segunda-feira, 5 de julho de 2010

Douro4u



Assim nasceu mais um "agrupamento" de produtores durienses, cuja apresentação teve lugar no passado dia 13 de Julho, no Porto.

Os Douro4u são a união de 5 produtores Durienses (Aneto, Esmero, Quinta da Prelada, Quinta de Tourais e Terrus) cuja ideia é a união de esforços para a promoção, dentro e fora de portas, dos vinhos de cada produtor.

Fica assim apresentado este grupo, que a meu ver, e pela qualidade dos intervenientes, tem todas as condições para um enorme sucesso. Mais informações acerca dos Douro4u, podem ser retiradas do site.

sábado, 3 de julho de 2010

Esporão Private Selection Tinto 2007




Esporão Private Selection Tinto 2007 recebe medalha de ouro no International Wine Challenge


O Esporão Private Selection Tinto 2007 acaba de receber a medalha de ouro no International Wine Challenge 2010, um dos mais prestigiados concursos de vinho a nível mundial. Na edição deste ano, os Vinhos do Esporão arrecadaram 12 das 35 medalhas atribuídas a Portugal.

Para além da medalha de ouro, aos Vinhos do Esporão foram ainda atribuídas quatro medalhas de prata, incluindo o Esporão Private Selection branco 2008, o Alicante Bouschet 2007, o 4 Castas 2008 e o Verdelho 2009, e ainda, mais cinco medalhas de bronze e dois louvores.
Produzido na Herdade do Esporão, na adega de lagares especialmente concebida para pequenos volumes, o Private Selection Tinto 2007 foi vinificado com maceração prolongada, a partir das castas nobres do Alentejo, maioritariamente Alicante Bouschet e Aragonês. Após um estágio de 12 meses em barricas de Carvalho Francês, resultou um vinho de cor grená intensa, quase impenetrável e mostra aroma fino com sugestões a fruta madura, envolvida em subtis notas de tabaco e ligeiro tostado. Na boca é denso, e a componente balsâmica sobressai. Os taninos estão cheios de vigor, garantindo estrutura e prometendo grande longevidade em garrafa.
O Esporão Private Selection Tinto já recebeu 14 distinções nacionais e internacionais, como a Great Gold Medal no Concours Mondial de Bruxelles, Prémio de Excelência da Revista de Vinhos, e o 1º Prémio no Concurso Vinhos Engarrafados do Alentejo 2008.
International Wine Challenge é considerada a melhor e maior prova cega do mundo e recebeu nesta edição mais de 10 mil vinhos a concurso. O júri é composto por 370 especialistas de renome no sector do vinho, entre produtores de vinho, comerciantes e escritores.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Concerto de Verão em Cortes de Cima


Há dias que perduram na nossa memória para sempre, dias que nos levam ao limite da emoção, que farão parte das histórias que contamos aos nossos filhos, aos nossos netos. O vinho tem destas coisas e felizmente tenho na minha memória, ainda em plenas capacidades, de dias em que uma apenas uma garrafa de vinho, um jantar ou um evento que me emocionaram de tal maneira que estarão para sempre na minha lembrança.
Este 8º Concerto de Verão de Cortes de Cima, que teve lugar no passado dia 18 de Junho, foi um desses eventos. Foi um fim de tarde magnifico, em que Cortes de Cima se engalanou para um evento ímpar e cheio de glamour, associando vinhos, música, uma Quinta muito bonita e um grupo de pessoas bem dispostas.
Mas vamos por partes:

(Da esquerda para a direita: Hans, Ulla, Mats, Thomas e Carrie)

A Música
Confesso que nunca fui a uma opera e que salvo erro nunca tinha presenciado ao vivo, um concerto de música erudita, acompanhada ao piano. Os artistas eram a Sra Ulla Kudst Jensen, que todos os anos marca presença neste evento, o Tenor Thomas Praestegard, acompanhados ao piano por Mats Knudsson. Acreditem que passei o concerto inteiro com "pele de galinha". Que grandes artistas, todos eles. O repertório era leve, passando pelas pequenas operas, a musicais (My Fairlady, por exemplo), e até a algum improviso e humor. Numa palavra, soberbo.




Cortes de Cima
Grande organização da Carrie do Hans e de toda a sua equipa, que decerto tiveram bastante trabalho em montar este evento. O dia estava fantástico e a Quinta é muito bonita, toda muito bem tratada, com as vinhas a cercarem todo o perímetro da adega, um lago que serve de habitat a umas dezenas de patos e os caminhos ladeados por vinha e pinheiros.


Os Vinhos
Foram servidas as recentes colheitas da casa, como o Chaminé 2009, Syrah 2007, Aragonês 2005, Touriga Nacional 2005, Reserva 2004 e ainda Reserva 2003 e Touriga Nacional 2003 ao Jantar. Não houve tempo, nem seria suposto, de tirar grandes notas, mas dos que bebi, destaco 0 Cortes de Cima Syrah 2007 pela sua genuinidade à casta e à região, o Cortes de Cima 2004 e 2003, que não sendo o meu estilo de vinho preferido, é impossível não os considerar grandes vinhos e entre os melhores dos melhores Alentejanos. Deixo para o final um grande vinho. que ainda quase ninguém conhece. Trata-se de um Cortes de Cima Petit Verdot 2008, que acabou de ser engarrafado e que me surpreendeu muito. Um vinho cheio de tensão e potência mas num apontamento contido e profundo, o tempo que passar em garrafa vai torná-lo num caso sério. Teremos de esperar ainda vários meses até lhe colocarmos a vista em cima, no entanto, face à reduzida quantidade, sugiro que se mantenham atentos.

O Jantar
Como é habitual, o Chef Bjarne Otto foi o responsável pelo repasto no final do concerto. Os jantares são como são, cheios de boa disposição, neste caso cheio de bons vinhos e boa comida comida e excelente companhia. Mas este jantar teve uma particularidade para mim por ter sido nele que comi o melhor Rosbife de toda a minha vida. Não consegui comer de mais nada.
Este pequeno texto não é mais do que uma desculpa para deixar aqui a minha singela homenagem a Bjarne Otto.

E assim, cravei na minha memória mais um grande evento no qual tive a enorme honra de participar. Bem hajam a Família Jorgensen e a Equipa Cortes de Cima que honraram sobremaneira a casa que representam. Muito obrigado.

Termino com mais algumas imagens do evento:



sábado, 26 de junho de 2010

Chateau D'Yquem

Voltamos a mais uma prova de um vinhos que encanta tudo e todos. O caso não é para menos, pois estamos a falar de um dos grandes vinhos do mundo, que quando atinge a plenitude, que quando o ano assim o permite, torna-se extremamente procurado por todos os que podem comprar uma simples garrafa a preços astronómicos.
A verdade é que a dificuldade para chegar ao produto final é tanta, que realmente este vinho só poderia ser caro.


Château D'Yquem 1976
Produtor - Château d'Yquem
Região - Sauternes (França)
Grau - N/D
Preço - "Escandaloso"
Feito a partir das castas Sémillon e Sauvignon Blanc, atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea.
Cor âmbar/cobre. Se tivesse de caracterizar numa palavra este vinho, bastava apenas perfume. Nariz absurdamente complexo onde consegui vislumbrar notas de mel, pêssego, côco, baunilha, caramelo e especiarias. Cada vez que o levava ao nariz o vinho estava diferente. Enorme complexidade numa toada sempre fresca. Impressiona.
Na boca, o céu. É difícil de explicar a riqueza e intensidade deste vinho na boca. Volumoso, sedoso, untuoso, doce, fresco, de enorme acidez e com um final que nunca mais acaba. Tudo isto num vinho completamente equilibrado. É obra.
A volúpia numa só garrafa. Um pecado.
Nota 19

Cistus Reserva 2007

A Quinta do Vale da Perdiz situa-se no coração do Douro Superior nas proximidades de Torre de Moncorvo. Os quatorze hectares de vinha da Quinta encontram-se dispostos em socalcos de ambos os lados do vale que lhe dá o nome. Na vinha, plantada em terreno xistoso, com exposição a sul, norte e nascente, encontram-se as castas nobres tradicionais da região demarcada do Douro: Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinta Barroca. As vinhas da Quinta do Vale da Perdiz têm uma idade média superior a 13 anos.
Informação retirada do site do Produtor. Para mais informações sobre o Produtor e a Quinta, ver aqui


Cistus Reserva 2007
Produtor - Quinta do Vale da Perdiz
Região - Douro
Grau - 14,5% vol
Preço - 9.99€
AVIN - AVIN3083422626321
Este vinho foi feito a partir das castas Tinta Roriz (40%), Touriga Franca (40%) e Touriga Nacional (20%) e estagiou em barricas de carvalho americano, francês e húngaro, por um período de 15 meses.
Opaco na côr. Para já é a Touriga Nacional que marca o compasso com muitas notas de esteva e de violetas, a que se associam sugestões de fruto maduro, ameixas e amoras, e morangos. Algumas notas de baunilha, madeira muito bem integrada.
Mais carácter na prova de boca. O vinho é encorpado, com boa acidez e taninos presentes. Mantém as sugestões de fruto vermelho e algum vegetal. Madeira bem integrada. Termina com boa persistência.
Nota 16

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