Mostrar mensagens com a etiqueta Dão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dão. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de abril de 2012

Foi Você que pediu uma experiência inesquecivel?


Como já o afirmei, por diversas vezes, o Vinho, o Mundo do Vinho, tem coisas fabulosas. Tem uma capacidade de desembaraço social enorme. Junta pessoas que se conhecem, que não se conhecem, tudo na mesma mesa e coloca-os a falar, alegremente, como se de velhos amigos se tratassem. Esta capacidade será porventura apenas verificada no desporto e pouco mais. Por vezes, no meu estádio de futebol, do Sporting de Clube de Portugal, dou por mim a conversar animadamente com pessoas que nunca conheci, pessoas com quem nunca me cruzei. Obviamente que esta conversa tanto melhor é, consoante o resultado nos favoreça. Futebol à parte, no vinho, quer ele seja bom, quer seja mau, ou menos bom, dá sempre tema de conversa. Ora, agora imaginem um jantar, onde todos os vinhos têm algo a acrescentar à nossa vida, imaginem um jantar onde passamos por alguns vinhos que muito certamente nunca mais os beberemos. Uma grande honra. Agora, juntemos a isto amigos, bons amigos, que comungam connosco esta paixão, esta "loucura". Que se prostram silenciosos quando chega cada um dos vinhos, que se emocionam, e que sobretudo partilham entre si estes mágicos momentos, aqui e ali bafejados com risos e gargalhadas de lembranças de outros tempos, de outras passagens com outros vinhos e outras epopeias vínicas. Temos a perfeita receita para um jantar inesquecível, e sobretudo uma experiência enriquecedora.

Ora, foi neste fim de semana passado, um pouco maior por sinal, de Páscoa. Que voltei a ter o privilégio de um grande jantar, um enorme jantar onde os vinhos foram o mote, reis e senhores da noite. Uma singela homenagem a todos eles, que cumpriram o propósito da sua criação, dando um enorme prazer a nós meros mortais e sobretudo privilegiados, por termos cruzado caminho com estes.
 

1995 Pol Roger Cuvée Sir Winston Churchill
Brilhante e ainda jovem. Cremoso e fino. Adorei

1952 Lafite Rothschild
Ano mau para bordéus. A lembrar o 56 bebido no ano novo. Bebe-se com prazer, mas é magro e sem grande complexidade. Vale como curiosidade.

1931 Niepoort Porto
Nunca comercializado nem declarado. Novamente às cegas embirrei com a década de 60, engana-me sempre este vinho, de tão jovem que parece.

1979 Pernod-Fourrier Gevrey Chambertin Clos St Jacques
Hoje em dia chama-se Domaine Fourrier, um dos mais procurados na Borgonha. Provavelmente pouca gente deve saber disto e comprei por uma bagatela.
F-A-B-U-L-O-S-O, incrivelmente fino, mas ao mesmo tempo com volume e textura. Verdadeiro na expressão do terroir de Gevrey.

1964 R. López de Heredia Rioja Gran Reserva Viña Tondonia
Vem depois de um vinho memorável e perdeu um pouco isso. Discutiu-se muito as preferências. Eu preferi o anterior. Obviamente que discutir a este nível Muito jovem na cor, fino, mas ao mesmo tempo potente. Estilo velho Rioja em definido. Adorei

1962 Domaine Armand Rousseau Père et Fils Chambertin
Pois, de uma garrafa com nível baixo, saiu um Borgonha de Antologia, com a vida, com a plenitude, que muitos poucos vinhos poderão ter aos 50 anos. Incrivelmente complexo, doce, generoso e por incrível que pareça, uma garrafa muito bem guardada, terá de certeza muitos anos pela frente. Inesquecível

1993 Bonneau du Martray Corton-Charlemagne
Ahh, nada de premox aqui. Excelente, e muito jovem na cor. Muito fino no nariz, viscoso na boca, com volume e largura. "Fantástique"

1997 Bruno Giacosa Barolo
Ficou mesmo nas covas no confronto geral. Aroma inicialmente pouco definido. Deveria ter tido mais tempo. Se fosse bebido sozinho, seria excelente, mas no meio disto tudo....é a vida.

