quinta-feira, 24 de março de 2011

A Nova Colinas de São Lourenço


Foi com entusiasmo que recebi o convite para a apresentação dos novos vinhos, aliás do novo projecto, do produtor Colinas de São Lourenço. Obviamente que aceitei de imediato, no entanto tentei saber quem seria o novo proprietário e qual a sua ligação com o Vinho. Bom, a história é bastante interessante e desde logo me aguçou o apetite para esta prova, que teve lugar no Restaurante DOP do Rui Paula.



As Colinas de São Lourenço estão hoje em dia associadas a Carlos Dias. O nome deste Bairradino não nos dirá muito, pelo menos a mim não me dizia, no entanto trata-se de um Português de enorme sucesso, e que fez fortuna entre vários negócios, com destaque para a criação dos ultra requintados relógios Roger Dubois (http://www.rogerdubuis.com). O que é certo é que, embora não precisando de grandes investimentos em Portugal, veio à sua região e investiu na compra desta quinta, com o intuito de fazer o melhor vinho do Mundo. Esta afirmação pode parecer uma voz de arrogância, no entanto, espelha um pouco a personalidade deste compatriota, que onde coloca as mão, quer ser o melhor do mundo. Um personalidade à Mourinho?

Para ser sincero, depois de conhecer estes detalhes, fiquei inicialmente algo incomodado pela afirmação perentória atrás descrita e a bem da verdade fiquei sem esperar muito dos seus vinhos. Agora, após os ter provado, tenho de me retrair, pois os vinhos foram uma grande surpresa e penso que nos próximos tempos, já com os vinhos a serem feitos de raiz por esta nova equipa, virão a dar que falar. Assim o espero, pois é sempre bom ver grandes vinhos a nascer em Portugal e na Região da Bairrada.





Colina de São Lourenço Principal Branco 2009
Aroma ainda algo contido, fruto branco, muito fino e mineral.
Novamente elegante na boca, apresentando ainda assim uma cremosidade que é muito muito bem vinda, pois trás maior volume de boca. Termina com excelente acidez e final longo e saboroso.
Nota 17

Colina de São Lourenço Rosé "Tête de Cuvée" 2009
Cor salmonada a fazer lembrar um Champagne. Aroma muito fino, com frescura, excelentes notas de morangos e Framboesas. Tudo muito fino e equilibrado
Boca plena de sabor, excelente no volume, pouco habitual nos nossos rosés, e final ácido e prazenteiro. Um Rosé muito sério.
Nota 17

Royal Palmeira "Sur Lies Fines" Loureiro 2009
Aroma limonado, ananás, vegetal, mineral. Aroma fresco e exuberante.
Boca com excelente volume, final muito fresco e mediano.
Nota 16,5


Colina de São Lourenço Principal Reserva 2007
Quando o bebi, sem saber de que castas era feito, fez-me de imediato lembrar um Bordéus, com boa complexidade. Nota de tabaco, chocolate, cogumelos e algum vegetal.
Excelente na boca, com belíssima textura e taninos muito finos e persistentes. Um vinho muito focado. Belo Tinto.
Nota 17


O que mais gostei, em todos os vinhos foi realmente o equilíbrio que os vinhos transmitiam, o exemplar trabalho com as barricas. Não vi vinhos amadeirados, em que a madeira suplantasse os aromas. Muito bem neste aspecto. Um produtor a seguir de perto. Falta agora é saber os preços de cada um deles.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Da Garrafeira

A ocasião, solene ou nem por isso, era a passagem e a celebração de mais um ano de vida, coisa muito importante e de assinalar dos dias que correm. Junta-se um pequeno grupo de amigos e toca a abrir uma garrafas valentes pela noite dentro. O que gosto nestas ocasiões é quando se abrem vinhos particularmente especiais numa mesa onde todos comungam da mesma paixão, o Vinho. Enquanto se janta falam-se sobre os vinhos que estamos a beber. Nesta casa, por hábito, aparece sempre tudo às cegas, o que se propicia a erros grosseiros mas também a momentos de pura diversão. A prova cega é mesmo assim, como uma espada de dois gumes, de um lado a suposta verdade do que achamos da qualidade do que bebemos, e no outro a possibilidade de não compreender um vinho por não estarmos na posse de todos os dados para que este ou aquele produtor de filosofia diferente possa ser identificado. Ainda assim, é sempre um excelente exemplo de conduzir uma prova, aliás um jantar, por menos formal que seja.



Deste jantar destaco como é óbvio a qualidade dos vinhos que foram chegando à mesa, praticamente todos estrangeiros e de nomes sobejamente reconhecidos. Mas no meio de todos estes vinhos não posso que houve um Vinho Português, da Bairrada, que se bateu de igual para igual com todos eles, e no meu entender, melhor que alguns deles.
Os vinhos foram todos bebidos às cegas e alguns vieram em parelha, numa espécie de duelo.


Etienne Sauzet Bienvenues-Bâtard-Montrachet Grand Cru 1997
A Maison Sauzet está sediada em Puligny-Montrachet, que é a village-estandarte, na produção de vinhos brancos da Borgônha, talvez para muitos, a par com a Village de Mersault. Nesta Appelation podemos encontrar as célebres vinhas Grand Cru de brancos, como a Le Montrachet, Chevalier-Montrachet, Bâtard-Montrachet e a Bienvenues, de onde provém este vinho. A única casta utilizada na produção destes brancos é a Chardonnay.
A cor já entra em uma espécie doirado, sem ser ainda carregado. Aroma com alguma oxidação, a lembrar algumas notas de mel. Muitas notas minerais e sugestões etéreas. Muito fino de aroma.
Na boca, um registo muito cordial, com o vinho a mostrar-se redondo, elegante, com uma textura fantástica e um final médio/longo. Estava à espera de mais nervo.
Nota 17


Vega Sicilia Único 1964
Completamente estoirado. Impróprio para consumo.
S/N



Duelo 1 - Bruno Giacosa Barbaresco Santo Stefano di Nieve 1998 vs Chateau Rayas Resérve Chateauneuf du Pape 1998


Bruno Giacosa Barbaresco Santo Stefano di Nieve 1998
Giacosa é um dos nomes mais sonantes da região Italiana do Piedmonte, de onde saem os Barolo e Barbaresco e também um "Old School" da região. A casta utilizada é a Nebbiolo.
Cor muito carregada, quase opaca, que sugere pouca evolução neste vinho. O oposto do Rayas, em termos de cor mas novamente um vinho com enorme carácter. A concentração na côr não é correspondida nos aromas, que se ficam por aromas de frutos silvestres, flores, ligeiro couro e tabaco.
A boca é massiva na concentração de taninos e acidez. muito jovem mas cheio de nervo. Final muito longo. Belo vinho.
Nota 18


Chateau Rayas Resérve Chateauneuf du Pape 1998
É o nome mítico de Chateauneuf du pape, o vinho que todos querem alcançar. A "sede" pelos vinhos deste produtor foi tanta, que hoje em dia custam um pequeno balúrdio. Quanto ao estilo, este produtor é simplesmente o mais tradicionalista de todos da região, e para além de tradicionalista eu quase diria que obscuro.
O vinho acabou, no meu entender de ganhar o duelo, pelo carácter do vinho. A cor tem muito pouca concentração, a lembrar um borgonha. Apesar da cor, este vinho é tudo menos frágil. Aroma muito rico, perfumado, com notas de morangos, framboesas, tudo muito fresco, tudo muito equilibrado e sobretudo com uma limpidez deslumbrante.
Na boca, o vinho é fino mas com enorme concentração de sabor, quase uma sensação carnal que não consigo explicar, alguns notas fumadas e vegetais. Final muito longo com taninos de veludo. Adorei este vinho pelo seu carácter, pela sua diferença.
Nota 18,5


Gonçalves Faria Tonel Especial 3 Reserva 1991
Feito de Baga, no coração da Bairrada, este é um dos produtores que infelizmente saiu de cena precocemente, deixando-nos um legado vivo através do seus vinhos. Infelizmente, poucos poderão ter acesso a estes vinhos, pelo que alguma vez passarem por eles não hesitem em batalhar por eles.
Ora, este vinho deixou-me emocionado pela simples razão de se ter batido de igual com todos estes nomes mundiais. Ninguém conseguiu sequer se aproximar da colheita. Ninguém baixou de 2001 nas suas previsões. O vinho tinha uma cor absolutamente impressionante para um vinho com 20 anos. Aroma a lembrar a Baga, com notas de eucalipto, notas mentoladas, vegetal seco, fruto ainda presente e maduro. Profundo, fresco e equilibrado.
Boca cheia de sabor, de vinosidade, final ainda cheio de taninos firmes e acidez. A prova que os vinhos portugueses podem envelhecer tanto quanto os restantes e que a Baga, e a Bairrada, pode e deve dar grandes vinhos. Entre este e o Garrafeira Tonel 5 1990, fiquei com sérias dúvidas de qual gostei mais.
Nota 18



Chateau Fonsalette Côtes du Rhône 1998
Grande concentração na côr. Aroma algo confuso, pouco limpo. Notas de fruto maduro, carne assada e vegetal.
Boca aguerrida, jovem, com boa acidez num final médio/longo. Esperava mais deste vinho.
Nota 16



Duelo 2 - Domaine Fourrier Gevrey Chambertin 1er Cru Clos St Jacques 1999 vs Domaine de la Romanée Conti La Tâche 1999

Domaine Fourrier Gevrey Chambertin 1er Cru Clos St Jacques 1999
Adoro este produtor. Sempre que proveis os seus vinhos, achei sempre que este é um perfil que mexe comigo. E mais uma vez, este vinho não se fez rogar, pela sua leveza, pelo aroma perfumado que nos prende, pela frescura que emana.
Tudo nele é fino, sem ser fraco, delgado, mas com potência. Tudo arrumado, tudo direitinho, tudo preciso. Adoro vinhos assim.
Nota 17,5



Domaine de la Romanée Conti La Tâche Grand Cru 1999
Penso que este produtor dispensará apresentação, ou não fosse o produtor mais conhecido e requisitado em todo o mundo.
Na cor nem parecia um borgonha, pela concentração que apresentava. No nariz disse logo tudo, mas este vinho é mesmo especial. Como mostrar um aroma tão fino, tão expressivo, mas ao mesmo tempo mostrar densidade, profundidade. Como mostra toda uma fineza num vinho de músculo, de potência desmedida. Tenho bebidos muito vinhos ao longo desta minha ainda curta viagem, mas é quando estamos perante um vinho destes que nos desarmamos e achamos que a natureza é tão preciosa. É obra fazer isto. Um gigante com luvas de cetim.
Nota 20



Croft Vintage 1955
Apesar do rótulo ser uma fotocopia, a rolha confirmava o vinho. Aroma complexo com muitas notas de frutos silvestres, cravinho, canela, notas licoradas e frutos secos. Equilibrado, com o espírito integrado e fresco.
Boca elegante, com doçura proeminente. No copo ia ganhando volume. Excelente acidez num final muito, mas muito, longo.
Nota 18,5

quinta-feira, 17 de março de 2011

40 Anos de Krohn Colheita


Foi com enorme satisfação que tive a oportunidade de poder fazer esta vertical de Colheitas Krohn. Enquanto nos preparávamos para iniciar, lembrei-me da qualidade que esperava destes vinho, uma vez que muitos deles já tinha tido a oportunidade de beber, e a falta de conhecimento relativamente a esta Casa. A verdade é que a maioria daqueles que usualmente consomem Vinho do Porto, não terão na sua primeira ideia, este produtor. O que é certo é que a prova veio-se a revelar, esperadamente, magnífica.

