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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Taylor's, Fonseca & Croft Vintage - Trilogia Fladgate


Foram muitas as dissertações que decorreram, simplesmente do facto da Fladgate ter declarado os seus "Vintage Clássico", quando o que se esperava seria um ano de Single Quinta. A verdade é que esta suposição estava confirmada pela tradição de três "Vintages Clássico" por década e nesta já terem sido declarados 2000, 2003 e 2007. Alguns autores chegaram mesmo a criticar esta decisão, no entanto, o que terá levado a Fladgate a colocar no mercado estes 3 vintages? Bem, segundo me pareceu, e tendo em conta o prestigio imaculado desta casa, terá mesmo sido a qualidade do "líquido" que encerra cada uma destas garrafas.

A colheita de 2009, quente, correu de feição para o Vinho do Porto e neste caso para os Vintage. Lembro-me de na altura das vindimas vários produtores a exaltarem com a cor e concentração das massas que tinham na adega. Lembro-me também dos primeiros vintage 2009 que provei, num périplo já neste blog relatado, no qual constatei que algumas casas, em meu entender, conseguiram melhorar a qualidade dos seus Vintage, em relação aos que tinham declarado em 2007. Confesso que vi uma qualidade excepcional no que ia provando.

Croft Vintage Porto 2009
Muito concentrado na cor. No aroma o fruto é intenso, maduro, de figos e ameixa preta a que se juntam sugestões florais. Ligeiro desvio alcoólico.
Boa concentração na boca, com volume, algo quente. Final longo e saboroso. É o vinho mais cordato e mais disponível de todos. Um Vintage que poderá guardar, mas que não poderá ser esquecido na garrafeira.
Nota 17

Fonseca Vintage Porto 2009
Concentrado na cor, opaco. Compacto, uma bomba de fruto preto, negro. Ainda muito pouco dialogante. Algumas sugestões vegetais. Austero e químico.
Longo e poderoso na boca mas com taninos muito finos. Adorei. Este sim, o vinho com enorme futuro e para ser esquecido na garrafeira.
Nota 18,5


Taylor's Vintage Porto 2009
Cor de grande concentração. Também muito compacto no aroma, com muito ainda dizer, ainda por ser desvendado. Para já muitas notas de fruto preto, denso, e sugestões florais.
Na boca, mais doce que o Fonseca, um misto de vigor com suplesse, de potência com elegância. Taninos sedosos e final muito, mas muito longo.
Nota 18,5

Difícil escolher entre os dois últimos da prova. É certo que são estilos bem diferentes, mas não deixam de ser dois belos exemplos de Porto Vintage. O tempo encarrega-se das razões mas para já confesso que me agradou esta decisão. Parabéns.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Da Garrafeira

A ocasião, solene ou nem por isso, era a passagem e a celebração de mais um ano de vida, coisa muito importante e de assinalar dos dias que correm. Junta-se um pequeno grupo de amigos e toca a abrir uma garrafas valentes pela noite dentro. O que gosto nestas ocasiões é quando se abrem vinhos particularmente especiais numa mesa onde todos comungam da mesma paixão, o Vinho. Enquanto se janta falam-se sobre os vinhos que estamos a beber. Nesta casa, por hábito, aparece sempre tudo às cegas, o que se propicia a erros grosseiros mas também a momentos de pura diversão. A prova cega é mesmo assim, como uma espada de dois gumes, de um lado a suposta verdade do que achamos da qualidade do que bebemos, e no outro a possibilidade de não compreender um vinho por não estarmos na posse de todos os dados para que este ou aquele produtor de filosofia diferente possa ser identificado. Ainda assim, é sempre um excelente exemplo de conduzir uma prova, aliás um jantar, por menos formal que seja.



Deste jantar destaco como é óbvio a qualidade dos vinhos que foram chegando à mesa, praticamente todos estrangeiros e de nomes sobejamente reconhecidos. Mas no meio de todos estes vinhos não posso que houve um Vinho Português, da Bairrada, que se bateu de igual para igual com todos eles, e no meu entender, melhor que alguns deles.
Os vinhos foram todos bebidos às cegas e alguns vieram em parelha, numa espécie de duelo.


