quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Quinta dos Carvalhais

Adquirida pela Sogrape em 1990, a Quinta dos Carvalhais tem-se batido por ser um dos maiores "players" do dão. A sua gama apresenta vinhos em todos os patamares de preço e possuem caracteristicas bem próprias. Hoje chego junto um dos seus brancos, o Colheita Seleccionada. (Imagem e resumo retirados de www.sogrape.pt)


Quinta dos Carvalhais Colheita Seleccionada Branco 2004
Produtor - Sogrape
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Feito a partir das castas Encruzado e Verdelho, este vinho estagiou, parcialmente, em meias pipas de carvalho francês novo.
Cor citrina esverdeada.
Aroma distinto, fresco e elegante com notas de fruto tropical, citrinos, verdura, flores e integração perfeita de notas da barrica.
Excelente na boca, este branco mostra a conjunção de um belissimo corpo, uma acidez perfeita e um final longo e delicioso.
Um vinho delicioso de beber, delicioso pelo preço que custou e delicioso porque felizmente ainda tenho mais. Obrigatório
Nota 17,5

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Seara D'Ordens - Brancos e Rosé

Ora aqui está um produtor pelo qual tenho ansiado por provar os seus vinhos. Mas antes um pouco de história, por sinal deliciosa:
Estávamos nos finais do Séc XVIII quando a família Leite adquiriu uma grande extensão de terreno perto de Seara de Poiares.
O seu proprietário, fascinado com a beleza do local e com sua localização, prontamente investiu nos acessos à propriedade e na plantação de vinha, oliveiras e amendoeiras.
Anos mais tarde seu filho, apesar de militar de carreira, nunca deixou de se preocupar com a propriedade e sua evolução.
Chegou a Comandante do quartel de Lamego, mas mesmo assim passava muito tempo na sua propriedade de Seara. Durante a sua ausência no quartel eram enviados Soldados à Seara para receber ordens de seu Comandante. Os populares, admirados pela passagem dos Soldados a cavalo perguntavam:
Para onde vão?
Ao que os Soldados respondiam: Vamos à Seara receber ordens do Comandante.
E então a partir dessa altura o local passou a chamar-se de:

Quinta da Seara D'Ordens

(informação retirada de www.quintasearadordens.pa-net.pt)




Quinta da Seara d'Ordens Reserva Branco 2006
Produtor -
Quinta da Seara d'Ordens
Região - Douro
Grau - 13% vol
Feito a partir das Castas Malvasia Fina, Rabigato e Fernão Pires, este vinho fermentou em barricas de carvalho francês por 6 meses.
Apresentou uma cor bonita cor citrina.
Muito bem no nariz. Delicado e amplo este nariz mostrou uma belíssima performance onde se apresentaram notas de algum fruto, amêndoa e algum vegetal que se enquadravam num sedutor fundo baunilhado.
Na boca também muito bem. Gordo, fresco e macio, este vinho manteve o seu pendor vegetal e frutado com perfeita integração das notas de barrica.
Confesso que gostei muito deste vinho. Tem tudo o que precisa para ser apreciado, incluindo um preço maravilhoso (menos de 10€). Ainda que seja um branco mais de inverno, pareceu-me ter frescura suficiente para ser apreciado na meia estação. Muito bem.
Nota 16


Quinta do Carqueijal Branco 2007
Produtor -
Quinta da Seara d'Ordens
Região - Douro
Grau - 13% vol
Feito a partir das castas Malvasia Fina, Cerceal e Fernão Pires, este vinho passou 3 meses em cubas de inox e 2 meses em garrafa.
Cor palha.
Realmente provar vinho assim tão novos reveste-se de algum interesse face à exuberância que estes apresentam. Nariz intenso de hortelã que quase que tapa qualquer aroma citrino que lá atrás se esconde.
Na boca é muito fresco, mostra "substância" e descortina mais um pouco de fruta.
Ainda está muito vegetal e penso que poderá "amainar" estes ânimos. Voltarei mais lá para o verão, a ele. No entanto....quem quer um branco para o seu dia a dia de verão? Nem mais...aqui está.
Nota 14



Quinta do Carqueijal Rosé 2006
Produtor -
Quinta da Seara d'Ordens
Região - Douro
Grau - 12,5% vol
Feito a partir das castas Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional, este rosé estagiou por 4 meses em cubas de inox e 2 meses em garrafa.
Bonita cor rosada.
Intenso no nariz, encontramos um vinho com belíssimas notas de morango e framboesa que se misturam com sensações florais e vegetais.
Na boca tem dimensão, tem frescura e acima de de tudo tem forma de agradar. Termina com boa persistência e bastante saboroso.
Para mim um dos melhores rosés. Bem feito, muito fresco e com cativante exuberância. Um must

Nota 15

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Luis Pato e Vinhas Velhas


Luís Pato é sem margem para qualquer dúvida um nome incontornável do panorama vínico Nacional e particularmente da Bairrada, ainda que por determinadas vissicitudes ostente nos seus rótulos a denominação Regional Beiras.
Situada no coração da Bairrada, toda a máquina de produção de Luís Pato conta com uma bonita , e acima de tudo funcional, adega bem como toda uma panóplia de castas plantadas, onde se contam as castas Baga, Touriga Nacional, Maria Gomes, Arinto, etc.
Luís Pato foi, é e será sempre, o que mais "puxará" pela aceitação universal da Casta Baga, uma casta bem difícil mas que pode resultar em vinhos extraordinários se tivermos paciencia e "vistas Largas". No entanto este produtor é bem mais que isso e nos brancos terá também uma palavra a dizer.



