segunda-feira, 16 de junho de 2008

Dia 4 (20 de Maio) - Parte 1 de 2

Era a ultima visita por terras do dão e pensava eu que seria o meu ultimo dia nesta aventura. Como costumam dizer nas americas, the last but not the least, a ultima visita iria ser feita a Penalva do Castelo, mais propriamente à Quinta da Vegia.
Nesta visita, além dos vinhos do Dão, iriam ser provados os vinhos verdes da Casa de Cello, que igualmente são pertença da família de João Pedro Araújo, que conduz o destino destas casas.
Mal chegados e recebidos, por João Pedro Araújo, passamos então para a prova dos vinhos.

Espumantes

Quinta de Sanjoanne 2000
Aroma com boa intensidade, cheio de notas petroladas e notas de fruta branca. Intenso.
Boca de excelente acidez, bolha persistente e cheio de finura.

Quinta de Sanjoanne Reserva 2001
Pouco dialogante no nariz.
Na boca é muito cremoso, de bolha fina e persistente. Frutado e com excelente acidez e intensidade. Belo espumante

Quinta de Sanjoanne Reserva 2002
Fantástico no aroma com notas de casca de marisco e muitas notas minerais.
Boca de bela intensidade, fresco e com excelente acidez. Fantástico

Brancos (Minho)

Quinta de Sanjoanne 2007
Aromas muito tropicais.
Muita frescura na boca e excelente acidez. Final de bela persistência

Quinta de Sanjoanne 2002
Aroma com ligeira oxidação. Notas de caramelo, algum mel e algumas notas petroladas.
Boca com excelente acidez e final persistente.

Quinta de Sanjoanne Escolha 2004
Notas verdes, de maça, notas florais.
Boca de boa intensidade e cremosidade. Final longo

Quinta de Sanjoanne Escolha 2003
Ligeiramente oxidado no aroma. Notas petroladas e sensações minerais.
Boca redonda, muito gulosa e de boa persistência.

Quinta de Sanjoanne Escolha 2001
Ainda que seja o vinho que mais se apresentou oxidado, no meu entender não "atirou a toalha ao chão". Os aromas de caramelo são inevitáveis mas encontro-lhe ainda algumas notas de hortelã e algum fruto em calda.
Boca redonda com alguma acidez.

Quinta de Sanjoanne Superior 2005
Muito intenso no aroma. Profundo. Apresenta notas de flores, notas vegetais e notas de menta.
Boca com excelente estrutura e final longo e frutado.

Tintos

Porta Fronha 2003
Notas de fruto maduro de boa intensidade.
Boca com boa estrutura e com belos taninos já integrados. Redondo e sedoso.

Porta Fronha 2004
Fresco no aroma apesar das notas quentes de especiaria e notas florais.
Boca de bom porte ainda que possa ser algo insípida por momentos. Bons taninos e final.

Porta Fronha 2005
Interessante sensação de ligeiro animal. Fruto maduro, algumas especiaria e ligeiras notas mentoladas.
Boca jovem, com taninos bem presentes que se entregam na perfeição ao conjunto.

Porta Fronha 2006
Algo fechado no aroma. Com alguns dedos de conversa, aparecem notas de fruto maduro e notas florais.
Boca intensa e potente. Na minha opinião precisa ainda de algum tempo em garrafa.

Quinta da Vegia 2003
Muito frutado no aroma, com notas de groselha preta e frutos maduros.
Boca ainda com muita juventude e de boa intensidade. Taninos jovens no final.

Quinta da Vegia 2004
Aroma com muita intensidade a mostras fruto maduro e especiarias.
Boca com certa elegância mas sem a potência e os taninos do 2003.

Quinta da Vegia 2005
Muito exuberante no aroma. Notas florais e a fruta madura dominam todo o conjunto aromático.
Boca com suficiente frescura e excelente intensidade. Taninos nobres.

Quinta da Vegia 2006
Muito fechado no aroma. Estranho, mas interessante, aroma a alho e fruto maduro.
Potente na boca e com taninos muito jovens. Ainda precisa de algum tempo.

Quinta da Vegia Reserva 2003
Fruto preto macerado inicia-se na prova. Ainda fechado mas denota-se um vinho de cariz superior.
Muito elegante e fresco na boca. Final longo

Quinta da Vegia Reserva 2005
Muitas flores, muita especiaria e intensas notas de café.
Frutado na boca e com final de taninos presentes, mas de gabarito. Belo vinho.




Vinhos com uma expressão muito singular são a marca dos vinhos da Quinta da Vegia e mesmo da Quinta de Cello (Sanjoanne). São vinhos que vou apreciando e que os tenho entre as minhas preferências. Não tenho duvidas em afirmar que são vinhos muito bem feitos e no caso dos Vegia, são vinhos que não denotam uma hierarquia tão visível quanto isso, uma vez que as diferenças de qualidade entre os patamares da gama não são muito acentuadas. Ou seja, os Porta Fronha e os Quinta da Vegia são fantásticas relação preço qualidade.
Os Verdes são vinhos com fantástica acidez, que se traduz em frescura senhores de fantástica mineralidade. Vinhos singulares mas muito bons.


Resumindo, esta foi uma "aventura" que me permitiu perceber um pouco mais 2 regiões que lutam, no meu entender, em frentes algo diferentes, mas que tem entre si produtores e vinhos de qualidade.
Se por um lado a Bairrada acho que tenha todo o seu potencial no lado dos branco muito singulares que faz, e não me quero desfazer dos tintos onde se contam vinhos fantásticos, o Dão já é uma região com grandes vinhos e com enormes potencialidades nos brancos e nos tintos. Será no meu entender um grande concorrente dos vinhos do vizinho Douro. É preciso muito trabalho, muita imaginação e muita vontade para que se chegue a bom porto. Para já, vamos ficando com uma "mão cheia" de belos vinhos em ambas a regiões.
Acaba-se então a Bairrada e o Dão, ruma-se então para o Douro. Até já.....





0 comentários:

Blogues Recomendados

  • H.M. Borges Terrantez 1877 - A história remonta ao ano de 1877, o ano em que Henrique Menezes Borges fundou a empresa H.M.Borges (Madeira), actualmente gerida pela quarta geração da ...
  • Nada - Por que raios, ninguém ainda pensou em baptizar um vinho, de uma região qualquer, com o nome de Nada? Seria o vinho perfeito para dias sem ideias, sem conv...

Blogues Recomendados

  • Prova - *Solstício. 2 Barricas (t) 2010* Diga-se desde já que conhecemos bem o homem por detrás deste vinho - isto é uma declaração de interesses (apesar de todo o...

Arquivo do blogue

  © Blogger template 'External' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP