terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Revisitando Pradinhos em branco

Valle Pradinhos Branco 2005
Produtor - Maria Antónia Mascarenhas
Região - Trás-os-Montes
Grau -14% vol
Feito a partir das castas Gewurztraminer, Riesling e Malvasia fina este vinho apresenta uma côr palha carregada.
No nariz, o vinho está marcado pela Gewurztraminer onde apresenta imensas notas de lychias, flores, notas anisadas e um refrescante fundo vegetal que parece querer também ele mostrar-se e que dá um toque especial no meio de tanta doçura.
Na boca é cheio, com volume mas impressiona pela marcante acidez, subtil amargor final e ainda pela frescura e comprimento final.
Adorei poder revisitar este vinho, que por tantas vezes o bebi aquando da sua saída. Está bem e recomenda-se, no entanto não beba todas pois acho que ainda está para durar mais qualquer coisinha. Eu pelo menos vou guardar a ultima que ainda tenho.
Nota 16,5

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Quinta do Alqueve Tradicional

Quinta do Alqueve Tradicional 2005
Produtor - Pinhal da Torre
Região - Ribatejo
Grau - 13% vol
Produzido pelo processo tradicional de curtimenta, este vinho foi feito a partir das castas Touriga Nacional, Trincadeira, Tinta Roriz e Castelão, e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.
Brilhante e translucida cor rubi. No nariz apresenta uma boa dose de fruto silvestre, onde salientamos bagas vermelhas frescas maceradas, depois, é a vez do caramelo, das especiarias e uma sensação reconfortante de calor a mostrarem serviço e um final onde os fumados da barrica mostram o seu ar de graça.
Na boca, apresenta-se-nos um vinho completamente redondo com taninos macios e saborosos, que se mostra com final de boa persistência e intensidade.
Um vinho muito bem feito e pronto a pedir para ser bebido desde já, pois neste momento está a "dar cartas".
Nota 16

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Poças

Poças Vintage 1996
Produtor - Poças
Região - Porto
Grau -
O de ano 1996 não terá sido um grande ano de vintage, no entanto é para mim sempre importante que se passem de vez em quando a revista por estes vintages cujo preço é bem menor e portanto provavelmente ainda existirão em muitas garrafeiras e casas.
Carregado na cor. Aroma de muito figo e passa aliados a uma vertente química e especiada.
Na boca está absolutamente pronto para nos dar aquilo que queremos dele, ou seja prazer. Macio e aveludado, este vintage mantém uma boa estrutura e um final muito saboroso. Atravessa um bom momento. A satisfação essa, é garantida.
Nota 17

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Em 2002 Jorge Roquette (Quinta do Crasto) e Jean-Michel Cazes (Château Lynch Bages), decidiram criar uma joint venture vínica para poderem fazer um grande vinho no douro. O que se pretendia era fazer um vinho a partir das castas do Douro mas com a experiência da Casa Cazes. Nasce então, em 2003, uma estrela no Douro.......o Xisto.


Xisto 2004
Produtor - Roquette e Cazes
Região - Douro
Grau - 14% vol
Este vinho teve a participação dos enólogos de cada uma das casas, Susana Esteban pelo Crasto e Daniel Llose por Lynch Bages. Feito a partir das castas Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (15%) e Tinta Roriz (25%), este vinho estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês (60% novas e 40% com 1 ano).
Apresenta uma cor carregada. Intenso no nariz, este vinho apresenta aromas de fruta muito madura, onde se destacam a ameixa e a amora, o eterno pendente floral e sugestões de café.
Na boca o mote é a elegância como aliado de uma certa potência. O vinho é extremamente equilibrado e macio e dá desde já uma prova em pleno. Termina longo e com classe.
Um vinho arrebatador que não me deixou indiferente. Um grande vinho que permite-nos dizer que assim, venham mais parcerias destas.
Nota 18

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

"Oásis" no Torrão

Este foi um dos produtores de vinho que mais me surpreendeu, pelo segundo ano consecutivo, no ano de 2007. Surpreendeu-me por se tratar de um produtor audaz e que não teve receio de fazer vinhos da maneira que sempre quis. Estou a falar da Herdade do Portocarro, a alma e sonho de José Mota Capitão.
Ainda que o torrão se encontre já bem no litoral alentejano, a Herdade do Portocarro está integrada numa exploração agrícola que se situa dentro da Região Demarcado Terras do Sado. Situa-se junto à aldeia de S. Romão, na Freguesia do Torrão. Conta com 142Ha onde passa tranquilamente o Rio Sado e onde em tempos remotos, época romana, serviu de porto de carga e descarga.
A vinha, plantada em 2003, ocupa 12Ha e é composta pelas castas Cabernet Sauvignon, Aragonêz, Alfrocheiro Preto, Sangiovese, Petit Verdot, Touriga Franca e Touriga Nacional.

