terça-feira, 13 de outubro de 2009

Grande Prova Porto Vintage 2007

Está será uma das raras oportunidades de se provarem tantos Porto Vintage, cerca de 40 casas vão estar representadas, num só espaço.
O Instituto do Vinho do Douro e Porto (IVDP), a Associação de Empresas do Vinho do Porto (AEVP) e a Essência do Vinho, organizam esta Grande Prova de Vintage Porto, no dia 23 de Outubro, a partir das 17h, no Palácio da Bolsa, no Porto.
Uma excelente oportunidade para provar os vinhos desta fantástica colheita.
A não perder.....


A entrada tem um valor de 5€, que inclui um copo Siza Vieira de Vinho do Porto.


Ver notícia original aqui

domingo, 11 de outubro de 2009

Obsessão

Começou por ter o nome provável de Garrafeira, mas acabou por ser Obsessão. A equipa da Altas Quintas, lança agora um vinho muito especial, da colheita de 2004, um vinho que se pretende que seja o topo de gama da casa, apenas feito em anos considerados superiores.



Altas Quintas Obsessão 2004
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 14% vol
Preço - A partir dos 48€
Feito a partir das castas Alicante Bouschet e Trincadeira, este vinho estagiou em barricas novas de carvalho francês, por 22 meses, sendo a meio de 2006 engarrafado e prepara-se agora para ser lançado.
Opaco na cor. Apresenta de inicio sugestões de fruto maduro, bacon e apontamentos minerais. O Aroma mostra profundidade e densidade. Curiosa a frescura e as notas de barrica que ainda vão aparecendo.
Na boca mostra-se um vinho muito cheio, encorpado e novamente profundo. Na boca mostra-se mais e potente, mas sem na minha opinião cair num exagero. Achei o vinho bastante equilibrado. O corpo do vinho sustenta quer a acidez proeminente e quer os taninos abundantes mas finos. O final é seco e longo. Um vinho muito sério.
Prepara-se agora para ser lançado após mais de 3 anos de estágio em garrafa. O vinho obviamente que ganhou com isso, e penso que esteja numa boa altura para ser bebido, apesar da juventude mostrada. Recomenda-se comida por perto, pois este vinho, no meu entender, não serve para se beber a solo.
Nota 17,5

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quinta das Marias, os Tintos

Volto à Quinta da Marias, desta feita com os tintos. O produtor continua a apostar no trio de ataque da casa, um Touriga Nacional, um Alfrocheiro e um blend de Touriga Nacional e Tinta Roriz, de seu nome Cuveé TT, que aliás acabou por ser a maior estrela nesta prova que fiz.



Quinta das Marias Reserva Cuveé TT 2007
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Preço - a partir de 12€
Feito a partir das castas Tinta Roriz (60%) e Touriga Nacional (40%), este vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano, de primeiro e segundo ano, por 12 meses.
Uma guerra entre 2 mundos, entre duas castas. Nenhuma sai vencedora. O vinho começa por mostrar as notas florais da touriga, depois, o fruto denso da Tinta Roriz. Aqui está tudo em equilíbrio. Para já nenhuma das "artistas" se sobrepõe à outra. Aparecem depois as notas licoradas, as notas de barrica, mas tudo num apontamento com frescura.
Na boca o volume não é exagerado, como a côr opaca o poderia sugerir. Ao invés, toda prova de boca deste vinho tem um pendor de elegância, de fineza, de requinte e de frescura.
Muitíssimo bem, fantástico vinho.
Nota 17,5



Quinta das Marias Reserva Touriga Nacional 2007
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Preço - a partir de 15€
Tal como indica o rótulo, este vinho é um monocasta de Touriga Nacional. Estagiou por 12 meses em barricas novas de carvalho francês.
Aroma muito limpo, muito definido, com notas de fruto preto, flores e ligeiros apontamentos de chocolate. Parece-me uma Touriga muito bem desenhada, não caindo em quaisquer exageros. Está um pouco longe da colheita 2005, e neste caso podemos dizer que está longe em termos de exuberância, mas também no grau alcoólico que ostenta. Ganha em frescura. A barrica esta muito bem integrada, não incomoda.
Na boca mostra-se denso, profundo e robusto. Os taninos estão presentes mas são muito finos, não ferem e a acidez muito correcta e um final longo com apontamentos vegetais. Precisa de tempo, pois estou em crer que que resultará daqui um belo vinho.
Nota 17

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quinta das Marias, os brancos

Volto novamente à prova dos vinhos da Quinta das Marias, no Dão. Após uma série de sucessos, que confirmaram a Quinta das Marias como um dos grandes produtores na região do Dão, volto novamente a provar os vinhos desta casa. Para já só os brancos, de seguida voltarei com os tintos, que novamente me impressionaram pela frescura, e neste ano pela acidez. A filosofia e o perfil da casa já foram achados e parecem-me que são para manter. Nos brancos, que agora provo, continuo a verificar a qualidade com que nos vêm habituando e a reiterar o enorme potencial do Dão.


Quinta das Marias Encruzado 2008
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 14% vol
Preço - 10€
Feito a partir da casta Encruzado, este vinho fermentou e estagiou em inox.
Aroma contido, perdeu toda aquela exuberância que de certo modo caracterizava o "sem barricas" no inicio do engarrafamento. Está muito bem nos aromas, com notas citrinas, vegetais, e muita frescura.
Boca de belo efeito com a acidez a comandar toda a prova, alguma frescura e sensação de cremosidade. Muito bom.
Um bom exemplo da versatilidade dos vinhos feitos de encruzado. Pessoalmente prefiro quando têm passagem por madeira, pois, se bem feitos, não perdem a frescura e ganham maior complexidade. Ainda assim, este é um excelente exemplo do que se pode fazer com um encruzado que só passa por inox. Um vinho fresco, ainda que com grau alcoólico elevado, subtil e irresistível. Muito bem.
Nota 16


Quinta das Marias Encruzado "Fermentado em Barricas" 2008
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Preço - 14€
Feito a partir da casta Encruzado, este vinho fermentou e estagiou em barricas novas de carvalho francês, durante 6 meses.
Aroma marcado pela madeira mas sem exagero. Notas fumadas, raspas de Coco, ananás em calda, fruto de caroço, vegetal e um conjunto de enorme frescura.
Assim que o metemos na boca, verificamos uma acidez proeminente. O vinho ganha nervo e tensão, mas ao mesmo tempo frescura. Muito saboroso, mostra que a barrica aqui está melhor integrada. A acidez vincada faz-nos salivar e ansiar pelo próximo trago. Excelente na sensação cremosa e com final longo e nervoso. Muito bem.
Novamente um belíssimo branco do dão. Frescura, complexidade e sabor. Que mais se pode querer? Bem, talvez um pouco mais de produção pois 1800 garrafas tornam este belo vinho num dos chamados "vinhos de garagem". A não perder
Nota 17,5

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