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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Revisitando Pradinhos em branco

Valle Pradinhos Branco 2005
Produtor - Maria Antónia Mascarenhas
Região - Trás-os-Montes
Grau -14% vol
Feito a partir das castas Gewurztraminer, Riesling e Malvasia fina este vinho apresenta uma côr palha carregada.
No nariz, o vinho está marcado pela Gewurztraminer onde apresenta imensas notas de lychias, flores, notas anisadas e um refrescante fundo vegetal que parece querer também ele mostrar-se e que dá um toque especial no meio de tanta doçura.
Na boca é cheio, com volume mas impressiona pela marcante acidez, subtil amargor final e ainda pela frescura e comprimento final.
Adorei poder revisitar este vinho, que por tantas vezes o bebi aquando da sua saída. Está bem e recomenda-se, no entanto não beba todas pois acho que ainda está para durar mais qualquer coisinha. Eu pelo menos vou guardar a ultima que ainda tenho.
Nota 16,5

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Quinta do Alqueve Tradicional

Quinta do Alqueve Tradicional 2005
Produtor - Pinhal da Torre
Região - Ribatejo
Grau - 13% vol
Produzido pelo processo tradicional de curtimenta, este vinho foi feito a partir das castas Touriga Nacional, Trincadeira, Tinta Roriz e Castelão, e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.
Brilhante e translucida cor rubi. No nariz apresenta uma boa dose de fruto silvestre, onde salientamos bagas vermelhas frescas maceradas, depois, é a vez do caramelo, das especiarias e uma sensação reconfortante de calor a mostrarem serviço e um final onde os fumados da barrica mostram o seu ar de graça.
Na boca, apresenta-se-nos um vinho completamente redondo com taninos macios e saborosos, que se mostra com final de boa persistência e intensidade.
Um vinho muito bem feito e pronto a pedir para ser bebido desde já, pois neste momento está a "dar cartas".
Nota 16

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Poças

Poças Vintage 1996
Produtor - Poças
Região - Porto
Grau -
O de ano 1996 não terá sido um grande ano de vintage, no entanto é para mim sempre importante que se passem de vez em quando a revista por estes vintages cujo preço é bem menor e portanto provavelmente ainda existirão em muitas garrafeiras e casas.
Carregado na cor. Aroma de muito figo e passa aliados a uma vertente química e especiada.
Na boca está absolutamente pronto para nos dar aquilo que queremos dele, ou seja prazer. Macio e aveludado, este vintage mantém uma boa estrutura e um final muito saboroso. Atravessa um bom momento. A satisfação essa, é garantida.
Nota 17

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Em 2002 Jorge Roquette (Quinta do Crasto) e Jean-Michel Cazes (Château Lynch Bages), decidiram criar uma joint venture vínica para poderem fazer um grande vinho no douro. O que se pretendia era fazer um vinho a partir das castas do Douro mas com a experiência da Casa Cazes. Nasce então, em 2003, uma estrela no Douro.......o Xisto.


Xisto 2004
Produtor - Roquette e Cazes
Região - Douro
Grau - 14% vol
Este vinho teve a participação dos enólogos de cada uma das casas, Susana Esteban pelo Crasto e Daniel Llose por Lynch Bages. Feito a partir das castas Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (15%) e Tinta Roriz (25%), este vinho estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês (60% novas e 40% com 1 ano).
Apresenta uma cor carregada. Intenso no nariz, este vinho apresenta aromas de fruta muito madura, onde se destacam a ameixa e a amora, o eterno pendente floral e sugestões de café.
Na boca o mote é a elegância como aliado de uma certa potência. O vinho é extremamente equilibrado e macio e dá desde já uma prova em pleno. Termina longo e com classe.
Um vinho arrebatador que não me deixou indiferente. Um grande vinho que permite-nos dizer que assim, venham mais parcerias destas.
Nota 18

