer tão bem a região foi uma questão de tempo até o Esporão assentar praça no Douro.
A escolha recaiu sobre a Quinta dos Murças, em Covelinhas. Organizaram-se as vinhas velhas, plantaram-se vinhas novas e saíram para o mercado os frutos deste trabalho, que aqui estão:

Esporão Assobio Douro 2009
Cor de boa concentração. Feito a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, 20% deste vinho estagiou em barricas novas e usadas.
Aroma de frutos vermelhos e maduros, algum vegetal seco e ligeira tosta. Fresco.
Melhor na boca com bom volume, taninos presentes, muito finos e final de boa persistência. Um bom vinho, que não precisa de ser bebido no ano de lançamento. Aliás, ao contrario da maioria dos vinhos desta gama, este pode ser mesmo guardado por um par de anos antes de começas a ser bebido.
Nota 15,5

Quinta dos Murças Reserva 2008
Cor de excelente concentração. Vinho feito a partir das vinhas velhas dos Murças, fermentação em lagares tradicionais e estágio por 12 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.
Comparando com o Assobio, entramos numa outra dimensão. Algo fechado de inicio mas com muitas sugestões minerais, flores, fruto maduro e uma barrica muito bem integrada. Profundidade no aroma.
Boca volumosa, texturada. Final longo com taninos jovens e secos a mostrarem que este vinho melhorará em garrafa. Muito bem.
Nota 17


Quinta do Murças Tawny 10 Anos
Bonita cor âmbar, este vinho mostra algumas notas queimadas, café, caramelo.
Na boca gostei do volume e retrogosto cheio de notas de caramelo. Final medio/longo. Esperava mais deste 10 anos. Excelente apresentação do produto.
Nota 16

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vertical Quinta do Crasto Vinhas Velhas

Uma vertical de um vinho é sempre um momento de emoção, de grande expectativa. Neste tipo de provas temos sempre a possibilidade de provar alguns vinhos que não provamos à muito, mas, mais que uma prova onde provamos um numero considerável de vinhos, uma vertical é uma prova bastante didática, que nos ensina sempre algo sobre o produtor, o perfil dos seus vinhos e sobre as perspetivas de evolução dos mesmo.
Desta feita foi sobre um dos vinhos de referência para muitos consumidores e provavelmente o estandarte da Quinta do Crasto, pois é um vinho com uma considerável produção e de enorme qualidade, como pudemos comprovar.

A qualidade dos vinhos, apenas com a exceção do 1995, que se mostrou aquém do esperado, foi realmente muito uniforme, e com os vinhos a ficarem sempre em patamares de qualidade muito elevados.
A prova deu grandes indicações quanto à longevidade dos Vinhas Velhas. Por esta amostra, pareceu-me que estes vinhos começam a entrar numa fase distinta, após os 10 anos de vida, altura em que começam a perder o seu perfil habitual, a fruta densa e as notas balsâmicas muito características. Mesmo os mais "velhos", apesar de resolvidos em termos de taninos, pareceram-me não estar a evoluir muito depressa.
Também, e facilmente chegámos a essa conclusão, consideramos que estamos perante uma grande Casa e um grande Vinho. Obrigado




Quinta do Crasto Vinhas Velhas 1994
Alguma evolução na côr, sem no entanto perder a sua côr avermelhada. Aroma distinto, de pó talco, frutos silvestres como a cereja e framboesa, fresco. Aroma muito fino e suave.
Boca resolvida, com taninos redondos mas com muito sabor. Evoluiu muito bem e está pronto a ser bebido.
Nota 17


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 1995
Ligeira evolução na côr. Aroma de tomate confitado, fruto silvestre, ligeiro couro e aniz.
Muito descontrolado na boca, com uma acidez descompensada. Desequilibrado. Uma pena, pois o aroma sugeria algo diferente. A beber desde já.
Nota 15,5


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 1997
Pouca evolução na côr. Aroma com ligeiro volátil, ligeiro desvio alcoólico mas ainda cheio de fruto denso, especiarias e notas balsâmicas.
Muito bem na prova de boca, a mostrar que ainda está cheio de força, com taninos ainda presentes e muito finos. Muito bem.
Nota 17


