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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Indepdendent Winegrowers Association

Foi no passado dia 1 de Junho que os Independent Winegrowers Association (IWA) apresentaram as suas novas colheitas.
Tal como nos anos anteriores, esta apresentação teve lugar no Hotel Ritz, e contou com todos os seus representantes. De notar a triste ausência do projecto Covela, que terminou no inicio deste ano. Assim, os IWA contam agora com os produtores Quinta do Ameal, Casa de Cello, Alves de Sousa, Luís Pato e Quinta dos Roques.
Este é um grupo muito especial, por integrar 5 produtores, que então entre os melhores em cada uma das suas regiões e mesmo em Portugal. É um projecto assente em bases bem sólidas, mas sobretudo assente na amizade entre cada um dos intervenientes. Esta amizade, visível por onde quer que andem, será porventura uma das mais valias deste agrupamento de produtores. Não se consideram concorrentes mas criaram uma simbiose entre si, que permite que mesmo cá dentro, em Portugal, se possam juntar para promover os seus vinhos. É uma raridade nos dias que correm, mas um projecto que deveria ser seguido por muitos mais produtores portugueses. Um exemplo a seguir.



Casa de Cello

Quinta de Sanjoanne Vinho Verde 2009
Um vinho muito bem feito, com muitas notas vegetais, de hortelã. Elegante e com acidez vibrante.
Nota15


Quinta de Sanjoanne Escolha 2004
Que prazer voltar a provar e ver como tem evoluído este vinho. Apresentava-se com ligeira oxidação positiva, muitas notas petroladas e sugestões de menta.
Excelente a acidez e cremosidade. Quem disse que o Vinho Verde não envelhece bem?
Nota 17


Quinta de Sanjoanne Superior 2007
Excelente no aroma. Não é muito exuberante e nem precisa de ser. Apresenta muitos aromas anizados, sugestões minerais e uma excelente concentração do fruto.
Excelente acidez, vibrante e muito longo.
Nota 17


Quinta de Sanjoanne Passi 2008
É o vinho doce da casa. Muito original nos aromas, cheirar este vinho leva-me aos meus tempos passados no Pinhal, quando as árvores eram sangradas para aqueles pequenos vazos de recolha da seiva. é a isso mesmo que cheira, a seiva de pinheiro, resina e ainda sugestões de frutos em compota.
Na boca não é pesado, não é muito doce, mas sim, fresco e longo. Estreia Auspiciosa.
Nota 16,5


Vegia 2008
Muito bem recebida a substituição do antigo "Porta Fronha", por este Vegia. Dá uma melhor integração deste vinho na própria gama da Marca.
Todo ele assenta sobre a fruta, de excelente densidade e concentração. Não precisa de mais.
Muito saboroso na boca, equilibrado, redondo, e com taninos dóceis. Muito bom
Nota 16


Quinta da Vegia 2006
Muito difícil no aroma. Aroma algo sujo, a sugestionar alguma arejamento. Estranho
Muito melhor na boca com raça, taninos presentes mas que não endurecem a prova. Gostei bem mais do anterior.
Nota 15


Quinta da Vegia Reserva 2007
Belo Vinho. Grande concentração de aromas. Denso, nas notas de fruto, notas florais e sugestões de barrica.
Poderoso, mas ao mesmo tempo fino. Expressivo, mas ao mesmo tempo profundo. Termina longo e com taninos muito jovens. Precisa de algum tempo.
Nota 17,5





Alves de Sousa

Branco da Gaivosa 2009
Foi o único branco seco apresentado pelo produtor. Ligeira percepção de doçura no aroma, notas vegetais e de fruto branco.
Boca de bom amplitude, acidez correcta e final médio.
Nota 15


Quinta do Vale da Raposa Touriga Nacional 2007
Muito maduro e denso, a sugerir alguma extracção. Amoras, cassis, sugestões minerais e notas de barrica.
Boca de grande volume e porte. Não é agressivo mas aguerrido. Termina com persistência média.
Nota 16


