terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Herdade da Malhadinha Nova - Tintos

A Herdade da Malhadinha é para mim sinónimo de inovação, empreendedorismo, bom gosto e sobretudo muita paixão. É curioso verificar como começou e no que está transformada agora.
Nesta Herdade nem tudo é vinho, mas praticamente tudo gira à volta desta paixão pelo vinho. Encontramos criações de animais com certificação, Enoturismo e inserido neste, a perola do Baixo Alentejo, um Country House e Spa.
Fruto da paixão da Família Soares (Garrafeira Soares), a Herdade da Malhadinha surge em Albernôa, a escassos 20 quilómetros a sul de Beja. Nesta herdade com os seus 200 hectares e com uma adega extremamente funcional, são vinificados 150 000 litros ao ano. Os seus solos são xistosos, onde foram plantadas as castas tintas de Touriga Nacional, Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon e Alfrocheiro, sendo que nas brancas temos Arinto, Antão Vaz, Roupeiro e Chardonnay.


Malhadinha 2005
Produtor - Herdade da Malhadinha Nova
Região - Alentejo
Grau - 14,5% vol
Este vinho foi feito a partir das castas, Alicante Bouschet, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Syrah e Touriga Nacional e estagiou por 14 meses em barricas novas de carvalho francês, de 225 Llts.
Apresentou uma bonita cor Rubi.
Longe de grandes extracções que apresentam alguns vinhos de topo alentejanos, este Malhadinha apresenta um aroma bem sóbrio e vincado, com fruta madura, as sempre bem vindas especiarias, algum vegetal e excelentes notas de barrica que introduzem intensidade ao conjunto aromático.
Na boca ainda que o pendor se mantenha frutado, este vinho é bem mais que isso e apresenta-se no seu conjunto um vinho pleno de frescura, com corpo e com excelente acidez e taninos.
Penso sinceramente que estamos na presença de um belo vinho que está mais elegante que as edições anteriores mas que precisa ainda de alguma definição e consistência nas suas colheitas. Face às pessoas envolvidas neste projecto, não tenho duvidas que em breve será alcançado.
Nota 17


Monte da Peceguina 2006
Produtor - Herdade da Malhadinha Nova
Região - Alentejo

Grau - 14% vol

Este vinho foi feito a partir das castas, Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Trincadeira e Syrah, e estagiou parcialmente por 6 meses em barricas de carvalho francês, de 225 Llts.
Apresentou-se com uma cor rubi.
No nariz esta um vinho muito intenso onde predominam as notas de fruto vermelho maduro e onde se apresentam notas especiadas sob um fundo de sensação de café. No entanto, toda esta intensidade também mostra algum do seu "calor" alcoólico, tornando este nariz algo quente.
Na boca está um vinho muito macio, redondo e bastante agradável que termina com sabor e novamente algum calor.
Ainda que seja algo quente este vinho pareceu-me muito bem feito e com boa intensidade, pelo que o recomendo para acompanhar refeições.
Nota 15

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Subsídio

Esta Casa possui a sua Quinta no Alto Alentejo, Distrito de Portalegre e concelho de Monforte. Com relevo suave e solos graníticos é em grande parte revestida por um montado de azinho e sobro, com alguns afloramentos rochosos. É limitada por duas ribeiras, que para além de contribuirem com recursos hídricos para a vinha, conferem também beleza paisagística.
Na vinha estão plantadas as castas, Syrah, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Alicante Bouschet. (Informação retirada de www.limamayer.com)
Como Informação suplementar, no seu site, por sinal muito bem feito, já tem o desenho da loja online do produtor.


Subsídio 2006
Produtor Lima Mayer e Companhia
Região - Alentejo
Grau - 14& vol
Feito a partir das castas, Syrah, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet, este vinho estagiou por 8 meses em inox e ainda 2 meses em garrafa.
Apresentou uma cor rubi de boa concentração.
De inicio, tudo muito escondido, inclusive tive que esperar cerca de 15 minutos até que começassem-se a desembrulhar aromas. Aberto o caminho, os aromas compotados são os primeiros a chegar sendo de seguida acompanhados por notas de leite condensado cozido.
Na boca uma boa estrutura permite que este vinho nos envolva as paredes bucais com seu liquido macio e redondo.

