quarta-feira, 18 de junho de 2008

Dia 4 (20 de Maio) - Parte 2 de 2

De saida de Penalva do Castelo, o nosso destino estava agora mais a Norte. Era a vez de visitar o Douro. Infelizmente apenas fiquei 2 dias, mas como não era para ficar nenhum, posso dar-me bem por contente. Aliás mal sabia eu que nestes 2 dias iria realizar 2 "sonhos". Já lá iremos.
Agora era a vez de provar, tudo em conjunto, os vinhos de La Rosa, Lavradores de Feitoria e os vinhos de Jorge Nobre Moreira.


Brancos

Quinta de la Rosa "Dourosa" 2007
Aroma muito frutado, muito fresco. Discreto.
Boca com boa acidez e persistência.

Quinta de La Rosa "La Rosa" 2007
Nariz muito equilibrado, com muitas notas de fruto e notas vegetais.
Boca de excelente acidez e estrutura. Final Longo. Belo Branco

Lavradores de Feitoria 3 Bagos Viosinho 2007
Algumas notas vegetais saíam de um aroma muito fechado. O vinho tinha acabado de ser engarrafado pelo que poderá estar ai a causa desta "falta de aromas"
Boca com intensidade e bem frutada. A rever em breve

Tintos

Lavradores de Feitoria 2006
Boa intensidade no aroma, com boa dose de fruta.
Boca redonda de fácil trato.

Lavradores de Feitoria Quinta da Costa das Aguaneiras 2005
Muita intensidade no aroma. Notas de fruto maduro que se associam a sensações especiadas.
Excelente estrutura na boca, com taninos finos mas ainda bem presentes.

Meruge 2005
Aroma ainda marcado pelas notas de barrica, que para já se mostram intensas. Fruto maduro.
Boca muito jovem, com taninos presentes mas finos. Denotou frescura mas precisa de algum tempo.

Lavradores de Feitoria Grande Escolha 2005
Muito fechado no aroma. Para já ainda só mostra o fruto maduro e algumas notas de barrica. Está tudo ainda por integrar.
Extremamente potente ainda. Muito jovem e com a obrigatoriedade de se esperar que acalme e se defina.

La Rosa/Moreira "Passagem" 2005
Muita intensidade neste aroma. Fruto maduro, especiaria e notas de barrica muito bem integradas no conjunto.
Boca jovem com taninos poderosos mas finos. Excelente

La Rosa 2006
Nariz de boa intensidade, com sugestões de fruto maduro e alguma especiaria.
Boca redonda, frutada. Tem taninos redondos e mostrou frescura.

La Rosa Reserve 2006
Pareceu-me mais floral que o costume, mostra ainda notas de fruto maduro e alguma especiaria. Boa intensidade neste conjunto.
Boca de boa estrutura, com taninos finos e final longo.

Pó de Poeira 2006
Aroma de fruto maduro, chocolate e notas tostadas.
Boca de boa estrutura e intensidade. Final de boa persistência

Poeira 2006
Ainda algo fechado. Com algum tempo mostra notas de fruto maduro, notas florais e notas tostadas.
Na boca mostra-se elegante mas com potência. Viril, mostra taninos cheios de vigor mas nobres e aristocráticos. Não terá certamente o gabarito do seu antecessor, mas foi provavelmente o vinho que mais gostei, desta colheita.


Que bela maneira de começar a visita ao Douro. 3 grandes produtores durienses.
A Lavradores de Feitoria confirmou mais uma vez a decisão acertada de juntar vários produtores/quintas para que em conjunto e mediante um objectivo, fazerem vinhos interessantes, intensos e grandiosos.
La Rosa, continua a mostrar um perfil bem duriense. Vinhos com perfil próprio mas que facilmente agradam a todos. A mestria do Jorge Moreira está bem patente nestes vinhos.
Jorge Moreira, iniciou um projecto só seu, um projecto onde pôde colocar em prática as suas ideias, um projecto onde colocou tudo em jogo e lhe dedicou muito carinho. Desse projecto nasceu o ícone Poeira e nasce agora o Pó de Poeira, que na versão tinto não é mais que um Poeira de maior facilidade na aproximação, enquanto jovem. Não sendo tão complexo, mostra a virilidade da vinha nova. É fantástico colocá-los lado a lado.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Dia 4 (20 de Maio) - Parte 1 de 2