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 1999
Excelente concentração na Cõr, para um vinho com cerca de 12 anos. Foram poucas as vezes que um vinho se portou como este 1999. Começou com um aroma cheio de força, mas sem definição, algo sujo e com sugestões de naftalina e armário velho. Na boca mostrava algum desequilíbrio, quer ao nível do álcool, quer ao nível da acidez. Mais tarde, no final de todos os vinhos provados, um vinho completamente novo com um aroma cheio de precisão, fruto e notas balsâmicas, numa toada de frescura e finesse.
A boca parece que ganhou equilíbrio e volume. Tudo se conjugou, tudo se harmonizou. Valeu pela 2ª prova.
Nota 17


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2000
Muito jovem na côr. Aroma cheio de complexidade, com muitas notas de café, fruto bem maduro, ainda uma barrica por integrar na totalidade. Sugestões balsâmicas, algum floral.
Boca com estrutura e acidez no ponto, final longo e nervoso. Jovem e excelente.
Nota 17,5


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2001
Muito jovem na côr, com excelente concentração. Muitas sugestões minerais, fruto compotado, ervas aromáticas e notas especiadas. Algum calor mas sem prejudicar o aroma.
Excelente textura na boca, encorpado e guloso. Longo
Nota 17


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2002
Uma boa surpresa, de um ano considerado menor. Aroma muito delicado, com notas de café, fruto silvestre e especiarias. Tudo muito fino e com boa frescura.
Alguma falta de concentração na boca, neste vinho que é delgado e que só perde para os anteriores com a falta de sabor e força na prova de boca. Ainda assim, esteve muito bem.
Nota 16,5


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2003
Muito jovem na côr, com grande concentração. A antítese do anterior.Aroma muito compotado, fruto denso e opulento, notas balsâmicas.
Boca com volume, robustez e cheia de concentração. Final mediano, em que os taninos envolvem-se com o corpo do vinho.
Nota 16


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2004
Muito jovem na côr. Ainda a ganhar complexidade, muitas notas de café, notas balsâmicas, fruto denso. Aroma cheio de profundidade e tensão. É um vinho nervoso, mas ao mesmo tempo com austeridade. Cheio de frescura. Ainda quer ser criança.
Emoção na prova de boca, ainda jovem, com taninos muito presentes e uma acidez vibrante. Final muito longo, num equilíbrio impressionante.
Nota 18


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2005
Muito jovem na côr. Não tem a decadência do anterior, no entanto mostra-se um vinho com maior austeridade. É um vinho mais preciso e rigoroso, sem perder complexidade para o 2004. Está fenomenal no aroma, cheio de frescura.
Grande prova de boca com taninos ainda muito jovens. Excelente final, cheio de sabor e muito longo. Outro grande vinhas velhas.
Nota 18


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2006
Outro VV com muita concentração. Notas compotadas, sugestões florais e balsâmicas. Algum desvio alcoólico, algo quente.
Boca jovem com muita concentração, final compotado mas longo. Não tendo a frescura dos anteriores, este 2006, parece-me que ainda merece ser guardado e consumido a uma temperatura ligeiramente inferior aos restantes. Não deixa de ser muito bom.
Nota 16,5


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2007
Ainda muito jovem. Aroma muito floral, com notas de fruto maduro a que se associam sugestões de bagas frescas pisadas. Sugestões balsâmicas, ligeiras notas de côco e baunilha. Aroma muito fresco
Grande toada de frescura na prova de boca. Muito jovem, com taninos muito presentes mas muito finos. Final Longo e muito fresco.
Nota 17,5


Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2008
Mantém o mesmo perfil que as anteriores notas de prova. Mantém ainda as notas de barricas usuais neste vinho, auxiliadas por notas de grafite, café, Fruto Negro e Giz. Muito sedutor. Equilibrado.
Boca com volume, sumarenta, taninos finos ainda muito presentes. Final longo. Excelente vinho, que mostrará todo o seu esplendor daqui a uma mão cheia de anos.
Nota 17,5

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Provas

Aproveito para lançar aqui algumas notas de provas que tenho pendentes. São as novidades recentes da Fiuza (Tejo), Altas Quintas (Alentejo), Quinta das Bajancas e Quinta do Soque (Douro).


Brancos

Fiuza 3 castas Branco 2010
São 3 castas, como o nome indica, que fazem parte do lote que deu origem a este vinhos. São elas a Chardonnay, Arinto e Vital, que fermentaram e estagiaram em cubas de inox.
Cor palha. Aroma frutado com sugestões de ananás, limão a toranja. Fresco.
Boca assertiva, frutada e redonda, com um final mediano mas saboroso.
Nota 14


Altas Quintas 600 Branco 2010
Feito a partir das castas Verdelho, Arinto e Fernão Pires, com fermentação e estágio em inox.
Pouco expressivo no aroma, com sugestões de fruto em calda e ligeira tropicalidade. Fresco mas esperava maior frescura.
Excelente acidez a marcar o palato, trazendo mais raça ao vinho. final saboroso e frutado.
Nota 14,5


Tintos


Fiuza 3 castas Tinto 2010
Novamente 3 castas, Syrah, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. Fermentação em Inox, com 3 meses de estágio em barrica nova e 3 meses em barrica usada.
Cor Ruby de pouca concentração. Aroma de bagas frescas, e ligeiro vegetal.
Boca com maior interesse, fresco, tudo muito redondo mas pleno de sabor, Final mediano e acidez correcta.
Nota 14,5


Bajancas Tinto 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca.
São as notas fumadas que conduzem a prova de início, escondendo de certa forma o fruto. Pouco depois aparecem as sugestões de ameixa e amoras, que se associam a alguma mineralidade.
Boca com volume e taninos finos. Pareceu-me algo curto mas ainda assim está muito bem.
Nota 15,5


Bajancas Reserva 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Ligeiramente fechado de início. Alguma austeridade. Fruto maduro, groselhas e amoras, notas fumadas e sugestões minerais.
Muito fino na boca. Parece mais redondo que o colheita, apesar dos taninos que tem. Excelente na acidez que acompanha o final médio/longo.
Nota 16


Quinta do Soque 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Aroma de fruto maduro a complementar-se com sugestões silvestres. Algum fumado e ligeiro calor.
Mais fresco na boca com muito boa acidez e taninos redondos.
Nota 15

quinta-feira, 17 de março de 2011

40 Anos de Krohn Colheita


Foi com enorme satisfação que tive a oportunidade de poder fazer esta vertical de Colheitas Krohn. Enquanto nos preparávamos para iniciar, lembrei-me da qualidade que esperava destes vinho, uma vez que muitos deles já tinha tido a oportunidade de beber, e a falta de conhecimento relativamente a esta Casa. A verdade é que a maioria daqueles que usualmente consomem Vinho do Porto, não terão na sua primeira ideia, este produtor. O que é certo é que a prova veio-se a revelar, esperadamente, magnífica.

A Krohn foi fundada em 1865 por Theodor Wiese e Dankert Krohn, ambos de origem Norueguesa. Hoje em dia é a 3ª geração da família Falcão Carneiro que se encontra ao leme da empresa. Tal como tinha escrito anteriormente, fico com pena de estes vinhos não serem tão (re)conhecidos, mas ao questionar um membro da família proprietária, que nos conduziu na prova, percebi que provavelmente terá a ver com a massiva exportação destes vinhos, relegando para segundo lugar o mercado nacional. Também é verdade que em termos de distribuição nacional, graças à Decante Vinhos que os representa, o reconhecimento tem vindo a melhorar.

Como nota final, gostaria de deixar aqui um alerta para o facto dos vinhos terem sido provados todos em garrafas de amostra, ou seja, vinhos que no próprio dia foram retirados das barricas. Isto poderá dizer que os vinhos que se encontram no mercado poderão ser algo diferentes. Acho que no entanto dará para ter uma ideia do que vos espera.



Wiese & Krohn Porto 10 Anos Tawny
Apresentou uma cor âmbar. Aroma com boa complexidade a sugerir notas de casca de laranja, limão e café.
Boca de volume mediano, doçura controlada e final longo.
Nota 16,5


Wiese & Krohn Porto 2001 Colheita
Apresentou uma cor a tender mais para o ruby, com arestas alaranjadas. No aroma ainda podemos encontrar algumas notas de frutos silvestres com frutos secos.
Excelente na boca, com uma textura e volume muito atraentes, final longo com excelente acidez. Conjunto muito equilibrado. Muito bom colheita
Nota 17