Etienne Sauzet Bienvenues-Bâtard-Montrachet Grand Cru 1997
A Maison Sauzet está sediada em Puligny-Montrachet, que é a village-estandarte, na produção de vinhos brancos da Borgônha, talvez para muitos, a par com a Village de Mersault. Nesta Appelation podemos encontrar as célebres vinhas Grand Cru de brancos, como a Le Montrachet, Chevalier-Montrachet, Bâtard-Montrachet e a Bienvenues, de onde provém este vinho. A única casta utilizada na produção destes brancos é a Chardonnay.
A cor já entra em uma espécie doirado, sem ser ainda carregado. Aroma com alguma oxidação, a lembrar algumas notas de mel. Muitas notas minerais e sugestões etéreas. Muito fino de aroma.
Na boca, um registo muito cordial, com o vinho a mostrar-se redondo, elegante, com uma textura fantástica e um final médio/longo. Estava à espera de mais nervo.
Nota 17


Vega Sicilia Único 1964
Completamente estoirado. Impróprio para consumo.
S/N



Duelo 1 - Bruno Giacosa Barbaresco Santo Stefano di Nieve 1998 vs Chateau Rayas Resérve Chateauneuf du Pape 1998


Bruno Giacosa Barbaresco Santo Stefano di Nieve 1998
Giacosa é um dos nomes mais sonantes da região Italiana do Piedmonte, de onde saem os Barolo e Barbaresco e também um "Old School" da região. A casta utilizada é a Nebbiolo.
Cor muito carregada, quase opaca, que sugere pouca evolução neste vinho. O oposto do Rayas, em termos de cor mas novamente um vinho com enorme carácter. A concentração na côr não é correspondida nos aromas, que se ficam por aromas de frutos silvestres, flores, ligeiro couro e tabaco.
A boca é massiva na concentração de taninos e acidez. muito jovem mas cheio de nervo. Final muito longo. Belo vinho.
Nota 18


Chateau Rayas Resérve Chateauneuf du Pape 1998
É o nome mítico de Chateauneuf du pape, o vinho que todos querem alcançar. A "sede" pelos vinhos deste produtor foi tanta, que hoje em dia custam um pequeno balúrdio. Quanto ao estilo, este produtor é simplesmente o mais tradicionalista de todos da região, e para além de tradicionalista eu quase diria que obscuro.
O vinho acabou, no meu entender de ganhar o duelo, pelo carácter do vinho. A cor tem muito pouca concentração, a lembrar um borgonha. Apesar da cor, este vinho é tudo menos frágil. Aroma muito rico, perfumado, com notas de morangos, framboesas, tudo muito fresco, tudo muito equilibrado e sobretudo com uma limpidez deslumbrante.
Na boca, o vinho é fino mas com enorme concentração de sabor, quase uma sensação carnal que não consigo explicar, alguns notas fumadas e vegetais. Final muito longo com taninos de veludo. Adorei este vinho pelo seu carácter, pela sua diferença.
Nota 18,5


Gonçalves Faria Tonel Especial 3 Reserva 1991
Feito de Baga, no coração da Bairrada, este é um dos produtores que infelizmente saiu de cena precocemente, deixando-nos um legado vivo através do seus vinhos. Infelizmente, poucos poderão ter acesso a estes vinhos, pelo que alguma vez passarem por eles não hesitem em batalhar por eles.
Ora, este vinho deixou-me emocionado pela simples razão de se ter batido de igual com todos estes nomes mundiais. Ninguém conseguiu sequer se aproximar da colheita. Ninguém baixou de 2001 nas suas previsões. O vinho tinha uma cor absolutamente impressionante para um vinho com 20 anos. Aroma a lembrar a Baga, com notas de eucalipto, notas mentoladas, vegetal seco, fruto ainda presente e maduro. Profundo, fresco e equilibrado.
Boca cheia de sabor, de vinosidade, final ainda cheio de taninos firmes e acidez. A prova que os vinhos portugueses podem envelhecer tanto quanto os restantes e que a Baga, e a Bairrada, pode e deve dar grandes vinhos. Entre este e o Garrafeira Tonel 5 1990, fiquei com sérias dúvidas de qual gostei mais.
Nota 18



