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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quinta do Soque

Já por várias vezes escrevi acerca desta Quinta, deste produtor e do caminho que vem fazendo no Douro. Agora, importa falar de uma constatação, que a mim muito me agrada e que é a revolução que tem vindo a ser lavada a cabo por parte da equipa de enologia, DuploPR (2PR), neste e em todos os seus produtores. A verdade é que os vinhos mudaram radicalmente de perfil, tornando-se muito mais elegantes, mais frescos, mais "puros", o que no meu entender veio a beneficiar estes vinhos, especialmente as entradas de gama e média gama.

Quinta do Soque Colheita 2008
75% do lote, estagiou em barricas usadas (500l) de carvalho francês, sendo que os restantes 25% foram estagiados em inox. As castas utilizadas são a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Apresenta uma cor granada de moderada concentração. Aroma fino de frutos vermelhos e silvestres, algum floral e boa frescura.
Boca cordata, redonda e cheia de sabor. Um vinho bem feito e prazenteiro.
Nota 15

Quinta do Soque Reserva 2008
Estagiou em barricas novas e usadas (500l) de carvalho francês. As castas utilizadas são a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Apresenta uma cor granada de moderada concentração. Muito bem no aroma, com frutos vermelhos, citrinos, muita frescura, associada a sugestões balsâmicas e especiadas.
Fino e elegante na boca, cheio de frescura e sabor. Final médio/Longo. Muito bem.
Nota 16,5

Quinta do Soque Vinhas Velhas 2008
Estagiou em barricas novas (500l) de carvalho francês por 18 meses. Existem cerca de 20 castas tradicionais, nesta vinha com cerca de 80 anos.
Cor violácea com boa concentração. Aroma cheio de profundidade, musculado mas ao mesmo tempo subtil. O fruto aparece mais tarde no copo, perfumado. Sugestões terrosas. Barrica muito bem integrada.
Excelente a elegância na prova, taninos muito vinhos, excelente textura. Final longo e muito assertivo. Belo vinho. A beber em copos largos.
Nota 17,5

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Provas

Aproveito para lançar aqui algumas notas de provas que tenho pendentes. São as novidades recentes da Fiuza (Tejo), Altas Quintas (Alentejo), Quinta das Bajancas e Quinta do Soque (Douro).


Brancos

Fiuza 3 castas Branco 2010
São 3 castas, como o nome indica, que fazem parte do lote que deu origem a este vinhos. São elas a Chardonnay, Arinto e Vital, que fermentaram e estagiaram em cubas de inox.
Cor palha. Aroma frutado com sugestões de ananás, limão a toranja. Fresco.
Boca assertiva, frutada e redonda, com um final mediano mas saboroso.
Nota 14


Altas Quintas 600 Branco 2010
Feito a partir das castas Verdelho, Arinto e Fernão Pires, com fermentação e estágio em inox.
Pouco expressivo no aroma, com sugestões de fruto em calda e ligeira tropicalidade. Fresco mas esperava maior frescura.
Excelente acidez a marcar o palato, trazendo mais raça ao vinho. final saboroso e frutado.
Nota 14,5


Tintos


Fiuza 3 castas Tinto 2010
Novamente 3 castas, Syrah, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. Fermentação em Inox, com 3 meses de estágio em barrica nova e 3 meses em barrica usada.
Cor Ruby de pouca concentração. Aroma de bagas frescas, e ligeiro vegetal.
Boca com maior interesse, fresco, tudo muito redondo mas pleno de sabor, Final mediano e acidez correcta.
Nota 14,5


Bajancas Tinto 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca.
São as notas fumadas que conduzem a prova de início, escondendo de certa forma o fruto. Pouco depois aparecem as sugestões de ameixa e amoras, que se associam a alguma mineralidade.
Boca com volume e taninos finos. Pareceu-me algo curto mas ainda assim está muito bem.
Nota 15,5


Bajancas Reserva 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Ligeiramente fechado de início. Alguma austeridade. Fruto maduro, groselhas e amoras, notas fumadas e sugestões minerais.
Muito fino na boca. Parece mais redondo que o colheita, apesar dos taninos que tem. Excelente na acidez que acompanha o final médio/longo.
Nota 16