Wiese & Krohn Porto 1995 Colheita
Muito parecido na cor , com o colheita anterior e não muito diferente no estilo, no entanto apresenta-se com maior perceção da acidez no seu final longo. Também muito bom.
Nota 17


Wiese & Krohn Porto 20 Anos Tawny
Uau. Esta amostra estava monumental. Aroma com percepção de vinagrinho (Volátil), notas de caramelo, frutos secos, figos.
Tão saboroso na boca. Cheio e glicerinado, termina longo com acidez simplesmente perfeita. Yummm....
Nota 17,5


Wiese & Krohn Porto 1983 Colheita
Cor âmbar. Aroma muito rico com sugestões de leite condensado cozido, especiarias, bolo inglês e tofee.
Fantástica concentração na boca, enorme acidez e final muito longo. Belo colheita
Nota 17,5


Wiese & Krohn Porto 1976 Colheita
Não tendo a concentração do anterior, fica-se pela enorme complexidade e fineza.
Enorme na boca, com acidez, volume e enorme persistência a tornarem este colheita num equilíbrio de precisão. Adorei
Nota 18,5


Wiese & Krohn Porto 30 Anos Tawny
Foi talvez o único vinho que me desapontou, pela dificuldade da prova que deu. Ora bem, o vinho tem complexidade e nota-se que se pretendem aromas a idade. Mas o conjunto em si não ofereceu a complexidade esperada.
Na boca, apesar do volume e da perceção da acidez, o álcool não esta integrado e interfere na prova. Não deixa de ser muito bom por isso, mas não está ao nível de um 30 Anos.
Nota 16,5


Wiese & Krohn Porto 1961 Colheita
Fabuloso. Enorme complexidade, que nos chega em camadas de frutos secos, especiaria, ranço e vinagrinho.
Na boca um portento de untuosidade, mastigável, doce e com uma acidez monumental. Termina eterno. Um conjunto que ainda assim apresenta frescura suficiente para mostrar um equilíbrio notável. Monumental
Nota 19

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bétula 2009

É a segunda colheita deste novo branco do Douro.
O vinho chega-nos do Douro, mais propriamente da Quinta do Torgal, na Freguesia do Barrô. É um vinho resultante de umas vinhas situadas em solos graníticos e feito a partir de duas castas internacionais, Viognier e Sauvignon Blanc. O enólogo é o sobejamente conhecido, e reconhecido, Francisco Montenegro, que perpetua os vinhos Aneto e Quinta Nova.


Bétula Branco 2009
Produtor - Catarina Montenegro Santos
Região - Douro (Vinho Regional Duriense)
Grau - 13,5% vol
Preço - A partir dos 12€
Feito equitativamente a partir das castas Viognier, que fermentou e estagiou em barricas de carvalho francês, e Sauvignon Blanc, que fermentou e estagiou em inox.
Mais nervoso que no ano anterior, o que de certa forma é um contra-senso em face da tipicidade dos anos, no entanto poderá significar que o Francisco Montenegro afinou o perfil que queria com este vinho. O certo é que gosto bastante mais desta edição. Apesar de ter ganho um pouco mais de volume, encontrei mais nervo, mais sugestões minerais e uma acidez vincada e muito refrescante. Parece-me mais equilibrado que a anterior versão, apesar de ligeiros apontamentos da barrica em que o Viognier fermentou. Muito bem.
Nota 17

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Bajancas Private Selection 2008

A Quinta das Bajancas, pertença de António Alfredo Lamas, é um projecto Duriense que começou a ser delineado em 1993, quando por iniciativa própria, o proprietário decidiu partir na aventura de fazer vinho. Escolheram-se as castas a plantar, e em 1994 iniciaram-se as plantações. Em 2004 tem lugar a primeira colheita, nesta Quinta, já com a consultoria da 2PR.
A Quinta das Bajancas apresenta agora o seu mais recente projecto, da responsabilidade enológica da 2PR, o novíssimo Bajancas Private Selection 2009, que integrará o topo da casa em matéria de brancos.