A Krohn foi fundada em 1865 por Theodor Wiese e Dankert Krohn, ambos de origem Norueguesa. Hoje em dia é a 3ª geração da família Falcão Carneiro que se encontra ao leme da empresa. Tal como tinha escrito anteriormente, fico com pena de estes vinhos não serem tão (re)conhecidos, mas ao questionar um membro da família proprietária, que nos conduziu na prova, percebi que provavelmente terá a ver com a massiva exportação destes vinhos, relegando para segundo lugar o mercado nacional. Também é verdade que em termos de distribuição nacional, graças à Decante Vinhos que os representa, o reconhecimento tem vindo a melhorar.

Como nota final, gostaria de deixar aqui um alerta para o facto dos vinhos terem sido provados todos em garrafas de amostra, ou seja, vinhos que no próprio dia foram retirados das barricas. Isto poderá dizer que os vinhos que se encontram no mercado poderão ser algo diferentes. Acho que no entanto dará para ter uma ideia do que vos espera.



Wiese & Krohn Porto 10 Anos Tawny
Apresentou uma cor âmbar. Aroma com boa complexidade a sugerir notas de casca de laranja, limão e café.
Boca de volume mediano, doçura controlada e final longo.
Nota 16,5


Wiese & Krohn Porto 2001 Colheita
Apresentou uma cor a tender mais para o ruby, com arestas alaranjadas. No aroma ainda podemos encontrar algumas notas de frutos silvestres com frutos secos.
Excelente na boca, com uma textura e volume muito atraentes, final longo com excelente acidez. Conjunto muito equilibrado. Muito bom colheita
Nota 17


Wiese & Krohn Porto 1995 Colheita
Muito parecido na cor , com o colheita anterior e não muito diferente no estilo, no entanto apresenta-se com maior perceção da acidez no seu final longo. Também muito bom.
Nota 17


Wiese & Krohn Porto 20 Anos Tawny
Uau. Esta amostra estava monumental. Aroma com percepção de vinagrinho (Volátil), notas de caramelo, frutos secos, figos.
Tão saboroso na boca. Cheio e glicerinado, termina longo com acidez simplesmente perfeita. Yummm....
Nota 17,5


Wiese & Krohn Porto 1983 Colheita
Cor âmbar. Aroma muito rico com sugestões de leite condensado cozido, especiarias, bolo inglês e tofee.
Fantástica concentração na boca, enorme acidez e final muito longo. Belo colheita
Nota 17,5


Wiese & Krohn Porto 1976 Colheita
Não tendo a concentração do anterior, fica-se pela enorme complexidade e fineza.
Enorme na boca, com acidez, volume e enorme persistência a tornarem este colheita num equilíbrio de precisão. Adorei
Nota 18,5


Wiese & Krohn Porto 30 Anos Tawny
Foi talvez o único vinho que me desapontou, pela dificuldade da prova que deu. Ora bem, o vinho tem complexidade e nota-se que se pretendem aromas a idade. Mas o conjunto em si não ofereceu a complexidade esperada.
Na boca, apesar do volume e da perceção da acidez, o álcool não esta integrado e interfere na prova. Não deixa de ser muito bom por isso, mas não está ao nível de um 30 Anos.
Nota 16,5


Wiese & Krohn Porto 1961 Colheita
Fabuloso. Enorme complexidade, que nos chega em camadas de frutos secos, especiaria, ranço e vinagrinho.
Na boca um portento de untuosidade, mastigável, doce e com uma acidez monumental. Termina eterno. Um conjunto que ainda assim apresenta frescura suficiente para mostrar um equilíbrio notável. Monumental
Nota 19

