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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Crise? Qual Crise?

Optimas notícias que vêm da Inglaterra. Segundo a conhecida publicação de vinhos Inglesa, Decanter, o vinho do Porto Vintage 2007 está a "furar" a crise financeira no UK.
Segundo a mesma, e com os afirmações dos responsáveis das maiores empresas de Vinho do Porto, a demanda pelos seus Vintage 2007 é tal que os seus stocks alocados à campanha "en primeur" já esgotaram, ou tiveram de ser reforçados.
Ainda segundo esta publicação, no mercado Norte Americano, as vendas de Vintage 2007, encontram-se ainda estagnadas, justificando o facto com o cautelismo dos compradores Norte Americanos.
Ver notícia original aqui

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Está na hora de voltar....a sério

Em primeiro lugar um pedido de desculpas. Desculpas, porque sem "dar cavaco" passei a não escrever praticamente nada neste espaço. Mudei de layout, pus tudo como idealizava e no fim não realizei nada.
A verdade é que nos ultimos tempos não tenho tido a coragem de escrever com o receio da critica pessoal.

Já vai fazer um ano, que fui convidado para um projecto, pela Niepoort, aliás, pelo Dirk Niepoort. Embora não seja funcionário da Niepoort, a verdade é que integro um projecto que pertence à Niepoort e que está relacionado com vinhos.
Com a minha aceitação, fiquei algo melindrado em escrever no meu pequeno espaço, este blog. Como posso estar a escrever sobre vinhos, pessoas, etc, se estou de certo modo a integrar um projecto que pode ser considerado concorrente? Bom, esta questão tem vindo sempre a assolar-me, quando chega a vontade, que é diária, de escrever aqui.
Ainda há dias coloquei aqui uma nota de prova de um vinho que decerto modo veio limpar um pouco as minhas ideias. Decidi então continuar o meu trabalho, que não é mais do que dar a minha opinião sobre vinhos, mostrar os produtores que visito, mostrar as faces do Vinho, a beleza das paisagens e mostrar os locais de culto do vinho e da Gastronomia. Faço-o por paixão e porque não concebo este espaço, como estático, não o concebo sem o alimentar.

Agora, obviamente que me liberto de provar neste espaço, qualquer vinho a que eu esteja ligado, directa ou indirectamente, neste caso os vinhos da Niepoort, Niepoort Projectos.
Assim, vou continuar, com os mesmos ideiais e a mesmas promessas de quando comecei. Seriedade, isenção, objectividade e sobretudo, muita paixão.

Despeço-me para já e deixo a promessa de voltar ao activo muito em breve.


Um abraço,

João Rico

terça-feira, 10 de março de 2009

A Essência do Vinho em Imagens

A Essência do Vinho, como sempre a ter lugar no bonito Palácio da Bolsa no Porto, preparou-se para receber os cerca de 18.000 visitantes, um novo record segundo a organização. Em 4 dias estiveram presentes algumas centenas de produtores, ávidos para poder mostrar todas as suas novidades, todos os vinhos, amostras de barrica, que ainda agora começar a desenhar-se para um produto final.
Para mim foram 4 dias de extremo cansaço, de extrema agitação. Ainda assim, vale a pena por ver tanta gente jovem, e menos jovem, com enorme vontade de provar os seus vinhos de eleição.
Aqui vos deixo algumas imagens que fui tirando assim o tempo o permitia. A maioria curiosamente foi tirada ainda com o Palácio da Bolsa completamente vazio






















sábado, 20 de dezembro de 2008

A Prova de uma Vida - 100 Anos do Dão


Foi no passado dia 13 de Dezembro que teve lugar uma prova única, uma prova impressionante, onde estive a provar vinhos velhos do Dão.
Estive neste prova em duas vertentes. A primeira, a de ajudar na logística do evento, estava lá para servir os vinhos a todos os que tinham sido chamados a estarem presentes, a segunda, obviamente a de provar todos os vinhos que iam sendo servidos.
O evento tinha como finalidade a prova de vinhos velhos do Dão mas com um especial enfoque nos vinhos do Centro de Estudos de Nelas (CEN). A razão da minha da minha ansiedade prendia-se pelo facto de já ter provado em uma outra situação, alguns vinhos do CEN (1963 Touriga Nacional, 1987 e ainda 1994, este ultimo branco) que me tinham deixado completamente delirante pela condição que apresentavam.
A ideia deste evento partiu de Álvaro Castro, produtor na Dão e mais propriamente na Quinta da Pellada, que se apressou a encetar junto de Dirk Niepoort um esforço conjunto para concretizar este evento. Estava dado o mote para ser proporcionado a todos os presentes, um dia fantástico.
O evento decorreu na Quinta de Nápoles, centro operacional da Casa Niepoort, e estiveram presentes um punhado de Jornalistas/Críticos de vinhos estrangeiros, a maioria da nossa crítica especializada de vinhos, alguns produtores e ainda um a mão cheia de enófilos.

