Bajancas Private Selection Branco 2008
Produtor - Alfredo Lamas
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Preço - 15€
AVIN -
AVIN9772511879864
Feito a partir das castas Rabigato, Gouveio e Códega do Larinho, este vinho fermentou em inox, para depois estagiar em barricas usadas de carvalho.
Apresentou uma brilhante côr palha.
Aroma rico e complexo, o primeiro impacto é fantástico, com notas de citrinos, pêras e algum vegetal, a que se juntam sugestões de anis, ervas aromáticas, amêndoas e massapan. Excelente conjunto, onde a barrica surge perfeitamente integrada, mal se dando por ela.
Também se mostrou num excelente registo na prova de boca, com volume e untuosidade, suportados por uma excelente acidez e final longo.
Não é um vinho imediato, de aroma fácil, não, mas precisamos que seja sempre tudo facilitado? E então a criatividade, o carácter e a originalidade? Poderá não agradar a tudo e todos, mas eu gostei muito. Belo Branco.
Nota 17,5



Vale D'algares Guarda Rios e Selection

É a vez dos brancos, Guarda Rios e Selections, ambos da colheita de 2009.




Guarda Rios Branco 2009
Produtor - Vale D'Algares
Região - Tejo
Grau - 13%vol
Preço - A partir de 7€
AVIN - AVIN8039719441165
Feito a partir das castas Chardonnay, Sauvignon Blanc, Alvarinho e Arinto, este vinho fermentou em cubas de inox a baixas temperaturas, com a excepção de 35% do lote, que fermentou em barricas novas de carvalho francês.
Apresentou uma cor palha com laivos esverdeados.
Aroma franco e demasiado contido, com sugestões de fruto de caroço e laranjas a que se juntam notas vegetais e leves sugestões fumadas.
Boca com volume e alguma cremosidade num final com sabor, de boa acidez e final mediano. Novamente, à semelhança do rosé, denota a necessidade de uma maior frescura.
É um bom branco, que terá de certa maneira sofrido com a tipicidade da colheita, ainda assim considero uma boa aposta para os meses que se seguem, quando não queremos gastar muito.
Nota 15


Vale D'algares selection Branco 2009
Produtor - Vale D'Algares
Região - Tejo
Grau - 14%vol
Preço - a partir de 13€
AVIN - AVIN5443022400499
Feito a partir das castas Viognier, Alvarinho e Verdelho, este vinho fermentou em barricas novas de carvalho francês.
Apresentou uma cor palha.
Aroma ainda algo tímido mas já a mostrar boa profundidade. Neste momento apresenta algumas notas de barrica mas ainda assim é harmonioso no aroma, não é exuberante nem é fechado, é misterioso. Surgem entretanto sugestões de citrinos e mineralidade.
Na boca está muito bem. Muito saboroso, com volume e cremosidade num final longo e de bela acidez.
Um passo enorme acima dos restantes brancos da casa. Novamente não consideraria um vinho que se preza pela enorme frescura, mas este selection tem muito mais, muitos mais argumentos. No meu entender, para já não tenha pressa em abri-lo, até porque notei algum sulfuroso, sendo certo que caso o abra irá decerto gostar.
Nota 16,5

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Guarda Rios Rosé 2009

Voltamos a provar o Guarda Rios Rosé, desta feita na versão de 2009.

Guarda Rios Rosé 2009
Produtor - Vale d'Algares
Região - Tejo
Grau - 13,5% vol
Preço - A partir de 6€
AVIN - AVIN4771527529812
Feito a partir das castas Syrah, Touriga Nacional e Aragonêz, este vinho fermentou em inox, sendo de imediato engarrafado.
Côr rosada com alguma concentração.
Aromas iniciais a mina de lápis. Seguiram sugestões de ameixas, groselhas e pequenos apontamentos vegetais. Apesar de ter alguma frescura, um ligeiro desvio alcoólico consegue comandar o aroma.
Na boca mantém-se o perfil "morno", quente e fresco, num conjunto de bom volume e boa acidez. Final mediano mas saboroso.
É um rosé, no meu entender, a prestar-se à meia estação. Não sendo muito pesado, nem sendo muito quente, no meu entender, beneficiava com maior frescura. Ainda assim, e pelo preço sugerido, não deixa de ser um bom rosé.
Nota 14,5

domingo, 1 de agosto de 2010

Altas Quintas Crescendo

A Altas Quintas apresenta as novidades relativas aos seus vinhos intermédios, os Altas Quintas Crescendo, nas versões 2007 e 2009, respectivamente tinto e branco.


