sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Esporão lança primeiros vinhos do Douro

O Esporão apresentou ontem, ao mercado, os vinhos da Quinta dos Murças, Reserva 2008, Assobio 2009 e Tawny 10 anos, marcando o início de um projecto onde pretende contribuir para a realização do enorme potencial daquela região vitivinícola. Todos os vinhos têm origem na Quinta dos Murças, propriedade emblemática com 156 hectares situada perto da aldeia de Covelinhas, no coração da região vitivinícola, com 60 hectares de vinha e propriedade da empresa desde 2008.

Para João Roquette, Administrador Delegado do Grupo Esporão, “apesar de ser a região demarcada mais antiga do mundo, o Douro tem ainda um enorme potencial de crescimento e espaço para inovação”. Sobre a abordagem diferenciadora que dita a entrada do Esporão na região, João Roquette salienta que “todas as fases deste projecto foram pensadas e trabalhadas para que a nossa chegada a esta magnífica região contribua com algo de verdadeiramente novo e relevante. Acredito que os primeiros vinhos que agora apresentamos são o reflexo dessa vontade”.

Quinta dos Murças: Os vinhos



Produzido com base nas castas nativas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, provenientes de solos xistosos característicos desta região, este o Assobio 2009 fez estágio parcial em barricas de carvalho antes de ser engarrafado em Novembro de 2010. A colheita de 2009 é a primeira a ser engarrafada com a marca Assobio, nome de uma encosta da propriedade, onde se encontram as vinhas de maior altitude. Todos os anos convidaremos um fotógrafo para ilustrar o rótulo deste vinho.




O Quinta dos Murças Reserva 2008 nasceu nas nossas vinhas velhas a 100 m e 380 m de altitude, viradas a sul e sudoeste, em solos xistosos, respeitando a natureza e seguindo uma agricultura sustentável. Na nossa adega, as uvas foram escolhidas manualmente, pisadas a pé em lagares de granito e prensadas numa antiga prensa vertical. Depois do estágio em barricas de carvalho, o vinho foi engarrafado em Fevereiro de 2010.

Graças à frescura do seu microclima, Covelinhas tem tradição na produção de tawnies de grande qualidade. O Quinta dos Murças Tawny 10 Anos é o exemplo do prestígio acumulado nos Portos envelhecidos em madeira, uma vez que se trata de um vinho elegante, denso, de acidez equilibrada e boas notas de fruta. Este tawny foi produzido com uvas de qualidade superior (letra A), colhidas na Quinta dos Murças.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Da Garrafeira

Por vezes é isto mesmo que apetece. Ir à garrafeira, humilde é certo, e trazer algumas coisas que estão religiosamente guardadas. Ao mesmo tempo aproveitar a garrafeira de um ou outro a migo, e em torno do vinho fazer um almoço simples mas de enorme satisfação. Foi o que aconteceu nesta Sábado, como de costume, na Tasca do Joel.



Sem grandes preparações, sem vaguear num mar de incertezas, até porque não há assim tanto por onde escolher, sobre que vinho levar. Assim que olhei para uma das garrafas de Gonçalves Faria Garrafeira Tonel Especial 5 1990, foi imediata a certeza de que era mesmo isto que me apetecia beber. Voltar a ver como está este vinho que sempre me trouxe boas novas, ano após ano. Ora esta garrafa esta simplesmente sublime, não sendo de esperar outra coisa, face à sua guarda exemplar.
Ainda cheio de vida, de concentração e de inicio quase opulento no vigor. Decantado, acabou a mostrar um nervo de quem ainda quer estar por aqui mais uns anos. Um Bairrada, um Baga, perfeito.

Ainda havia de levar outro vinho, quase como descarga de consciência, não fosse o vinho faltar. Foi um Campo al Mare Bolgheri 2005. Das 3 garrafas que tinha, sendo esta a ultima, todas apresentaram o mesmo estilo. Um vinho que apresenta sempre notas lácteas de inicio, deixando depois um pendor compotado, opulento. Não aprecio na totalidade este tipo de vinhos. São excessivos. Apesar deste meu desabafo em termos de gosto, creio que este vinho terá sempre adeptos. O vinho mantém-se muito jovem.

Para a mesa veio uma Magnum de um Joseph Drouhin Clos de Vougeot 2000. Este sim, estava fantástico. Fino, expressivo, elegante, delicado e fresco. Fantástico vinho, que apesar de nem parecer um Vougeot, pela falta de estrutura que geralmente apresentam, esteve à altura de 4 amigos que com a maior das facilidades a "despacharam", sem olhar para trás. Belo vinho.