Quinta do Soque 2008
Feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca.
Aroma de fruto maduro a complementar-se com sugestões silvestres. Algum fumado e ligeiro calor.
Mais fresco na boca com muito boa acidez e taninos redondos.
Nota 15

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Quinta das Bajancas e Quinta do Soque apresentam novidades

Foi no passado dia 3 de Julho, no restaurante 100 maneiras, que teve lugar a apresentação de dois novos vinhos da Quinta das Bajancas e da Quinta do Soque, Trilho branco 2007 e Quinta do Soque Reserva 2005, respectivamente.
A apresentação contou com a presença dos produtores e da equipa de enologia, a 2PR (Duplo PR), comum a ambos os projectos.

A Quinta das Bajancas, pertença de António Alfredo Lamas, é um projecto Duriense que começou a ser delineado em 1993, quando por iniciativa própria, o proprietário decidiu partir na aventura de fazer vinho. Escolheram-se as castas a plantar, e em 1
994 iniciaram-se as plantações. Em 2004 tem lugar a primeira colheita, nesta Quinta, já com a consultoria da 2PR.
A Quinta das Bajancas possui hoje no seu portefólio três vinhos DOC Douro, um tinto e um branco de marca Bajancas e ainda mais um branco, de seu nome Trilho, que foi a
presentado nesta ocasião.


Trilho branco 2007
Produtor - António Alfredo Lamas
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Preço - Recomendado 15€
Feito a partir das castas Rabigato, Gouveio e C
ódega-de-Larinho, este vinho estagiou por 6 meses em barricas novas de carvalho francês.
Cor palha com reflexos esverdeados.
Aroma bem desenhado, fresco e muito intenso, com notas de fruta branca, ananás, sensação vegetal, alguns anisados e ligeira sensação tostada. A madeira esta muito bem trabalhada neste vinho.
Boca com um equilíbrio fantástico, onde não se faz notar a barrica em demasia, a presença de álcool é esquecida, e uma acidez perfeita assenta como uma luva num vinho que termina cheio de frescura, sabor e interessante sensação de secura.
Muito bem desenhado este branco. Madeira bem trabalhada a mostrar que se sabe o que está a fazer. Um vinho complexo, cheio de vida e frescura. A não perder este jovem, mas excelente, branco.
Nota 17




A Quinta do Soque situa-se na margem esquerda do Rio Torto, no Concelho de São João da Pesqueira.
A propriedade possui cerca de 20ha dos quais 17 são ocupados por vinha. A família Vicente, proprietária há mais de 20 anos, decidiu modernizar a Quinta, em 1990, com o intuito de produzir vinho de qualidade. Após um estudo exaustivo das condições edafo-climáticas, foram iniciadas as plantações das castas que se acharam com possibilidade de garantir melhores condições. Esta tarefa terminou em 1996 com a total plantação dos 17ha que hoje subsistem.
Na Quinta do Soque são produzidos vinhos DOC Douro, brancos e tintos, coma preciosa ajuda da equipa 2PR.


Quinta do Soque Reserva 2005
Produtor - António Carlos Vicente
Região - Douro
Grau - 14% vol
Preço - Recomendado 19€
Feito a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, este vinho estagiou em barricas de carvalho francês.
Cor rubi, de boa concentração.
Aroma ligeiramente maduro, onde predominam notas de frutos pretos como a ameixa e a cereja preta que são acompanhadas por sugestões de especiarias, chocolate e algumas notas florais. A este conjunto ainda se juntam algumas notas tostadas.
Na boca existe intensidade, e uma certa bonança nos taninos, que se mostram redondos, dóceis. O vinho termina com sugestões tostadas.
Um vinho muito bem feito que não vira as costas a comida. No meu entender, está num ponto óptimo de consumo.
Nota 16


Como pequena nota, destaco a capacidade de conjugação destes vinhos com a comida, que foi elevada a um patamar superior, pela fantástica performance da equipa do 100 Maneiras, em Cascais.

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