1985 Château Ausone
Outro vinho fantástico. Tão jovem, tão equilibrado. Tem tudo o que um grande vinho deve ter, a fruta, a concentração, a patine, a acidez, os taninos, e em equilíbrio perfeito. Maravilha.

1993 Domaine de la Romanée-Conti Richebourg
Muito jovem ainda. Incrivelmente perfumado, denso e profundo. Um mimo. Um Richebourg cheio de nervo. Ainda com taninos jovens. Precisa de tempo.

1927 JMF Moscatel de Setúbal Superior
Outro vinho de antologia. A complexidade, o vinagrinho, a doçura e depois de isto tudo o equilíbrio. Longo, longo, longo. Que maravilha de vinhos. Grande Moscatel.

2003 Quinta da Pellada
Muito bem e ainda a precisar de garrafa. Nota-se o ano quente, notamos a concentração, mas este vinho está cheio de vida, perfumado e sobretudo cheio de sabor. A Guardar ainda

2004 Quinta do Vale Meão
Uns furitos acima do anterior, mas também ainda muito jovem para ser aberto. Muito fino no nariz, austero na boca. Precisa de tempo, pois tem margem para melhorar e muito. Adorei

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quinta das Marias, os Tintos

Volto à Quinta da Marias, desta feita com os tintos. O produtor continua a apostar no trio de ataque da casa, um Touriga Nacional, um Alfrocheiro e um blend de Touriga Nacional e Tinta Roriz, de seu nome Cuveé TT, que aliás acabou por ser a maior estrela nesta prova que fiz.



Quinta das Marias Reserva Cuveé TT 2007
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Preço - a partir de 12€
Feito a partir das castas Tinta Roriz (60%) e Touriga Nacional (40%), este vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano, de primeiro e segundo ano, por 12 meses.
Uma guerra entre 2 mundos, entre duas castas. Nenhuma sai vencedora. O vinho começa por mostrar as notas florais da touriga, depois, o fruto denso da Tinta Roriz. Aqui está tudo em equilíbrio. Para já nenhuma das "artistas" se sobrepõe à outra. Aparecem depois as notas licoradas, as notas de barrica, mas tudo num apontamento com frescura.
Na boca o volume não é exagerado, como a côr opaca o poderia sugerir. Ao invés, toda prova de boca deste vinho tem um pendor de elegância, de fineza, de requinte e de frescura.
Muitíssimo bem, fantástico vinho.
Nota 17,5



Quinta das Marias Reserva Touriga Nacional 2007
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Preço - a partir de 15€
Tal como indica o rótulo, este vinho é um monocasta de Touriga Nacional. Estagiou por 12 meses em barricas novas de carvalho francês.
Aroma muito limpo, muito definido, com notas de fruto preto, flores e ligeiros apontamentos de chocolate. Parece-me uma Touriga muito bem desenhada, não caindo em quaisquer exageros. Está um pouco longe da colheita 2005, e neste caso podemos dizer que está longe em termos de exuberância, mas também no grau alcoólico que ostenta. Ganha em frescura. A barrica esta muito bem integrada, não incomoda.
Na boca mostra-se denso, profundo e robusto. Os taninos estão presentes mas são muito finos, não ferem e a acidez muito correcta e um final longo com apontamentos vegetais. Precisa de tempo, pois estou em crer que que resultará daqui um belo vinho.
Nota 17

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quinta das Marias, os brancos

Volto novamente à prova dos vinhos da Quinta das Marias, no Dão. Após uma série de sucessos, que confirmaram a Quinta das Marias como um dos grandes produtores na região do Dão, volto novamente a provar os vinhos desta casa. Para já só os brancos, de seguida voltarei com os tintos, que novamente me impressionaram pela frescura, e neste ano pela acidez. A filosofia e o perfil da casa já foram achados e parecem-me que são para manter. Nos brancos, que agora provo, continuo a verificar a qualidade com que nos vêm habituando e a reiterar o enorme potencial do Dão.


Quinta das Marias Encruzado 2008
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 14% vol
Preço - 10€
Feito a partir da casta Encruzado, este vinho fermentou e estagiou em inox.
Aroma contido, perdeu toda aquela exuberância que de certo modo caracterizava o "sem barricas" no inicio do engarrafamento. Está muito bem nos aromas, com notas citrinas, vegetais, e muita frescura.
Boca de belo efeito com a acidez a comandar toda a prova, alguma frescura e sensação de cremosidade. Muito bom.
Um bom exemplo da versatilidade dos vinhos feitos de encruzado. Pessoalmente prefiro quando têm passagem por madeira, pois, se bem feitos, não perdem a frescura e ganham maior complexidade. Ainda assim, este é um excelente exemplo do que se pode fazer com um encruzado que só passa por inox. Um vinho fresco, ainda que com grau alcoólico elevado, subtil e irresistível. Muito bem.
Nota 16


Quinta das Marias Encruzado "Fermentado em Barricas" 2008
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Preço - 14€
Feito a partir da casta Encruzado, este vinho fermentou e estagiou em barricas novas de carvalho francês, durante 6 meses.
Aroma marcado pela madeira mas sem exagero. Notas fumadas, raspas de Coco, ananás em calda, fruto de caroço, vegetal e um conjunto de enorme frescura.
Assim que o metemos na boca, verificamos uma acidez proeminente. O vinho ganha nervo e tensão, mas ao mesmo tempo frescura. Muito saboroso, mostra que a barrica aqui está melhor integrada. A acidez vincada faz-nos salivar e ansiar pelo próximo trago. Excelente na sensação cremosa e com final longo e nervoso. Muito bem.
Novamente um belíssimo branco do dão. Frescura, complexidade e sabor. Que mais se pode querer? Bem, talvez um pouco mais de produção pois 1800 garrafas tornam este belo vinho num dos chamados "vinhos de garagem". A não perder
Nota 17,5

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Carrocel 2007

O que dizer de Álvaro Castro? Na verdade, para nos portugueses, é sobejamente conhecido o seu nome, e o que tem feito pelo relançamento da região do Dão.
O Álvaro Castro é daqueles produtores experimentalistas que não tem qualquer dificuldade em arriscar, em tentar fazer vinhos no limite do desastre. No entanto, é este génio irrequieto, este viver no perigo, que nos tem dado vinhos belíssimos.
Tudo começou em 1989, com a sua primeira colheita do seu Quinta de Saes, que aliás tive a oportunidade de ontem também provar. O vinho mantinha-se vivo, apesar de acusar um pouco os anos que passaram. Apesar desse vinho, que marca o inicio da era Álvaro Castro, no Dão, foi o novíssimo Carrocel 2007, que me fez escrever sobre mais uma colheita deste vinho especial.


