sábado, 27 de outubro de 2007

Kopke

As degustações vinícas são para mim, uma excelente oportunidade de rever amigos e provar vinhos que até à data não tenha provado, quando são na minha localidade então revestem-se de uma importância especial. Mas são para mim realmente um evento obrigatório quando nelas estão presentes os Vinhos do Porto. Hoje foi dia de prova em Peniche e mais propriamente na, sobejamente conhecida, Tasca do Joel. Neste evento estavam presentes os vinhos da Kopke. Mas vamos então aos vinhos:

Kopke Vintage 2005
Produtor - Kopke
Região - Porto
Grau - 20% vol
Este Porto Vintage foi engarrafado este ano, e na sua composição entram as castas características do vinho do porto. O ano de 2005, à semelhança de 2004, não foi um ano clássico, pelo que a maioria entrará no mercado com os seus Single Quinta Vintage. A Kopke não apresentou o seu Vintage Single Quinta e presenteou-nos com o seu Vintage Clássico.
Na cor está completamente opaco. No nariz, mostra aromas de fruta muito madura e densa, a lembrar amoras, ameixas, cereja preta e uva passa que se destacam em um aroma algo químico e fechado onde vagueia uma sensação vegetal. Na boca temos um vintage com estrutura e acetinado, que se bebido a uma temperatura correcta torna-se até mesmo fresco. Os taninos estão bem presentes mas permitem facilmente dar uma boa prova desde já. Sendo um Vintage, todos sabemos que poderá durar pelo menos uns 20 anos em garrafa até começar a sua curva descendente. Pela actual "prontidão" deste Kopke, que acho que se tem tornado o estilo de perfil desta casa, acho que se pode dizer que estamos perante um vintage que dá prazer em novo mas que nos trará alegrias dentro de 15 a 20 anos. Tem coragem para esperar?
Nota 17


Kopke Branco 2006
Produtor - Kopke
Região - Douro
Grau -
Da Kopke aparece-nos este branco, que foi lançado no passado mês de Abril e que seria a aposta para o verão que há pouco terminou. Sabendo que a Kopke não possui nas suas vinhas encepamento de castas brancas, este vinho foi feito a partir de uvas compradas que são originárias de vinhas situadas no Cima Corgo e a 500m de altitude. Feito a partir das Castas Arinto e Gouveio, este branco mostra uma bonita cor palha, com aromas límpidos de citrinos e vegetal. Na boca prima pela frescura onde se destaca a boa acidez deste vinho. Num belo dia de sol no verão, em que chegamos a casa cansados, pegamos num copo deste vinho e apenas com ele passamos momentos de total descontracção. É para isso que ele foi feito e em abril próximo, se a nova colheita mantiver pelo menos esta qualidade, temos um sério candidato a uma das melhores RPQ do mercado.
Nota 15,5

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