quinta-feira, 26 de junho de 2008

Altas Quintas - Os Crescendo

Ainda me lembro quando se começou a falar de um produtor que produzia um vinho chamado Altas Quintas. Haviam 2 aspectos, entre muitos, que despertavam a atenção de todos e dos quais todos falavam. Eram eles, as vinhas a 600m de altitude em plena serra de S. Mamede, no alentejo, e a qualidade que apresentava o vinho Altas Quintas. Penso que foi isto mesmo que João Lourenço idealizou para este projecto quando chamou para junto de si Paulo Laureano. Ambos tiveram muito trabalho, muita paciência, muitas horas de sono perdidas para que assim que se festejasse a primeira colheita, viesse desde logo um vinho muito especial. Foi assim desde o inicio e esperemos que continue por muito mais tempo.
De toda esta envolvente especial nasceu a gama Altas Quintas Crescendo que veio colmatar a ausência deste produtor num segmento muito próprio e cheio de adeptos. Os Altas Quintas Crescendo:


Altas Quintas Crescendo Branco 2007
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 13,5% vol
Preço -
Feito a partir das castas Verdelho, Arinto e Fernão Pires, este vinho estagiou, após fermentação a baixas temperaturas, em inox sendo posteriormente engarrafado.
Apresentou uma bonita e brilhante cor palha.
Todo o aroma deste vinho parece deambular entre notas vegetais, notas de hortelã e curiosamente sugestões de pinheiro. É muito exuberante e muito jovem no aroma. Todo este vegetal dá uma frescura incessante ao vinho. A fruta existe mas neste momento está algo escondida e não tardará em aparecer. Com algum tempo no copo apareceram notas ananás.
Boca de bom volume, muito fresca com acidez bem colocada e final de boa persistência.
Bonito este branco. Muito fresco e exuberante. É mesmo o perfil que este verão já está a pedir. Guarde uma ou outra garrafa para ver o que vai mostrar depois do verão.
Nota 15,5


Altas Quintas Crescendo Rosé 2007
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 13,5% vol
Preço -

Este Rosé, na colheita inaugural, deu muito que falar. Feito a partir da casta Aragonês este vinho estagiou em inox por 3 meses e sendo depois engarrafado.
Cor vermelha viva.
Em equipa que ganha não se mexe e como seria de esperar, esta 2007 mantém o perfil do seu antecessor. Logo no ataque, uma explosão de notas de café e mesmo de capucino. Só de tempo a tempo aparecem algumas notas de fruto silvestre.
Boca com boa estrutura sem que se torne muito pesada. Final de boa persistência.
Um Rosé diferente. Se me perguntassem com que beber este Rosé, de imediato a minha resposta seria com comida. Este será no meu entender um vinho mais gastronómico. Ainda assim tenho que dizer que não me ficou mal de todo.
Nota 14,5


Altas Quintas Crescendo Tinto 2005
Produtor - Altas Quintas
Região - Alentejo
Grau - 14% vol
Preço -
Feito a partir das castas Aragonês e Trincadeira, este vinho estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Belíssimo da sua cor carregada, quase opaca.
Muito bem no aroma. Cheio de intensidade. Aromas de fruto maduro e de muita especiaria são a imagem de marca que se integram com boas sugestões de barrica.
Boca com estrutura e sensação de frescura. Taninos redondos, num conjunto bem atractivo e dócil, que termina com um final de boa persistência com notas de chocolate amargo.
Muito atractivo este vinho. Nada pesado e no meu entender a mostra uma certa frescura. Acho que será muito boa altura para ser começado a beber pois para já satisfaz plenamente.
Nota 15,5


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Dia 5 (21 de Maio)

Era o meu ultimo dia no Douro. Só iria estar em visita a um produtor, e que produtor, no entanto foi um dia fantástico por ter realizado 2 sonhos meus. Eu sou uma pessoa com muitos sonhos no mundo dos vinhos, e na vida. Quem não os tiver, provavelmente já não terá também a paixão. Dos vários sonhos que vou tendo, e criando à medida que outros se vão realizando, existiam 2 que para mim teriam sempre uma sensação de conquista associada. Eram eles, provar o Quinta do Noval Nacional 1963, que é O Vintage, e um garrafeira da Niepoort. Acreditem que os realizei num só dia.
Mas vamos então à visita. O único produtor que iria visitar nesse dia seria a Niepoort. Já por várias vezes tive o privilégio de visitar aquela magnifica adega, mas não estava de maneira nenhuma preparado para o que me iria ser apresentado:

Brancos

Redoma 2002
Aroma com ligeira oxidação, que trás alguma mais valia ao conjunto. Notas de petroladas e de fruto que se associam a sensações de mel.
Boca redonda e de boa textura. Parece-me que vem vindo a melhorar mas também me parece que está pronto.

Redoma 2006
Nariz de excelente intensidade. Este sim, vem a melhorar e muito.
Muito sabor e intensidade na boca. Gostei

Redoma 2007
Muito mineral, muito fresco.
Boca cheia de frescura e acidez. Fantástico

Redoma Reserva 2005
A profundidade deste vinho é impressionante. Elegante e com um equilíbrio notável da madeira.
Gordo, muito gordo na boca com final longuíssimo. Acreditem que me pareceu estar agora na fase de definição do que está para vir. Espero muito deste vinho.

Redoma Reserva 2006
O que inicialmente, quando o provei pela primeira vez, me parecia ser o "Patinho Feio", acabou por se tornar realmente num Cisne. O vinho melhorou drasticamente e apresenta-se cheio de intensidade, com muitas notas de fruto, notas florais e sensações anisadas.
Boca cheia, elegante e intensa. Final longo.

Redoma Reserva 2007
Um reserva de belíssima intensidade. Muito mineral, muito fresco. Equilibrado e com notável trabalho com a madeira.
Boca com acidez notável. Corpo e frescura incessante. Uma reedição do 2005? Humm, senão não me enganar, penso que estará para melhor ou pelo menos terá igualmente fantásticos adjectivos. A seguir de muito perto.


Tintos

Redoma 1999
Ainda que se achasse que estaria "esquisito", eu até achei nele bons argumentos para ter gostado do que estava a provar. Aroma de fruto vermelho, especiaria e alguma torrefacção e caramelo. A oxidação parecia estar algo presente mas no meu entender sem prejudicar a prova.
Melhor na boca, mostrava intensidade e final persistente.

Redoma 2001
Aroma algo afastado do que eu estava à espera. Encontrei-o algo "verde" ou se quiserem, muito vegetal.
Melhor na boca, apresentava-se encorpado e cheio de sabor.

Redoma 2004
Aroma de grande intensidade e profundidade. Poderoso no aroma, dava mostras de fruto maduro e de notas especiadas.
Boca enorme, com final em grande. Fantástico

Redoma 2005
Aroma algo fechado ainda. Com alguns minutos começou a "disparar" aromas de fruto maduro de especiarias e mentolados.
Muito intenso na prova de boca, com uma certa elegância. Novamente fantástico.

Batuta 2005
Aroma muito fechado e duro.
Elegantérrimo na boca e com um final de intensidade incrível. Ainda está a meio gás, mas como tive oportunidade de comprovar esta mesma garrafa, 2 dias após a abertura, posso dizer-vos que acabei por apanhar um vinho monstruoso. Complexo, rico, denso, profundo. Um vinho de top.

Batuta 2004
Que carmoso o aroma deste vinho. Todo ele é elegância e finesse. Um vinho sem excessos, sem qualquer ponta solta e onde tudo esta equilibrado.
Boca novamente elegante. Intenso, saboroso e com final apoteótico. Um batuta com tudo no sitio. Genial.

Charme 2004
Começou algo discreto com notas vegetais, alguma sensação de fosforo e fruto silvestre.
Boca com elegãncia, sossego e plenitude de um vinho que tem um final intenso e longo.

Charme 2005
Nariz de boa intensidade. São notas de fruto vermelho, de algum vegetal, indelével coco, ervas secas e ligeiras notas florais que compõem o complexo aroma deste vinho.
Na boca não me pareceu ter tanta "calma" como o anterior. Aliás até o achei com uma certa pujança num conjunto ainda assim elegante.

Charme 2006
Fechado no aroma. Elegante. Apenas conseguiu mostrar algumas notas de groselha fresca e ligeiras sensações florais.
Boca também ela elegante. Difícil de avaliar nesta fase.

Robustus 2004
Fantástica a intensidade deste vinho. Aroma muito denso com muito fruto preto, floral e notas tostadas.
Encorpado, rijo e com potência pronunciada. Muito jovem ainda mas com um final muito longo. Este é para guardar.