Luís Pato Vinhas Velhas Branco 2007
Produtor - Luís Pato

Região - Beiras

Grau - 12% vol

Feito a partir das castas Bical, Cerceal e Sercialinho este fermentou em cubas de inox e em pipos de castanho por 4 meses.
Apresenta uma brilhante cor amarelo palha.
Aroma intenso e com alguma complexidade que nos brinda com excelentes notas de citrinos, e vegetais que se associam a notas de baunilha muito bem integradas no conjunto.
Na boca está muitíssimo bem. Mostra untuosidade que baste, excelente acidez e assinalável frescura que acompanha com boa persistência final.
Um branco bem mais sério que o Maria Gomes, que se apresenta muito bem desenhado e com uma frescura e baixo grau assinaláveis. A não perder.
Nota 16



Luís Pato Maria Gomes 2007
Produtor - Luís Pato
Região: Beiras
Grau - 12% vol
Feito, maioritariamente, a partir de casta Maria Gomes (Fernão Pires) e com algum Arinto, este vinho fermentou em cubas de inox.
Apresenta uma brilhante cor amarelo palha.
Aroma exuberante e intenso onde de imiscuem notas de fruto em calda, algum citrino sob ligeiro pendor vegetal. Curiosamente ainda lhe encontrei notas anisadas.
Na boca é bem macio, directo e extremamente fácil de beber. Sem defeitos.
Um vinho bem feito, que no meu entender peca pela falta de alguma acidez que garantisse ainda mais frescura ao conjunto, no entanto face à baixa percentagem de álcool podemos afirmar que este é um branco para o verão e ainda por cima nosso amigo.
Nota 14,5

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Porto Tawny Graham's 40 Anos

É para mim sempre um desafio provar um Vinho do Porto, uma vez que não consigo separar a grande paixão que tenho por estes vinho. Ainda assim provo-o sempre com o devido respeito, para mais quando provo um vinho algo raro e que poucas vezes se tem a possibilidade de o beber.
O Graham’s 40 anos é produzido a partir de vinhos da mais alta qualidade que, após cuidadosa selecção, são envelhecidos em cascos de carvalho de 534 litros até ser atingido o pico de maturação. Estes vinhos encontram-se entre os mais exigentes e desafiantes estilos de Porto. Produzi-lo requer do enólogo grande perícia e anos de experiência, quer na vinificação quer na elaboração de lotes. É essencial encontrar o equilíbrio correcto entre a delicadeza e a elegância que resultam do prolongado envelhecimento em casco, e simultaneamente preservar a qualidade da fruta, que empresta a este Tawny envelhecido a sua estrutura e longevidade. (2º Paragrafo retirado de http://www.grahams-port.com).



Porto Tawny Graham's 40 Anos
Produtor - Syminton Family
Região - Porto
Grau - 20% vol
De lindíssima cor âmbar com rebordos esverdeados.
Aroma muitissimo complexo com curiosas notas de citrinos, algum pessego, caramelo, baunilha e toffee que fazem deste 40 anos um vinho muito sedutor.
Na boca é denso, untuoso, aveludado mas ainda assim que impressiona pela sua frescura. O seu final é de pura classe pois prepare-se para ficar com ele durante muito, mas muito tempo.
Os Tawny's de 40 Anos na generalidade contam-se entre os melhores Vinhos do Porto. Obviamente respeitando os perfis de cada casa podemos gostar mais de uns que de outros, no entanto este Graham's é pura e simplesmente um vinho do tamanho do Mundo. Um vinho maravilhoso.
Nota 18,5

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Herdade da Malhadinha Nova - Brancos

Estou de volta a este produtor, mas desta feita com a prova de brancos.


Malhadinha Branco 2006
Produtor - Herdade da Malhadinha Nova
Região - Alentejo
Grau - 14,5% vol
Feito a partir das castas Antão Vaz (60%), Arinto (20%) e Chardonnay (20%), este vinho estagiou por 5 meses em barricas novas de carvalho francês.
Apresentou uma brilhante cor dourada.
Nariz amplo, rico e complexo, onde encontramos a notas de fruta branca, algum citrino, sensação vegetal e subtis fumados da barrica. O Aroma por si não é exuberante mas cativa pela frescura que apresenta.
Na boca é cheio e gordo, com notas de barrica muito bem integradas e onde se destaca uma acidez muito bem colocada sobre um final longo e prazenteiro.
Um belíssimo branco alentejano que peca apenas por algum "calor" evidente. De todas as vezes que o provei, esta foi a melhor prova, o que me faz supor que tem vindo a ganhar qualidades e que me permitirá afirmar que ainda tem potencial.
Nota 17



Antão Vaz da Peceguina
Produtor - Herdade da Malhadinha Nova
Região - Alentejo
Grau - 14% vol
Feito a partir da Casta Antão Vaz, este extreme apresentou uma cor palha carregada.
Nariz com alguma exuberância a mostrar que não é esta a sua estação. Predominam os aromas de fruto e alguma frescura que tornam o vinho bastante agradável.
Na boca mostra boa dose de corpo remetendo-nos para um vinho cheio de final mediano.
Um bom Antão Vaz, bem feito e que proporciona bons momentos. Acho que a primavera poderá ser a sua altura de ouro.
Nota 14,5

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