sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Mitico Barca Velha

O nome Barca Velha é conhecido pelos quatro cantos do nosso país, e não só, como sendo o nosso vinho estandarte. Produzido pela Casa Ferreirinha, agora pertença da Sogrape, o Barca Velha já era considerado assim, ainda quase não existiam vinhos tranquilos no Douro.
Este nobre vinho deverá ter estado presente em algumas das maiores tomadas de decisão em Portugal e nas mais importantes recepções que cá ocorreram e é hoje em dia símbolo de prestigio e alvo de cobiça.
Foi criado em 1952 e até ao dia de hoje foram lançadas apenas 15 edições deste vinho. Em 1952, 1953, 1954, 1957, 1964, 1965, 1966, 1978, 1981, 1982, 1983, 1985, 1991, 1995 e, o mais recente, e que agora provo, o 1999.


Barca Velha 1999
Produtor - Casa Ferreirinha
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Feito a partir das castas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinto Cão, provenientes da Quinta da Lêda e de outras quintas. Estagiam em barricas novas de carvalho francês por 12 a 18 meses, em Vila Nova de Gaia.
Lindíssima cor rubi carregada, onde não mostra sinais de evolução. No nariz mostra todo o esplendor da fruta madura onde descortinamos a cereja preta, o cassis e a amora que são complementados com notas de especiaria, apontamentos florais e com algum arejamento, intensas notas de boa barrica.
Na boca, um jovenzinho de contrastes, assim como o Douro que o viu nascer. Aguerrido mas suave, elegante mas estruturado, este vinho apresenta-se sedoso e incrivelmente intenso no seu final.
Um vinho com 8 anos que ainda nem sequer tem todos os seus componentes integrados na perfeição. Ainda assim sinto-me feliz por o ter conhecido nesta fase de jovialidade e rebeldia. Se por um lado, alguns dos Barca Velha anteriores me deixaram de certa maneira algo indeciso, este por seu lado não me deixa margem para dúvidas pois, é um Grande Barca Velha, um Grande vinho e um Grande Douro.
Nota 18,5

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A Baga segundo Luis Pato

Luís Pato é um nome incontornável do panorama vínico Português. Obviamente que este reconhecimento se deve à qualidade de seus vinhos mas penso que também pelo facto de ser actor principal na luta diária pelo reconhecimento dos vinhos Bairradinos e da sua Casta Rainha, a Baga.
A vinha Barrosa é uma vinha, da Casta Baga, com mais de 80 anos, que se situa na freguesia de Aguim, e que se encontra rodeada por floresta de pinheiros e eucaliptos.


Vinha Barrosa 1996
Produtor - Luís Pato
Região - Bairrada
Grau - 13% vol
Feito a partir da Casta Baga, este vinho estagiou por 12 meses em pipos de carvalho francês Allier. Numa das vezes que estive na adega do Luís Pato, dizia-me que estes vinhos mostravam o seu potencial com 10 anos de guarda. Na realidade este vinho está agora a dar os seus primeiros passos, pois não imagino que seria bebível quando foi lançado no mercado. A cor não mostra muitos sinais de envelhecimento. A fruta começa agora a mostrar-se, a caruma, a sensação de frescura pela mineralidade do vinho e o aroma de terra intenso indiciam um vinho de estirpe superior.
Na boca é de salientar juventude para um vinho com mais de 10 anos e onde a acidez e os taninos são o esqueleto que suporta todo este magistral liquido.
Um Grande Baga e um Grande Bairrada, por muitos mais anos.
Nota 17,5

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Hero dos Avós

Inicialmente conhecido como uma das primeiras industrias de moagem de cereais do Concelho de Palmela, o Monte ou Moinho de Castanheiro dedica-se actualmente, em exclusivo, à produção e comercialização de vinhos. No seguimento da já longa tradição familiar, os actuais responsáveis pela Hero do Castanheiro representam a quarta geração de produtores.
A vinha, dividida em 3 parcelas, está situada numa das melhores áreas do Concelho de Palmela. Os terrenos são arenosos e estão ocupados, quase exclusivamente(95%), pela casta Castelão.


