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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Garrafeira GN Cellar

Foi apenas há uns dias, mais propriamente no dia 26 de Setembro, que inaugurou a nova garrafeira de Lisboa, a GN Cellar, cujo proprietário Jaime Vaz, é o mesmo que já detém a melhor Garrafeira de Portugal, a Garrafeira Nacional.
Se por um lado fiquei contente por mais este projecto, na Baixa Lisboeta, que anda a precisar de um "face lift", por outro lado, senti-me um felizardo por ter estado nesta inauguração.
Em verdade vos digo que foram preciso apenas 3 vinhos para me deixarem num estado de êxtase completa, ao ponto de passados 4 dias, ainda sonhar com cada um deles. Por certo esta terá sido a primeira e ultima vez que tive a honra de os beber, mas anseio pela oportunidade de os ver mais uma vez, quando quer que seja.




Os vinhos foram um Ramos Pinto Vintage 1931, José Maria da Fonseca Moscatél Supeior 1955 e Barbeito Malvazia 1875, servidos por esta ordem.
Começámos pelo Vintage 31, que foi apresentado pelo Engº João Nicolau de Almeida, que começou por falar um pouco da célebre colheita de 31, que deu origem ao mais raro e misterioso Vintage da história, o Noval Nacional 31. Como tive o privilégio de abrir e decantar este Vintage, desde logo percebi que ali se encerrava um vinho maravilhoso. Na abertura mostrava uma cor muito aberta, mas cheia de intensidade aromática, a lembrar ainda muita cereja. No evento já mostrava mais cor e mais corpo, ganhava nova vida, sempre elegante e com um final muito longo. Belo Vintage.


De seguida, o grande vinho da noite, apresentado pelo Engº Domingos Soares Franco, o Moscatel Superior 1955 (que irá a leilão no próximo dia 8 de Novembro). É-me tão difícil escrever, ou descrever, este vinho simplesmente incrível. A cor acastanhada escura, com laivos esverdeados, remete-nos de imediato para um espesso liquido assim que o envolvemos no copo. A soberba complexidade e frescura, a textura, o corpo, a absolutamente magnífica acidez e o final explosivo, fazem deste moscatel, o melhor que bebi até hoje e um dos grandes vinhos da minha vida. Simplesmente inesquecível. Os meus sinceros parabéns à José Maria da Fonseca, pelo monumento que criou, e que esta ultima geração soube manter. Uma obra prima.

Ainda não refeito do vinho anterior, chega-nos o madeira, um Barbeito Malvazia de 1875, que tinha sido engarrafado, especialmente para este evento, no dia 19 de Setembro, apenas uma semana antes. Seria sempre necessário um enorme vinho para ser servido depois do anterior, no entanto, este Madeira, cumpriu a sua parte e manteve intacta a necessidade de os madeiras serem sempre servidos por ultimo. Soberbo pela sua complexidade aromática, soberbo pela sua frescura e soberbo pela sua acidez penetrante. Outro hino aos vinhos Portugueses e aos Vinhos da Madeira.

Se por um lado eu, e todos os demais presentes, ficaram deliciados com tamanha grandeza de vinhos, por outro lado custa-me pensar que por exemplo, o Moscatel de Setúbal, continua a ser um eterno desconhecido lá fora. Poderíamos pensar que está bem assim, pois ficam cá dentro, mas por outro lado, qualquer um destes vinhos, em qualquer mesa, em qualquer parte do mundo, elevariam bem alto o nome dos Vinhos Portugueses. Que grandes vinhos se fazem em Portugal, que grandes vinhos nos foram deixados pelos nossos antepassados, a quem deixo a minha singela homenagem.

Se este evento, pelo vinhos apresentados foi um estrondoso sucesso, falta também dizer que a GN Cellar é uma bonita, bem iluminada e bem desenhada garrafeira. É um novo espaço, com um target de clientela bem específico e numa zona que precisa de reabilitação e investimento. Tendo a chancela da Garrafeira Nacional, o sucesso é mais que certo.

Um sincero muito obrigado pela noite mágica que me foi proporcionada. Bem hajam

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

No dia 8 de Novembro a José Maria da Fonseca irá colocar no mercado o Moscatel de Setúbal Superior de 1955.
Este lançamento será feito através de um Leilão a realizar nas Caves da empresa, em Vila Nogueira de Azeitão.
A colheita de Moscatel de Setúbal de 1955 sempre foi considerada por António e Fernando Soares Franco, a 5ª geração da família, como a melhor colheita de Moscatel de Setúbal do séc. XX. Em relação a outras colheitas de Moscatel sempre se destacou pela sua qualidade global, sendo um vinho muito complexo e equilibrado em termos de estrutura, doçura e acidez.
Por ser tão completo é um vinho que não é/era habitualmente utilizado em lotes de outros Moscatéis da José Maria da Fonseca, como o Alambre 20 Anos ou o Trilogia.
O que Domingos Soares Franco mais destaca neste vinho, para além de toda a sua complexidade aromática e gustativa, é a sua extraordinária frescura na boca, que equilibra toda a doçura natural e concentração que o vinho tem.
Deste vinho foram produzidas apenas 150 garrafas de meio litro, das quais 100 garrafas irão a Leilão no próximo dia 8 de Novembro. O remanescente permanecerá na colecção da José Maria da Fonseca.


