domingo, 14 de outubro de 2007

Um vinho Esmerado

Esmero 2003
Produtor - Rui Xavier Soares
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Este vinho nasce a partir de uma pequena parcela com menos de 1 hectare, de vinha muito velha com cerca de 80 anos. O lote é constituido por Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e ainda, mas com menor expressão, o Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Tinto Cão, entre outras.
Com uma bonita cor carregada, este vinho premeia-nos com aroma de fruta vermelha madura onde se destacam as amoras, groselhas e framboesas, sugestões florais, especiarias (canela e pimenta) e ainda notas de café. Na boca está um vinho cada vez mais elegante à medida que os anos passam, está cada vez mais guloso, mais bonito. Está realmente melhor que ultima vez que o tinha provado, na sua apresentação no Tavares, e penso que ainda poderá melhorar apesar de já estar fabuloso. Nota-se que foi feito com esmero.
Nota 17,5

Channel nº 5

Quinta das Marias Reserva Touriga Nacional 2005
Produtor - Peter Viktor Eckert
Grau - 15% vol
Não é obviamente do perfume per se que estou a falar, mas decerto que aqueles que já tiveram a oportunidade, aliás o privilégio de provar este vinho saberão do que estou a falar.
De côr ruby carregada este foi um vinho que me emocionou. No nariz é puro perfume, altivo, brilhante, este vinho mostra-nos o que de melhor esta casta representa, o floral intenso, as bolachas de gengibre e de canela, a compota e a terminar um conjunto sedutor as notas de barrica, enfim um colosso. Na boca todo ele é fino, ainda perfumado e guloso. Um grande mas grande dão. Como já disse noutro vinho.....quase perfeito. Parabéns porque se tem deste Quinta das Marias guardado, é um privilegiado.
Nota 18

sábado, 13 de outubro de 2007

Alentejo nos Anos 90

A ideia era de poder verificar como estariam os vinhos alentejanos que foram feitos na década de 90. Teriam envelhecido bem? Estariam já os chamados "vinagres? Obviamente que o espectro da amostra não permitiria tirar grandes conclusões, no entanto ficaria com uma ideia de como estão alguns deles. Assim foram provados vinhos de 1996, 97 e 99 cujo alinhamento foi o seguinte:

Cartuxa Colheita 1999
Produtor - Fundação Eugénio de Almeida
Região - Alentejo
Quem não conhece este vinho? Pois bem, penso que quase todos saberão responder a este pergunta. Este vinho é já um dos consagrados do panorama viníco português e foi até por causa de um seu antecessor que me apaixonei novamente pelo vinho. Sempre foram vinhos que dariam a ideia de que iriam durar uns bons anos. Vejamos então este......
Provado em prova cega. Na côr tira-se logo o indício que o vinho tem já alguma idade, no nariz este vinho mostra também idade, com notas de fruta vermelha e depois apontamentos de cedro, acetona, couro, algum café e caramelo. Na boca está um vinho completamente feito, completamente macio a denotar provavélmente que a sua melhor altura para ser bebido já terá passado.
Nota 16


José de Sousa Mayor 1999
Produtor - José Maria da Fonseca
Região - Alentejo
Este será outro dos grandes nomes desta região. É proveniente das vinhas velhas plantadas pelo Sr José Rosado Fernandes (aquele que fez os célebres Tinto Velho) por volta de 1950 em Reguengos. É feito a partir das castas Trincadeira, Aragonez e Grand Noir.
Provado em prova cega. Apresenta uma côr também a demonstrar algum envelhecimento. No nariz está um vinho mais completo e mais jovial, monstrando no ataque notas de caramelo e bolacha, que depois dão lugar às cerejas, framboesas e alguma compota para terminar com sugestões de cedro, e verniz. Na boca é sedoso, macio, um vinho que mostra que está pronto para ser consumido, um vinho que envelheceu bem mas que se calhar não quer envelhecer muito mais pois quer é dar prazer agora.
Nota 16,5


Herdade do Peso Colheita 1997
Produtor - Sogrape
Região - Alentejo
A Sogrape tem investido ao longo dos anos nas principais regiões vitivinícolas portuguesas. Estando garantida a sua presença no dãp, no douro e nos verdes, a próxima aposta foi feita no Alentejo com esta herdade em 1997. Este vinho é o primeiro da era Sogrape nesta Herdade.
Provado em prova cega. Na côr um vinho acastanhado com brilho. No nariz denota-se um vinho algo estranho, com notas de funcho e marmelada sob um fundo que só lebra queimados intensos a denotar que algo de errado está com este vinho e que provavelmente terá defeito. A boca confirma a questão mostrando que o vinho "morreu", já não há ali nada, os taninos secaram e o vinho tournou-se plano. Enfim, este vinho também não seria um vinho propriamente para guarda. O que me faz lembrar a eterna questão de quem possui uma garrafeira com muitos vinhos e que acaba por deixar passar vinhos que nunca seriam vinhos de guarda.
S/N



Tapada do Chaves Reserva Especial 1996
Produtor - Tapada do Chaves
Região - Alentejo
Também um dos vinhos emblemáticos do Alentejo e mais propriamente da zona que o viu nascer, Portalegre. Este Reserva Especial era o Vinho-Bandeira da casa, que o produzia em anos de qualidade superior. A curiosidade neste vinho é a de, no rótulo, dizer que é o Reserva Especial para Rui Nabeiro ( Sr Comendador, Sr Delta Cafés).
Provado em prova cega. Com uma côr acastanhada apresenta inicialmente aromas de muita azeitona que passado um pouco dão lugar a notas de fruta vermelha, alguma pimenta, caça e uma sensação de caramelizado. Na boca mostra-se mais vivo que se suporia, com corpo e tanino presente mas discreto. A sensação ao beber este vinho foi a de que poderia ou deveria estar melhor. Neste campo entra a qualidade da guarda a que foi submetido, uma vez que sinceramente pensei que poderia não estar bom, face ao local onde esteve durante anos e anos guardado.
Nota 16

As impressões com que fiquei desta pequena prova foram, que os vinhos alentejanos estão a envelhecer, ou envelhecem, bem e que as condições de guarda condicionam e muito a qualidade do envelhecimento.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Compromisso Relação/Qualidade

Quinta do Cerrado Encruzado 2006
Produtor - União Comercial da Beira
Região - Dão
Grau - 13% vol
A União Comercial da Beira, Lda foi fundada em 1942, sendo das empresas mais antigas da Região do Dão. Na Década de 80 adquiriu a Quinta do Cerrado onde plantou 20 hectares de vinha. Este branco fermentou totalmente em inox e teve, após engarrafamento, um estágio de 3 meses em garrafa.
Bonita côr a deste vinho. No aroma está muitissímo bem com notas citrinas, maça verde, bonito vegetal e sensação de aniz. Na boca a frescura dá o mote a um vinho que apresenta excelente acidez, frescura e mineralidade. De uma casta que cada vez mais se bate pelos lugares cimeiros da qualidade temos um vinho que é uma excelente RPQ pois custa a módica quantia de cerca de 5€. A comprar, que não nos deixa mal.
Nota 15,5

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Aliança no Dão

Quinta da Garrida Reserva Touriga Nacional 2003
Produtor - Caves Aliança
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Adquirida pelas Caves Aliança em 1998, serviu para colmatar uma lacuna existente na empresa, que era a de garantirem representação de qualidade no Dão. A qualidade essa vem-se mantido ano após ano e na colheita de 2003, este Touriga estagiou por 12 meses em barricas novas de carvalho francês e russo.
Com uma bonita côr ruby, apresenta-se com aromas de muita fruta madura, a sugerir amoras, framboesas e groselhas pretas, apontamentos florais que intensificam com algum arejamento do vinho, e alguns fumados consequentes do seu estágio. Na boca um vinho jovem, com bom volume, um vinho fresco e una taninos muito finos e ainda muito presentes que sugerem ainda a possiblidade de guarda por mais tempo.
Nota 17

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