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

"Oásis" no Torrão

Este foi um dos produtores de vinho que mais me surpreendeu, pelo segundo ano consecutivo, no ano de 2007. Surpreendeu-me por se tratar de um produtor audaz e que não teve receio de fazer vinhos da maneira que sempre quis. Estou a falar da Herdade do Portocarro, a alma e sonho de José Mota Capitão.
Ainda que o torrão se encontre já bem no litoral alentejano, a Herdade do Portocarro está integrada numa exploração agrícola que se situa dentro da Região Demarcado Terras do Sado. Situa-se junto à aldeia de S. Romão, na Freguesia do Torrão. Conta com 142Ha onde passa tranquilamente o Rio Sado e onde em tempos remotos, época romana, serviu de porto de carga e descarga.
A vinha, plantada em 2003, ocupa 12Ha e é composta pelas castas Cabernet Sauvignon, Aragonêz, Alfrocheiro Preto, Sangiovese, Petit Verdot, Touriga Franca e Touriga Nacional.

Herdade do Portocarro 2005
Produtor - José Mota Capitão
Região - Terras do Sado
Grau - 14% vol
Feito a partir das castas Aragonês (30%), Alfrocheiro Preto (30%), Cabernet Sauvignon (30%), Touriga Nacional (5%) e Touriga Franca (5%).
Cor rubi. Nariz algo quente onde se mostram frutas maduras, muita especiaria e notas de barrica.
Na boca o vinho é muito prazenteiro, onde mostra uma prontidão eficaz, com taninos domados e acidez bem colocada.
Não sendo propriamente um vinho para o dia-a-dia, este Herdade do Portocarro vai com toda a certeza agradar. A mim agradou e tenho-o como um bom vinho.
Nota 15,5


Anima L5
Produtor - José Mota Capitão
Região - Sem região associada por se tratar de um vinho de mesa
Grau - 14% vol
Feito a partir da casta Sangiovese.
De uma bonita cor rubi. O seu antecessor foi um dos vinhos que mais gostei de provar, no entanto ao provar este, fico com a sensação que tudo o que caracterizava o seu antecessor está agora aqui outra vez, mas desta feita numa visão diferente. No início mostrou-se algo tímido, fechado. Tudo o que este vinho tem está escondido, no entanto não tardam em começar a aparecer as notas de cereja, as notas de côco e caril. Não sei se teremos vinho tão exótico como este em Portugal.
Na boca, começam as diferenças para o seu antecessor. O vinho mantém a mesma linha de pensamento, mas desta feita está mais vinho, está menos pronto é certo, mas está com mais capacidade evolutiva. Os taninos mantêm-se nobres mas são agora mais rebeldes e mais atrevidos.
Em suma, mantenho a minha convicção de se tratar de um belíssimo vinho que ainda peca pela pouca tiragem.
Nota 17,5


Antes de mais, gostaria de vos apresentar o novo vinho da casa. O Cavalo Maluco.
Cavalo Maluco (Crazy Horse) foi um grande chefe Sioux que resistiu à ocupação e destruição das terras e cultura do seu povo pelos pioneiros americanos. Mesmo depois de Preso permanceu sempre fiél às sua crenças e código de honra.
José mota capitão quis com este vinho prestar homenagem a todos os Cavalos Malucos deste mundo. Neste sentido, cada ano de Cavalo Maluco vai ser dedicado a uma personalidade que encarne o espírito do vinho, pelo que as suas iniciais farão parte do rótulo e o seu nome do contra rótulo. A primeira edição do Cavalo Maluco é dedicada a Luis Mota Capitão, pai do produtor.