Dado o carácter único deste lançamento, a ideia foi a de reunir neste Leilão não só os especialistas do sector e apreciadores, mas também verdadeiros apaixonados por este tipo de vinhos e coleccionadores.
Para enriquecer o Leilão, para além das garrafas de Moscatel de Setúbal Superior de 1955, farão parte dos lotes outros vinhos da José Maria da Fonseca. O destaque vai para alguns Moscatéis de Setúbal e Moscatéis Roxos mais antigos, como colheitas de 1880, 1902, 1904 ou 1911, uma garrafa de Moscatel de Setúbal TornaViagem, garrafas de Periquita de outros tempos e o famoso José de Sousa de 1940 (a colheita esquecida durante anos debaixo de uma pilha de carvão).

O Leilão do Moscatel de Setúbal Superior de 1955 terá lugar no dia 8 de Novembro, pelas 19:30, nas Caves da José Maria da Fonseca, na Quinta da Bassaqueira, em Vila Nogueira de Azeitão, sendo antecedido por um jantar onde reconhecidos vinhos da José Maria da Fonseca estarão em harmonia com a cozinha da região, a cargo do Chefe Hélder Chagas.
O Leilão estará a cargo do Palácio do Correio Velho e será um leilão puro, ou seja, não haverá uma base de licitação para os lotes. A participação no Leilão será limitada e deverá ser feita mediante inscrição.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Crasto, Mouchão e Roda apresentam os seus vinhos




O dia estava perfeito, em Gaia, para mais uma prova de vinhos. Após alguns dias de chuva e frio intenso, parece que um dia com algum sol vinha mesmo a calhar. E assim foi, pois quando cheguei ao local da prova, o novíssimo e muito badalado, Hotel Yeatman, já o sol queria descobrir.



Antes de irmos aos vinhos, saliento o local onde foi conduzida a prova. Integrado no meio das centenárias caves, ergue-se este imponente hotel, que pese embora não fira a paisagem onde se encontra integrado, pareceu-me também não sair disfarçado. A verdade é que o hotel é grande e moderno no seu exterior. No interior a coisa muda de figura, e a influência inglesa faz-se de imediato notar. Muito bonito, aliás, tudo muito bonito. Apetece entrar e usufruir.
Os quartos como provavelmente saberão, são patrocinados por produtores de vinhos e ostentam os seus nomes. Dentro de cada um deles, entramos suavemente no mundo do seu "sponsor", com alusões ao produtor e seus vinhos.

Já depois de ter passado e bisbilhotado um pouco enquanto esperava, fui então levado para o local da prova. Bem, o impacto não se podia deixar de fazer sentir. A sala de provas é absolutamente genial. Virada para a fabulosa vista do Rio Douro e da Cidade Invicta, através de um vidro enorme que acompanha toda a frente da sala, esta terá sido uma das mais relaxantes salas que conheci. Uma vista deslumbrante.

A ocasião chegou-nos através da Distribuidora de Vinhos, detida pelo Grupo Fladgate, para a apresentação dos vinhos da Quinta do Crasto, Herdade do Mouchão e Bodegas Roda (Espanha). Ainda antes de se iniciar a prova, já nos havia sido informado, que também teria lugar uma prova comparativa de Portos Vintage, da Colheita de 2001, do Grupo Fladgate Partnership.


Tomás Roquette, Director de Enologia da Quinta do Crasto


Quinta do Crasto

Por inúmeras ocasiões tive oportunidade de escrever sobre este produtor, que hoje em dia dispensa qualquer tipo de apresentações. Qualquer pessoa, por mais distraída que esteja, conhece ou já ouviu falar desta Quinta, deste Produtor ou dos seus Vinhos. A Quinta do Crasto atingiu em Portugal, e no mundo, um estatuto que a muito poucos está destinado. Em Portugal está, no meu entender, num merecido lugar de topo, apenas acompanhada por um punhado de outros produtores. O segredo? Esse reduz-se às fantásticas vinhas que detêm e ao soberbo trabalho de Viticultura, Enologia e Gestão de toda a Equipa da Quinta do Crasto.