Irmão mais novo e mais simples, este subsidio não o deixará ficar mal, aliás tendo em conta que o seu preço rondará os 5€, tem todas as condições para ser o seu parceiro do dia a dia.
Nota 15

Lima Mayer

Esta Casa possui a sua Quinta no Alto Alentejo, Distrito de Portalegre e concelho de Monforte. Com relevo suave e solos graníticos é em grande parte revestida por um montado de azinho e sobro, com alguns afloramentos rochosos. É limitada por duas ribeiras, que para além de contribuirem com recursos hídricos para a vinha, conferem também beleza paisagística.
Na vinha estão plantadas as castas, Syrah, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Alicante Bouschet. (Informação retirada de www.limamayer.com)
Como Informação suplementar, no seu site, por sinal muito bem feito, já tem o desenho da loja online do produtor.


Lima Mayer 2005
Produtor - Lima Mayer e Companhia
Região - Alentejo
Grau - 14% vol
Feito a partir das castas Syrah, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Alicante Bouschet, este vinho estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.
Apresenta-se com uma cor rubi carregada, quase opaca.
No ataque a sugestão da presença do Alicante é inolvidável e passa o testemunho para um aroma intenso e quente onde se sobressaem as notas de fruta madura e algum morango, que se aliam a notas interessantes de noz moscada e de boa barrica.
Na boca está muitíssimo bem. Mostra estrutura, está muito equilibrado e apresenta uns jovens taninos nobres que antecedem um final bem gostoso.

Ora aqui está um belíssimo vinho Alentejano de que gostei muito. O preço andará entre os 11 e 15€, que se ajustam na perfeição à qualidade que apresentou. Decante-o antes das refeições pois este, no segundo dia ainda estava a melhorar. Guarde algumas garrafas pelo menos nos próximos 2 anos.
Nota 16

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Castelinho Vintage 1997

Quinta do Castelinho Vintage 1997
Produtor - Quinta do Castelinho
Região - Porto
Grau - 20% vol
Cor rubi com rebordos violáceos.
Nariz de requinte com notas de figos e de ameixas soberbamente acompanhadas por notas de bolo inglês, baunilha e fundo de especiaria.
Na boca é cheio e ainda um pouco rebelde a mostrar que tem taninos de bom porte que nos dizem que o melhor ainda está para vir. No entanto o final é no meu entender curto demais para o que mostra o restante. Pura e simplesmente em milésimos de segundo cai a pique.
Não sei se será a "fase estúpida" dos vintages, mas acho este final algo deslocado do vinho em si, que ainda assim deu muito prazer de beber.
Nota 16,5

Pellada

Quinta da Pellada 1999
Produtor - Álvaro Castro
Região - Dão
Grau - 12,5% vol
No contra-Rotulo a indicação de que o vinho estagiou por 5 meses em carvalho americano.
Cor granada com rebordos atijolados.
No nariz tudo começou com notas de couro num aroma algo confuso e pouco limpo. Tive de esperar alguns minutos até tornar-se num aroma limpo e muito interessante, com notas de fruta acompanhadas com notas vegetais e especiadas e de repente um vinho que parecia desinteressante começa a melhorar e inclusive no 2º dia onde dominavam as notas mentoladas.
A coisa parecia muito bem encaminhada até que levando o vinho à boca, esta mostrou-se em completa discordância com a sua outra metade. Vinho muito mas muito macio, onde se pedia algo mais vivo, e onde parece que existiu ali algo só já só lá esta o seu lugar vazio, ou seja falta qualquer coisa que alegre.
Ainda que a boca não cumpra com o que o vinho prometeu, não é razão para que não travemos conhecimento com este vinho.
Nota 15,5

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