quarta-feira, 16 de março de 2011

Dr. Loosen Erdener Pralat Riesling Auslese 1976

Riesling. Se há casta que nos últimos anos me tenha dado tantas alegrias, esta foi com certeza uma delas. Tem sido uma felicidade poder acompanhar os mais diversos vinhos destas castas, sejam eles doces ou secos, e com especial relevo nas regiões, Alemãs e Austríacas, onde expressa todo o seu esplendor.
Dr. Loosen é "Ernie" Loosen, actual proprietário da Casa, que se encontra na sua família há mais de 200 anos. Com o seu ar rebelde, quiça com algo de "maluco", conseguiu fazer do nome da sua Casa, um nome sobejamente conhecido na Alemanha, e em todo o Mundo. É na região do Mosel, apesar de ter uma Joint Venture nos "States" com o Chateau Ste Michelle, que opera e onde consegue fazer os seus maravilhosos Riesling.
A Antecipação por beber este vinho era muita por duas razões. A Primeira, porque o tinha comprado no Ebay, e apesar de até hoje não ter tido nenhuma desagradável surpresa, é sempre uma incógnita e um risco. A segunda, porque gosto de beber Rieslings "Velhos" e não se encontram à mão de semear, especialmente destes produtores muito procurados. Assim, coloquei mãos à obra, aliás copos à obra...




Dr. Loosen Erdener Pralat Riesling Auslese 1976
O ano de 76 foi um ano com muita botrytis, pelo se esperava que este vinho tivesse na sua composição, uvas afectadas por este maravilhoso Fungo. Ao primeiríssimo impacto e pronto, sou desarmado de imediato e largo um sorriso enorme. Com uma cor dourada, apresentava um aroma intenso com muitas notas de mel, sugestões petroladas, especiarias e ainda notas de citrinos. O aroma mostrava que o vinho não estava demasiado evoluído, aliás, pareceu-me ainda bastante jovial para um vinho com 35 anos.
Na boca tudo se passa em tom apoteótico. Glicerinado, sem perder fineza, doçura controlada por uma acidez enervante. Final muito longo e de perdição. Que belo vinho.
É por esta razão que muitas vezes, ao abrir um jovem Auslese, que me encho de nostalgia por acabar com algo que se guardado me dará tanto mais prazer.
Nota 18,5

terça-feira, 15 de março de 2011

Léoville las Cases 1982

Este é um dos meus produtores preferidos no que respeita a vinhos de Bordéus. É considerado um "Super Second" como forma de afirmar que em muitas colheitas se comporta como um "First Growth". Este facto deve-se à consistência deste produtor, onde mesmo em colheitas pouco favoráveis, consegue fazer grandes vinhos.
Léoville Las Cases, está inserido na pequena Appelattion de St Julien, na margem esquerda do Rio Gironde, onde terá poucos rivais, no que respeita à consistência, colheita após colheita.
A colheita de 1982 terá sido uma das mais importantes do século passado e por várias razões, sendo as mais importantes o facto de ter sido uma colheita que trouxe novamente Bordéus para a ribalta no mercado Norte Americano, após uma década de 70, cheia de sobressaltos e com colheitas absolutamente desastrosas, mas principalmente por ser a colheita que deu a conhecer ao mundo um tal de Robert Parker, que sozinho, contra tudo e contra todos, mudou o mundo do vinho, o negócio de Bordéus de forma radical e iniciou a travessia até ao que conhecemos hoje em dia.




Léoville las Cases Clos du Maquis St Julien1982 (Magnum)
Decantado por 4 horas antes. Bebido às cegas. Excelente no aroma, limpo, cheio de notas de pimento, folhas de chá, fruto maduro, menta, cedro, tabaco e ervas aromáticas. Tudo muito fino, absolutamente equilibrado e fresco. Impressionante.
Na boca eleva-nos o espírito, a potência aliada à elegância. O Equilíbrio é notável, os taninos a dizerem que ainda continua no seu ascendente e o seu final ainda longe, muito longe. Que vinho enorme, que nos puxa, puxa para mais um trago, para mais uma viagem ao seu mundo.
Nota 19,5

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