Altas Quintas Crescendo branco 2009
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 13% vol
Preço - A partir de 8€
AVIN - AVIN5826633781315
Feito a partir das castas Verdelho, Arinto e Fernão Pires, este vinho fermentou e estagiou em Inox.
Apresenta uma cor palha carregada.
Aroma franco, onde predomina a sensação de frescura. Surgem notas de citrinos, vegetal e anisadas.
Muito bem na boca, a mostrar muita frescura, muito sabor e ligeira sensação adocicada. Apresenta-se com volume, untuosidade, boa acidez e final mediano/longo.
Esta muito bem neste momento e promete agradar a "Gregos e Troianos". Excelente aposta neste verão.
Nota 15,5






Altas Quintas Crescendo 2007
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 14% vol
Preço - A partir de 8€
AVIN - AVIN4319392022337
Feito a partir das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, que fermentou em balseiros e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.
Cor rubi de grande concentração.
Aroma ainda comandado pelas notas fumadas, que aparecem em primeiro plano. Em segundo, aromas de fruto preto e alguma grafite. Fresco.
Melhor na boca, a mostrar-se amplo, com notas de fruto maduro, e final com taninos finos e presentes. Termina com excelente persistência.
Bela surpresa neste tinto que se mostrou muito saboroso, com taninos e acidez a despertarem para mais um trago. Muito bem.
Nota 16

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Esporão Monte Velho 2009

Monte Velho 2009
Produtor - Esporão
Região - Alentejo
Grau - 14% vol
Preço - A partir de 2.90€
AVIN - AVIN7608038256432
Este vinho foi feito a partir das castas Aragonês, Trincadeira e Castelão, com fermentação em Inox e estágio em carvalho americano.
Apresentou-se com uma côr ruby de média concentração. Aroma franco, com sugestões de fumadas e de frutos silvestres.
Boca harmoniosa, ligeira e redonda com final mediano.
Muito bem, para um vinho do qual se fazem cerca de 6 milhões de litros. Para o preço a que se vende, achei bastante bem feito e bastante agradável. É obviamente um vinho que se pretende de consumo diário e neste aspecto, o Monte Velho 2009, cumpre todas as expectativas e é bastante recomendável.
Nota 14

sábado, 26 de junho de 2010

Cistus Reserva 2007

A Quinta do Vale da Perdiz situa-se no coração do Douro Superior nas proximidades de Torre de Moncorvo. Os quatorze hectares de vinha da Quinta encontram-se dispostos em socalcos de ambos os lados do vale que lhe dá o nome. Na vinha, plantada em terreno xistoso, com exposição a sul, norte e nascente, encontram-se as castas nobres tradicionais da região demarcada do Douro: Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinta Barroca. As vinhas da Quinta do Vale da Perdiz têm uma idade média superior a 13 anos.
Informação retirada do site do Produtor. Para mais informações sobre o Produtor e a Quinta, ver aqui


Cistus Reserva 2007
Produtor - Quinta do Vale da Perdiz
Região - Douro
Grau - 14,5% vol
Preço - 9.99€
AVIN - AVIN3083422626321
Este vinho foi feito a partir das castas Tinta Roriz (40%), Touriga Franca (40%) e Touriga Nacional (20%) e estagiou em barricas de carvalho americano, francês e húngaro, por um período de 15 meses.
Opaco na côr. Para já é a Touriga Nacional que marca o compasso com muitas notas de esteva e de violetas, a que se associam sugestões de fruto maduro, ameixas e amoras, e morangos. Algumas notas de baunilha, madeira muito bem integrada.
Mais carácter na prova de boca. O vinho é encorpado, com boa acidez e taninos presentes. Mantém as sugestões de fruto vermelho e algum vegetal. Madeira bem integrada. Termina com boa persistência.
Nota 16

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Billecart-Salmon



Foi no passado dia 14 de Junho que a oportunidade de estar presente numa prova dos Champagnes Billecart-Salmon, conduzida por um dos proprietários e descendente da família, o Sr Antoine Billecart.
Tenho que confessar que sempre gostei dos Champagnes desta casa. São vinhos muito precisos, de carácter vincado e sempre com grande acidez. Esta prova, mais que um prova, foi uma lição, foi um passar a pente fino pela filosofia da casa, pelas técnicas de vinificação, pelas castas e pela região.