Quinta da Pellada Carrocel 2007
Produtor - Álvaro Castro
Região - Dão
Grau - 13% vol
Preço - A partir dos 40€
Esta é uma novidade, que apenas estará no mercado já depois de o verão ter passado por nós, e eventualmente já bem dentro do Natal, ou mesmo no inicio do próximo ano. Feito a partir da Casta Touriga Nacional, este vinho tem uma vinificação muito especial. Passa 2 Invernos a estagiar em barricas, passa de lagar para lagar, sofre transfegas sucessivas de 3 em 3 meses. Realmente algo que apenas o Álvaro Castro podia pensar. Um colosso de confusão.
Sempre que bebi as edições anteriores, quando foram lançadas, fiquei sempre com a sensação de um vinho muito bruto, um diamante por lapidar, no entanto, o Carrocel que bebi ontem era mesmo a antítese dos anteriores.
Mal desencarcerava a rolha, libertava-se a "marca" da Touriga do Álvaro Castro, até aqui o costume. O vinho apresentava um aroma tão afinado, tão preciso. Mantém o mesmo perfil aromático é certo, com toda a exuberância floral, as notas de barrica, o fruto maduro, e algum vegetal, no entanto, tudo estava muito bem delineado, muito bem definido, qual relógio suíço. Uma jóia de aroma.
Na boca a confirmação de um vinho novamente afinado demais para o costume. Os taninos de uma fineza incrível, cheios de sabor, o corpo, aveludado a envolver-nos na profundidade deste, o vinho, encorpado, permitia afirmar que estava "prontinho", mercê de uma afinação, de uma precisão profundamente inesperada, que a boca apresentava. Longo e seco no final, com uma acidez preponderante, transforma, para já, e na minha humilde opinião, o melhor Carrocel que bebi.
Não é um vinho que possa recomendar peremptoriamente, pois o preço assim não permite, no entanto, deixou a aqui a seguinte afirmação que resulta de uma convicção pessoal: Quem tiver a fortuna de ter pela frente este vinho, beberá sem margem para dúvida um dos grandes vinhos que Portugal viu nascer.
Nota 18-18,5

domingo, 11 de maio de 2008

Quintas das Marias TT e Garrafeira 2005

Volto novamente aos Vinhos da Quinta das Marias, após uma ausencia prolongada aqui pelo blog. Desta feita a atenção volta-se mais uma vez pelo Cuvée TT 2005 e pela novidade, um Garrafeira 2005 desta casa:

Quinta das Marias Garrafeira 2005
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 15% Vol
Preço - A partir de 11€
Feito a partir das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen, este vinho estagiou em barricas.
Cor rubi de boa concentração.
Tudo muito intenso no aroma. De inicio somos inundados por um "bloco" de aromas, onde contamos as notas de fruto m
aduro, as especiarias, alguma sensação balsâmica e algum vegetal que formam conjunto com as notas de barricas que evidenciam um vinho jovem.
Muito bem na boca , estamos perante um vinho cheio e potente que apesar de se sentir algo pesado, detem uma certa frescura. Termina longo e cheio de fruta e especiaria.
Há algo neste produtor que me deixa perplexo. Sabendo que é um produtor com poucas colheitas, face a muitos outros do Dão, nota-se uma certeza do que se pretende com os vinhos que faz. Este Garrafeira é um exemplo disso. Um vinho que se quer cheio, algo pesado e austero. Um garrafeira à moda do Dão que necessita de tempo.
Nota 17


Quinta das Marias Cuvée TT 2005
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 15% Vol
Preço - A partir de 11€

Feito a partir das Castas Touriga Nacional e Tinta Roriz, daí o nome Cuvée TT, este vinho estagiou em barricas novas e usadas de carvalho francês e americano.
Cor rubi.
Já começa a ser a imagem de marca dos vinhos onde entra a Touriga Nacional. Inicialmente são os aromas de fruto que se libertam do copo para depois sermos inundados com notas florais. Ainda que seja a Touriga a marcar este conjunto, as notas de barrica também dão um certo complemento ao aroma.
Na boca, onde entra o domínio da Tinta Roriz, ficamos com um vinho de boa intensidade, cheio, mas ao mesmo tempo delicado. Nesta fase apresenta-se bem macio, bem redondo mas muito saboroso.
Não tão exuberante como o Extreme da Touriga, desta casa, este vinho pareceu realmente aproveitar o melhor das duas castas. Parece estar dividido em duas partes mas em que ambas se ligam na perfeição. Um vinho muito fino.
Nota 16,5




quarta-feira, 16 de abril de 2008

Quinta das Marias - Brancos e Rosé 2007

Numa altura em que os primeiros vinhos brancos de 2007 começam a aparecer no mercado, estamos na possibilidade de começar a avaliar um pouco por todas a regiões os primeiros resultados de uma colheita que tem dado muito que falar. A Quinta das Marias lança agora os seus primeiros 2007. Dois brancos e a novidade, um Rosé:



Quinta das Marias Encruzado "Barricas" 2007
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Preço - A partir de 10€
Feito exclusivamente a partir da casta Encruzado, este vinho fermentou em ba
rricas de carvalho francês.
Cor palha com nuances esverdeadas
S
ão os aromas de hortelã e menta que dominam todo o primeiro impacto. A fruta exótica, ainda algo escondida, teima em aparecer e só com algum arejamento mostra um ar de sua graça. Este conjunto é também mais tarde complementado com algumas notas de barrica e sugestões anisadas.
Na boca está muitíssimo bem. Cheio e fresco, este vinho é dono de uma acidez e persistência final invejáveis.
Novamente em bom plano o "Barricas" da Quinta das Marias. É ainda muito jovem e quando "amainar" todo este ímpeto aromático, tornar-se-á num caso sério. Dêem-lhe tempo.
Nota 16,5


Quinta das Marias Encruzado 2007
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 14% vol
Preço - A partir de 8€

Feito exclusivamente a partir da casta Encruzado.
Cor palha com nuances esverdeadas.
Bem mais exuberante que o seu "parceiro", este vinho mantêm o mesmo perfil aromático da hortelã e da menta, no entanto a fruta tropical está mais presente. Existe ainda mais fruta neste conjunto mas para já encontra-se algo tapada.
Na boca está bem. É fresco que baste, apesar dos seus 14 graus, e termina com uma boa acidez e persistência média.
Nada como se começar a preparar os vinhos que vamos escolher para o verão. Este, um bom exemplar para essa época, ainda precisa de mais algum tempo e tenderá a melhorar.
Nota 15



Quinta das Marias Rosé 2007
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Preço - A partir de 5€
Feito exclusivamente da casta Jaen, este vinho apenas teve contacto com inox.
Cor rosa vivo.
Exuberante, é a fruta franca e sem rodeios que domina este conjunto. São os morangos e as framboesas, com umas sugestões indeléveis de algum xarope.
Na boca é extremamente fresco e com uma certa leveza de conjunto. Tem um final saboroso e de alguma intensidade.
Uma estreia para a Quinta das Marias, e logo com um Rosé de bom gabarito. Mais uma boa selecção para este verão, e a julgar pelo que aconteceu no ano passado com os brancos, convém "marcar lugar".
Nota 14,5

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Quinta dos Carvalhais

Adquirida pela Sogrape em 1990, a Quinta dos Carvalhais tem-se batido por ser um dos maiores "players" do dão. A sua gama apresenta vinhos em todos os patamares de preço e possuem caracteristicas bem próprias. Hoje chego junto um dos seus brancos, o Colheita Seleccionada. (Imagem e resumo retirados de www.sogrape.pt)


Quinta dos Carvalhais Colheita Seleccionada Branco 2004
Produtor - Sogrape
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Feito a partir das castas Encruzado e Verdelho, este vinho estagiou, parcialmente, em meias pipas de carvalho francês novo.
Cor citrina esverdeada.
Aroma distinto, fresco e elegante com notas de fruto tropical, citrinos, verdura, flores e integração perfeita de notas da barrica.
Excelente na boca, este branco mostra a conjunção de um belissimo corpo, uma acidez perfeita e um final longo e delicioso.
Um vinho delicioso de beber, delicioso pelo preço que custou e delicioso porque felizmente ainda tenho mais. Obrigatório
Nota 17,5

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Pellada

Quinta da Pellada 1999
Produtor - Álvaro Castro
Região - Dão
Grau - 12,5% vol
No contra-Rotulo a indicação de que o vinho estagiou por 5 meses em carvalho americano.
Cor granada com rebordos atijolados.
No nariz tudo começou com notas de couro num aroma algo confuso e pouco limpo. Tive de esperar alguns minutos até tornar-se num aroma limpo e muito interessante, com notas de fruta acompanhadas com notas vegetais e especiadas e de repente um vinho que parecia desinteressante começa a melhorar e inclusive no 2º dia onde dominavam as notas mentoladas.
A coisa parecia muito bem encaminhada até que levando o vinho à boca, esta mostrou-se em completa discordância com a sua outra metade. Vinho muito mas muito macio, onde se pedia algo mais vivo, e onde parece que existiu ali algo só já só lá esta o seu lugar vazio, ou seja falta qualquer coisa que alegre.
Ainda que a boca não cumpra com o que o vinho prometeu, não é razão para que não travemos conhecimento com este vinho.
Nota 15,5

sábado, 15 de dezembro de 2007

Frescura nas Marias

Construída em oito hectares de terras de primeira qualidade e situada entre as margens dos rios Dão e Mondego, no meio de colinas de granito, a Quinta das Marias encontra-se no local ideal para a produção de vinho de excepcional qualidade. (informação obtida em www.quintadasmarias.com).
Esta Quinta tem dado muito que falar nos últimos tempos devido à excelente prestação dos vinhos que apresentou durante este ano. Já provei, infelizmente em condições que não me permitiram colocar aqui, os vinhos que irão ser apresentados em 2008 e segundo me pude aperceber, parece que a qualidade se irá manter.
Este que provo hoje é um vinho que já o provei por várias vezes, sendo que nesta vez:

Quinta das Marias Encruzado Branco 2006
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 14% vol
Produzido a partir da casta Encruzado, este vinho apresenta uma límpida e bonita côr citrina. Na boca salta logo alguma vivacidade, na qual absorvemos as notas citrinas, notas florais e ligeiro, mas interessante, salgado.
Na boca todo ele é frescura, que é garantida pela excelente acidez, própria desta casta. Termina muito bem e saboroso.
Este Encruzado é o vinho de entrada dos brancos da Quinta da Marias, e mostra que um vinho para ser bom, não precisa de ser caro. Este é uma excelente relação do preço com a qualidade e como é óbvio, não o vai deixar ficar mal.
Nota 15,5

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Estrémuas

Quinta das Estrémuas Touriga Nacional 2004
Produtor - Vinícola de Nelas
Região - Dão
Grau - 15% vol
Feito a partir ca Casta Touriga Nacionel e com um estágio de 11 meses em barricas de carvalho francês, este vinho apresenta uma bonita côr violácea. No nariz está ligeiramente diferente do que tinha encontrado há uns meses. Mostra-se mais frutado. com notas de cereja preta, amora e framboesa sob um pano de fundo com ligeiro floral, especiaria e muito cacau.
Na boca mostra-se macio, guloso e com notas de barrica que conferem algum "appeal". Mais um bom vinho das Estrémuas que se encontra prontinho para dar prazer.
Nota 16

domingo, 18 de novembro de 2007

Estrémuas

A Vinícola de Nelas produz vinhos no Dão e onde lhe conhecemos os vinhos da Quinta das Estrémuas. Na sua gama estão incluidos o Estrémuas, o Quinta das Estrémuas Reserva e ainda um varietal, o Quinta das Estrémuas Touriga Nacional. Tive a oportunidade de provar duas dessas referências, que agora partilho:


Estrémuas 2005
Produtor - Vinícola de Nelas
Região - Dão
Grau - 13% vol
Feito a partir das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen.
Cor ruby. Mostra-se um pouco tímido de inicio, pelo que um minuto lhe devemos dar para que se comece a mostrar. Assim que se encontra à vontade descortina aromas de fruta vermelha e algum vegetal. Mais alguns minutos e fica no copo a lembrança floral e interessante iogurte.
Na boca está bem, mostra-se redondo, fácil e fresco. Ora aqui está um bom vinho para o dia a dia.
Nota 14


