domingo, 15 de junho de 2008

Dia 3 (19 de Maio) - Parte 2 de 3

Após Carvalhais estávamos agora a caminho de Pinhanços para visitar nem mais nem menos que o Sr Touriga, Álvaro Castro.
À chegada, fomos recebidos pelo Álvaro que de seguida nos conduziu para uma visita às vinhas que originam os seus vinhos. De regresso, chegamos ao local onde se iria dar a prova:

Rosés

Quinta de Saes Rosé 2007
Aromático, muito tipo morango rebuçado. Boca com acidez perfeita e final gostoso



Brancos

Quinta de Saes Reserva 2007
Muito aromático, com notas vegetais, de fruto e boas sensações minerais.
Boca frutada e equilibrada com bela acidez.

Primus Reserva 2007
Aroma muito delicado mas ao mesmo tempo muito sóbrio. Ainda parece estar algo fechado.
Boca cheia e de bela intensidade. Sente-se uma frescura muito agradavel neste vinho. Belo branco


Tintos

Quinta de Saes Estágio Prolongado Reserva 2006
Aroma de boa intensidade com muitas notas de fruto maduro, notas florais e alguma especiaria.
Boca de bom porte e redonda.

Quinta de Pellada 2006
Aroma muito floral que é acompanhado por notas de fruto maduro e alguma especiaria.
Boca com muitas notas de chocolate, intenso e com taninos firmes.

PAPE 2006
Aroma muito equilibrado, com notas de fruto maduro, de flores e interessantes notas de chocolate e especiaria.
Boca com intensidade e potência. Taninos jovens mas nobres. Termina longo e especiado. Gostei muito

Quinta da Pellada Carrocel 2006
Já mostra mais sobriedade e menos exuberância no aroma. Não está tão floral de inicio e mostra até muita fruta.
Boca ainda muito jovem com os taninos a sobressaírem do conjunto. Belo vinho

Pelada 2003
Nariz de boa intensidade com ligeiras notas de envelhecimento que dão certa complexidade ao conjunto.
Boca ainda com alguma potência mas muito saborosa.

Quinta da Pellada 2003
Fruto maduro, notas mentoladas. Jovem na boca e com boa estrutura. Promete

PAPE 2005
Um colosso de vinho. Aromático, complexo, intenso e muito, mas muito, guloso. Que grande PAPE.

Quinta da Pellada 2005
Aroma muito floral, intenso e de grande gabarito.
Boca saborosa de bela estrutura. Belo vinho


Após a prova dirigimo-nos para um fantástico almoço onde além das iguarias, provamos os seguintes vinhos:

PAPE 2003 (Magnum)
Inicialmente muito fechado. Precisava de arejar um pouco para mostrar todo o seu esplendor. Muito aromáticvo e complexo.
Muito saboroso na boca e cheio de vida. Fantástico

Quinta da Pellada Touriga Nacional 1996
Impressionou desde logo pela cor jovem que apresentou.
Também jovem nos aromas de fruto maduro e de algum vegetal, ligeiro animal e notas mentoladas.
Boca jovem com taninos presentes a darem vivacidade ao conjunto. Fantástico



É dificil, senão impossivel, não gostar dos vinhos de Álvaro Castro. É um Artista. Rei do experimentalismo e das ideias quase mirabolantes. Não se contenta com pouco e quer sempre chegar ao vinho que pretende fazer, mesmo que por vezes tenha de afirmar que determinado vinho não está ao seu gosto. Sabe o que quer e o que tem para fazer. Em conjunto com a sua filha Maria, forma uma dupla de sucesso.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dia 3 (19 de Maio) - Parte 1 de 3

Bom, após um pequeno interregno para podes escrever sobre a prova de dia 10 de Junho, volto aos relatos da visita do Mark Squires.
Já estávamos no penúltimo dia no Dão e fomos ao encontro da Quinta dos Carvalhas que seria a primeira visita deste dia.


Brancos

Quinta dos Carvalhais Encruzado 2006
Um vinho aromático onde predominam notas vegetais, de alguma fruta em calda e tangerinas.
Boca fresca com excelente acidez.