Tapadinha Grande Reserva 2007
Excelente na profundidade dos aromas. Muitas notas florais, de fruto maduro.
Energético, com taninos muito presentes, mas finos. Termina longo
Nota 17

Quinta da Gaivosa 2005
A austeridade do Douro. Aromas de fruto maduro, notas vegetais, mato seco, tudo numa toada de austeridade.
Delicioso na boca, com taninos ainda por resolver, mas finos, vivos e final longo. Continuo a achar este, um dos grandes vinhos portugueses.
Nota 18


Alves de Sousa Reserva Pessoal 2005
O tempo trouxe-lhe algum bonança. Acalmou-lhe o nervo inicial, deixou de ser espevitado, para ser um vinho com taninos mais resolvidos e finos. Está num momento excelente para ser bebido.
Nota 17


Quinta da Gaivosa Vinha do Lordelo 2007
Um pequeno Jovem que ainda precisa de muito tempo na garrafa para acalmar toda a sua impetuosidade. Tem volume, tem profundidade e um final longo.
Nota 17,5


Abandonado 2007
Impressiona pela concentração, aroma singular, denso, profundo. O frtudo é maduro, com sugestões de amoras, groselhas e ameixas. Boa integração da barrica.
Na boca tem bom porte, é sumarento e concentrado. Termina muito longo. Um vinho muito especial
Nota 18





Luís Pato

Espumante Maria Gomes 2009
Sugestões adocicadas a fazer lembrar o branco seco da mesma casta. Notas de maçãs e algum vegetal. Cremoso e muito agradável.
Nota 15


Espumante Baga 2009
Aroma de Morangos e Framboesas.
Seco e mais fino mas muito saboroso.
Nota 15,5


Espumante Formal 2009
Continua a ser um espumante muito especial, pela diferença. Aromas minerais, notas de maça, limão.
Excelente no volume de boca, na explosão de toda a mousse envolvente. Excelente na acidez e na persistência final
Nota 17


Vinhas Velhas 2009
Como curiosidade, este vinho fermentou e estagiou em inox, ao contrário dos seus antecessores. Aromas de laranja, algum herbáceo. Fresco, muito fresco.
Bom volume de boca, acidez e boa persistência final.
Nota 15,5


Vinha Pan 2008
Apresentou-se muito bem no aroma, com muito fruto maduro, notas de pinho, sugestões de barrica e alguma frescura.
Muita raça na prova de boca, taninos muito finos mas muito persistentes.
Nota 17


Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2008
Grande concentração de aromas, já a mostrar complexidade com notas de fruto maduro, notas minerais, e vegetais e perfeita integração de barrica.
Muito jovem na boca, denso, com volume, taninos ainda muito jovens mas finos e aristocráticos. Adorei. Grande Vinho.
Nota 18,5





Quinta do Ameal


Quinta do Ameal Loureiro 2009
Muito fresco, com aromas de vegetais e de lima. Tudo muito fino, muito preciso.
Boca de grande fineza. Acidez presente e boa persistência.
Nota 16


Quinta do Ameal Escolha Loureiro 2008
Toada de frescura. Excelente o trabalho de barrica, perfeitamente integrada. Intenso nos aromas.
Boca cremosa com volume mas muito fina e elegante. Final muito saboroso.
Nota 17


Quinta do Ameal Loureiro 2003
Aromas de mel, queijo e vegetal.
Boca com poucos sinais de oxidação mas ainda assim com um final algo "aguado".
Nota 15


Quinta do Ameal Escolha 2003
Curiosamente mantém o mesmo perfil aromático que o vinho anterior, no entanto oferece mais volume de boca e maior persistência final. É muito mais saboroso.
Nota 16


Quinta do Ameal Special Harvest 2007
Vinho doce, feito a partir de uvas que se colocaram ao sol a secar.
Muito figo no aroma, muita especiaria e gengibre. Muito intenso e a sugerir um vinho muito doce.
Boca com doçura acentuada, untuoso e final longuíssimo.
Nota 17,5