Cavalo Maluco 2005
Produtor - José Mota Capitão
Região - Terras do Sado
Grau - 14% vol
Feito a partir das castas Touriga Franca (45%), Touriga Naciona (45%) e Petit Verdot(10%).
Praticamente opaco na cor. No nariz mostra-se um vinho extraído onde se sobressaem notas de fruta densa e notas licoradas. Entretanto começam por aparecer as notas de cacau e bergamota apoiadas sobre notas de barrica muito bem integradas.
Na boca é denso, cheio, encorpado mas ao mesmo tempo mostra-se dócil, com taninos nobres que completam um quadro de harmonia.
Este será provavelmente um dos vinhos mais interessantes que tive a oportunidade de beber e provar. Interessante por vir de uma região que nem sempre nos trás algo de novo, interessante por vir de uma terra onde até há bem pouco não tinha qualquer referência digna de registo e finalmente interessante porque vem de um produtor que se iniciou nestas lides há bem pouco e tem no seu portfólio vinho notáveis como este cavalo maluco. Belo vinho, bela homenagem a Luís Mota Capitão.
Nota 17,5

O Mitico Barca Velha

O nome Barca Velha é conhecido pelos quatro cantos do nosso país, e não só, como sendo o nosso vinho estandarte. Produzido pela Casa Ferreirinha, agora pertença da Sogrape, o Barca Velha já era considerado assim, ainda quase não existiam vinhos tranquilos no Douro.
Este nobre vinho deverá ter estado presente em algumas das maiores tomadas de decisão em Portugal e nas mais importantes recepções que cá ocorreram e é hoje em dia símbolo de prestigio e alvo de cobiça.
Foi criado em 1952 e até ao dia de hoje foram lançadas apenas 15 edições deste vinho. Em 1952, 1953, 1954, 1957, 1964, 1965, 1966, 1978, 1981, 1982, 1983, 1985, 1991, 1995 e, o mais recente, e que agora provo, o 1999.


Barca Velha 1999
Produtor - Casa Ferreirinha
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Feito a partir das castas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinto Cão, provenientes da Quinta da Lêda e de outras quintas. Estagiam em barricas novas de carvalho francês por 12 a 18 meses, em Vila Nova de Gaia.
Lindíssima cor rubi carregada, onde não mostra sinais de evolução. No nariz mostra todo o esplendor da fruta madura onde descortinamos a cereja preta, o cassis e a amora que são complementados com notas de especiaria, apontamentos florais e com algum arejamento, intensas notas de boa barrica.
Na boca, um jovenzinho de contrastes, assim como o Douro que o viu nascer. Aguerrido mas suave, elegante mas estruturado, este vinho apresenta-se sedoso e incrivelmente intenso no seu final.
Um vinho com 8 anos que ainda nem sequer tem todos os seus componentes integrados na perfeição. Ainda assim sinto-me feliz por o ter conhecido nesta fase de jovialidade e rebeldia. Se por um lado, alguns dos Barca Velha anteriores me deixaram de certa maneira algo indeciso, este por seu lado não me deixa margem para dúvidas pois, é um Grande Barca Velha, um Grande vinho e um Grande Douro.
Nota 18,5

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A Baga segundo Luis Pato

Luís Pato é um nome incontornável do panorama vínico Português. Obviamente que este reconhecimento se deve à qualidade de seus vinhos mas penso que também pelo facto de ser actor principal na luta diária pelo reconhecimento dos vinhos Bairradinos e da sua Casta Rainha, a Baga.
A vinha Barrosa é uma vinha, da Casta Baga, com mais de 80 anos, que se situa na freguesia de Aguim, e que se encontra rodeada por floresta de pinheiros e eucaliptos.


Vinha Barrosa 1996
Produtor - Luís Pato
Região - Bairrada
Grau - 13% vol
Feito a partir da Casta Baga, este vinho estagiou por 12 meses em pipos de carvalho francês Allier. Numa das vezes que estive na adega do Luís Pato, dizia-me que estes vinhos mostravam o seu potencial com 10 anos de guarda. Na realidade este vinho está agora a dar os seus primeiros passos, pois não imagino que seria bebível quando foi lançado no mercado. A cor não mostra muitos sinais de envelhecimento. A fruta começa agora a mostrar-se, a caruma, a sensação de frescura pela mineralidade do vinho e o aroma de terra intenso indiciam um vinho de estirpe superior.
Na boca é de salientar juventude para um vinho com mais de 10 anos e onde a acidez e os taninos são o esqueleto que suporta todo este magistral liquido.
Um Grande Baga e um Grande Bairrada, por muitos mais anos.
Nota 17,5

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Hero dos Avós

Inicialmente conhecido como uma das primeiras industrias de moagem de cereais do Concelho de Palmela, o Monte ou Moinho de Castanheiro dedica-se actualmente, em exclusivo, à produção e comercialização de vinhos. No seguimento da já longa tradição familiar, os actuais responsáveis pela Hero do Castanheiro representam a quarta geração de produtores.
A vinha, dividida em 3 parcelas, está situada numa das melhores áreas do Concelho de Palmela. Os terrenos são arenosos e estão ocupados, quase exclusivamente(95%), pela casta Castelão.


Hero do Avós Garrafeira 2001
Produtor - Monte do Castanheiro
Região - Palmela
Grau - 14% vol
Feito a partir da casta Castelão Francês, este garrafeira estagiou, segundo o contra-rótulo, por 12 meses em carvalho francês.
Cor granada a mostrar ligeira evolução. No nariz mostra ao primeiro impacte uma invejável mineralidade que torna tudo muito mais apelativo. Depois é tempo de mostrar a fruta silvestre, algum leite, muita especiaria e belíssimas notas de barrica.
Na boca, um vinho macio, fresco, muito equilibrado e acima de tudo saboroso e intenso. Termina intensamente.
Delicioso, é o adjectivo que melhor enquadra este vinho. Os anos não parecem passar por ele e aí está para as curvas. Está no ponto este belo exemplar de Castelão Francês.
Nota 17

Billecart-Salmon

Confesso que quanto mais bebo champagne mais viciado fico neste tipo de vinho. Embora goste muito de alguns espumantes feitos em Portugal, é no champagne francês que encontro os melhores vinhos e os "State of the Art". Desta feita, uma incursão pela casa Billecart-Salmon.
"Em 1818, Nicholas François Billecart e sua esposa Elisabeth Salmon fundaram a sua casa de Champagne em Mareuil-sur-Ay, onde a sua família estava estabelecida desde o Século 17.
Cerca de 200 anos depois, na actualidade, a sétima geração mantém-se em Mareuil-sur-Ay e a sua independência como casa de Champagne." (Informação retirada, e traduzida, do Site www.champagne-billecart.fr)


Champagne Billecart-Salmon Brut Réserve
Produtor - Billecart-Salmon
Região - Champagne (França)
Grau -
Feito a partir das castas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier, apresentou uma bonita cor palha com perlage média e boa persistência. No aroma surgem de imediato os aromas de citrinos e fermento com notas de tosta como pano de fundo. O aroma é muito persistente e fresco.
Na boca mostra-se um pouco austero e seco mas ainda assim um fresco e bem vivo champagne. Excelente acidez e persistência final.
Para o preço a que se costumam encontrar os mais usuais Champagnes, este é uma na minha opinião um excelente compra face à qualidade apresentada.
Nota 17


Champagne Billecart-Salmon Brut Rosé
Produtor - Billecart-Salmon
Região - Champagne (França)
Grau -

Feito a partir das castas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier vinificadas como vinho branco e um percentagem do Pinot Noir vinificada como tinto.
Lindíssima cor salmão com perlage finíssima. Começa o vinho a escorrer no copo e começamos imediatamente a salivar, tal a apresentação da cor e do perfume que emana. Notas de morangos, de fruto silvestre, de citrinos, brioche e flores são a componente deste exuberante aroma.
Na boca a textura que nos confere um vinho suave, ainda que encorpado, um vinho delicado e fantasticamente fresco. Todo este esplendor termina com uma persistência longuíssima.
O que dizer de um champagne de crivo superior? Que venham mais como este ou deste :).
Nota 18


Este foi o meu primeiro encontro com os vinhos desta casa e a ver pelas minhas impressões, fiquei fã. Atenção que estes 2 vinhos são a entrada de gama da Casa Billecart-Salmon pelo que, a ver por estes, o que vem a seguir.......

Crasto Roriz

Quinta do Crasto Tinta Roriz 1997
Produtor - Quinta do Crasto
Região - Douro
Grau - 14% vol
Cor Granada. Para um vinho com 10 anos, apresentou-se em impecáveis condições. Muita fruta de cereja e framboesa, muita especiaria e a terminar com sugestões de rebuçado e algum vegetal que faziam as delicias deste aroma que começava a cativar logo no nariz.
Na boca novamente motivos de alegria, com o vinho a mostrar-se macio, sedoso, ainda com excelente acidez e taninos nobres.
Que vinho mais guloso. Acho que está no auge da sua vida util mas ainda dá boas indicações para o futuro. Eu pelo menos vou já tratar de arranjar novas "recargas" deste vinho.
Nota 17,5

Vallegre

Porto Tawny Vallegre 30 Anos
Produtor - Vallegre
Região - Porto
Grau - 19% vol
Mostra uma cor ambâr carregada. No nariz encontramos um vinho algo sui generis onde a aposta centra-se nas notas de caramelo, torrefacção, nougat e muito, mas muito, fumo onde chegaria com facilidade a sugestões, algo intensas demais, de carvão ou alcatrão.
Na boca encontramos um vinho de média intensidade, com corpo médio e final também ele mediano.
Confesso que não desagrada, mas também não será um bom exemplo de um 30 anos, também no preço é claro.
Nota 16

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Quinta do Lagar Novo

A Quinta no Lagar Novo é pertença da família Carvalho, que é composta pelo pai Luís Carvalho, que também é o coordenador deste projecto, Tiago Carvalho e João Carvalho que são os responsáveis pela enologia e viticultura, respectivamente. Os vinhos desta quinta chamaram-me a atenção aquando do Encontro com os Vinhos e Sabores, no passado mês de Novembro. Provo novamente agora o seu varietal Viognier e deixo as minhas impressões:

Quinta do Lagar Novo Viognier 2006
Produtor - Luís Carvalho
Região - Estremadura
Grau - 14% vol
Feito a partir da casta Viognier, este vinho fermentou, parcialmente, em inox (32%) e em meias pipas novas de carvalho francês (68%).
Mostra uma bonita cor dourada. Aroma extremamente atraente, com notas de fruto de caroço, algum citrino (limão), mel e indelével sensação anisada à qual se juntam excelentes notas de barrica e algum vegetal de fundo.
Muito bem na boca com predominância para as notas fumadas. Mostra-se um vinho volumoso, algo untuoso e "dono" de uma acidez muito bem colocada. Termina longo e prazenteiro.
Um belíssimo exemplar da casta Viognier que mostra necessidade de integrar ainda algumas "pontas soltas". Um produtor e um vinho a seguir de bem perto.
Nota 17,5

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Há dias assim

Apenas para dizer que hoje mais um vinho me emocionou ao ponto de me deixar feliz. O responsável foi um Mouchão 1963.
Um vinho que me calou sem qualquer hesitação, um vinho com melhor no nariz que muitos com apenas 10 anitos, um vinho que apesar de mal guardado conseguiu garantir toda esta integridade, acidez viva e cor jovem. Foi decantado e passadas duas horas estava no seu auge. Há dias assim...

Perdoem-me este desabafo, mas são vinhos assim que me deixam de bem com a vida.


Boas festas a todos,

João Rico

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A Magia da Madeira

O vinho da madeira é um dos vinhos que mais aprecio. Infelizmente desconhecidos por muitos, este vinho encerra em si um legado fantástico que convém não desprezar. Foi num almoço que provei um madeira do meu ano de nascimento e onde mais uma vez pude confirmar a excelência destes vinhos.