Terminámos com dois hinos aos vinhos de sobremesa. Primeiro, um Weingut Eduard Haut-Herpen Graacher Domprobst Riesling Auslese 1976, que apesar de não conhecer o produtor, acabou por se cifrar num dos melhores Mosel que bebi na vida. Muito botrytis no aroma, associado a intensas notas petroladas. O aroma é inesquecível. Ainda com doçura apesar de um equilíbrio e frescura notáveis. Que grande vinho.

Para o final estava reservado um madeira muito especial. Um F.M.A Bual 1964. Um madeira de grande classe e qualidade. Grande complexidade de aromas num vinho onde a "sua boca" é portento. Acidez vincada mas que nos prende ao vinho. Doçura equilibrada com a acidez, funcionando num conjunto perfeito. Enorme final, longo e vibrante. Excelente

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Adega Borba apresenta Premium


Dando seguimento à sua política de internacionalização, a Adega de Borba mostra-se nos mercados Angolano, Americano, Brasileiro e Chinês. Com efeito, nos últimos meses de 2010 realizaram-se alguns eventos de apresentação do vinho da Adega de Borba nestes mercados.

A Adega de Borba decidiu apostar no lançamento e apresentação do novo vinho Adega de Borba Premium no Brasil, China, EUA, Suíça, França, Alemanha e Luxemburgo que são já alguns dos mercados de sucesso para os vinhos desta região alentejana. Angola, o último país a ser visitado, é hoje um passo natural na afirmação do território de exportação da Adega de Borba.

No início do mês de Novembro, a Adega de Borba apresentou oficialmente o vinho Adega de Borba Premium ao mercado chinês, tendo obtido muito boa aceitação do mercado e ouvido as melhores críticas tanto do importador local como de alguns clientes e jornalistas chineses convidados para a ocasião. Seguiu-se a apresentação ao mercado americano, a 17 de Novembro no restaurante Aldea, detentor de uma estrela Michelin, em Nova Iorque, dos vinhos Adega de Borba Premium e Grande Reserva “Rótulo de Cortiça” Gold que contou com a apresentação da reconhecida sommelier americana Stephanie Frederick.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bétula 2009

É a segunda colheita deste novo branco do Douro.
O vinho chega-nos do Douro, mais propriamente da Quinta do Torgal, na Freguesia do Barrô. É um vinho resultante de umas vinhas situadas em solos graníticos e feito a partir de duas castas internacionais, Viognier e Sauvignon Blanc. O enólogo é o sobejamente conhecido, e reconhecido, Francisco Montenegro, que perpetua os vinhos Aneto e Quinta Nova.


Bétula Branco 2009
Produtor - Catarina Montenegro Santos
Região - Douro (Vinho Regional Duriense)
Grau - 13,5% vol
Preço - A partir dos 12€
Feito equitativamente a partir das castas Viognier, que fermentou e estagiou em barricas de carvalho francês, e Sauvignon Blanc, que fermentou e estagiou em inox.
Mais nervoso que no ano anterior, o que de certa forma é um contra-senso em face da tipicidade dos anos, no entanto poderá significar que o Francisco Montenegro afinou o perfil que queria com este vinho. O certo é que gosto bastante mais desta edição. Apesar de ter ganho um pouco mais de volume, encontrei mais nervo, mais sugestões minerais e uma acidez vincada e muito refrescante. Parece-me mais equilibrado que a anterior versão, apesar de ligeiros apontamentos da barrica em que o Viognier fermentou. Muito bem.
Nota 17

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Oliveira Ramos - Azeite e Vinagre de João Portugal Ramos


João Portugal Ramos entra agora num segmento que começa a despertar interesse nos produtores de vinho. Estou a referir-me aos azeites e vinagres que começam agora a andar de mãos dadas com os produtores de vinho. Conhecendo a filosofia deste grande enólogo e de toda a sua equipa, mais não se pode esperar que o Azeite e Vinagre Oliveira Ramos não sejam nada menos que dois produtos de excelência.

Segundo João Portugal Ramos, "O azeite já estava pensado na nossa gama de produtos há algum tempo mas queríamos ter a certeza que oferecíamos ao consumidor um azeite diferente, com um sabor único e que mantivesse o mesmo nível de qualidade dos nossos vinhos. É com enorme satisfação que voltei a produzir azeite ao fim de 28 anos, quando em Moura me dediquei também a esta actividade, com o mesmo empenho e dedicação que sempre me orientou na produção de vinhos".

O azeite e o vinagre estão disponíveis para venda nas principais lojas gourmet, ao preço de 8,90€ e de 6,50€ respectivamente.

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