Quinta dos Roques

Quinta das Maias Malvasia Fina 2009
Muito fresco no aroma, com maior substância que a versão de 2008. Sugestões anisadas, vegetais.
Muito fino, apesar de ter bom volume. boa intensidade, saboroso. Boa persistência.
Nota 16


Quinta das Maias Verdelho 2009
Já há algum tempo que não aparecia um Verdelho nas Maias.
Muito bonito de aroma, com notas vegetais minerais e citrinas. Tudo muito fresco e fino.
Boca de muita fineza e excelente persistência.
Nota 16


Quinta dos Roques Encruzado 2009
Ainda algo fechado, sugestões minerais, algumas notas de barrica.
Fino e elegante na boca, final repleto de sabor. Longo e final intenso com notas de barrica. Um vinho à minha maneira.
Nota 17,5


Quinta das Maias Jaen 2007
A lembrar um Borgonha. Fruto silvestre, muita elegância, mas muito sabor. Gostei muito deste Jaen.
Nota 16,5


Quinta dos Roques Alfrocheiro 2007
Maior concentração que no vinho anterior, sobretudo na concentração do fruto. Mantém uma toada de fineza e elegância mas não tem desta feita o equilíbrio e sabor do primeiro.
Nota 16


Quinta dos Roques Touriga Nacional 2007
Ainda me lembro quando provei este vinho há uns largos meses. Quase imberbe pela força de taninos. Hoje, está mais calmo. Mudou muito e para melhor.
Aroma com alguma austeridade, mas muita profundidade. Não é exuberante, mas sim profundo. Barrica de classe.
Boca muito jovem ainda, a sugerir que este vinho precisa de tempo em garrafa. Muito longo. Grande Touriga.
Nota 18


Flor das Maias 2007
Este sim, tem um perfil mais exuberante, com muitas notas de violetas e fruto muito maduro.
Ainda muito jovem na boca e a precisar de tempo em garrafa, no entanto já se conseguirá beber com comidas fortes. O vinho é muito saboroso e tem um final muito longo.
Nota 17

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Luis Pato - Vinhas Velhas e Primeira Escolha

De volta aos vinhos de Luis Pato, desta feita com os tintos e mais propriamente com um Vinhas Velhas e um 1ª Escolha.


Quinta do Ribeirinho Primeira Escolha 2003
Produtor - Luís Pato
Região - Beiras
Grau - 14% vol
Feito a partir da junção, em quantidades iguais, das castas Baga e Touriga Nacional, este vinho fermentou por 2 semanas em inox com controlo de temperatura e amadureceu depois por 24 meses em barricas novas de castanho.
Apresentou-se com uma cor rubi de boa concentração.
Nariz perfumado e intenso. Interessante o desvendar de nota de verniz associadas a uma boa dose de fruto maduro e algum vegetal.
Na boca está muito bem também, a mostrar um vinho pronto, redondo e com excelente acidez. Termina com sensação vegetal e algum amargor.
A
inda está bem vivo este Primeira Escolha que se prevê ter boa prestação junto a um prato numa refeição.
Nota 16


Luís Pato Vinhas Velhas 2005
Produtor - Luís Pato
Região - Beiras
Grau - 13% vol

Feito na totalidade com a casta Baga cujas vinhas possuem idade superior a 45 anos, este vinho estagiou por 15 meses em barricas usadas de carvalho francês.
Com tonalidade rubi.
Aroma de fruto de excelente qualidade e com a madeira muito bem integrada.
Bom de boca, macios, sedoso, este vinho ajeita-se como pronto e indicado para um consumo imediato e penso ser nesta altura que dará mais prazer acho também que este é mais um vinho com sentido gastronómico. Bem feito e prazenteiro.
Nota 15

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Luis Pato e Vinhas Velhas


Luís Pato é sem margem para qualquer dúvida um nome incontornável do panorama vínico Nacional e particularmente da Bairrada, ainda que por determinadas vissicitudes ostente nos seus rótulos a denominação Regional Beiras.
Situada no coração da Bairrada, toda a máquina de produção de Luís Pato conta com uma bonita , e acima de tudo funcional, adega bem como toda uma panóplia de castas plantadas, onde se contam as castas Baga, Touriga Nacional, Maria Gomes, Arinto, etc.
Luís Pato foi, é e será sempre, o que mais "puxará" pela aceitação universal da Casta Baga, uma casta bem difícil mas que pode resultar em vinhos extraordinários se tivermos paciencia e "vistas Largas". No entanto este produtor é bem mais que isso e nos brancos terá também uma palavra a dizer.



Luís Pato Vinhas Velhas Branco 2007
Produtor - Luís Pato

Região - Beiras

Grau - 12% vol

Feito a partir das castas Bical, Cerceal e Sercialinho este fermentou em cubas de inox e em pipos de castanho por 4 meses.
Apresenta uma brilhante cor amarelo palha.
Aroma intenso e com alguma complexidade que nos brinda com excelentes notas de citrinos, e vegetais que se associam a notas de baunilha muito bem integradas no conjunto.
Na boca está muitíssimo bem. Mostra untuosidade que baste, excelente acidez e assinalável frescura que acompanha com boa persistência final.
Um branco bem mais sério que o Maria Gomes, que se apresenta muito bem desenhado e com uma frescura e baixo grau assinaláveis. A não perder.
Nota 16



Luís Pato Maria Gomes 2007
Produtor - Luís Pato
Região: Beiras
Grau - 12% vol
Feito, maioritariamente, a partir de casta Maria Gomes (Fernão Pires) e com algum Arinto, este vinho fermentou em cubas de inox.
Apresenta uma brilhante cor amarelo palha.
Aroma exuberante e intenso onde de imiscuem notas de fruto em calda, algum citrino sob ligeiro pendor vegetal. Curiosamente ainda lhe encontrei notas anisadas.
Na boca é bem macio, directo e extremamente fácil de beber. Sem defeitos.
Um vinho bem feito, que no meu entender peca pela falta de alguma acidez que garantisse ainda mais frescura ao conjunto, no entanto face à baixa percentagem de álcool podemos afirmar que este é um branco para o verão e ainda por cima nosso amigo.
Nota 14,5

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A Baga segundo Luis Pato

Luís Pato é um nome incontornável do panorama vínico Português. Obviamente que este reconhecimento se deve à qualidade de seus vinhos mas penso que também pelo facto de ser actor principal na luta diária pelo reconhecimento dos vinhos Bairradinos e da sua Casta Rainha, a Baga.
A vinha Barrosa é uma vinha, da Casta Baga, com mais de 80 anos, que se situa na freguesia de Aguim, e que se encontra rodeada por floresta de pinheiros e eucaliptos.


Vinha Barrosa 1996
Produtor - Luís Pato
Região - Bairrada
Grau - 13% vol
Feito a partir da Casta Baga, este vinho estagiou por 12 meses em pipos de carvalho francês Allier. Numa das vezes que estive na adega do Luís Pato, dizia-me que estes vinhos mostravam o seu potencial com 10 anos de guarda. Na realidade este vinho está agora a dar os seus primeiros passos, pois não imagino que seria bebível quando foi lançado no mercado. A cor não mostra muitos sinais de envelhecimento. A fruta começa agora a mostrar-se, a caruma, a sensação de frescura pela mineralidade do vinho e o aroma de terra intenso indiciam um vinho de estirpe superior.
Na boca é de salientar juventude para um vinho com mais de 10 anos e onde a acidez e os taninos são o esqueleto que suporta todo este magistral liquido.
Um Grande Baga e um Grande Bairrada, por muitos mais anos.
Nota 17,5

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