Madeira Boal 1972
Produtor - Instituto do vinho da Madeira/IVV
Região - Madeira
Grau - 18% vol
A casta Boal, uma das 5 castas chamadas de nobres na feitura do vinho da madeira.
Lindissima côr ambarina com laivos esverdeados. Vinho estremamente perfumado, com notas iodadas, muita torrefacção, frutos secos, alguma lembrança de caramelo queimado e fruta cristalizada.
Na boca um vinho cheio, untuoso, com uma acidez perfeita e com um final longuissimo ligeiramente seco.
Este vinho, feito nas adegas do IVM provavélmente não se encontrará à venda no nosso circuito comercial, no entanto confesso que fiquei maravilhado.
Nota 17-18 (Como não foi provado em copo condigno, atribuo um intervalo)

sábado, 15 de dezembro de 2007

Frescura nas Marias

Construída em oito hectares de terras de primeira qualidade e situada entre as margens dos rios Dão e Mondego, no meio de colinas de granito, a Quinta das Marias encontra-se no local ideal para a produção de vinho de excepcional qualidade. (informação obtida em www.quintadasmarias.com).
Esta Quinta tem dado muito que falar nos últimos tempos devido à excelente prestação dos vinhos que apresentou durante este ano. Já provei, infelizmente em condições que não me permitiram colocar aqui, os vinhos que irão ser apresentados em 2008 e segundo me pude aperceber, parece que a qualidade se irá manter.
Este que provo hoje é um vinho que já o provei por várias vezes, sendo que nesta vez:

Quinta das Marias Encruzado Branco 2006
Produtor - Quinta das Marias
Região - Dão
Grau - 14% vol
Produzido a partir da casta Encruzado, este vinho apresenta uma límpida e bonita côr citrina. Na boca salta logo alguma vivacidade, na qual absorvemos as notas citrinas, notas florais e ligeiro, mas interessante, salgado.
Na boca todo ele é frescura, que é garantida pela excelente acidez, própria desta casta. Termina muito bem e saboroso.
Este Encruzado é o vinho de entrada dos brancos da Quinta da Marias, e mostra que um vinho para ser bom, não precisa de ser caro. Este é uma excelente relação do preço com a qualidade e como é óbvio, não o vai deixar ficar mal.
Nota 15,5

domingo, 9 de dezembro de 2007

Bastardinho é pouco....

Produzido há mais de cinquenta anos na empresa, este vinho tinto licoroso é elaborado unicamente a partir da casta Bastardo, uma casta rara na região da Península de Setúbal, embora a José Maria da Fonseca esteja a proceder à replantação de uma pequena área desta vinha em solo argilo-calcário, o que lhe permitirá tentar recriar este vinho em anos futuros.
A produção do Bastardinho de Azeitão 30 Anos é sempre proveniente de um lote de colheitas antigas, com pelo menos 30 anos (por vezes mais), guardadas religiosamente nas Caves da José Maria da Fonseca, até se proceder ao seu engarrafamento.
O seu processo de vinificação é longo, sendo depois envelhecido em cascos de madeira usada antes do engarrafamento. O Bastardinho de Azeitão 30 Anos tem uma longevidade em garrafa de largos anos, não evoluindo após o engarrafamento. (Informação retirada de www.vinhos.online.pt).


Bastardinho de Azeitão 30 Anos
Produtor - José Maria da Fonseca
Região - Setúbal
Grau - 18.5% vol
De côr cobreada com laivos esverdeados. Aroma muitíssimo complexo a denotar um vinho superior. Aroma cativante com notas de muita torrefacção, caramelo, fruto seco e sensação de marmelada.
Na boca um vinho único, com untuosidade e principalmente uma acidez incomparável que determina uma frescura inebriante e que "ainda por cima" apresenta um final "Duracell". Vinho raro e único, que merece, e está, com o seu lugar garantido entre os grandes do mundo.
Nota 18,5