Era a ultima visita por terras do dão e pensava eu que seria o meu ultimo dia nesta aventura. Como costumam dizer nas americas, the last but not the least, a ultima visita iria ser feita a Penalva do Castelo, mais propriamente à Quinta da Vegia.
Nesta visita, além dos vinhos do Dão, iriam ser provados os vinhos verdes da Casa de Cello, que igualmente são pertença da família de João Pedro Araújo, que conduz o destino destas casas.
Mal chegados e recebidos, por João Pedro Araújo, passamos então para a prova dos vinhos.

Espumantes

Quinta de Sanjoanne 2000
Aroma com boa intensidade, cheio de notas petroladas e notas de fruta branca. Intenso.
Boca de excelente acidez, bolha persistente e cheio de finura.

Quinta de Sanjoanne Reserva 2001
Pouco dialogante no nariz.
Na boca é muito cremoso, de bolha fina e persistente. Frutado e com excelente acidez e intensidade. Belo espumante

Quinta de Sanjoanne Reserva 2002
Fantástico no aroma com notas de casca de marisco e muitas notas minerais.
Boca de bela intensidade, fresco e com excelente acidez. Fantástico

Brancos (Minho)

Quinta de Sanjoanne 2007
Aromas muito tropicais.
Muita frescura na boca e excelente acidez. Final de bela persistência

Quinta de Sanjoanne 2002
Aroma com ligeira oxidação. Notas de caramelo, algum mel e algumas notas petroladas.
Boca com excelente acidez e final persistente.

Quinta de Sanjoanne Escolha 2004
Notas verdes, de maça, notas florais.
Boca de boa intensidade e cremosidade. Final longo

Quinta de Sanjoanne Escolha 2003
Ligeiramente oxidado no aroma. Notas petroladas e sensações minerais.
Boca redonda, muito gulosa e de boa persistência.

Quinta de Sanjoanne Escolha 2001
Ainda que seja o vinho que mais se apresentou oxidado, no meu entender não "atirou a toalha ao chão". Os aromas de caramelo são inevitáveis mas encontro-lhe ainda algumas notas de hortelã e algum fruto em calda.
Boca redonda com alguma acidez.

Quinta de Sanjoanne Superior 2005
Muito intenso no aroma. Profundo. Apresenta notas de flores, notas vegetais e notas de menta.
Boca com excelente estrutura e final longo e frutado.

Tintos

Porta Fronha 2003
Notas de fruto maduro de boa intensidade.
Boca com boa estrutura e com belos taninos já integrados. Redondo e sedoso.

Porta Fronha 2004
Fresco no aroma apesar das notas quentes de especiaria e notas florais.
Boca de bom porte ainda que possa ser algo insípida por momentos. Bons taninos e final.

Porta Fronha 2005
Interessante sensação de ligeiro animal. Fruto maduro, algumas especiaria e ligeiras notas mentoladas.
Boca jovem, com taninos bem presentes que se entregam na perfeição ao conjunto.

Porta Fronha 2006
Algo fechado no aroma. Com alguns dedos de conversa, aparecem notas de fruto maduro e notas florais.
Boca intensa e potente. Na minha opinião precisa ainda de algum tempo em garrafa.

Quinta da Vegia 2003
Muito frutado no aroma, com notas de groselha preta e frutos maduros.
Boca ainda com muita juventude e de boa intensidade. Taninos jovens no final.

Quinta da Vegia 2004
Aroma com muita intensidade a mostras fruto maduro e especiarias.
Boca com certa elegância mas sem a potência e os taninos do 2003.

Quinta da Vegia 2005
Muito exuberante no aroma. Notas florais e a fruta madura dominam todo o conjunto aromático.
Boca com suficiente frescura e excelente intensidade. Taninos nobres.

Quinta da Vegia 2006
Muito fechado no aroma. Estranho, mas interessante, aroma a alho e fruto maduro.
Potente na boca e com taninos muito jovens. Ainda precisa de algum tempo.

Quinta da Vegia Reserva 2003
Fruto preto macerado inicia-se na prova. Ainda fechado mas denota-se um vinho de cariz superior.
Muito elegante e fresco na boca. Final longo

Quinta da Vegia Reserva 2005
Muitas flores, muita especiaria e intensas notas de café.
Frutado na boca e com final de taninos presentes, mas de gabarito. Belo vinho.




Vinhos com uma expressão muito singular são a marca dos vinhos da Quinta da Vegia e mesmo da Quinta de Cello (Sanjoanne). São vinhos que vou apreciando e que os tenho entre as minhas preferências. Não tenho duvidas em afirmar que são vinhos muito bem feitos e no caso dos Vegia, são vinhos que não denotam uma hierarquia tão visível quanto isso, uma vez que as diferenças de qualidade entre os patamares da gama não são muito acentuadas. Ou seja, os Porta Fronha e os Quinta da Vegia são fantásticas relação preço qualidade.
Os Verdes são vinhos com fantástica acidez, que se traduz em frescura senhores de fantástica mineralidade. Vinhos singulares mas muito bons.


Resumindo, esta foi uma "aventura" que me permitiu perceber um pouco mais 2 regiões que lutam, no meu entender, em frentes algo diferentes, mas que tem entre si produtores e vinhos de qualidade.
Se por um lado a Bairrada acho que tenha todo o seu potencial no lado dos branco muito singulares que faz, e não me quero desfazer dos tintos onde se contam vinhos fantásticos, o Dão já é uma região com grandes vinhos e com enormes potencialidades nos brancos e nos tintos. Será no meu entender um grande concorrente dos vinhos do vizinho Douro. É preciso muito trabalho, muita imaginação e muita vontade para que se chegue a bom porto. Para já, vamos ficando com uma "mão cheia" de belos vinhos em ambas a regiões.
Acaba-se então a Bairrada e o Dão, ruma-se então para o Douro. Até já.....





domingo, 15 de junho de 2008

Dia 3 (19 de Maio) - Parte 3 de 3

Saídos de uma grande prova em Pinhanços, era a vez da Quinta dos Roque mostrar todo o seu trabalho:

Brancos

Quinta dos Roques 2007
Aromático. Notas de fruto branco e citrinos. Bom equilíbrio na boca.

Quinta dos Maias Malvasia-Fina 2007
Citrino no aroma, com notas de alguma fruta branca e algum vegetal.
Boca com ligeiro amargor no final. Equilibrado

Quinta dos Roques Encruzado 2007
Ainda algo fechado no aroma.
Boca fresca com notas de barrica muito bem integradas. Bela acidez. Belo Encruzado


Quinta dos Roques Encruzado 2005

Aroma com notas de mel, ligeira oxidação, algumas notas tropicais e ligeiro vegetal.
Boca cheia e untuosa. Bela acidez. Muito bem


Tintos

Quinta dos Roques 2005
Aroma floral e de fruto maduro. Boca com boa intensidade e taninos. Equilibrado

Quinta das Maias Jaen 2005
Aroma de fruto silvestre, alguma sensação de doçura.
Boca com boa estrutura e acidez. Bom vinho

Quinta das Maias Jaen 2003
Aroma rico e algo exótico. Notas de fruto maduro e de algum côco.
Redondo na boca e com final longo

Quinta das Maias Jaen 1997
Novamente alguma doçura no aroma. Notas de caramelo, alguma fruta e algum côco.
Boca com bom equilíbrio, redonda e final longo.

Quinta dos Roques Alfrocheiro Preto 1997
Aroma algo oxidado. Notas de caramelo muito evidentes.
Boca redonda já com taninos domados.

Quinta dos Roques Alfrocheiro Preto 2003
Aromas de fruto maduro e notas especiadas.
Boca de boa estrutura e potência

Quinta dos Roques Tinto Cão 2003
Aroma de média intensidade com notas de fruto e especiaria.
Boca muito jovem, cheia de tanino e de boa acidez.

Quinta dos Roques Touriga Nacional 1996
Aroma de grande intensidade, com notas de fruto, torrefacção, sugestões confitadas e notas mentoladas.
Muito intenso na boca com bela estrutura, denso e com taninos ainda bem presentes. Muito Saboroso

Quinta dos Roques Touriga Nacional 2003
Grande exuberância ainda. Flores, fruto e algum vegetal.
Boca ainda muito jovem com grande dose de tanino e acidez. Denota frescura este conjunto. Belo vinho

Quinta dos Roques Touriga Nacional 2005
Muito floral e muito fruto maduro. Intensidade e exuberância.
Jovem na boca. Ainda um "Bebé"

Quinta dos Roques Tinto Cão 2003
Aroma de média intensidade com notas de fruto e especiaria.
Boca muito jovem, cheia de tanino e de boa acidez.

Quinta dos Roques Reserva 2005
Algo fechado no aroma. Com algum arejamento renascem as notas florais, notas de fruto maduro, tudo em grande intensidade e equilíbrio.
Boca muito jovem e muito concentrada. Grande vinho

Quinta dos Roques Reserva 2003
Com o mesmo perfil do vinho anterior, parece ser um vinho mais duro.
Pareceu-me ainda estar algo longe do equilíbrio mas penso que lá chegará. É ainda muito jovem.


Quinta das Maias Garrafeira 2003
Aroma de fruto maduro associado a notas de barrica muito presentes ainda.
Boca muitíssimo jovem em todos os aspectos mas com uma curiosa frescura. Um vinho de paciência.

Flor das Maias 2005
Aromas de fruto maduro, muitas notas florais e notas mentoladas.
Boca jovem e com taninos ainda muito presentes no final mas que não prejudicam de certa forma o conjunto. Bom vinho


Na Quinta dos Roques estivemos perante uma bela prova que nos foi apresentada pela alma desta Quinta, o Engº Luís Lourenço. Com uma gama alargada, onde se contam vários varietais e vinhos de lote, podemos encontrar vinhos em todos os patamares de preços sendo que a qualidade, essa, está garantida. Produz vinhos com uma definição muito própria, que jogam mais pelo lado da sobriedade e complexidade do que pelo lado da exuberância. Ainda que concorde que os varietais tragam uma mais valia ao portefólio, são na minha opinião os vinhos loteados que mais denotam esforço e qualidade.


Nota - Nesta visita, e na do Álvaro Castro, a conversa era tão boa e interessante que sinceramente não me lembrei mesmo de tirar uma foto que fosse. As minhas desculpas.

Dia 3 (19 de Maio) - Parte 2 de 3

Após Carvalhais estávamos agora a caminho de Pinhanços para visitar nem mais nem menos que o Sr Touriga, Álvaro Castro.
À chegada, fomos recebidos pelo Álvaro que de seguida nos conduziu para uma visita às vinhas que originam os seus vinhos. De regresso, chegamos ao local onde se iria dar a prova:

Rosés

Quinta de Saes Rosé 2007
Aromático, muito tipo morango rebuçado. Boca com acidez perfeita e final gostoso



Brancos

Quinta de Saes Reserva 2007
Muito aromático, com notas vegetais, de fruto e boas sensações minerais.
Boca frutada e equilibrada com bela acidez.

Primus Reserva 2007
Aroma muito delicado mas ao mesmo tempo muito sóbrio. Ainda parece estar algo fechado.
Boca cheia e de bela intensidade. Sente-se uma frescura muito agradavel neste vinho. Belo branco


Tintos

Quinta de Saes Estágio Prolongado Reserva 2006
Aroma de boa intensidade com muitas notas de fruto maduro, notas florais e alguma especiaria.
Boca de bom porte e redonda.

Quinta de Pellada 2006
Aroma muito floral que é acompanhado por notas de fruto maduro e alguma especiaria.
Boca com muitas notas de chocolate, intenso e com taninos firmes.

PAPE 2006
Aroma muito equilibrado, com notas de fruto maduro, de flores e interessantes notas de chocolate e especiaria.
Boca com intensidade e potência. Taninos jovens mas nobres. Termina longo e especiado. Gostei muito

Quinta da Pellada Carrocel 2006
Já mostra mais sobriedade e menos exuberância no aroma. Não está tão floral de inicio e mostra até muita fruta.
Boca ainda muito jovem com os taninos a sobressaírem do conjunto. Belo vinho

Pelada 2003
Nariz de boa intensidade com ligeiras notas de envelhecimento que dão certa complexidade ao conjunto.
Boca ainda com alguma potência mas muito saborosa.