Duque de Viseu 2007
Aroma muito intenso e jovial com notas de fruto e notas vegetais.
Boca com boa dose de frescura. Um vinho franco mas com boa RQP

Tintos

Quinta dos Carvalhais Alfrocheiro 2004
Vinho com boa fruta madura e curiosamente sensações minerais.
Boca aveludada com taninos macios mas bem saborosos. Equilibrado.

Quinta dos Carvalhais Touriga Nacional 2004
Muito exuberante no aroma. Fruto maduro, notas florais e uma boa deose de intensidade compõem aromaticamente este vinho.
Boca com boa estrutura e alguma potência que se alia a uma tendencia elegante.

Quinta dos Carvalhais Reserva 2002
Aroma de fruto confitado, especiarias e alguma, ainda que ligeira, oxidação parecem marcar o ritmo deste vinho na prova de nariz.
Na boca , novamente um vinho que parece ter passado já pelo seu melhor. Salvo melhor opinião, penso que o melhor será ser bebido desde já. Foi aberta uma segunda garrafa que pareceu-me bem meis concentrada na boca mas que apresentava ainda assim as mesmas indicações.

Quinta dos Carvalhais Único 2005
Muito exuberante no aroma com muitas flores, alfazema, fruto maduro e uma grande dose de intensidade.
Boca poderosa e muito jovem. Taninos vigorosos mas com uma envolvente muito saborosa. Belo vinho que precisa acima de tudo de tempo em garrafa.


A quinta dos Carvalhais, empresa que pertence à Sogrape, é hoje em dia um produtor de referêdncia no Dão. Tem uma gama alargada com vinhos de lote e varietais para todos os gostos. Em minha opinião, nos vinhos de entrada de gama mostra um grande potencial para as RPQ. Nos vinhos de topo e varietais mostra em alguns casos vinhos de grande qualidade. Não estou muito certo desta tendência para lançar os reservas mais tarde. Sinceramente que me pareceu que o Reserva 2002 já esteve no seu melhor. Pontos de vista.




quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia de Portugal (As minhas impressões)

A medida que se desenrolava a prova, ia eu, e todos os outros,tirando notas dos vinhos que passavam à nossa frente. São meras impressões e como tal muito resumidas. Nem todos os vinhos enunciados vão estar descritos, uma vez que optei por colocar apenas os que mais gostei ou que possam ter alguma particularidade interessante.


Os Brancos


Grandjó 1925
Um dos vinhos que colocou todos os presentes "em sentido". Era altura de poucas palavras mas de muita contemplação por um vinho raro e lendário. O vinho em si não defraudou as expectativas até porque estaríamos perante um dos poucos exemplares que estaria em perfeitas condições. Na cor ondulava um amarelo bem torrado com reflexos esverdeados. Aroma com sugestões especiadas, nomeadamente de açafrão e sugestões de algo medicinal. Boca um tanto delgada mas rica pela perfeita sincronização entre a já pouca doçura e a não menos desvanecida acidez. O que é certo é que um vinho com esta idade e ainda estar vivo, é um perfeito milagre.

Marquis de Soveral 1958
Começou algo estranho. Inicialmente afastei-me um pouco dele mas à medida que arejava, tornou-se num vinho sério e com uma frescura reconfortante e uma vivacidade invejável.

Marquis de Soveral 1967
Muito aromático e intenso, este vinho mostrou notas resinosas interessantíssimas.
Muito vivo na boca, com boa acidez e frescura.

Real Vinícola Dão 1980
Uma bela surpresa para um vinho que ainda tem muito para dar. Nariz rico com sugestões petroladas, vegetais e resinosas.
Boca de enorme frescura, acidez penetrante e final longo. Fantástico

Centro de Estudos de Nelas 1994
Aroma muito interessante. Muito aromático, com notas de resinas, ervas aromáticas, alguma fruta e muita mineralidade.
Boca intensa e de uma acidez fantástica. Belíssimo vinho

Resumindo, apesar de não estarem aqui todos os brancos provados, foi uma prova que me surpreendeu muito, pela vivacidade de quase todos os vinhos. Ainda há quem diga que os nossos brancos não sabem envelhecer. Esta prova mostrou de certa forma, o contrário.


Os Tintos

Luís Pato 1985
Aroma muito interessante de notas de caramelo, de madeira velha e de alguma erva doce.
Vinho com boa estrutura e com taninos ainda suficientes para não nos esquecermos deles.

Sidónio Sousa Caves Valdarcos 1985
Por esta não esperava. Um vinho concentrado, cheio de fruta, com notas de verniz e notas tostadas.
Boca ainda com juventude a mostra taninos vigorosos e cheios de pujança. Impressionante este vinho que não parece estar sequer no seu melhor.

Grupo dos 8 Bairrada 1988
Aroma muito intendo e especiado. Mostrou ligeira oxidação no aroma. Muito saboroso e com final algo taninoso e seco.

Buçaco Reserva 1983
Aroma muito delicado e intenso. Boca muito sensual e saborosa. Uma surpresa

Mouchão 1962
Há bem pouco tinha provado a colheita de 63, que me tinha deixado completamente embeiçado. Este Mouchão estará, no meu entender, alguns furos abaixo do seu sucessor mas ainda assim é um vinho cheio de vida e que nos dá um prazer enorme a ser bebido.

Mouchão 1970
São porventura aqueles vinhos dos quais não esperamos grande coisa, que quando nos surpreendem, nos deixam em completa êxtase. Este Mouchão é um desses vinhos. Impressiona logo pela cor concentrada que sugere um vinho muito mais recente.
Nariz muito concentrado, pleno de aromas frutados, de aromas especiados.
Na boca é tão saboroso, com uma frescura incessante e final longo e de enorme categoria. Um hino ao grande vinhos portugueses.

Colares Visconde de Salreu 1967
Aroma intenso a torrefacção, café, madeira velha e chá preto.
Boca com muita acidez e vivacidade.

Viuva José Gomes da Silva Reserva Velho 1965
Aroma de boa intensidade com notas de erva doce, muita madeira velha e algumas sugestões mentoladas.
Boca redonde a com alguma acidez.

Grantom Garrafeira 1958
Muito fresco e aromático.
Boca repleta de vivacidade e com tanino ainda presente

Ferreirinha Reserva Especial 1974
A segunda colheita da magistral carreira dos Reserva Especial. Se tivesse que identificar este vinho com apenas uma palavra, essa seria sem margem para dúvida a Elegância. Este vinho é elegante, delicado e com uma frescura impar.
Na boca novamente elegância, intensidade e frescura. Fantástico

Quinta do Côtto Bastardo 1973
Apresentava uma belissima cor. Muito bem no aroma com sugestões de caruma, café, alguma ameixa e alguns fumados.
Boca equilibrada e de boa frescura. Redondo e saboroso. Belo vinho

Quinta do Carmo Garrafeira 1986
Muito bem no aroma. Não parece ter perdido muita da sua intensidade apesar dos anos que passaram. Mostra um aroma profundo e imaculado.
Muito saboroso na boca. É equilibrado e com robustez fantástica. Final longo. Grande vinho.

Quinta do Carmo Garrafeira 1987
A mim pareceu-me perder alguns pontos para o 86. Mantém o perfil dos Quinta do Carmo mas desta feita já mostra algumas notas de oxidação e poderei até considerar um vinho menos rico e interessante que o seu antecessor. Ainda assim considero-o um belo vinho.
Ressalvo que esta garrafa terá sido algo maltratada durante a sua guarda. Por isso dou-lhe o beneficio da duvida.

Valle Pradinhos 1986
Foi provado às cegas com os dois Garrafeiras da Quinta do Carmo e pareceu-me ser o que estaria em menores condições. No nariz facilmente se identificava a casta Cabernet Sauvignon mas pareceu-me já algo cansado.



Fortificados

Delaforce Corte Vintage 1997
Cor sem evolução significativa. Aroma concentrado com notas de fruto maduro e preto, Sugestões de baunilha e notas florais.
Muito bem na boca onde mostra bom equilíbrio entre a doçura e a acidez. Taninos sedosos que permitem dar grande prova desde já. Belo vintage

Smith Woodhouse Vintage 1980
Muito bem na cor, as cegas como foi provado, levava-me para anos da década de 90. Aroma de ameixas, uva passa e cerejas que se associam a notas de tabaco.
Não sendo um colosso de estrutura, na boca, mantém uma certa untuosidade. Pareceu-me algo quente no final. Precisava de mais tempo de decantação para se encaixar. Gostei deste vintage

Niepoort Tawny 1927
Este vinho é pertença de Rolf Niepoort, que o recebeu como homenagem de seu pai, quando nasceu. Nunca foi comercializado e apenas foram engarrafadas 350 garrafas.
Nem sei por onde começar. Fantástica cor para um vinho deste ano. Não é âmbar devido as nuances avermelhadas que apresenta.
No nariz é a complexidade que comanda. Rico e intenso apresenta muitasa notas de torrefacção, caramelo, cerejas e ainda algumas especiarias e bolo inglês.
Boca acetinada, riquissima, profunda e intensa que com um final apoteótico. Nunca bebi nada assim e não tenho duvidas em colocar no cimo das minhas preferências. Foi uma honra para mim ter bebido deste grande homenagem.


