quarta-feira, 7 de abril de 2010

Grandes Quintas

É na sub-região do Douro Superior, entre Vila Flor, Moncorvo e Foz Côa que o projecto é desenvolvido com a paixão e o envolvimento cultural de quem tem uma ligação secular ao Douro. O administrador da Casa d'Arrochella, Bernardo de Arrochela Alegria, é o grande impulsionador deste projecto, encarado, também, como um desafio cultural, através do qual procura deixar um legado para as gerações vindouras.
As vinhas da Sociedade Agrícola Casa d'Arrochella – Quinta do Cerval, Quinta do Nabo, Quinta das Trigueiras, Quinta de Vale d'Arcos e Quinta da Peça – estendem-se ao longo de 115 hectares. A adega tem capacidade para a produção de cerca de 300 000 litros, com dois lagares de granito e cubas de fermentação em inox.
A primeira produção lançada no mercado conta com um total de 38 500 garrafas, com uma aposta forte no Grandes Quintas Tinto, que terá 25 mil garrafas à venda. O Grandes Quintas Branco terá 8 000 unidades, enquanto o Grandes Quintas Reserva estará no mercado com 5 500 garrafas.


Os Vinhos:



Grandes Quintas Reserva 2007
Produtor - Sociedade Agrícola Casa d’Arrochella
Região - Douro
Grau - 14,5% vol
Preço - N/D
Este vinho foi feito a partis das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Amarela. Estagiou em barricas de carvalho francês.
Cor muito carregada, opaco.
Começa fechado de aromas, precisa de algum tempo, a principio, começam as notas de baunilha, coadjuvadas por sugestões de tinta da china. Em breve chegam as notas florais, incenso, canela, num conjunto profundo e denso. Aroma com sugestões de frescura, apesar da indicação algo quente do aromas.
Na boca, reina o equilíbrio, o volume, sem mostrar uma potência impiedosa como poderia sugerir o primeiro impacto. O vinho tem estrutura, tem taninos redondos, mas tem recortes de elegância. Termina longo e apimentado. Muito interessante este conjunto.
Nota 17



Grandes Quintas 2007
Produtor - Sociedade Agrícola Casa d’Arrochella
Região - Douro
Grau - 13% vol
Preço - N/D
Feito a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca, este vinho estagiou em barricas de carvalho francês.
Cor muito carregada, quase opaca.
Feito para agradar logo de início, expedito de aromas, com as notas florais e de bergamota a chegarem em primeiro lugar e em segundo plano algumas sugestões tostadas e minerais. Conjunto de boa frescura.
Na boca mantém uma toada de frescura, alia o sabor a um conjunto jovial e muito prazenteiro. Termina com excelente persistência e boa acidez.
Um daqueles vinhos feito para agradar a todos os que atravessam à sua frente.
Nota 16

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Douro Family Estates (DFE)


Foi no passado dia 24 de Março, no Gemelli, que foi feita a apresentação dos Vinhos dos Douro Family Estates (DFE).
A DFE é uma empresa, inovadora, composta por 4 sócios, podemos dizer, por 4 produtores; Brites Aguiar, Quinta do Soque, Quinta das Bajancas e Quinta dos Poços. A razão desta união, parece-me óbvia. Ou seja, os produtores juntaram-se, criaram uma marca de vinhos e, juntos, comercializam os vinhos nos mercados de exportação.
O que é interessante é que estes produtores uniram-se, como poucos infelizmente fazem em Portugal, criaram uma marca, criaram os vinhos e conjuntamente comercializam os vinhos DFE.

Todo o trabalho de enologia está a cargo da 2PR (Duplo PR), que é composta por António Rosas e Pedro Sequeira, que também são a equipa que toma conta dos vinhos de cada um dos produtores envolvidos, individualmente.

Portanto, boas notícias e um grupo que se espera traga valor e sucesso nos mercados onde se propõe penetrar.

Quanto aos vinhos, foram apresentados 4 vinhos, 1 branco e 3 tintos, divididos por 3 nomenclaturas estratégicas de gama/preço. A gama Classic, Premium e Signature.
Gostei do perfil dos vinhos, curiosamente todos muito elegantes, muito bem feitos é certo, mas muito elegantes. Não era bem o que estava à espera de encontrar.


DFE Classic branco 2008
Produtor - Douro Family Estates
Região - Douro
Grau - 12% vol
Preço - 7,5€
Os vinhos que compõem este lote, foram feitos a partir das castas tradicionais do Douro, fermentados em inox, sendo depois estagiados por cerca de 6 meses em barricas de carvalho francês.
Bonita côr palha. Aroma muito limpo e definido, com notas de fruto, citrinos e algum vegetal. Conjunto cheio de frescura.
A boca está muito bem, com algum volume dado, pelo estágio em barrica, que está muito integrada, quase imperceptível. Excelente acidez e consequente frescura, tornam este conjunto extremamente apelativo para os meses vindouros. Muito bem feito.
Nota 15,5




DFE Classic 2006
Produtor - Douro Family Estates
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Preço - 4,5€
Este vinho, da colheita de 2006, fermentou e estagiou em inox. foi talvez o vinho que menos me cativou, talvez fruto de uma colheita difícil, ainda assim, pelo preço que se pede por ele, não se dá tudo como perdido. Ligeiro nos aromas, a frutos silvestres, alguma esteva e caramelo.
Na boca dei por mim distraído com algum amargor no final de boca. Mediano no corpo e no final, mostra-se também ligeiro de corpo. Um vinho barato, que penso que irá melhorar em colheitas mais frescas.
Nota 14



DFE Premium 2007
Produtor - Douro Family Estates
Região - Douro
Grau - 14,5% vol
Preço - 11,5€
Feito a partir das castas tradicionais do Douro, este vinho teve estágio em barricas.
Mostra-se uma bonita côr ruby de boa concentração.
É talvez o conjunto mais fresco dos tintos apresentados. Muito mais intenso que o vinho anterior, mostra notas de fruto silvestre e fruto vermelho. A barrica está bem integrada, com ligeiras notas de café.
Muito fino na boca, elegante, sem grandes concentrações, taninos redondos e gulosos. Boa acidez e final médio/longo assente sobre uma toada de fruto e frescura. Durante o almoço mostrou-se mais desenvolto nas notas florais e vegetais. Bem feito e curioso no perfil.
Nota 15


DFE Signature 2007
Produtor - Douro Family Estates
Região - Douro
Grau - 15,5% vol
Preço - 17€
É o vinho estandarte, o vinho elaborado do melhor que os produtores que integram este grupo, têm para dar. O vinho, feito a partir das castas tradicionais do Douro, fermentou e estagiou em barricas de carvalho francês.
Excelente concentração de cor.
É realmente o vinho mais interessante do conjunto. Ainda está algo fechado, e como tal esperei pelo almoço para o ver já com alguma "disponibilidade" pois presumo que o vinho tenha sido decantado. Melhorou bastante. O compasso é marcado pelas notas de barrica que ainda se mostram numa toada de classe. Fruto maduro, alguns florais, balsâmicos e ligeiro vegetal são os senhores que se seguem. O conjunto é quente sem no entanto ser pesado, bem pelo contrário.
Na boca novamente uma toada de elegância com taninos finos, expressivos e generosos. Não é tão fresco como o vinho anterior, mas é mais generoso e proporcionado. O final é quente e com alguma percepção alcoólica.
Apesar do elevado grau alcoólico, este vinho mostrou-se, de uma maneira geral, equilibrado, no entanto, para conseguir que se mostre assim, é necessário prestar maior atenção à temperatura em que é servido. No meu entender, não muito acima dos 16ºC.
Nota 16



Em jeito de resumo, confesso que fiquei agradado com os vinhos, sobretudo com o seu perfil. Elegantes, nunca encontrei nenhum exagero nas concentrações e na rigidez dos vinhos. Tirando o grau alcoólico de alguns vinhos, que de certo modo me perturbou, achei um perfil bem interessante, com frescura, elegância e boa definição de fruto. Obviamente que ainda há por melhorar, nisto dos vinhos há sempre, mas parece-me um futuro risonho para este novo grupo que agora "se levanta". Os meus parabéns pela iniciativa.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Altas Quintas 2006

Após a prova anterior do Mensagem de Aragonês, da mesma casa, vimos desta feita provar o colheita 2006:


Altas Quintas 2006
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 14.5% vol
Preço - a partir de 18€
Feito a partir das castas Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet, este vinho fermentou em balseiro e estagiou em barricas novas de carvalho francês.
Aroma de fruto bem maduro, sugestões de fumo, especiarias, vegetal e muita torrefacção.
Na boca é de bom porte e volume com alguma austeridade. Os taninos são redondos, dóceis e a acidez equilibrada.
Um conjunto equilibrado, apesar do grau alcoólico que apresenta, prazenteiro, e muito bem feito, na linha do que este vinho nos vem habituando, desde a primeira colheita. Ainda assim, talvez menos conseguido que a versão anterior.
Nota 16

sexta-feira, 12 de março de 2010

Altas Quintas Mensagem de Trincadeira 2007


De tempos tempos, quando assim o produtor entende e quando determinada casta porta-se à altura, o Produtor Altas Quintas lança um vinho em extreme de determinada casta.
O primeiro, o Mensagem de Aragonês, saiu em 2005. Agora foi a vez da Trincadeira, em 2007, merecer tal distinção.



Altas Quintas Mensagem de Trincadeira 2007
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 13% vol
Preço - 19.90€
Este vinho, feito a partir da casta Trincadeira, fermentou em balseiros de carvalho francês e tendo feito a maloláctica e o seu estágio em barricas novas de carvalho francês.
Muito bem no aroma, quase irresistível. Alia todo um fruto silvestre, com curiosas a sugestões de melancia e a lavanda, a uma vertente especiada e vegetal. Ainda consegue mostrar alguns apontamentos minerais, café e de tosta. Um conjunto muito fresco e equilibrado.
Também muito bem na boca, com um perfil vinoso (palavra que caiu em desuso mas que me parece encaixar bem neste vinho). Não é um vinho muito encorpado, mostra fineza, mostra muita frescura. Neste vinho, os taninos são redondos e a acidez judiciosa, transmitindo nervo e frescura a quem o bebe. Muito bem.
O resultado, salvo melhor opinião, é um vinho fresco e equilibrado, mas, sobretudo original. O preço remete-o para um grupo de restritos, mas a sua qualidade também. Entendi a mensagem....
Nota 17

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dois Séculos de Vinho Português



"Velhos são os Trapos"!!!!!
Esta é daquelas afirmações corriqueiras que se podem adaptar perfeitamente a alguns vinhos, aqueles vinhos, considerados velhos, mas que de idade só têm mesmo o tempo que já passaram dentro da sua garrafa.
Esta prova, foi uma excelente oportunidade para provar, ou voltar a provar, os tais vinhos que envelheceram bem, vinhos que apesar da sua idade avançada, ainda se perfilam como jovens de espírito, jovens de alma. Esta prova consistia em provar vinhos Portugueses, tranquilos e fortificados, anteriores a 1990. Na realidade estiveram três vinhos que eram a excepção à condição. Portanto, vinhos com mais de 20 anos.
Neste prova acabei por não provar nas melhores condições, uma vez que não estava sentado, como os restantes. A minha função de "organizador" desta prova, apenas me entregou a função de abrir as garrafas que iam saindo para os participantes da prova. No entanto, acabei por provar todos os vinhos que seguiram para a sala de provas.

Eis os vinhos:

Flight 1 (Brancos)
1 - CEVD (Nelas) Branco 1964
2 - CEVD (Nelas) Branco 1971
3 - CEVD (Nelas) Branco 1980
4 - Fundação Eugénio de Almeida Cartuxa Branco 1987 (Fermentado em Barricas)
5 - Quinta das Bágeiras Branco 1989
6 - CEVD (Nelas) 1992


Flight 2 (Tintos)
1 - Tinto Velho José Rosado Fernandes 1945
2 - Quinta da Falorca 1963
3 - CEVD (Nelas) 1963
4 - CEVD (Nelas) 1963 Touriga Nacional
5 - Caves São João Frei João 1966
6 - CEVD (Nelas) 1970


Flight 3 (Tintos)
1 - CEVD (Nelas) 1971
2 - Reserva 1971 ACB – Rótulo de Cortiça
3 - Mouchão 1974
4 - Sogrape Dão Pipas 1975
5 - Caves São João Frei João 1980
6 - Reserva 1982 ACB – Rótulo de Cortiça


Flight 4 (Tintos)
1 - Quinta do Côtto Grande Escolha 1982
2 - Mouchão 1984
3 - Tinto da Ânfora 1985
4 - Quinta do Côtto Grande Escolha 1985
5 - Ferreirinha Reserva Especial 1986
6 - Quinta das Bágeiras 1987


Flight 5 (Tintos)
1 - Quinta do Carmo 1988
2 - Niepoort Robustus 1990


Flight 6 (Vinho do Porto Vintage)
1 - Taylor's Vintage 1970
2 - Niepoort Vintage 1970
3 - Ferreira Vintage 1978
4 - Ramos Pinto Vintage 1983
5 - Fonseca Vintage 1985


Flight 7 (Vinho do Porto Colheita)
1 - Barros Colheita 1941
2 - Niepoort Colheita 1957
3 - Wiese & Krohn Colheita 1968
4 - Poças Colheita 1976
5 - Dalva Colheita 1985

Flight 8
1 – Real Companhia Velha Grandjó 1925


Flight 9 (Moscatel de Setúbal)
1 - Alambre 20 Anos
2 - HMS Moscatél de Setúbal Superior 1993
3 – Tiagos Moscatél de Setúbal Superior 1993