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Vinhas Velhas da Sequeira

Quinta da Sequeira Vinhas Velhas Branco 2006
Produtor - Mário Jorge Cardoso
Região - Douro
Grau - 15,5% Vol
A Quinta da Sequeira está situada no Douro Superior, onde existe uma parcela de 15ha de vinha velha, com mais de 100 anos. Feito a partir das castas Malvasia Fina, Rabigato Gouveio e Códega do Larinho, este vinho estagiou depois por 6 meses em barricas de carvalho francês e finalizou o estágio com 2 meses em garrafa.
Côr amarela palha. Na boca mostra-se frutado no ataque, com notas de citrinos e de alguma fruta branca como pêra e melão que assentam sob um fundo de algumas notas fumadas e anisadas.
Na boca encontramos, um vinho gordo, cheio e adocicado, pelos seus 15,5% vol de álcool, mantendo no entanto uma belíssima acidez e final pujante que evita que o vinho caia em excessos. Até gostei, mas realmente o seu teor alcoólico parece estragar um vinho que seria bem mais apelativo. Esperemos pelos próximos capitulos.
Nota 15,5

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Envelhecer com qualidade

A quinta de Roriz, de João Van Zeller, é uma das mais bonitas Quintas do Douro vinhateiro. Tem de ocupação 200 Hectares, dos quais 42 são de vinha. A vinha estende-se desde os 450m de altitude até à beira do rio Douro. A quinta engarrafou e comercializou pela primeira vez em 1996, o seu Quinta de Roriz tinto, que veio a ser aclamado na altura pela critica nacional e internacional. Felizmente encontrei este vinho e tive o privilégio de o beber. Aqui estão as minhas humildes considerações:

Quinta de Roriz 1996
Produtor - João Van Zeller
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Impressiona logo pela côr, que se encontra carregada e jovial para um vinho que nasceu à 11 anos. No aroma mostra um vinho adulto, que soube envelhecer apesar das possiveis condições adversas na sua guarda. Mostra pedigree, mostra complexidade, no aroma sobressaem notas de verniz e de fruta muito delicada. O vinho esteve 8 horas decantado e a cada hora que passava estava diferente, e mais, aguentava-se.
Na boca impressionava pela fescura, pelo sabor e pela pura seda que se envolvia na boca. Um vinho que como muito poucos, soube envelhecer, um vinho que emociona, um clássico do mais alto pedigree do Douro, um vinho que felizmente não morri sem provar. Voltarei a ele daqui a mais uns anitos.
Ainda que seja quase uma injustiça pontuar um vinho destes.....
Nota 17,5

sábado, 1 de dezembro de 2007

Touriga Chã

Quinta da Touriga Chã 2004
Produtor - Jorge Rosas
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Praticamente opaco na côr. Apresenta-se um vinho com fruta densa e madura, extremamente madura, onde situamos as notas de cereja preta e ameixa acompanhadas por intensas notas florais de violetas e bergamota e ainda algum cacau. Um aroma intenso, aprazível e cativante.
Na boca é encorpado, sedoso, com taninos nobres e final longo. Vinho de guarda mas que merece prova cuidada desde já. Resumindo......um vinhão
Nota 17,5

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Dona Berta

Dona Berta Rabigato 2005
Produtor - Hernâni Verdelho
Região - Douro
Grau - 13% vol
Vindo de Freixo do Numão, no Douro Superior, este é um vinho branco feito apenas de uma casta, a Rabigato. Tem como curiosidade o facto de se terem aliado vinhas novas a vinhas com mais de 150 anos.
Tem uma bonita, e brilhante, cor amarela pálida. No aroma mostra citrinos e com o aumento da temperatura no copo algum pêssego. No entanto a base deste vinho é o aroma vegetal aliado a uma certa sensação adocicada que inclusive que me fez lembrar côco ralado.
Na boca é para mim a parte mais cativante devido a uma acidez extremamente bem colocada que permite que este vinho, ao longo de toda a prova, seja fresco, vivo, persistente e guloso. Bom vinho que ainda "está para as curvas" e que merece ser revisitado sempre que possível. Acompanhou com dignidade um festival de mariscos e até me satisfez a sós, após a refeição.
Nota 16,5

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