domingo, 14 de junho de 2009

Espanha - Dia 2 - Abadia Retuerta



Depois da estafa que tinha sido o dia anterior, que terminou já pela madrugada dentro com uma refeição no Restaurante Ramiro's em Valladolid, já estavamos a pé para começar o dia em Ribera del Duero. Os dias eram muito preenchidos e este não ia fugir à regra. Tinhamos 3 adegas para ver, contando ainda com as refeições e uma visita ao museu/castelo de peñafiel.
A primeira paragem suscitava-me enorme ansiedade e apreensão pois íamos visitar um produtor muito conhecido, um produtor de alto gabarito, de seu nome Abadia Retuerta.
Chegamos sobre um calor abrasador. Na parte de fora, muitas obras, sinal de restauração, de ampliações ou melhoramentos.


Iniciou-se a visita, que inesperadamente se tornou na pior visita que fizemos em todos os dias, a antipatia era de tal maneira visível, que me incomodava. Cheguei a perguntar, ao organizador, se estariam chateados connosco ou sem vontade de nos receber. Enfim, humores, ou outra situação que não estava dentro das minhas capacidades de compreensão.
O que é certo é que um produtor que podia ser interessante, acabou por passar um pouco ao lado. Ainda assim, gostei de nos terem levado a ver as vinhas.



Fomos então no final, fazer a prova dos vinhos. A Abadia por dentro é muito bonita, é um lugar que tem enorme potencial turístico, e ao que parece, será em breve aproveitado para melhorar a experiência de enoturismo da casa, com construção de um restaurante e um hotel.



Os vinhos deste produtor não ostentam a denominação Ribera de Duero, em seus rótulos, pois os vinhedos deste produtor não se encontram ainda dentro dos limites interiores da DO, mas sim rigorosamente colado aos limites exteriores da mesma. Assim, os vinhos apresentam-se como Sardon de Duero.
Provámos três vinhos, que iniciam a gama do produtor. Um Arnoldo 2008, um vinho sem qualquer passagem por madeira e também sem grandes predicados. É fresco, mas tem um aroma muito simples. Cordato será o melhor termo para apelidar este vinho.
De seguida, um Rívola 2007, um vinho com algum estágio em barrica, um vinho com 60% Tempranillo e 40% Cabernet. Achei bem interessante, já mais completo e muito saboroso.
Finalmente, um Seleccion Especial 2006. Vinho que passou 18 meses em barricas de carvalho americano e francês. Um blend de Tempranillo, Cabernet e Merlot. Foi realmente o que mais gostei, no entanto não achei muito superior ao vinho anterior, considerando que custa o dobro. Ainda assim um vinho bem interessante.
Faltaram obviamente os vinhos varietais, de vinha, ou de Pago, como lhes chamam em Espanha. São vinhos que completam a gama do produtor e que são vendido por preços muito superiores.





1 comentários:

João de Carvalho segunda-feira, junho 15, 2009 7:23:00 da tarde  

É uma pena essa antipatia que notaste... por vezes penso que esses maus humores são exclusivos de alguns locais em Portugal, mas convém verificar que lá fora também moram maus exemplos.

Pena que não tenham colocado todos os vinhos em prova, dá um aspecto pobretanas do produtor,quando o que se devia aproveitar com este tipo de visitas, é o divulgar o máximo possível toda a gama.

Claro que nem toda a gente tem de pensar como eu, :)

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