Hero do Avós Garrafeira 2001
Produtor - Monte do Castanheiro
Região - Palmela
Grau - 14% vol
Feito a partir da casta Castelão Francês, este garrafeira estagiou, segundo o contra-rótulo, por 12 meses em carvalho francês.
Cor granada a mostrar ligeira evolução. No nariz mostra ao primeiro impacte uma invejável mineralidade que torna tudo muito mais apelativo. Depois é tempo de mostrar a fruta silvestre, algum leite, muita especiaria e belíssimas notas de barrica.
Na boca, um vinho macio, fresco, muito equilibrado e acima de tudo saboroso e intenso. Termina intensamente.
Delicioso, é o adjectivo que melhor enquadra este vinho. Os anos não parecem passar por ele e aí está para as curvas. Está no ponto este belo exemplar de Castelão Francês.
Nota 17

Billecart-Salmon

Confesso que quanto mais bebo champagne mais viciado fico neste tipo de vinho. Embora goste muito de alguns espumantes feitos em Portugal, é no champagne francês que encontro os melhores vinhos e os "State of the Art". Desta feita, uma incursão pela casa Billecart-Salmon.
"Em 1818, Nicholas François Billecart e sua esposa Elisabeth Salmon fundaram a sua casa de Champagne em Mareuil-sur-Ay, onde a sua família estava estabelecida desde o Século 17.
Cerca de 200 anos depois, na actualidade, a sétima geração mantém-se em Mareuil-sur-Ay e a sua independência como casa de Champagne." (Informação retirada, e traduzida, do Site www.champagne-billecart.fr)


Champagne Billecart-Salmon Brut Réserve
Produtor - Billecart-Salmon
Região - Champagne (França)
Grau -
Feito a partir das castas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier, apresentou uma bonita cor palha com perlage média e boa persistência. No aroma surgem de imediato os aromas de citrinos e fermento com notas de tosta como pano de fundo. O aroma é muito persistente e fresco.
Na boca mostra-se um pouco austero e seco mas ainda assim um fresco e bem vivo champagne. Excelente acidez e persistência final.
Para o preço a que se costumam encontrar os mais usuais Champagnes, este é uma na minha opinião um excelente compra face à qualidade apresentada.
Nota 17


Champagne Billecart-Salmon Brut Rosé
Produtor - Billecart-Salmon
Região - Champagne (França)
Grau -

Feito a partir das castas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier vinificadas como vinho branco e um percentagem do Pinot Noir vinificada como tinto.
Lindíssima cor salmão com perlage finíssima. Começa o vinho a escorrer no copo e começamos imediatamente a salivar, tal a apresentação da cor e do perfume que emana. Notas de morangos, de fruto silvestre, de citrinos, brioche e flores são a componente deste exuberante aroma.
Na boca a textura que nos confere um vinho suave, ainda que encorpado, um vinho delicado e fantasticamente fresco. Todo este esplendor termina com uma persistência longuíssima.
O que dizer de um champagne de crivo superior? Que venham mais como este ou deste :).
Nota 18


Este foi o meu primeiro encontro com os vinhos desta casa e a ver pelas minhas impressões, fiquei fã. Atenção que estes 2 vinhos são a entrada de gama da Casa Billecart-Salmon pelo que, a ver por estes, o que vem a seguir.......

Crasto Roriz

Quinta do Crasto Tinta Roriz 1997
Produtor - Quinta do Crasto
Região - Douro
Grau - 14% vol
Cor Granada. Para um vinho com 10 anos, apresentou-se em impecáveis condições. Muita fruta de cereja e framboesa, muita especiaria e a terminar com sugestões de rebuçado e algum vegetal que faziam as delicias deste aroma que começava a cativar logo no nariz.
Na boca novamente motivos de alegria, com o vinho a mostrar-se macio, sedoso, ainda com excelente acidez e taninos nobres.
Que vinho mais guloso. Acho que está no auge da sua vida util mas ainda dá boas indicações para o futuro. Eu pelo menos vou já tratar de arranjar novas "recargas" deste vinho.
Nota 17,5

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