sábado, 11 de junho de 2011

Altas Quintas RESERVA-DO

Há muito que não saía nada do Altas Quintas. Esta afirmação pode ser estranha pois este produtor tem os seus vinhos a saírem todos os anos, mas, o que queria mesmo dizer é este produtor tem sempre algo escondido na manga, tem tido sempre um vinho que coloca a envelhecer e o lança quando acha que está pronto. Este ano chama-se RESERVA-DO e é da colheita de 2005. Vamos a ele:



Altas Quintas RESERVA-DO 2005
Cor de boa concentração, ainda com toda a sua juventude. Profundidade de aroma, com muitas sugestões de alcaçuz e aniz a que se associam o fruto maduro, as notas florais e as sugestões minerais. Boa frescura do conjunto.
Muito bem na boca, que mostra o volume e a tensão da acidez. Mostra um final longo ainda com taninos impertigados a mostrarem que o seu melhor ainda está para vir. Muito bem, gostei muito.
Nota 17

Esporão no Douro - Assobio e Murças

A noticia oficial foi dada há 3 anos, mas há muito se falava que o esporão queria ir para o Douro. A verdade é que fazia todo o sentido que o Esporão, à semelhança das outras empresas da sua envergadura, começasse a alargar os seus horizontes. Com o seu enólogo a conhecer tão bem a região foi uma questão de tempo até o Esporão assentar praça no Douro.
A escolha recaiu sobre a Quinta dos Murças, em Covelinhas. Organizaram-se as vinhas velhas, plantaram-se vinhas novas e saíram para o mercado os frutos deste trabalho, que aqui estão:

Esporão Assobio Douro 2009
Cor de boa concentração. Feito a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, 20% deste vinho estagiou em barricas novas e usadas.
Aroma de frutos vermelhos e maduros, algum vegetal seco e ligeira tosta. Fresco.
Melhor na boca com bom volume, taninos presentes, muito finos e final de boa persistência. Um bom vinho, que não precisa de ser bebido no ano de lançamento. Aliás, ao contrario da maioria dos vinhos desta gama, este pode ser mesmo guardado por um par de anos antes de começas a ser bebido.
Nota 15,5

Quinta dos Murças Reserva 2008
Cor de excelente concentração. Vinho feito a partir das vinhas velhas dos Murças, fermentação em lagares tradicionais e estágio por 12 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.
Comparando com o Assobio, entramos numa outra dimensão. Algo fechado de inicio mas com muitas sugestões minerais, flores, fruto maduro e uma barrica muito bem integrada. Profundidade no aroma.
Boca volumosa, texturada. Final longo com taninos jovens e secos a mostrarem que este vinho melhorará em garrafa. Muito bem.
Nota 17


Quinta do Murças Tawny 10 Anos
Bonita cor âmbar, este vinho mostra algumas notas queimadas, café, caramelo.
Na boca gostei do volume e retrogosto cheio de notas de caramelo. Final medio/longo. Esperava mais deste 10 anos. Excelente apresentação do produto.
Nota 16

sábado, 21 de maio de 2011

Les Coufis de Paille de L'Ardèche

Os Vin de Paille são saberes antigos da zona do Rhône Norte, verdadeiras pérolas. Raros, pois apenas alguns produtores os produzem. Michel Chapoutier é um desses produtores que por consideração a seu pai, ainda utiliza algumas das suas preciosas uvas de Marsanne de Hermitage para fazer o seu Vin de Paille. Este Coufis de Paille é também ele um Vin de Paille mas feito a partir da casta Viognier. São sempre vinhos feitos em quantidade muito pequenas sendo o de Hermitage, muito raro mesmo.
Como o próprio nome indica, o "Vinho de Palha" é um vinho doce natural onde as uvas são desidratadas ao sol, em esteiras de palha.

M. Chapoutier Les Coufis de Paille de L'Ardèche 2001
Bonita cor doirada. Aroma de fruto tropical a que se associam notas de mel e especiadas. Boa percepção de frescura..
Boca com volume, glicerinada. Docura mediana e acidez mediana. Mantém-se fresco mas sem a intensidade e explosão do "verdadeiro" Vin de Paille. Falta um pouco mais de acidez e de doçura para ser muito mais sério. Ainda assim não deixa de ser muito bom e de dar enorme prazer a ser bebido.
Nota 16,5

Chateau Pichon Longueville Comtesse de Lalande

A generosidade de amigos é sempre bem vinda. Foi num amigo que voltei a beber este mítico vinho e que esteve à altura de todas as expectativas.



Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande 1982
Decantado 4 horas antes. Impressionante a juventude de um vinho que faz agora 29 anos e que provem de uma colheita mítica, extremamente conhecida por ter trazido ao mundo o Astro maior da crítica de vinho, Robert Parker. Ao decantar as garrafas percebi que o vinho estava inicialmente, como previsível, algo preso e fechado. Após 4 horas no decanter mostrou então todo o seu esplendor com uma enorme complexidade de aromas, muitos dos quais não os conseguia identificar. A precisão e pureza nos aromas é assinalável, com muitas sugestões de pimento verde, ameixas, cassis e depois cedro, tabaco, especiarias, terra. Excelente frescura e equilibrio.
Na boca é enorme, mostra concentração, tensão e volume. Mostra frescura, precisão e amplitude. Final longuíssimo ainda com taninos e muito finos. Soberba textura. Impressionante sob qualquer ponto de vista. Inesquecível.
Nota 20

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quinta do Soque

Já por várias vezes escrevi acerca desta Quinta, deste produtor e do caminho que vem fazendo no Douro. Agora, importa falar de uma constatação, que a mim muito me agrada e que é a revolução que tem vindo a ser lavada a cabo por parte da equipa de enologia, DuploPR (2PR), neste e em todos os seus produtores. A verdade é que os vinhos mudaram radicalmente de perfil, tornando-se muito mais elegantes, mais frescos, mais "puros", o que no meu entender veio a beneficiar estes vinhos, especialmente as entradas de gama e média gama.

Quinta do Soque Colheita 2008
75% do lote, estagiou em barricas usadas (500l) de carvalho francês, sendo que os restantes 25% foram estagiados em inox. As castas utilizadas são a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Apresenta uma cor granada de moderada concentração. Aroma fino de frutos vermelhos e silvestres, algum floral e boa frescura.
Boca cordata, redonda e cheia de sabor. Um vinho bem feito e prazenteiro.
Nota 15

Quinta do Soque Reserva 2008
Estagiou em barricas novas e usadas (500l) de carvalho francês. As castas utilizadas são a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Apresenta uma cor granada de moderada concentração. Muito bem no aroma, com frutos vermelhos, citrinos, muita frescura, associada a sugestões balsâmicas e especiadas.
Fino e elegante na boca, cheio de frescura e sabor. Final médio/Longo. Muito bem.
Nota 16,5

Quinta do Soque Vinhas Velhas 2008
Estagiou em barricas novas (500l) de carvalho francês por 18 meses. Existem cerca de 20 castas tradicionais, nesta vinha com cerca de 80 anos.
Cor violácea com boa concentração. Aroma cheio de profundidade, musculado mas ao mesmo tempo subtil. O fruto aparece mais tarde no copo, perfumado. Sugestões terrosas. Barrica muito bem integrada.
Excelente a elegância na prova, taninos muito vinhos, excelente textura. Final longo e muito assertivo. Belo vinho. A beber em copos largos.
Nota 17,5

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