Flight 10 (Vinho da Madeira)
1 - D’Oliveiras VERDELHO 1890
2 - Blandy's Bual 1920
3 - Justinos Verdelho 1954
4 - Henriques & Henriques Terrantez 1976
5 - HMBorges Bual 1977


Não vou acabar por falar dos vinhos um a um, no entanto não posso deixar de falar daqueles que mais me impressionaram.
Em primeiro lugar o destaque especial, para um vinho, absolutamente fantástico. O Grandjó 1925. Não creio que ninguém que o tenha provado neste dia, lhe tenha ficado indiferente. Já o tinha provado em uma outra ocasião, mas desta vez, roçou o sublime.
Depois, os vinhos de Nelas, nomeadamente o 71 tinto e os 63. São grandes vinhos em qualquer parte do mundo, mas neste dia, o 71 tinto, excedeu-se a si mesmo. Grandioso.
Os 63, Touriga e Blend, já nos habituaram a serem imponentes, de uma côr impressionante, mas neste dia o 71, no meu entender, arrecadou toda a glória para si.
Houve ainda um outro vinho do dão que esteve primoroso. O Falorca 63. Já tinha provado este vinho noutra ocasião. Parecia um palhete de côr muito esbatida, salmonada quase. Mas esta garrafa, apresentou um vinho com uma côr muito mais carregada, com centro violáceo. Estava muito bom.
O Tinto Velho 1945. Há vinhos assim. Vinhos que numa altura da vida passam por nós e dos quais nunca mais nos esquecemos. Este foi um vinho do qual tive 3 garrafas, aliás, 3 sublimes garrafas e que foi dos vinhos mais impressionantes que tive a honra de poder beber. Vinho de classe mundial seja ao lado de quem fôr. Aliás, aproveito dizer que os vinhos do Alentejo estiveram num plano fantástico. Todos sem excepção mostram excelente capacidade de envelhecimento. Não foi fácil escolher entre eles, os que mais me impressionaram, uma vez que todos eles estiveram em excelente forma. Mouchão 74, Carmo 88 e Ânfora 85 estavam magistrais.

Da Bairrada, vieram 4 vinhos. Frei João Reserva 66, 80 e 90 (todos em Magnum) e ainda um Bágeiras 87. Aqui, o 66 e 80 acabaram por ser os meus preferidos, com especial destaque para o 80, belo ano na região.

O douro veio um pouco tímido, apenas com 4 referências. Gostei muito do Reserva Especial 86, num estilo mais aveludado mas encorpado, o Quinta do Côtto Grande Escolha 1982, num estilo carregado, mais austero, mas ainda jovem, e finalmente um Robustus 1990, num estilo completamente invulgar, mas que me tem a mim como adepto fervoroso, sempre que o provo. 3 vertentes muito diferentes, mas que numa só região são bem possíveis. Hinos à singularidade e ao carácter.



No Portos, nos Moscatéis e nos Madeiras, a prova de que temos os melhores fortificados do mundo. Um duelo fantástico de 70's. Um Niepoort mais fino, mais delicado e um Taylor's mais austero e mais generoso de formas. Um Fonseca 85, que mais não fez do que parar no tempo, com uma côr absolutamente impressionante para a idade do vinho. Jovem, muito jovem, e com um futuro enorme pela frente. Nos Colheitas, foram 3 os vinhos que mais me encantaram. O Barros 41, o Niepoort 57 e o Krohn 68. Cada um no seu estilo, mas cada um com excelentes predicados.

Os Moscatéis acabaram por ser os menos representados em número, mercê da condição que foi imposta. É que na região, apenas 2 produtores se podem gabar de ter vinhos anteriores a 1990. A José Maria da Fonseca acabou por enviar um Alambre 20 anos (O vinho mais jovem do lote tem precisamente 20 anos). Se calhar é mesmo a melhor relação qualidade/preço que existe nos moscatéis.
Depois duas novidades, dois vinhos ainda pouco falados, mas que brevemente darão que falar. O JMS Superior 1993 e o Tiagos Superior 1993. Ambos os vinhos têm como base José Saramago, um Senhor dos Moscatéis, que nos dá a conhecer dois belíssimos moscatel superior, da colheita de 1993.
Terminou-se com os Madeiras. Nos madeiras a coisa não estava para brincadeiras, pois vieram excelentes representantes de cinco Casas bem conhecidas, dos quais destaco o D'Oliveiras Verdelho 1890, Blandy Boal 1920 e Henriques & Henriques Terrantez 1976.

"Velhos são os trapos"!!!!!!!

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