domingo, 28 de junho de 2009

Vinexpo 2009

Faço uma pequena pausa nas minhas aventuras por Espanha, para falar um pouco deste evento, que se realizou entre o dia 21 e 25 de Junho de 2009, e onde estive todos os dias.
Em primeiro lugar para dizer que estas feiras, "não matam mas moem". É verdade, 10 horas sempre em pé, é obra. Ainda assim, quando acaba, sinto sempre a nostalgia de ter de vir embora e de ter de esperar 2 anos para que lá volte. Bordeaux Rocks.....

Este ano esteve-se muito bem. Esta afirmação pode ser demasiado optimista, face ao período económico que passamos, mas na realidade esteve-se mesmo muito bem, no ponto de vista de quem trabalhou. Em primeiro lugar, ao contrário da edição anterior, o ar condicionado funcionou. Sim é verdade, estava fresquinho dentro dos pavilhões, ainda que provavelmente por causa de uma menor afluência, de que falarei mais adiante. Também, por força deste fenómeno, nada de encontrões e de filas para provar vinhos. Quem foi, mesmo sendo só para provar, não deve ter dado o seu tempo por perdido. Dava tempo para tudo.
Apesar de pouca gente nos expositores e nos corredores, as provas temáticas, nomeadamente a dos Grand Crus de Bordéus, estavam apinhadas. Parece que ainda despertam muito interesse.....e eu obviamente que também lá fui.



Mas, nem tudo foi um mar de rosas, que o digam os produtores portugueses, que sobre a alçada da Viniportugal, foram relegados para um dos pavilhões mais pequenos e que mais não eram do que lugar de passagem para o pavilhão central. Lembro-me de há cerca de dois anos, no rescaldo da edição anterior, ler acerca dos queixumes por parte de várias entidades, responsáveis pela promoção dos vinhos de seus países, lançando um ultimato que jamais estariam presentes na Vinexpo, caso voltassem a esses pavilhões. Parece que surtiu efeito e esses países estavam agora no pavilhão central. Tenho em crer que esta situação só aconteceu, por força de uma dupla representação de Portugal, pelaViniportugal e IVDP. É que assim foi bem mais fácil decidir quem iria para os tais pavilhões, já que não podemos dizer que os vinhos portugueses não estiveram no pavilhão central. Há que repensar e sobretudo unir as entidades que promovem os nossos vinhos.

Ainda que a afluência tenha sido bem menor, deparei com muitos negociantes ou importadores, com vontade de investir, nomeadamente de países de leste, como a Sérvia, Cazaquistão, Rússia, Estónia ou Letónia e ainda países sul americanos como a Argentina e Chile. Pareceu-me que a afluência quase se resumia a profissionais.

Do pouco tempo que tive para "passear/provar", deu para fazer o gosto ao dedo e tirar umas fotos à nossa representação:



E para finalizar, a boa disposição do costume.....



1 comentários:

Miguel Pereira segunda-feira, junho 29, 2009 9:31:00 da manhã  

João,

Deve ser um evento único, do melhor que se pode provar.

Reparei no Vinha da Ponte e no Maria Teresa "à mosta". Os franciús têm mais sorte que nós:)

Abraço

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