Quinta da Pellada 2003
Fruto maduro, notas mentoladas. Jovem na boca e com boa estrutura. Promete

PAPE 2005
Um colosso de vinho. Aromático, complexo, intenso e muito, mas muito, guloso. Que grande PAPE.

Quinta da Pellada 2005
Aroma muito floral, intenso e de grande gabarito.
Boca saborosa de bela estrutura. Belo vinho


Após a prova dirigimo-nos para um fantástico almoço onde além das iguarias, provamos os seguintes vinhos:

PAPE 2003 (Magnum)
Inicialmente muito fechado. Precisava de arejar um pouco para mostrar todo o seu esplendor. Muito aromáticvo e complexo.
Muito saboroso na boca e cheio de vida. Fantástico

Quinta da Pellada Touriga Nacional 1996
Impressionou desde logo pela cor jovem que apresentou.
Também jovem nos aromas de fruto maduro e de algum vegetal, ligeiro animal e notas mentoladas.
Boca jovem com taninos presentes a darem vivacidade ao conjunto. Fantástico



É dificil, senão impossivel, não gostar dos vinhos de Álvaro Castro. É um Artista. Rei do experimentalismo e das ideias quase mirabolantes. Não se contenta com pouco e quer sempre chegar ao vinho que pretende fazer, mesmo que por vezes tenha de afirmar que determinado vinho não está ao seu gosto. Sabe o que quer e o que tem para fazer. Em conjunto com a sua filha Maria, forma uma dupla de sucesso.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dia 3 (19 de Maio) - Parte 1 de 3

Bom, após um pequeno interregno para podes escrever sobre a prova de dia 10 de Junho, volto aos relatos da visita do Mark Squires.
Já estávamos no penúltimo dia no Dão e fomos ao encontro da Quinta dos Carvalhas que seria a primeira visita deste dia.


Brancos

Quinta dos Carvalhais Encruzado 2006
Um vinho aromático onde predominam notas vegetais, de alguma fruta em calda e tangerinas.
Boca fresca com excelente acidez.

Duque de Viseu 2007
Aroma muito intenso e jovial com notas de fruto e notas vegetais.
Boca com boa dose de frescura. Um vinho franco mas com boa RQP

Tintos

Quinta dos Carvalhais Alfrocheiro 2004
Vinho com boa fruta madura e curiosamente sensações minerais.
Boca aveludada com taninos macios mas bem saborosos. Equilibrado.

Quinta dos Carvalhais Touriga Nacional 2004
Muito exuberante no aroma. Fruto maduro, notas florais e uma boa deose de intensidade compõem aromaticamente este vinho.
Boca com boa estrutura e alguma potência que se alia a uma tendencia elegante.

Quinta dos Carvalhais Reserva 2002
Aroma de fruto confitado, especiarias e alguma, ainda que ligeira, oxidação parecem marcar o ritmo deste vinho na prova de nariz.
Na boca , novamente um vinho que parece ter passado já pelo seu melhor. Salvo melhor opinião, penso que o melhor será ser bebido desde já. Foi aberta uma segunda garrafa que pareceu-me bem meis concentrada na boca mas que apresentava ainda assim as mesmas indicações.

Quinta dos Carvalhais Único 2005
Muito exuberante no aroma com muitas flores, alfazema, fruto maduro e uma grande dose de intensidade.
Boca poderosa e muito jovem. Taninos vigorosos mas com uma envolvente muito saborosa. Belo vinho que precisa acima de tudo de tempo em garrafa.


A quinta dos Carvalhais, empresa que pertence à Sogrape, é hoje em dia um produtor de referêdncia no Dão. Tem uma gama alargada com vinhos de lote e varietais para todos os gostos. Em minha opinião, nos vinhos de entrada de gama mostra um grande potencial para as RPQ. Nos vinhos de topo e varietais mostra em alguns casos vinhos de grande qualidade. Não estou muito certo desta tendência para lançar os reservas mais tarde. Sinceramente que me pareceu que o Reserva 2002 já esteve no seu melhor. Pontos de vista.




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