Herdade do Portocarro 2005
Produtor - José Mota Capitão
Região - Terras do Sado
Grau - 14% vol
Feito a partir das castas Aragonês (30%), Alfrocheiro Preto (30%), Cabernet Sauvignon (30%), Touriga Nacional (5%) e Touriga Franca (5%).
Cor rubi. Nariz algo quente onde se mostram frutas maduras, muita especiaria e notas de barrica.
Na boca o vinho é muito prazenteiro, onde mostra uma prontidão eficaz, com taninos domados e acidez bem colocada.
Não sendo propriamente um vinho para o dia-a-dia, este Herdade do Portocarro vai com toda a certeza agradar. A mim agradou e tenho-o como um bom vinho.
Nota 15,5


Anima L5
Produtor - José Mota Capitão
Região - Sem região associada por se tratar de um vinho de mesa
Grau - 14% vol
Feito a partir da casta Sangiovese.
De uma bonita cor rubi. O seu antecessor foi um dos vinhos que mais gostei de provar, no entanto ao provar este, fico com a sensação que tudo o que caracterizava o seu antecessor está agora aqui outra vez, mas desta feita numa visão diferente. No início mostrou-se algo tímido, fechado. Tudo o que este vinho tem está escondido, no entanto não tardam em começar a aparecer as notas de cereja, as notas de côco e caril. Não sei se teremos vinho tão exótico como este em Portugal.
Na boca, começam as diferenças para o seu antecessor. O vinho mantém a mesma linha de pensamento, mas desta feita está mais vinho, está menos pronto é certo, mas está com mais capacidade evolutiva. Os taninos mantêm-se nobres mas são agora mais rebeldes e mais atrevidos.
Em suma, mantenho a minha convicção de se tratar de um belíssimo vinho que ainda peca pela pouca tiragem.
Nota 17,5


Antes de mais, gostaria de vos apresentar o novo vinho da casa. O Cavalo Maluco.
Cavalo Maluco (Crazy Horse) foi um grande chefe Sioux que resistiu à ocupação e destruição das terras e cultura do seu povo pelos pioneiros americanos. Mesmo depois de Preso permanceu sempre fiél às sua crenças e código de honra.
José mota capitão quis com este vinho prestar homenagem a todos os Cavalos Malucos deste mundo. Neste sentido, cada ano de Cavalo Maluco vai ser dedicado a uma personalidade que encarne o espírito do vinho, pelo que as suas iniciais farão parte do rótulo e o seu nome do contra rótulo. A primeira edição do Cavalo Maluco é dedicada a Luis Mota Capitão, pai do produtor.


Cavalo Maluco 2005
Produtor - José Mota Capitão
Região - Terras do Sado
Grau - 14% vol
Feito a partir das castas Touriga Franca (45%), Touriga Naciona (45%) e Petit Verdot(10%).
Praticamente opaco na cor. No nariz mostra-se um vinho extraído onde se sobressaem notas de fruta densa e notas licoradas. Entretanto começam por aparecer as notas de cacau e bergamota apoiadas sobre notas de barrica muito bem integradas.
Na boca é denso, cheio, encorpado mas ao mesmo tempo mostra-se dócil, com taninos nobres que completam um quadro de harmonia.
Este será provavelmente um dos vinhos mais interessantes que tive a oportunidade de beber e provar. Interessante por vir de uma região que nem sempre nos trás algo de novo, interessante por vir de uma terra onde até há bem pouco não tinha qualquer referência digna de registo e finalmente interessante porque vem de um produtor que se iniciou nestas lides há bem pouco e tem no seu portfólio vinho notáveis como este cavalo maluco. Belo vinho, bela homenagem a Luís Mota Capitão.
Nota 17,5

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