quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Altas Quintas Branco 2010

Do alentejo, a nova colheita do Altas Quintas branco 2010.


Altas Quintas branco 2010
Da Serra de São Mamede nasce este vinho, feito a partir das castas Verdelho e Arinto, que fermentam em barricas novas de carvalho francês e nelas estagiam por 4 meses.
Cor palha esverdeada, aromas de citrinos, laranjas, a que se juntam sugestões de mel e alguma especiaria. Barrica bem integrada.
Boca com volume, encorpado, branco de inverno, mas onde falta alguma frescura de conjunto, apesar mesmo da acidez excelente que tem. Final Longo. Vai precisar de comida por perto. Pessoalmente estava à espera de outro estilo.
Nota 16

Bétula 2010

Chega-nos a nova colheita deste Bétula 2010, um branco feito pelo enólogo Francisco Montenegro (Aneto e Quinta Nova), que colocou em cima da mesa alguma polémica relativamente às castas utilizadas.



Bétula 2010 Branco
Feito a partir de duas castas pouco usuais no douro, Viognier e Sauvignon Blanc. Em percentagem idêntica, o Viognier fermentou em barricas e o Sauvignon em inox.
Cor palha carregada. O vinho apresentou-se muito bem de aroma, muito ao estilo Sauvignon, com sugestões de relva cortada e muita frescura. Do Viognier chegam também as sugestões de barrica e com o aumentar da temperatura no copo, as inevitáveis sugestões anisadas.
Na boca temos um vinho com volume e excelente acidez, numa toada de elegância e equilíbrio. Final médio-Longo com muito sabor.
Nota 16,5

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Garrafeira GN Cellar

Foi apenas há uns dias, mais propriamente no dia 26 de Setembro, que inaugurou a nova garrafeira de Lisboa, a GN Cellar, cujo proprietário Jaime Vaz, é o mesmo que já detém a melhor Garrafeira de Portugal, a Garrafeira Nacional.
Se por um lado fiquei contente por mais este projecto, na Baixa Lisboeta, que anda a precisar de um "face lift", por outro lado, senti-me um felizardo por ter estado nesta inauguração.
Em verdade vos digo que foram preciso apenas 3 vinhos para me deixarem num estado de êxtase completa, ao ponto de passados 4 dias, ainda sonhar com cada um deles. Por certo esta terá sido a primeira e ultima vez que tive a honra de os beber, mas anseio pela oportunidade de os ver mais uma vez, quando quer que seja.




Os vinhos foram um Ramos Pinto Vintage 1931, José Maria da Fonseca Moscatél Supeior 1955 e Barbeito Malvazia 1875, servidos por esta ordem.
Começámos pelo Vintage 31, que foi apresentado pelo Engº João Nicolau de Almeida, que começou por falar um pouco da célebre colheita de 31, que deu origem ao mais raro e misterioso Vintage da história, o Noval Nacional 31. Como tive o privilégio de abrir e decantar este Vintage, desde logo percebi que ali se encerrava um vinho maravilhoso. Na abertura mostrava uma cor muito aberta, mas cheia de intensidade aromática, a lembrar ainda muita cereja. No evento já mostrava mais cor e mais corpo, ganhava nova vida, sempre elegante e com um final muito longo. Belo Vintage.


De seguida, o grande vinho da noite, apresentado pelo Engº Domingos Soares Franco, o Moscatel Superior 1955 (que irá a leilão no próximo dia 8 de Novembro). É-me tão difícil escrever, ou descrever, este vinho simplesmente incrível. A cor acastanhada escura, com laivos esverdeados, remete-nos de imediato para um espesso liquido assim que o envolvemos no copo. A soberba complexidade e frescura, a textura, o corpo, a absolutamente magnífica acidez e o final explosivo, fazem deste moscatel, o melhor que bebi até hoje e um dos grandes vinhos da minha vida. Simplesmente inesquecível. Os meus sinceros parabéns à José Maria da Fonseca, pelo monumento que criou, e que esta ultima geração soube manter. Uma obra prima.

Ainda não refeito do vinho anterior, chega-nos o madeira, um Barbeito Malvazia de 1875, que tinha sido engarrafado, especialmente para este evento, no dia 19 de Setembro, apenas uma semana antes. Seria sempre necessário um enorme vinho para ser servido depois do anterior, no entanto, este Madeira, cumpriu a sua parte e manteve intacta a necessidade de os madeiras serem sempre servidos por ultimo. Soberbo pela sua complexidade aromática, soberbo pela sua frescura e soberbo pela sua acidez penetrante. Outro hino aos vinhos Portugueses e aos Vinhos da Madeira.