Uma bela prova de um produtor que dispensa apresentações. A Niepoort tem entre o seu portefólio alguns dos melhores vinhos portugueses, no entanto não dorme à sombra da bananeira e ainda tem tempo para pequenas experiências, vinhos de garagem ou pequenos projectos. Não se fazem vinhos para outrem gostar. Fazem-se vinhos de acordo com a filosofia e perfil pretendidos. Provavelmente, aliás invariavelmente, quando se fala em Niepoort, fala-se em Dirk Niepoort, mas deixe-me dizer que apesar da importância de Dirk Niepoort, ou não fosse ele que iniciou em 1990 uma fabulosa viragem para os vinhos tranquilos do Douro, a Niepoort vale com uma equipa. Vale pelo Luis Seabra, vale pela gabriela, vale por todos os que diariamente trabalham afincadamente para que a maquina funcione.


Agora os vinhos que não pertenciam à prova mas que durante o dia e noite tive oportunidade de provar:

Quinta do Noval Vintage Nacional 1963
Impressiona logo na cor que apresenta. Sinceramente que pensaria num vintage de 85 ou superior. Aroma distinto, nobre, complexo e surpreendentemente fresco e vivo.
Boca untuosa de uma riqueza indescritível e impar. Senti algo de solene a medida que ia passando este vinho por toda a boca. Aqui tudo está magnificamente integrado, tal qual um puzzle. A acidez e o açúcar envolvem-se entre si resultando numa magnifica sensação de frescura em final doce e intenso. Soberbo

Quinta do Noval Colheita 1964
Se por um lado o vintage já me tinha "deixado de rastos", este colheita foi o fim da picada. Intenso, intenso e intenso. Não me lembro de muitos vinhos assim. Notas de tabaco, torrefacção e até mesmo alguma especiaria, eram apenas alguns dos aromas identificáveis que passavam pelo meu nariz.
Boca glicerinada, quase mastigável. Completamente decadente, este colheita. Puro deleite. Soberbo

Niepoort Garrafeira 1952
Foi decantado em 1974. Aroma rico e complexo, com notas de cereja, carvão, torrefacção e especiaria.
Fantástico na boca. Muito elegante, delicado, fino e com final longuíssimo. Puramente delicioso. Nunca tinha bebido nada com este perfil. Magnifico

Niepoort Colheita 1957
Engarrafado em 1977. Aromas que deambulavam entre notas de farripas de laranja, torrefacção, caramelo, nougat e amendoim.
Boca aveludada e untuosa com final longo. Belo colheita



E foi assim um dia cheio de intensidade e sensações magnificas. Estava na hora de voltar e no dia seguinte lé regressei à realidade do dia a dia. Abraço a todos e principalmente o meu sincero obrigado a todos os produtores que amavelmente me incluiam na visita e que nos receberam como reis. Abraço ao Mark e ao Bob, pois foram eles que permitiram que eu pudesse estar nesta fantástica aventura.

Dia 4 (20 de Maio) - Parte 2 de 2

De saida de Penalva do Castelo, o nosso destino estava agora mais a Norte. Era a vez de visitar o Douro. Infelizmente apenas fiquei 2 dias, mas como não era para ficar nenhum, posso dar-me bem por contente. Aliás mal sabia eu que nestes 2 dias iria realizar 2 "sonhos". Já lá iremos.
Agora era a vez de provar, tudo em conjunto, os vinhos de La Rosa, Lavradores de Feitoria e os vinhos de Jorge Nobre Moreira.


Brancos

Quinta de la Rosa "Dourosa" 2007
Aroma muito frutado, muito fresco. Discreto.
Boca com boa acidez e persistência.

Quinta de La Rosa "La Rosa" 2007
Nariz muito equilibrado, com muitas notas de fruto e notas vegetais.
Boca de excelente acidez e estrutura. Final Longo. Belo Branco

Lavradores de Feitoria 3 Bagos Viosinho 2007
Algumas notas vegetais saíam de um aroma muito fechado. O vinho tinha acabado de ser engarrafado pelo que poderá estar ai a causa desta "falta de aromas"
Boca com intensidade e bem frutada. A rever em breve

Tintos

Lavradores de Feitoria 2006
Boa intensidade no aroma, com boa dose de fruta.
Boca redonda de fácil trato.

Lavradores de Feitoria Quinta da Costa das Aguaneiras 2005
Muita intensidade no aroma. Notas de fruto maduro que se associam a sensações especiadas.
Excelente estrutura na boca, com taninos finos mas ainda bem presentes.

Meruge 2005
Aroma ainda marcado pelas notas de barrica, que para já se mostram intensas. Fruto maduro.
Boca muito jovem, com taninos presentes mas finos. Denotou frescura mas precisa de algum tempo.

Lavradores de Feitoria Grande Escolha 2005
Muito fechado no aroma. Para já ainda só mostra o fruto maduro e algumas notas de barrica. Está tudo ainda por integrar.
Extremamente potente ainda. Muito jovem e com a obrigatoriedade de se esperar que acalme e se defina.

La Rosa/Moreira "Passagem" 2005
Muita intensidade neste aroma. Fruto maduro, especiaria e notas de barrica muito bem integradas no conjunto.
Boca jovem com taninos poderosos mas finos. Excelente

La Rosa 2006
Nariz de boa intensidade, com sugestões de fruto maduro e alguma especiaria.
Boca redonda, frutada. Tem taninos redondos e mostrou frescura.

La Rosa Reserve 2006
Pareceu-me mais floral que o costume, mostra ainda notas de fruto maduro e alguma especiaria. Boa intensidade neste conjunto.
Boca de boa estrutura, com taninos finos e final longo.

Pó de Poeira 2006
Aroma de fruto maduro, chocolate e notas tostadas.
Boca de boa estrutura e intensidade. Final de boa persistência

Poeira 2006
Ainda algo fechado. Com algum tempo mostra notas de fruto maduro, notas florais e notas tostadas.
Na boca mostra-se elegante mas com potência. Viril, mostra taninos cheios de vigor mas nobres e aristocráticos. Não terá certamente o gabarito do seu antecessor, mas foi provavelmente o vinho que mais gostei, desta colheita.


Que bela maneira de começar a visita ao Douro. 3 grandes produtores durienses.
A Lavradores de Feitoria confirmou mais uma vez a decisão acertada de juntar vários produtores/quintas para que em conjunto e mediante um objectivo, fazerem vinhos interessantes, intensos e grandiosos.
La Rosa, continua a mostrar um perfil bem duriense. Vinhos com perfil próprio mas que facilmente agradam a todos. A mestria do Jorge Moreira está bem patente nestes vinhos.
Jorge Moreira, iniciou um projecto só seu, um projecto onde pôde colocar em prática as suas ideias, um projecto onde colocou tudo em jogo e lhe dedicou muito carinho. Desse projecto nasceu o ícone Poeira e nasce agora o Pó de Poeira, que na versão tinto não é mais que um Poeira de maior facilidade na aproximação, enquanto jovem. Não sendo tão complexo, mostra a virilidade da vinha nova. É fantástico colocá-los lado a lado.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Dia 4 (20 de Maio) - Parte 1 de 2

Era a ultima visita por terras do dão e pensava eu que seria o meu ultimo dia nesta aventura. Como costumam dizer nas americas, the last but not the least, a ultima visita iria ser feita a Penalva do Castelo, mais propriamente à Quinta da Vegia.
Nesta visita, além dos vinhos do Dão, iriam ser provados os vinhos verdes da Casa de Cello, que igualmente são pertença da família de João Pedro Araújo, que conduz o destino destas casas.
Mal chegados e recebidos, por João Pedro Araújo, passamos então para a prova dos vinhos.

Espumantes

Quinta de Sanjoanne 2000
Aroma com boa intensidade, cheio de notas petroladas e notas de fruta branca. Intenso.
Boca de excelente acidez, bolha persistente e cheio de finura.

Quinta de Sanjoanne Reserva 2001
Pouco dialogante no nariz.
Na boca é muito cremoso, de bolha fina e persistente. Frutado e com excelente acidez e intensidade. Belo espumante

Quinta de Sanjoanne Reserva 2002
Fantástico no aroma com notas de casca de marisco e muitas notas minerais.
Boca de bela intensidade, fresco e com excelente acidez. Fantástico

Brancos (Minho)

Quinta de Sanjoanne 2007
Aromas muito tropicais.
Muita frescura na boca e excelente acidez. Final de bela persistência

Quinta de Sanjoanne 2002
Aroma com ligeira oxidação. Notas de caramelo, algum mel e algumas notas petroladas.
Boca com excelente acidez e final persistente.

Quinta de Sanjoanne Escolha 2004
Notas verdes, de maça, notas florais.
Boca de boa intensidade e cremosidade. Final longo

Quinta de Sanjoanne Escolha 2003
Ligeiramente oxidado no aroma. Notas petroladas e sensações minerais.
Boca redonda, muito gulosa e de boa persistência.

Quinta de Sanjoanne Escolha 2001
Ainda que seja o vinho que mais se apresentou oxidado, no meu entender não "atirou a toalha ao chão". Os aromas de caramelo são inevitáveis mas encontro-lhe ainda algumas notas de hortelã e algum fruto em calda.
Boca redonda com alguma acidez.

Quinta de Sanjoanne Superior 2005
Muito intenso no aroma. Profundo. Apresenta notas de flores, notas vegetais e notas de menta.
Boca com excelente estrutura e final longo e frutado.

Tintos

Porta Fronha 2003
Notas de fruto maduro de boa intensidade.
Boca com boa estrutura e com belos taninos já integrados. Redondo e sedoso.

Porta Fronha 2004
Fresco no aroma apesar das notas quentes de especiaria e notas florais.
Boca de bom porte ainda que possa ser algo insípida por momentos. Bons taninos e final.

Porta Fronha 2005
Interessante sensação de ligeiro animal. Fruto maduro, algumas especiaria e ligeiras notas mentoladas.
Boca jovem, com taninos bem presentes que se entregam na perfeição ao conjunto.

Porta Fronha 2006
Algo fechado no aroma. Com alguns dedos de conversa, aparecem notas de fruto maduro e notas florais.
Boca intensa e potente. Na minha opinião precisa ainda de algum tempo em garrafa.

Quinta da Vegia 2003
Muito frutado no aroma, com notas de groselha preta e frutos maduros.
Boca ainda com muita juventude e de boa intensidade. Taninos jovens no final.

Quinta da Vegia 2004
Aroma com muita intensidade a mostras fruto maduro e especiarias.
Boca com certa elegância mas sem a potência e os taninos do 2003.

Quinta da Vegia 2005
Muito exuberante no aroma. Notas florais e a fruta madura dominam todo o conjunto aromático.
Boca com suficiente frescura e excelente intensidade. Taninos nobres.

Quinta da Vegia 2006
Muito fechado no aroma. Estranho, mas interessante, aroma a alho e fruto maduro.
Potente na boca e com taninos muito jovens. Ainda precisa de algum tempo.

Quinta da Vegia Reserva 2003
Fruto preto macerado inicia-se na prova. Ainda fechado mas denota-se um vinho de cariz superior.
Muito elegante e fresco na boca. Final longo

Quinta da Vegia Reserva 2005
Muitas flores, muita especiaria e intensas notas de café.
Frutado na boca e com final de taninos presentes, mas de gabarito. Belo vinho.




Vinhos com uma expressão muito singular são a marca dos vinhos da Quinta da Vegia e mesmo da Quinta de Cello (Sanjoanne). São vinhos que vou apreciando e que os tenho entre as minhas preferências. Não tenho duvidas em afirmar que são vinhos muito bem feitos e no caso dos Vegia, são vinhos que não denotam uma hierarquia tão visível quanto isso, uma vez que as diferenças de qualidade entre os patamares da gama não são muito acentuadas. Ou seja, os Porta Fronha e os Quinta da Vegia são fantásticas relação preço qualidade.
Os Verdes são vinhos com fantástica acidez, que se traduz em frescura senhores de fantástica mineralidade. Vinhos singulares mas muito bons.


Resumindo, esta foi uma "aventura" que me permitiu perceber um pouco mais 2 regiões que lutam, no meu entender, em frentes algo diferentes, mas que tem entre si produtores e vinhos de qualidade.
Se por um lado a Bairrada acho que tenha todo o seu potencial no lado dos branco muito singulares que faz, e não me quero desfazer dos tintos onde se contam vinhos fantásticos, o Dão já é uma região com grandes vinhos e com enormes potencialidades nos brancos e nos tintos. Será no meu entender um grande concorrente dos vinhos do vizinho Douro. É preciso muito trabalho, muita imaginação e muita vontade para que se chegue a bom porto. Para já, vamos ficando com uma "mão cheia" de belos vinhos em ambas a regiões.
Acaba-se então a Bairrada e o Dão, ruma-se então para o Douro. Até já.....





domingo, 15 de junho de 2008

Dia 3 (19 de Maio) - Parte 3 de 3

Saídos de uma grande prova em Pinhanços, era a vez da Quinta dos Roque mostrar todo o seu trabalho:

Brancos

Quinta dos Roques 2007
Aromático. Notas de fruto branco e citrinos. Bom equilíbrio na boca.

Quinta dos Maias Malvasia-Fina 2007
Citrino no aroma, com notas de alguma fruta branca e algum vegetal.
Boca com ligeiro amargor no final. Equilibrado

Quinta dos Roques Encruzado 2007
Ainda algo fechado no aroma.
Boca fresca com notas de barrica muito bem integradas. Bela acidez. Belo Encruzado


Quinta dos Roques Encruzado 2005

Aroma com notas de mel, ligeira oxidação, algumas notas tropicais e ligeiro vegetal.
Boca cheia e untuosa. Bela acidez. Muito bem


Tintos

Quinta dos Roques 2005
Aroma floral e de fruto maduro. Boca com boa intensidade e taninos. Equilibrado

Quinta das Maias Jaen 2005
Aroma de fruto silvestre, alguma sensação de doçura.
Boca com boa estrutura e acidez. Bom vinho

Quinta das Maias Jaen 2003
Aroma rico e algo exótico. Notas de fruto maduro e de algum côco.
Redondo na boca e com final longo

Quinta das Maias Jaen 1997
Novamente alguma doçura no aroma. Notas de caramelo, alguma fruta e algum côco.
Boca com bom equilíbrio, redonda e final longo.

Quinta dos Roques Alfrocheiro Preto 1997
Aroma algo oxidado. Notas de caramelo muito evidentes.
Boca redonda já com taninos domados.

Quinta dos Roques Alfrocheiro Preto 2003
Aromas de fruto maduro e notas especiadas.
Boca de boa estrutura e potência

Quinta dos Roques Tinto Cão 2003
Aroma de média intensidade com notas de fruto e especiaria.
Boca muito jovem, cheia de tanino e de boa acidez.

Quinta dos Roques Touriga Nacional 1996
Aroma de grande intensidade, com notas de fruto, torrefacção, sugestões confitadas e notas mentoladas.
Muito intenso na boca com bela estrutura, denso e com taninos ainda bem presentes. Muito Saboroso

Quinta dos Roques Touriga Nacional 2003
Grande exuberância ainda. Flores, fruto e algum vegetal.
Boca ainda muito jovem com grande dose de tanino e acidez. Denota frescura este conjunto. Belo vinho

Quinta dos Roques Touriga Nacional 2005
Muito floral e muito fruto maduro. Intensidade e exuberância.
Jovem na boca. Ainda um "Bebé"

Quinta dos Roques Tinto Cão 2003
Aroma de média intensidade com notas de fruto e especiaria.
Boca muito jovem, cheia de tanino e de boa acidez.

Quinta dos Roques Reserva 2005
Algo fechado no aroma. Com algum arejamento renascem as notas florais, notas de fruto maduro, tudo em grande intensidade e equilíbrio.
Boca muito jovem e muito concentrada. Grande vinho

Quinta dos Roques Reserva 2003
Com o mesmo perfil do vinho anterior, parece ser um vinho mais duro.
Pareceu-me ainda estar algo longe do equilíbrio mas penso que lá chegará. É ainda muito jovem.


Quinta das Maias Garrafeira 2003
Aroma de fruto maduro associado a notas de barrica muito presentes ainda.
Boca muitíssimo jovem em todos os aspectos mas com uma curiosa frescura. Um vinho de paciência.

Flor das Maias 2005
Aromas de fruto maduro, muitas notas florais e notas mentoladas.
Boca jovem e com taninos ainda muito presentes no final mas que não prejudicam de certa forma o conjunto. Bom vinho


Na Quinta dos Roques estivemos perante uma bela prova que nos foi apresentada pela alma desta Quinta, o Engº Luís Lourenço. Com uma gama alargada, onde se contam vários varietais e vinhos de lote, podemos encontrar vinhos em todos os patamares de preços sendo que a qualidade, essa, está garantida. Produz vinhos com uma definição muito própria, que jogam mais pelo lado da sobriedade e complexidade do que pelo lado da exuberância. Ainda que concorde que os varietais tragam uma mais valia ao portefólio, são na minha opinião os vinhos loteados que mais denotam esforço e qualidade.


Nota - Nesta visita, e na do Álvaro Castro, a conversa era tão boa e interessante que sinceramente não me lembrei mesmo de tirar uma foto que fosse. As minhas desculpas.

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