Chateau Fonsalette Côtes du Rhône 1998
Grande concentração na côr. Aroma algo confuso, pouco limpo. Notas de fruto maduro, carne assada e vegetal.
Boca aguerrida, jovem, com boa acidez num final médio/longo. Esperava mais deste vinho.
Nota 16



Duelo 2 - Domaine Fourrier Gevrey Chambertin 1er Cru Clos St Jacques 1999 vs Domaine de la Romanée Conti La Tâche 1999

Domaine Fourrier Gevrey Chambertin 1er Cru Clos St Jacques 1999
Adoro este produtor. Sempre que proveis os seus vinhos, achei sempre que este é um perfil que mexe comigo. E mais uma vez, este vinho não se fez rogar, pela sua leveza, pelo aroma perfumado que nos prende, pela frescura que emana.
Tudo nele é fino, sem ser fraco, delgado, mas com potência. Tudo arrumado, tudo direitinho, tudo preciso. Adoro vinhos assim.
Nota 17,5



Domaine de la Romanée Conti La Tâche Grand Cru 1999
Penso que este produtor dispensará apresentação, ou não fosse o produtor mais conhecido e requisitado em todo o mundo.
Na cor nem parecia um borgonha, pela concentração que apresentava. No nariz disse logo tudo, mas este vinho é mesmo especial. Como mostrar um aroma tão fino, tão expressivo, mas ao mesmo tempo mostrar densidade, profundidade. Como mostra toda uma fineza num vinho de músculo, de potência desmedida. Tenho bebidos muito vinhos ao longo desta minha ainda curta viagem, mas é quando estamos perante um vinho destes que nos desarmamos e achamos que a natureza é tão preciosa. É obra fazer isto. Um gigante com luvas de cetim.
Nota 20



Croft Vintage 1955
Apesar do rótulo ser uma fotocopia, a rolha confirmava o vinho. Aroma complexo com muitas notas de frutos silvestres, cravinho, canela, notas licoradas e frutos secos. Equilibrado, com o espírito integrado e fresco.
Boca elegante, com doçura proeminente. No copo ia ganhando volume. Excelente acidez num final muito, mas muito, longo.
Nota 18,5

quinta-feira, 17 de março de 2011

40 Anos de Krohn Colheita


Foi com enorme satisfação que tive a oportunidade de poder fazer esta vertical de Colheitas Krohn. Enquanto nos preparávamos para iniciar, lembrei-me da qualidade que esperava destes vinho, uma vez que muitos deles já tinha tido a oportunidade de beber, e a falta de conhecimento relativamente a esta Casa. A verdade é que a maioria daqueles que usualmente consomem Vinho do Porto, não terão na sua primeira ideia, este produtor. O que é certo é que a prova veio-se a revelar, esperadamente, magnífica.

A Krohn foi fundada em 1865 por Theodor Wiese e Dankert Krohn, ambos de origem Norueguesa. Hoje em dia é a 3ª geração da família Falcão Carneiro que se encontra ao leme da empresa. Tal como tinha escrito anteriormente, fico com pena de estes vinhos não serem tão (re)conhecidos, mas ao questionar um membro da família proprietária, que nos conduziu na prova, percebi que provavelmente terá a ver com a massiva exportação destes vinhos, relegando para segundo lugar o mercado nacional. Também é verdade que em termos de distribuição nacional, graças à Decante Vinhos que os representa, o reconhecimento tem vindo a melhorar.

Como nota final, gostaria de deixar aqui um alerta para o facto dos vinhos terem sido provados todos em garrafas de amostra, ou seja, vinhos que no próprio dia foram retirados das barricas. Isto poderá dizer que os vinhos que se encontram no mercado poderão ser algo diferentes. Acho que no entanto dará para ter uma ideia do que vos espera.