Se por um lado eu, e todos os demais presentes, ficaram deliciados com tamanha grandeza de vinhos, por outro lado custa-me pensar que por exemplo, o Moscatel de Setúbal, continua a ser um eterno desconhecido lá fora. Poderíamos pensar que está bem assim, pois ficam cá dentro, mas por outro lado, qualquer um destes vinhos, em qualquer mesa, em qualquer parte do mundo, elevariam bem alto o nome dos Vinhos Portugueses. Que grandes vinhos se fazem em Portugal, que grandes vinhos nos foram deixados pelos nossos antepassados, a quem deixo a minha singela homenagem.

Se este evento, pelo vinhos apresentados foi um estrondoso sucesso, falta também dizer que a GN Cellar é uma bonita, bem iluminada e bem desenhada garrafeira. É um novo espaço, com um target de clientela bem específico e numa zona que precisa de reabilitação e investimento. Tendo a chancela da Garrafeira Nacional, o sucesso é mais que certo.

Um sincero muito obrigado pela noite mágica que me foi proporcionada. Bem hajam

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

No dia 8 de Novembro a José Maria da Fonseca irá colocar no mercado o Moscatel de Setúbal Superior de 1955.
Este lançamento será feito através de um Leilão a realizar nas Caves da empresa, em Vila Nogueira de Azeitão.
A colheita de Moscatel de Setúbal de 1955 sempre foi considerada por António e Fernando Soares Franco, a 5ª geração da família, como a melhor colheita de Moscatel de Setúbal do séc. XX. Em relação a outras colheitas de Moscatel sempre se destacou pela sua qualidade global, sendo um vinho muito complexo e equilibrado em termos de estrutura, doçura e acidez.
Por ser tão completo é um vinho que não é/era habitualmente utilizado em lotes de outros Moscatéis da José Maria da Fonseca, como o Alambre 20 Anos ou o Trilogia.
O que Domingos Soares Franco mais destaca neste vinho, para além de toda a sua complexidade aromática e gustativa, é a sua extraordinária frescura na boca, que equilibra toda a doçura natural e concentração que o vinho tem.
Deste vinho foram produzidas apenas 150 garrafas de meio litro, das quais 100 garrafas irão a Leilão no próximo dia 8 de Novembro. O remanescente permanecerá na colecção da José Maria da Fonseca.


Dado o carácter único deste lançamento, a ideia foi a de reunir neste Leilão não só os especialistas do sector e apreciadores, mas também verdadeiros apaixonados por este tipo de vinhos e coleccionadores.
Para enriquecer o Leilão, para além das garrafas de Moscatel de Setúbal Superior de 1955, farão parte dos lotes outros vinhos da José Maria da Fonseca. O destaque vai para alguns Moscatéis de Setúbal e Moscatéis Roxos mais antigos, como colheitas de 1880, 1902, 1904 ou 1911, uma garrafa de Moscatel de Setúbal TornaViagem, garrafas de Periquita de outros tempos e o famoso José de Sousa de 1940 (a colheita esquecida durante anos debaixo de uma pilha de carvão).

O Leilão do Moscatel de Setúbal Superior de 1955 terá lugar no dia 8 de Novembro, pelas 19:30, nas Caves da José Maria da Fonseca, na Quinta da Bassaqueira, em Vila Nogueira de Azeitão, sendo antecedido por um jantar onde reconhecidos vinhos da José Maria da Fonseca estarão em harmonia com a cozinha da região, a cargo do Chefe Hélder Chagas.
O Leilão estará a cargo do Palácio do Correio Velho e será um leilão puro, ou seja, não haverá uma base de licitação para os lotes. A participação no Leilão será limitada e deverá ser feita mediante inscrição.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vinhos do Alentejo em Lisboa

É a terceira edição do evento, organizado pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), que traz a Lisboa os Vinhos Alentejanos.

Os Vinhos do Alentejo vão estar em prova no Centro Cultural de Belém (CCB), nos próximos dias 30 de Setembro e 1 de Outubro, num evento que é dirigido a todos os consumidores.
Neste evento estarão em prova, mais de 300 vinhos desta região. Face à possibilidade que terá, de provar uma boa parte dos mais emblemáticos Vinhos Alentejanos, este evento é imperdível.

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