Estrangeiros

Vega Sicilia Único 1986
Os anos não parecem passar por este vinho. Cor muito carregada ainda.
Após a decantação, ao escorrer para o copo soltava de imediato notas de azeitonas pretas. Entretanto iniciavam-se as notas de tabaco, de fruto maduro, especiarias e um certo couro.
Muito encorpado este vinho quase que explodia na boca com sensações de fruto maduro. Terminava perfeito e longo. Ainda com muita vida pela sua frente este é realmente um dos grandes do Mundo.

Weingut Keller Westhofener Kirschspiel Riesling 2004
Aroma muito intenso com muitas notas minerais, fruto tropical, Pêssego e flores.
Boca cremosa com excelente acidez. É difícil parar de beber este Riesling. Absolutamente viciante.

Donnhoff Niederhauser Hermannshohle Riesling Auslese 2001
Cor amarela. Aroma de fruta confitada, sensação de botritys e muita mas muita mineralidade.
Boca cheia e vigorosa mas ao mesmo tempo delicada que se redobra em notas tão saborosas. Final longuíssimo e cheio de prazer. Um grande mas grande vinho

Champagne R&L Legras Cuvée St Vincent Blanc de Blancs 1996
Aqui vai o prémio para o mais fantástico nariz. No ataque um fabuloso aroma de massa folhada a sair do forno que se associa a maças e baunilha. Tudo isto em uma intensidade fenomenal.
Bolha fina e mousse delicada trazem-nos para bem perto da perfeição. Que belo champagne.

Coche-Dury Mersault 1999
Bonita e brilhante cor amarelada. Aroma muito complexo com notas minerais de citrinos. No nariz a elegância é a nota predominante onde o perfeito equilíbrio entre o vinho e a madeira é elevado ao extremo.
Boca cremosa, explosiva, intensa e profunda. Termina longo e com classe. Soberbo.

Domaine Rousseau Gevrey-Chambertin 2004
Muito delicado no aroma, misterioso. Notas de fruto silvestre, especiarias e algum vegetal.
Boca sedosa e elegante que termina com perfeito equilíbrio.

Domaine Rousseau Gevrey-Chambertin 2005
Mais concentrado que o anterior, mesmo até na cor, é um vinho cujos aromas são bem mais fáceis de gostar. As notas de morangos e especiarias dão intensidade no aroma.
Boca mais facil e provavelmente mais saborosa que o seu antecessor. Gostei mais do 2004

Domaine de la Romanée-Conti La Tâche 2002
Foi provado às cegas depois dos Rousseau e de imediato senti mais intensidade e mais complexidade. Aroma fino e delicado com notas de fruto silvestre, especiaria, algum vegetal. Muito complexo pois tive a contemplar este vinho por mais de uma hora e tudo se mostrava cada vez melhor e sempre tendendo para uma maior elegância.
Boca em tudo harmoniosa e equilibrada. Mais elegância, agora na prova de boca. Soberbo

Giacomo Conterno Barolo Riserva 1995
Cor de grande concentração. Aromas de fruto maduro, notas licoradas e de tosta.
Boca de grande potência e estrutura. Um vinho para muitos anos. Um grndioso vinho.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O meu dia de Portugal

A convite do produtor de vinhos Dirk Niepoort, o dia 10 de Junho, dia de Portugal e das Comunidades, foi passado quase em exclusivo em torno dos nossos vinhos.
Nesta prova/evento, estava presente o critico de vinhos Norueguês, Tom Marthinsen, que se encontra em Portugal para escrever um livro sobre o nosso vinho.
A prova consistia em provar vinhos velhos, ou seja vinhos com pelo menos 14 anos. Nesta prova entravam vinhos desde 1925 a 1994, todos vinhos tranquilos brancos e tintos. na maioria quase todos os presentes foram contribuindo com preciosidades e raridades que se encontravam nas suas garrafeiras. O evento iniciou-se pelas 11 da manhã, para só terminar já noite dentro.

Os convivas:

Dirk Niepoort
Tom Marthisen
Helge Hansen (fotografo que acompanha Tom)
Luís Seabra
Nick Delaforce
Rita Ferreira
Vítor Claro
Luís Ferreira
Paulo Silva (Blog Vinho da Casa)
Nuno Gonçalves
Nina
Joana


Os Vinhos:


Brancos

Douro
Grandjó 1925
Marquis de Soveral 1967
Marquis de Soveral 1964
Ermida 1965
Marquis de Soveral 1958
Pérola Garrafeira 1980
Lamego 1963
Lamego 1964

Dão
Real Vinícola 1980
Centro de Estudos de Nelas 1994

Colares
Colares Chitas 1974


Tintos

Bairrada
Luís Pato 1980
Luís Pato 1985
Luís Pato 1988
Luís Pato Vinhas Velhas 1990
Luís Pato Vinhas Velhas 1992
Luís Pato Vinhas Velhas 1995
Sidónio Sousa Caves Valdarcos 185
Valdarcos Garrafeira 1985
Grupo dos 8 1988
Caves Montanha 1967
Adega Cooperativa de Souselas 1965

Bairrada/Dão
Buçaco Reserva 1983
Buçaco Reserva 1970
Buçaco Reserva 1962
Buçaco Reserva 1959

Palmela
Periquita 1970

Colares
Colares Visconde de Salreu 1933
Visconde de Salreu Garrafeira Particular 1968
Viúva José Gomes da Silva Reserva Velho 1965
Chitas 1968
Visconde de Salreu Garrafeira Particular 1967

Dão
Dão Pipas (63 ou 67, era assim o rotulo)
Dão Cabido 1970
Dão Cabido 1967

Alentejo
Mouchão 1962
Mouchão 1970
Quinta do Carmo Garrafeira 1986
Quinta do Carmo Garrafeira 1987

Douro e Trás os Montes
Evel Garrafeira 1964
Real Vinicola Granleve 1965
Vinha Grande 1962
Montaria 1966 (este vinho é da Taylor's)
Gramtom Garrafeira 1958
Marquis de Soveral Garrafeira 1958
Ferreirinha Reserva Especial 1974
Quinta do Côtto Bastardo 1973
Quinta do Côtto Bastardo 1974
Valle Pradinhos 1986



Ainda que fora do âmbito da prova, foram provados alguns vinhos estrangeiros e portugueses que iam sendo provados ao longo do dia e ao jantar, depois da prova principal:

Portugueses


Branco dos Cozinheiros 2004
Luis Pato Vinha Formal 2006
Luis Pato Vinha Formal 2007

Casa Agrícola Horácio Simões Moscatel Roxo Excellent
Delaforce Corte 1997 Vintage
Smith Woodhouse 1980 Vintage
Niepoort (Vinho de Família) 1927



Estrangeiros
Weingut St. Johannishof Erderner Pralat Riesling Auslese 1979
Egly-Ouriet Blanc de Noir Grand Cru
Giacomo Conterno Monfortino Barolo Riserva 1995
Domaine de la Romanée-Conti La Tâche 2002
Armand Rousseau Gevrey-Chambertin 2004
Armand Rousseau Gevrey-Chambertin 2005
Chateau Grand-Puy-Ducasse 1966
Coche-Dury Mersault 1999
Duplessis Chablis Les Clos 2000
R&L Legras Cuvée St Vincent 1996
Keller Westhofen Kirchspiel Trocken 2004
Macforbes Riesling RS9 2006
Donnhoff Niederhauser Hermannshohle Riesling Auslese 2001
Vega Sicilia Unico 1986


Foram estes os vinhos que acabaram por fazer parte do meu dia de Portugal, um dia que nunca esquecerei. Foi para mim fantástico quer pelo convívio, pela futebolada e pelos grandes e raros vinhos com que fomos presenteados. Existem nesta lista vinhos sublimes que me tocaram profundamente.

Algumas imagens:


Um alinhamento de sonho......


Alguns dos vinhos em prova


O autor deste blog


No comments!!!!


Os nossos brancos do antigamente


Classe mundial!!!!


Absolutamente divinal.....


Fantástico este Barolo. Full Power!!!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Dia 2 (18 de Maio) - Parte 3 de 3

Após a visita memorável à Casa de Santar dirigimo-nos para um dos mais badalados, pelo menos ultimamente, produtores do Dão. A Quinta das Marias
Numa Região onde praticamente todos os que produzem vinho são Portugueses com ligação à região ou que tenham investido nela e no vinho, existe um produtor Suíço que tem tido uma intensa e interessante aventura.
Peter Eckert é um apaixonado pelo vinho e pela sua Quinta. Contou-nos que teve várias hipóteses de comprar uma quinta em vários locais mas diz que a Quinta das Marias foi amor à primeira vista. É realmente um homem apaixonado em tudo o que faz, mas quando começa a falar de vinho e especialmente das experiências que vai fazendo na adega, então aí o brilho em seus olhos mostra o interior do seu coração.
Ora bem, depois de uma visita curta pela adega, até porque não é muito grande, e de nos mostrar as suas ultimas inovações e experiências, entramos então na provas de vinhos:


Brancos

Quinta das Marias Encruzado 2007
Aroma de intenso vegetal, com notas de de hortelã. Muito equilibrado e com excelente acidez, denota muita frescura.

Quinta das Marias Encruzado "Barricas" 2007
Mantém o perfil aromático do "sem barricas". Denota um vinho muito jovem que ainda não acalmou toda esta vertente vegetal. Boca de bom volume mas muito fresca e equilibrada. Denota um belo trabalho com a madeira. Um belo vinho

Rosés

Quinta das Marias Rosé 2007
Aromático, com notas de morango e alguma sugestão de rebuçado. Boca de frescura e boa acidez.


Tintos

Quinta das Marias Garrafeira 2005
Curiosamente não tinha a mesma intensidade que constatei da ultima vez, achei-o ainda fechado, até mesmo sisudo, mas isso terá eventualmente a ver com o facto de o vinho ter sido aberto no momento. Boca cheia e de potência. Termina longo

Quinta das Marias Alfrocheiro 2006
Muito interessante o perfil deste vinho. Não fosse a certeza de ser um Alfrocheiro, apostava na casta Pinot Noir. Muito delicado e elegante no aroma. Boca equilibrada e elegante. Uma surpresa.

Quinta das Marias Cuvée TT 2006
Aroma muito interessante e boa intensidade. Fruto maduro e especiarias. Boca de boa estrutura e intensidade.

Quinta das Marias Touriga Nacional 2006
Este era o vinho que ansiosamente esperava por provar, face ao sucesso do seu antecessor. Muito menos exuberante é a constatação a que cheguei de imediato. Mas e a qualidade? Bom, penso que ainda que eventualmente estará uns furinhos abaixo do 2005 mas não deixando de ser um belo vinho. 2006 continua a ser um ano, com derrotismo por parte dos nossos produtores, um ano difícil e isso pode ser a principal razão na pequena diferença entre as duas colheitas. Neste momento temos um aroma de fruto maduro, um aroma mais sóbrio mas que continua evidencias as notas florais. A estrutura e potência do vinho mantém-se.



Em jeito de resumo, continuo a achar que este produtor sabe muito bem o que está a fazer e mesmo o que quer no futuro. A curiosidade é o facto dos seus brancos de 2007 serem completamente diferentes dos anteriores, aliás completamente diferentes não, o Encruzado mostra é uma das suas outras facetas, a vegetal. Em breve estes brancos estarão muito melhores. A surpresa é um Alfrocheiro com invocações da casta Pinot Noir. No mínimo interessante.
Parece-me que este produtor consegue manter uma qualidade invejável mesmo em anos mais difíceis, o que é de louvar. Espero ainda que mantenha esta alma experimentalista e apaixonada pois é desse espírito que resultam os vinhos que tem feito.

Após a prova, fomos brindados com um fantástico jantar, na companhia de Peter e de sua adorável Esposa. Neste jantar pude verificar a cumplicidade dos vinhos da Quinta das Marias com a comida. O "Barricas", para as entradas de presunto e de queijo da serra, e o Garrafeira, para o cabrito, encaixaram na perfeição.

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