A Maison Billecart-Salmon, sediada em Mareuil-Sur-Aÿ, foi fundada em 1818 e vai hoje na 7ª geração da família à frente dos destinos da Casa. O saber foi passado de geração em geração, criando uma dinastia e um nome de peso na região e no mundo. Estamos perante um pequeno produtor, à escala de Champagne, que tem uma produção a rondar as cerca de 2 milhões de garrafas. A Billecart-Salmon possui cerca de 22ha de vinha própria, onde se inclui a vinha de onde nasce o Clos Saint-Hilaire, e comprando ainda uvas de um total de 240ha.
Todo o vinho é feito com o único propósito da qualidade, desde os vinhos base até ao engarrafamento. Muitas técnicas ancestrais se juntam a pequenas particularidades exclusivas da casa, que vão desde as tardias e invulgares longas fermentações, até à selecção criteriosa das leveduras indígenas, que apenas são utilizadas na 2ªa fermentação, para mim uma novidade.
Bom, mas poderão consultar o site do produtor aqui, para obterem muitas mais informações.

Passemos então à prova comentada, onde se provaram os seguintes vinhos:



Billecart-Salmon Reservée
Representa cerca de 65% da produção da casa. A indicação reservée provem do facto de serem utilizados vinhos de reserva, com estágio em barricas, no blend, que no caso desta garrafa foram utilizados vinhos de 2004, 2005 e 2006.
O vinho apresentou-se com enorme frescura, muitas notas de maçã, ligeira tosta e alguma evolução positiva, que provavelmente provém de alguns dos vinhos mais antigos do lote.
Na boca, alguma intensidade na acidez e no final algo austero. Excelente para a mesa.
Nota 16.5



Billecart-Salmon Extra Brut
Este vinho foi feito com os mesmos lotes do anterior, apenas se tratando da versão extra brut, ou seja, menor açúcar residual.
Muito vincado e austero no aroma. Causa impacte quando o provamos. Muito seco, mas mineral e quase obtuso.
A austeridade mantém-se na boca quer pela acidez quer pela secura. Perde um pouco na persistência face ao anterior. Excelente com um presunto ou enchidos.
Nota 16



Billecart-Salmon Vintage 2004
Neste vinho, colheita de 2004, foram usados 70% de Pinot Noir e 30% de Chardonnay. Do lote, apenas 25% foi estagiado em barrica usada, que provém da Borgonha.
Bolha fina e persistente.Muitas notas vegetais, alguma salinidade, pão e aromas de baunilha. Um aroma muito completo e de bela intensidade.
Mantém-se um perfil ácido e seco, com um final muito nervoso.
Nota 17



Billecart-Salmon Nicolas François 1998
Vinho com cerca de 60% Pinot Noir e 40% de Chardonnay.
Bolha muito fina e persistente. Aromas iniciais a lembrarem um queijo intenso que desde logo dão lugar a notas citrinas de maças, laranjas e lima. Muito mineral e algumas sugestões tostadas e amendoadas. Muito fino nos aromas.
Na boca mantém-se uma postura de fineza, de complexidade que associa a uma acidez judiciosa e um final longo. Belo Champagne.
Nota 17,5


Billecart-Salmon Brut Rosé
No blend entram vinhos base de 2006 e 2007, com maior percentagem do último.
Não consigo esconder a predilecção por este Champagne Rosé. Foram tantas as vezes que o bebi, sem nunca se desviar da excelência.
Bolha fina e persistente com bastante efervescência. muito intenso nos aromas de framboesa, cereja, ameixa branca, mineralidade e algumas tosta.
Na boca, uma explosão inicial dá lugar a uma cremosidade divinal, com notas de leveduras, acidez franca e um final longo e saboroso. Fabuloso.
Nota 18



Billecart-Salmon Blanc de Blancs 1986 (Magnum)
E para o fim estava guardado o "bom bocado". Um hino aqueles que possam ter dúvidas que Champagne pode ser fenomenal com alguma idade, que se pode guardar perfeitamente, desde que observadas as condições ideais de guarda.
Ainda pouco ou nada oxidado na côr, a mostrar um esverdeado carregado. Ainda com bastante efervescência e bolha muito fina e persistente.
Uma explosão, contida, de aromas a gás, maçãs, mineral e sugestões petroladas. Muito fresco.
Muito vivo, cremoso e com acidez nervosa. Inesquecível.
Nota 19

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