Quinta das Estrémuas Reserva 2003
Produtor - Vinícola de Nelas
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Feito a partir das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen este vinho estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Ruby escuro. Este é um vinho que mostra já outro nível. No nariz mostra-se sóbrio com notas de fruta madura, vegetal, fumo e ainda algum chocolate de leite.
Na boca tem estrutura, é aguerrido com os seus taninos presentes mas que não ferem de maneira nenhuma o conjunto, que se complementa com uma boa acidez, conferindo assim uma certa frescura final. Um vinho interessante que mostra a diferença na utilização de estágio em madeira.
Nota 15

domingo, 14 de outubro de 2007

Channel nº 5

Quinta das Marias Reserva Touriga Nacional 2005
Produtor - Peter Viktor Eckert
Grau - 15% vol
Não é obviamente do perfume per se que estou a falar, mas decerto que aqueles que já tiveram a oportunidade, aliás o privilégio de provar este vinho saberão do que estou a falar.
De côr ruby carregada este foi um vinho que me emocionou. No nariz é puro perfume, altivo, brilhante, este vinho mostra-nos o que de melhor esta casta representa, o floral intenso, as bolachas de gengibre e de canela, a compota e a terminar um conjunto sedutor as notas de barrica, enfim um colosso. Na boca todo ele é fino, ainda perfumado e guloso. Um grande mas grande dão. Como já disse noutro vinho.....quase perfeito. Parabéns porque se tem deste Quinta das Marias guardado, é um privilegiado.
Nota 18

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Compromisso Relação/Qualidade

Quinta do Cerrado Encruzado 2006
Produtor - União Comercial da Beira
Região - Dão
Grau - 13% vol
A União Comercial da Beira, Lda foi fundada em 1942, sendo das empresas mais antigas da Região do Dão. Na Década de 80 adquiriu a Quinta do Cerrado onde plantou 20 hectares de vinha. Este branco fermentou totalmente em inox e teve, após engarrafamento, um estágio de 3 meses em garrafa.
Bonita côr a deste vinho. No aroma está muitissímo bem com notas citrinas, maça verde, bonito vegetal e sensação de aniz. Na boca a frescura dá o mote a um vinho que apresenta excelente acidez, frescura e mineralidade. De uma casta que cada vez mais se bate pelos lugares cimeiros da qualidade temos um vinho que é uma excelente RPQ pois custa a módica quantia de cerca de 5€. A comprar, que não nos deixa mal.
Nota 15,5

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Aliança no Dão

Quinta da Garrida Reserva Touriga Nacional 2003
Produtor - Caves Aliança
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Adquirida pelas Caves Aliança em 1998, serviu para colmatar uma lacuna existente na empresa, que era a de garantirem representação de qualidade no Dão. A qualidade essa vem-se mantido ano após ano e na colheita de 2003, este Touriga estagiou por 12 meses em barricas novas de carvalho francês e russo.
Com uma bonita côr ruby, apresenta-se com aromas de muita fruta madura, a sugerir amoras, framboesas e groselhas pretas, apontamentos florais que intensificam com algum arejamento do vinho, e alguns fumados consequentes do seu estágio. Na boca um vinho jovem, com bom volume, um vinho fresco e una taninos muito finos e ainda muito presentes que sugerem ainda a possiblidade de guarda por mais tempo.
Nota 17

Em paz com o Dão

Vinha Paz Reserva 2004
Produtor - Dr António Canto Moniz
Região - Dão
Grau - 14% vol
Um dos vinhos com alguma consistência na qualidade e de uma região que no meu entender está a começar a funcionar, apesar de ainda muito haver para fazer. Este Vinha Paz é composto, na sua maioria, por uvas da casta Touriga Nacional (80%) e estagiou 19 meses em meias pipas de carvalho francês e americano.
Com uma côr violácea carregada, este vinho está bastante interessante no nariz. Mostra toda uma fruta madura a lembrar framboesas e amoras e uma especiaria que embeleza o conjunto, que termina a subtileza da madeira onde estagiou. Na boca está um vinho feito, macio e afinado que perfaz um conjunto de perfil nobre.
Nota 17

Blogues Recomendados

Blogues Recomendados

  • Prova - *Solstício. 2 Barricas (t) 2010* Diga-se desde já que conhecemos bem o homem por detrás deste vinho - isto é uma declaração de interesses (apesar de todo o...

Arquivo do blogue

  © Blogger template 'External' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP