segunda-feira, 26 de maio de 2008

Dia1 (17 de Maio) - Parte 1 de 3

As visitas começaram neste dia e foram compostas sempre por 3 produtores por dia. Tirei notas sobre os vinhos que provei, mas são notas pequenas de modo a traçar um perfil dos mesmos. Obviamente que gostei mais de uns do que de outros mas não colocarei qualquer pontuação nos vinhos.

Quinta de Foz de Arouce


Já há alguns dias que ansiava por iniciar esta aventura. Na noite anterior a esta visita nem tinha dormido. Acordei em Peniche, bem cedinho e lá me coloquei em marcha para Coimbra, a fim de ir buscar o Mark Squires.
A caminho para Foz de Arouce, um caminho de muitas curvas de estrada em bom estado, fui descobrindo uma zona por onde nunca tinha estado.
Se por um lado , hoje em dia, é bem mais fácil encontrar determinada localidade, graças à tecnologia GPS, por outro, será sempre mais difícil, sem coordenadas, encontrar o local propriamente dito. Mas na pequena Foz de Arouce, existe um casa, um palácio, que se destaca entre os demais e de imediato percebi que seria naquele edificio antigo e de fachada nobre, que seria o local onde deveriamos estar.
Chegados ao local, fomos recebidos pela dona da casa, que nos encaminhou para o local da prova. Uma vez no local, já dentro de casa, fomos recebidos pelo Conde de Foz de Arouce, João Filipe Osório, por seu Genro, Luis de Castro e pelo enólogo da casa, João Vidal.
Feitas as apresentações, de imediato passamos às provas dos vinhos:

Brancos


Quinta de Foz de Arouce Branco 2005
Um branco de respeito. Cheio de notas petroladas, muito mineral e fresco. Boca com bela acidez e final longo. Já tinha provado em várias ocasiões e parece-me que ainda tem bons anos pela frente.

Quinta de Foz de Arouce Branco 2006
Mantém o perfil do seu antecessor, mas talvez com um pouco menos frescura e intensidade. Pareceu-me manter a mesma capacidade de envelhecimento.

Quinta de Foz de Arouce Branco 2007
Uma amostra de uma vinho que ainda se está a fazer. Muito fresco, muito citrino, muito mineral. Parece-me que vem ai coisa muito boa. Aguardemos....


Tintos

Quinta de Foz de Arouce 1989
Uma estreia para mim. Ainda com muita fruta, complexo e com uma invocação óbvia a bordéus. Boca elegante e ainda com bons taninos. Fantástico

Quinta de Foz de Arouce 1991
Está muitíssimo bem. Fresco, com certa jovialidade e interesse. Um dos melhores.

Quinta de Foz de Arouce 1992
Pareceu-me fugir um pouco da qualidade dos anteriores. Parece que a fruta irá desaparecer primeiro que os seus taninos algo agressivos.

Quinta de Foz de Arouce 1995
Na senda do 1992, também me pareceu uns furos abaixo dos 2 primeiros vinhos. Muito vegetal e com um final algo agressivo, destoa da elegância e frescura de todos os anteriores. Para mim o menos conseguido.

Quinta de Foz de Arouce Vinhas Santa Maria 2001
Já em tempos tinha dito que esperava muito deste vinho, tal a potencia e vivacidade deste. Muito intenso no nariz e na boca, não quer mostrar sinais de acalmar toda a "brutalidade". Não me parece que ainda tenha chegado o seu melhor momento e pergunto-me quando chegará. Para mim, do melhor...

Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas Santa Maria 2003
Ora bem, com esta colheita mudou-se o perfil dos vinhos, introduzindo uma nova variável, a Touriga Nacional. Os vinhos passaram a ser mais interessantes em jovens, mas mantendo ainda assim toda a longevidade da casta Baga.
Muito floral, licorado, muito fruto maduro. Intenso. Boca pastosa e com taninos ainda muito jovens. Está para durar.

Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas Santa Maria 2005
Ainda muito fechado, mostrou muitas notas florais. Boca de potência mas muitissimo jovem. Estes são vinhos de guarda que só com um prato muito intenso e com uma prévia decantação, poderão mostrar o que têm de melhor.

Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas Santa Maria 2007
Um vinho que ainda não está sequer feito. Uma amostra de barrica que indicia um vinho muito exuberante.



Em jeito de resumo, uma belíssima prova de vinhos, de belos vinhos, que permitiu ao Mark Squires, e a mim obviamente, ter uma visão diferente da casta Baga e do seu blend com a Touriga Nacional. Conhecemos de perto, uma maneira diferente de trabalhar a Baga, num terroir completamente diferente.
Para mim foi realmente uma honra, pois são vinhos que admiro e que tenho como o que de melhor se fez, e se vem fazendo, na Região das Beiras e em Portugal.

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