Wiese & Krohn Porto 10 Anos Tawny
Apresentou uma cor âmbar. Aroma com boa complexidade a sugerir notas de casca de laranja, limão e café.
Boca de volume mediano, doçura controlada e final longo.
Nota 16,5


Wiese & Krohn Porto 2001 Colheita
Apresentou uma cor a tender mais para o ruby, com arestas alaranjadas. No aroma ainda podemos encontrar algumas notas de frutos silvestres com frutos secos.
Excelente na boca, com uma textura e volume muito atraentes, final longo com excelente acidez. Conjunto muito equilibrado. Muito bom colheita
Nota 17


Wiese & Krohn Porto 1995 Colheita
Muito parecido na cor , com o colheita anterior e não muito diferente no estilo, no entanto apresenta-se com maior perceção da acidez no seu final longo. Também muito bom.
Nota 17


Wiese & Krohn Porto 20 Anos Tawny
Uau. Esta amostra estava monumental. Aroma com percepção de vinagrinho (Volátil), notas de caramelo, frutos secos, figos.
Tão saboroso na boca. Cheio e glicerinado, termina longo com acidez simplesmente perfeita. Yummm....
Nota 17,5


Wiese & Krohn Porto 1983 Colheita
Cor âmbar. Aroma muito rico com sugestões de leite condensado cozido, especiarias, bolo inglês e tofee.
Fantástica concentração na boca, enorme acidez e final muito longo. Belo colheita
Nota 17,5


Wiese & Krohn Porto 1976 Colheita
Não tendo a concentração do anterior, fica-se pela enorme complexidade e fineza.
Enorme na boca, com acidez, volume e enorme persistência a tornarem este colheita num equilíbrio de precisão. Adorei
Nota 18,5


Wiese & Krohn Porto 30 Anos Tawny
Foi talvez o único vinho que me desapontou, pela dificuldade da prova que deu. Ora bem, o vinho tem complexidade e nota-se que se pretendem aromas a idade. Mas o conjunto em si não ofereceu a complexidade esperada.
Na boca, apesar do volume e da perceção da acidez, o álcool não esta integrado e interfere na prova. Não deixa de ser muito bom por isso, mas não está ao nível de um 30 Anos.
Nota 16,5


Wiese & Krohn Porto 1961 Colheita
Fabuloso. Enorme complexidade, que nos chega em camadas de frutos secos, especiaria, ranço e vinagrinho.
Na boca um portento de untuosidade, mastigável, doce e com uma acidez monumental. Termina eterno. Um conjunto que ainda assim apresenta frescura suficiente para mostrar um equilíbrio notável. Monumental
Nota 19

sábado, 5 de abril de 2008

Seara D'Ordens

Quinta de Seara D'Ordens Porto Vintage 2005
Produtor - Seara D'Ordens
Região - Porto
Grau - 19,5% vol
Preço - A partir de 20€
Feito a partir das castas tradicionais do Douro, este vintage reporta unicamente a uma colheita e foi engarrafado 2 anos após a mesma.
Cor rubi de boa concentração.
Começa com a fruta densa e madura, onde podemos retirar associações a amoras, framboesas e ameixas. Com algum arejamento no copo aparecem as notas florais, algum vegetal, algum tostado e baunilha.
Muito saboroso na boca, este vintage mostra frescura, uma boa dose de taninos algo arredondados e um final bem compensador.
A ano de 2005 não foi o que se pode chamar de Vintage Clássico e por isso
mesmo, muitos produtores lançaram os seus Single Quinta Vintage. Este vintage está já neste momento com uma excelente prova não retirando obviamente a sua capacidade de guarda. São estes anos e que permitem uma proximidade aos vintages novos. Gostei bastante deste vintage pela sua abertura à prova bem como pelo seu lado potente e rústico.
Nota 17


Quinta de Seara D'Ordens LBV 2003
Produtor - Seara D'Ordens
Região - Porto
Grau - 19,5% vol
Preço - A partir de 13€
Neste momento sairam os LBV's de 2003 para o mercado, uma vez que são engarrafados a partir do 4º ano.
Feito a partir das castas tradicionais do Douro este LBV estagiou em madeira atá ao seu engarrafamento.
Cor rubi.
Não tem desde logo a percepção de complexidade do Vintage, aliás nem é o que se pretende. Bem mais directo, mais frutado este LBV apresenta notas de fruto maduro que se associam a notas de barrica.
Na boca apresenta uma boa dose de frescura e uma boa evolução na boca com notas vegetais no retrogosto. Os taninos aqui são bem selvagens e curiosamente bem menos redondos que no vintage, o que penso darem uma indicação firme que precisará de garrafa. Termina com boa persistência.
Já alertei para a qualidade que apresentam os LBV's nos dias que correm. Este é mais um LBV que agrada e que pede ainda de mais um pouco de tempo em garrafa.
Nota 15,5



quinta-feira, 3 de abril de 2008

Morgadio da Calçada

Como não há duas sem três, desta vez passo aos fortificados:


Morgadio da Calçada Porto LBV 2003
Produtor - Niepoort Vinhos
Região - Porto
Grau - 20% vol
Preço - A partir de 15€
Os LBV são Vinhos do Porto pertencentes às chamadas Categorias Especiais. São envelhecidos em grandes tonéis de madeira durante os primeiros 3 a 6 anos, sendo depois engarrafados.
Este LBV foi feito a partir das castas tradicionais do Douro, cuja média de idade da vinha é superior a 70 anos.
Cor rubi.
Aroma muito frutado, muito cativante pela própria fruta madura que apresenta. São ainda aromas de chocolate e de açúcar queimado que encerram esta aroma bem interessante.
Muito bem também na boca, onde se sente um vinho ainda muito jovem mas t
odo ele pensado para agradar desde já. Tem taninos bem presentes de boa qualidade. Termina com óptima persistência.
É verdade que muitos pensam que um LBV é como que o "padrinho pobre" dos Vintages, no entanto alerto para o prazer que encerram estes vinhos, e particularmente este que aqui apresento.
Nota 16,5


Morgadio da Calçada Tawny Reserve
Produtor - Niepoort Vinhos
Região - Porto
Grau - 20% vol
Preço - A partir de 12€
São vinhos de lote, onde a sabedoria do lote delinea o perfil da casa. Este vinho foi envelhecido em tonéis de 600 litros durante 7 anos e então feito o blend final.
Bonita cor ambar.
Be
líssimo de aroma. A notas de cereja e de passas são aliadas sugestões de caramelo e de torrefacção que se sobrepõem entre alguma especiaria e interessante percepção de licor.
Na boca é bem macio, guloso e de certo modo quente. Tem um final de boa persistência aliado a uma acidez muitíssimo bem colocada.
Surpreendente a qualidade deste Tawny Reserve. Plena satisfação
Nota 16



Morgadio da Calçada Ruby Reserve
Produtor - Niepoort Vinhos
Região - Porto
Grau - 20% vol
Preço - A partir de 11€
As uvas destes vinho vêm de várias parcelas espalhadas pelo Douro. Após a vinificação, o seu resultado é envelhecido em madeira por 3 a 4 anos até se efectuar o blend final.
C
or rubi.
Muito franco de aroma. Fruta madura com boa intensidade, algum, onde encontramos as sugestões de amoras, ameixas e figos.
A boca, toda ela redonda, mantém o mesmo perfil frutado, dando a entender um vinho de fácil trato e de fácil gostar.
Por vezes pode ser uma excelente sugestão para um Porto que diariamente bebemos um pouco, por durar bem mais tempo aberto que um LBV ou um Vintage. Pode ser mais directo mas não deixa de ser interessante e bom.
Nota 15




Morgadio da Calçada Dry White
Produtor - Niepoort Vinhos
Região - Porto
Grau - 20% vol
Preço - A partir de 10€
Aqui está uma categoria esquecida por muitos, eu incluido, e das poucas vezes que tive oportunidade de provar, sempre me deixaram satisfeito.
Este Porto Branco é envelhecido em pequenas pipas de carvalho no mínimo por 3 anos.
Cor amarela dourada.
Os aromas pouco diferem da gama presente num Tawny. Estão presentes os aromas de laranja, de frutos secos, de algum mel e mesmo algum caramelizado.
A boca é bem interessante, a sensação é de muita frescura, de equilibrio e de alguma untuosidade.
O Porto para o inicio da refeição, para chamar o apetite, e no meu entender para ser bebido por si mesmo, sem qualquer adição de tónico. É que a qualidade já justifica uma pequena conversa com este vinho.
Nota 15

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Porto Tawny Graham's 40 Anos

É para mim sempre um desafio provar um Vinho do Porto, uma vez que não consigo separar a grande paixão que tenho por estes vinho. Ainda assim provo-o sempre com o devido respeito, para mais quando provo um vinho algo raro e que poucas vezes se tem a possibilidade de o beber.
O Graham’s 40 anos é produzido a partir de vinhos da mais alta qualidade que, após cuidadosa selecção, são envelhecidos em cascos de carvalho de 534 litros até ser atingido o pico de maturação. Estes vinhos encontram-se entre os mais exigentes e desafiantes estilos de Porto. Produzi-lo requer do enólogo grande perícia e anos de experiência, quer na vinificação quer na elaboração de lotes. É essencial encontrar o equilíbrio correcto entre a delicadeza e a elegância que resultam do prolongado envelhecimento em casco, e simultaneamente preservar a qualidade da fruta, que empresta a este Tawny envelhecido a sua estrutura e longevidade. (2º Paragrafo retirado de http://www.grahams-port.com).



Porto Tawny Graham's 40 Anos
Produtor - Syminton Family
Região - Porto
Grau - 20% vol
De lindíssima cor âmbar com rebordos esverdeados.
Aroma muitissimo complexo com curiosas notas de citrinos, algum pessego, caramelo, baunilha e toffee que fazem deste 40 anos um vinho muito sedutor.
Na boca é denso, untuoso, aveludado mas ainda assim que impressiona pela sua frescura. O seu final é de pura classe pois prepare-se para ficar com ele durante muito, mas muito tempo.
Os Tawny's de 40 Anos na generalidade contam-se entre os melhores Vinhos do Porto. Obviamente respeitando os perfis de cada casa podemos gostar mais de uns que de outros, no entanto este Graham's é pura e simplesmente um vinho do tamanho do Mundo. Um vinho maravilhoso.
Nota 18,5

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Castelinho Vintage 1997

Quinta do Castelinho Vintage 1997
Produtor - Quinta do Castelinho
Região - Porto
Grau - 20% vol
Cor rubi com rebordos violáceos.
Nariz de requinte com notas de figos e de ameixas soberbamente acompanhadas por notas de bolo inglês, baunilha e fundo de especiaria.
Na boca é cheio e ainda um pouco rebelde a mostrar que tem taninos de bom porte que nos dizem que o melhor ainda está para vir. No entanto o final é no meu entender curto demais para o que mostra o restante. Pura e simplesmente em milésimos de segundo cai a pique.
Não sei se será a "fase estúpida" dos vintages, mas acho este final algo deslocado do vinho em si, que ainda assim deu muito prazer de beber.
Nota 16,5

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Poças

Poças Vintage 1996
Produtor - Poças
Região - Porto
Grau -
O de ano 1996 não terá sido um grande ano de vintage, no entanto é para mim sempre importante que se passem de vez em quando a revista por estes vintages cujo preço é bem menor e portanto provavelmente ainda existirão em muitas garrafeiras e casas.
Carregado na cor. Aroma de muito figo e passa aliados a uma vertente química e especiada.
Na boca está absolutamente pronto para nos dar aquilo que queremos dele, ou seja prazer. Macio e aveludado, este vintage mantém uma boa estrutura e um final muito saboroso. Atravessa um bom momento. A satisfação essa, é garantida.
Nota 17

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Vallegre

Porto Tawny Vallegre 30 Anos
Produtor - Vallegre
Região - Porto
Grau - 19% vol
Mostra uma cor ambâr carregada. No nariz encontramos um vinho algo sui generis onde a aposta centra-se nas notas de caramelo, torrefacção, nougat e muito, mas muito, fumo onde chegaria com facilidade a sugestões, algo intensas demais, de carvão ou alcatrão.
Na boca encontramos um vinho de média intensidade, com corpo médio e final também ele mediano.
Confesso que não desagrada, mas também não será um bom exemplo de um 30 anos, também no preço é claro.
Nota 16

sábado, 27 de outubro de 2007

Kopke

As degustações vinícas são para mim, uma excelente oportunidade de rever amigos e provar vinhos que até à data não tenha provado, quando são na minha localidade então revestem-se de uma importância especial. Mas são para mim realmente um evento obrigatório quando nelas estão presentes os Vinhos do Porto. Hoje foi dia de prova em Peniche e mais propriamente na, sobejamente conhecida, Tasca do Joel. Neste evento estavam presentes os vinhos da Kopke. Mas vamos então aos vinhos:

Kopke Vintage 2005
Produtor - Kopke
Região - Porto
Grau - 20% vol
Este Porto Vintage foi engarrafado este ano, e na sua composição entram as castas características do vinho do porto. O ano de 2005, à semelhança de 2004, não foi um ano clássico, pelo que a maioria entrará no mercado com os seus Single Quinta Vintage. A Kopke não apresentou o seu Vintage Single Quinta e presenteou-nos com o seu Vintage Clássico.
Na cor está completamente opaco. No nariz, mostra aromas de fruta muito madura e densa, a lembrar amoras, ameixas, cereja preta e uva passa que se destacam em um aroma algo químico e fechado onde vagueia uma sensação vegetal. Na boca temos um vintage com estrutura e acetinado, que se bebido a uma temperatura correcta torna-se até mesmo fresco. Os taninos estão bem presentes mas permitem facilmente dar uma boa prova desde já. Sendo um Vintage, todos sabemos que poderá durar pelo menos uns 20 anos em garrafa até começar a sua curva descendente. Pela actual "prontidão" deste Kopke, que acho que se tem tornado o estilo de perfil desta casa, acho que se pode dizer que estamos perante um vintage que dá prazer em novo mas que nos trará alegrias dentro de 15 a 20 anos. Tem coragem para esperar?
Nota 17


Kopke Branco 2006
Produtor - Kopke
Região - Douro
Grau -
Da Kopke aparece-nos este branco, que foi lançado no passado mês de Abril e que seria a aposta para o verão que há pouco terminou. Sabendo que a Kopke não possui nas suas vinhas encepamento de castas brancas, este vinho foi feito a partir de uvas compradas que são originárias de vinhas situadas no Cima Corgo e a 500m de altitude. Feito a partir das Castas Arinto e Gouveio, este branco mostra uma bonita cor palha, com aromas límpidos de citrinos e vegetal. Na boca prima pela frescura onde se destaca a boa acidez deste vinho. Num belo dia de sol no verão, em que chegamos a casa cansados, pegamos num copo deste vinho e apenas com ele passamos momentos de total descontracção. É para isso que ele foi feito e em abril próximo, se a nova colheita mantiver pelo menos esta qualidade, temos um sério candidato a uma das melhores RPQ do mercado.
Nota 15,5

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Cockburn's vs Osborne

Porto - Cockburn's 20 Anos Tawny
Com 20% vol e estranhamente sem indicação de data de engarrafamento este 20 anos apresenta uma brilhante e bonita côr ambar. No nariz apresenta notas de cereja, casca de laranja, frutos secos e ainda leve toque nougat. Na boca é untuoso, doce e muito prazenteiro. Temina muito longo. Mais um belo tawny que não se encontra muito por aí.
Nota 17

Porto - Osborne 20 Anos Tawny
Também com 20%vol e com engarrafamento em 2002, este tawny apresenta-se menos complexo. Com uma côr algo turva, este vinho apresenta aromas de caramelo e frutos. No nariz apresenta-se algo volátil. Na boca temos um vinho untuoso, um estilo mais seco e um final com ligeiro amargor. Termina longo.
Nota 16

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Um Vintage de um ano "não clássico"

Quinta do Vale Meão 2001 Porto Vintage
Decantado por 4 horas, apresentou uma côr ruby carregadissíma com centro opaco, não mostrando ainda quaisquer sinais de evolução. Ainda que muito fechado de aromas, com o tempo mostrou fruta madura (Ameixas, Cerejas e Passas), algum quimíco (que já tinha notado em alguns vintages desta casa, nomeadamento no 2004). O arejamento ainda acabou por trazer algumas violetas e um certo licôr. Na boca esteve muito bem, a mostrar taninos ainda muito presentes mas que já dão uma prova interessante. Final Médio/Longo a mostra a fruta inicial. Um Vintage interessante de um ano.....não clássico
Nota 16,5

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Um 20 Anos de peso

Porto - Ramos Pinto Quinta do Bom Retiro Tawny 20 Anos
De uma bonita côr ambar com laivos esverdeados, este tawny apresenta-se com notas de Caramelo, fruta cristalizada, nozes, avelâs, leve floral e ainda alguma torrefacção. Na boca mostra-se denso, xaroposo, com acidez vibrante a enquadrar um conjunto que perfila uma obra prima. Tudo conjugado com um final longuissimo. Que grande 20 Anos
Nota 18

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