Crasto Branco 2010
Tudo muito fresco, muito equilibrado de aroma, com notas limonadas e vegetais. Se por um lado mantém o perfil aromático das anteriores edições, na boca, vem sendo afinado, ano após ano. Esta edição ganhou mais volume, mais untuosidade, mais tensão na acidez. Um excelente feito, numa vindima difícil. Este branco, perfila-se com um dos melhores, senão o melhor branco sem estágio em barrica. Muitíssimo bem.
Nota 16,5


Crasto 2009
Um aroma maduro e intenso, é panache deste vinho. No entanto não perde o seu equilíbrio nem mostra que sabe ter frescura no seu conjunto. Floral
Na boca tem textura, densidade e sobretudo sabor, num conjunto redondo, com alguns taninos a mostrarem que poderá ser guardado por uns bons pares de anos. No entanto, foi pensado para ser bebido desde já.
Nota 16

Quinta do Crasto Superior 2009
Algo fechado de início. Demorou a mostrar toda a sua profundidade. Decadente no fruto, consegue mostrar um veio de frescura sempre que alcançamos o copo. Muito bem
Boca de excelente concentração, numa toada de finura e firmeza de taninos. Final intenso e longo. Precisa de garrafa.
Nota 17

Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2008
Ganha complexidade cada vez que o provo. Mantém ainda as notas de barricas usuais neste vinho, auxiliadas por notas de grafite, café, Fruto Negro e Giz. Muito sedutor. Equilibrado.
Boca com volume, sumarenta, taninos finos ainda muito presentes. Final longo. Excelente vinho, que mostrará todo o seu esplendor daqui a uma mão cheia de anos.
Nota 17,5

Herdade do Mouchão

Será por ventura o mais interessante produtor do Alentejo. Na sua história, em certas alturas atribulada, contou sempre com vinhos enormes, de grande longevidade. Quem provou vinhos com o 1954, 1963, 1970, 1974 e outros, conseguirá certamente perceber o que pretendo dizer. Numa zona que tem vindo ao longo dos anos a dar mostras da enorme capacidade para a produção de grandes Tintos, os Mouchão serão porventura as suas estrelas mais cintilantes.


John Forsythe, a cara dos vinhos Mouchão


Dom Rafael Branco 2009
Aroma muito Novo Mundo, com com sugestões de Alperce, Relva Cortada, a fazer lembra um Sauvignon.
Boca assertiva, com sabor e alguma sensação de doçura. Ainda assim com alguma frescura e uma boa acidez.
Nota 15,5

Dom Rafael 2009
Aroma de fruto maduro, notas de licor. Intenso mas algo quente.
Boca com sabor e equilíbrio. Final de boa persistência.
Nota 15,5

Ponte da Canas 2008
Aroma com profundidade, sugestões de barrica, bacon, fumo, e fruto negro. Intenso
Rebelde na boca, largo e denso. Final cheio de vida, firme e com taninos ainda muito jovens. Precisa de tempo.
Nota 17

Mouchão 2006
Aí está o estilo Mouchão, já a mostrar alguma borracha queimada, fruto denso e mato seco. Tudo num estilo concentrado e cheio de vigor.
Grande concentração na boca, vigoroso. Taninos finos mas muito empertigados a mostrarem que precisam de garrafa para acalmar. Um conjunto de belo efeito, que por certo melhorará daqui a uns anos.
Nota 17,5


Bodegas Roda (Espanha)

Apesar de relativamente recente, este tem sido um projecto que começou por dar nas vistas mal se instalou na Rioja. A razão poderá parecer simples mas baseia-se sobretudo na filosofia das vinhas velhas e nas castas autóctones.



Corimbo 2008
Perfumado, com fruto silvestre.
Boa frescura de conjunto mas com taninos demasiado evidentes, que prejudicam de certo modo o equilíbrio deste vinho. Uma pena.
Nota 15


Roda 2006
Aroma com alguma complexidade, que oscila entre o fruto maduro, as sugestões de tabaco, ligeiro couro e baunilha.
Melhor na boca, com alguma elegância num conjunto que termina longo e com taninos bem secos.
Nota 16,5

Roda I Reserva 2004
Excelente no aroma. Sem vestígios de evolução, este vinho ainda se mantém primário. Por esta altura a barrica já integrou, ficando penas alguns vestígios da mesma, que dão carácter ao vinho. Equilibrado e com frescura.
Boca assertiva. Fino mas com volume e potência. Taninos muito finos e final bem longo.
Nota 17,5

Cirsion 2007
Aroma muito rico, opulência e profundidade em pessoa. Complexo, cheio de camadas de aromas, que se entregam num vai e vem. Sugestões de ameixas, amoras, menta, eucalipto e notas licoradas.
Boca de excelente envergadura e profundidade. Tudo ainda muito compacto, muito preso. Muito tenso, num final cheio de taninos que seguram-nos ao vinho. Impressiona desde já mas é um exercício inglório perante esta capacidade de evolução em garrafa.
Nota 18,5


Portos Vintage 2001

Para o final estava guardada uma prova de enorme carácter didáctico, ainda para mais quando esta seria conduzida pelo David Guimaraens, que é a pedra Basilar de todos os Vinho do Porto do Grupo.
O ideia foi colocar frente a frente três Vintage da Colheita de 2001, um ano Single Quinta, e tentar perceber as suas diferenças, no conjunto em prova.





Fonseca Quinta do Panascal Vintage 2001
Num momento fantástico de consumo. É o vinho que mais se mostra neste momento, pela jovialidade da fruta, com muitas notas de framboesa, melancia.
A boca apresenta-se com doçura e volume. Tudo num registo de equilíbrio. Esta perfeito para ser consumido desde já, mas irá manter-se assim por mais anos.
Nota 16,5

Taylor's Quinta de Vargellas Vintage 2001
Muito mais austero e reserva do que o anterior. Mostra-se ainda algo tímido.
Na prova de boca, mostrou-se muito bem com muitos taninos envoltos no corpo do vinho. Final muito longo.
Nota 17,5

Fonseca Guimaraens Vintage 2001
Um pequeno jovem que ainda não deixou o seu lado químico.
Boca ainda com o espírito por integrar. Taninos muito presentes ainda. Um Vintage cheio de vida e com muita vida pela frente.
Nota 18


Nota final para o almoço que nos foi servido no restaurante do Hotel Yeatman, que pura e simplesmente deslumbrou. Mas disso falarei mais tarde.
Nesse almoço acabámos por abrir alguns vinhos especiais, nomeadamente a primeira garrafa Double Magnum de Maria Teresa 2005 que foi aberta em Portugal, que estava tão jovem que me deu pena de ter sido aberta. Um Mouchão Tonel 3-4 2005 que já me tinha deliciado no Jantar da revista de Vinhos. Estava em grande. E ainda um dos meus Vintage preferidos, o Fonseca 1985, que apesar de estar muito bom, não se mostrou ao nível do que já tenho bebido em outras ocasiões.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Bastardinho é pouco....

Produzido há mais de cinquenta anos na empresa, este vinho tinto licoroso é elaborado unicamente a partir da casta Bastardo, uma casta rara na região da Península de Setúbal, embora a José Maria da Fonseca esteja a proceder à replantação de uma pequena área desta vinha em solo argilo-calcário, o que lhe permitirá tentar recriar este vinho em anos futuros.
A produção do Bastardinho de Azeitão 30 Anos é sempre proveniente de um lote de colheitas antigas, com pelo menos 30 anos (por vezes mais), guardadas religiosamente nas Caves da José Maria da Fonseca, até se proceder ao seu engarrafamento.
O seu processo de vinificação é longo, sendo depois envelhecido em cascos de madeira usada antes do engarrafamento. O Bastardinho de Azeitão 30 Anos tem uma longevidade em garrafa de largos anos, não evoluindo após o engarrafamento. (Informação retirada de www.vinhos.online.pt).


Bastardinho de Azeitão 30 Anos
Produtor - José Maria da Fonseca
Região - Setúbal
Grau - 18.5% vol
De côr cobreada com laivos esverdeados. Aroma muitíssimo complexo a denotar um vinho superior. Aroma cativante com notas de muita torrefacção, caramelo, fruto seco e sensação de marmelada.
Na boca um vinho único, com untuosidade e principalmente uma acidez incomparável que determina uma frescura inebriante e que "ainda por cima" apresenta um final "Duracell". Vinho raro e único, que merece, e está, com o seu lugar garantido entre os grandes do mundo.
Nota 18,5

domingo, 7 de outubro de 2007

Homenagem

Terras do Sado - FSF (Francisco Soares Franco)2001
Provado em prova cega. Com 14% vol e uma cor granada, encontramos um vinho quente e de intensos aromas onde encontramos alguma fruta (cassis, cereja) enquandrados num apontamento florar a lembrar cravos. Este complexo vinho brinda-nos ainda com sugestões de caça, feno, café, chocolate e bem como de especiaria, baunilha, serragem e côco. Muito bem está também na boca onde se mostra um vinho aveludado e amaciado pelo tempo com taninos nobres já integrados. Este FSF está realmente pronto e no seu conjunto está totalmente afinado e elegante. Belo vinho.
Nota 17,5

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