O dia não estava para brincadeiras, pois o frio e a chuva teimaram em fazer-se sentir, mas era lá dentro, em uma sala bem composta e com boas condições de prova que estavam alguns vinhos que nos iriam aquecer os corações.

Os vinhos que estiveram em prova:


Brancos

CEN 1992
Porta Cavaleiros 1984
CEN 1980
Real Vinicola 1980
CEN 1978
Porta Cavaleiros 1975
CEN 1974
CEN 1971
Porta Cavaleiros 1964
CEN 1964
CEN 1963
CEN 1959


Tintos

CEN 1987
Adega Cooperativa Penalva do Castelo Reserva 1985
Grão Vasco Garrafeira 1982
Caves São Domingos 1983
CEN 1983
Federação Vinícola do Dão 1980
Dão Pipas 1980
Dão Serra 1980
Caves Velhas 1979
Real Vinícola 1982
Porta Cavaleiros 1975
Caves Fundação 1975
Real Vinícola Dona Maria 1978
Real Vinícola 1977
Porta Cavaleiros 1974
Real Vinícola 1973
CEN 1971
Federação Vinícola do Dão 1971
UDACA 1970
CEN 1970
Federação Vinícola do Dão 1970
Real Vinícola Cabido 1967
Porta Cavaleiros 1966
UDACA Reserva 1964
Quinta da Falorca 1963
CEN Touriga Nacional 1963
CEN 1963
CEN 1958
Vinhos Desconhecido 1950 (trazido Por Álvaro Castro)


















Resumo:

Nem sei por onde começar, pois ainda hoje acordei a pensar neste prova. A primeira palavra vai para os vinhos brancos do Dão, com especial relevo para os Brancos do CEN, estes últimos, são vinhos de classe mundial. Tenho a certeza que ninguém fico indiferente aos CEN 59, 64 e 63. Únicos pela frescura, elegância e personalidade. No dia do evento, à noite, voltei a provar estes brancos e ainda se mantinham firmes, perdendo apenas alguma frescura. Os brancos mais jovens pareceram-me ter condições de encetar uma vida longa pela frente.
Nos tintos a distinção entre os vinhos do CEN e os restantes era por demasiado óbvia, com a excepção de um grande vinho que por lá apareceu, o Quinta da Falorca 1963. Um vinho estrondoso, estilo Clarete, com uma elegância ímpar. Dos participantes haviam vários a pedir uma repetição. Os CEN 87, 71, 70 e os tremendos 1963 Touriga e 1963 Blend, fizeram as maravilhas dos participantes que tenho a certeza que tal como eu fizeram mais uma prova de uma vida.

As questões e constações que me assolaram ao longo da prova:

Obviamente que a questão da capacidade de envelhecimento me surgiu de imediato. Os vinhos do Dão provaram ter capacidade de envelhecimento mas, e os vinhos que estão hoje em dia a ser feitos?

Numa altura em que falamos muito dos vinhos alcoólicos, tenho de vos dizer que os melhores vinhos que apareceram nesta prova, e dirijo-me aos vinhos do CEN, são vinhos que que o grau alcoólico é sempre superior a 13,5% vol e chegando em algumas situações, perto dos 15% vol.

O Dão, os produtores do Dão, têm a capacidade e obrigação de fazer mais e melhor vinho. Especialmente nos brancos, o Dão é para mim uma região com potencial único em Portugal.



Nota Final: As imagens foram gentilmente cedidas pelo Produtor Duriense João Roseira (Quinta do Infantado, Gouvyas)

sábado, 13 de setembro de 2008

Masterclass (as Fotos)

Bom, gostava de colocar algumas imagens do evento. Não esperem muito do fotógrafo pois não é grande tiro de espingarda.

O dia começava nesta entrada. Por ali, entramos no maravilhoso universo do Aquapura, no entanto, só tinha tempo de deixar as malas e seguir para a Quinta de Nápoles.












Já em Nápoles, começavam a chegar os convidados, enquanto eu provava as uvas que estavam prontas e dar entrada na adega.



Já de copo de Porto Branco na mão a maior parte dos presentes punha a conversa em dia, no entanto ainda havia muito trabalho a ser feito. Que o diga a Dona Maria José...





Era então dada a partida para a prova Masterclass Douro Boys:




Os Douro Boys e os provadores......





Passada que estava a prova, deu-se inicio a uma festa, pela noite dentro. Nesta festa além de alguns dos vinhos que já tinham sido provados, iriam estar presentes , em magnum, algumas colheitas anteriores dos Douro Boys, e nestes, vejo-me obrigado a destacar o Vale Dona Maria 2004, que está pura e simplesmente um vinho ENORME e o Crasto Vinhas Velhas 2004 que está num momento fantástico.

As ostras estavam fantásticas e arranjaram logo companhia.


O primeiro prato da autoria do Chef Vitor Claro, um robalo, estava divinal.


Após o repasto deu-se continuidade à boa disposição, e, numa discoteca improvisada, com direito a DJ e tudo, esgotaram-se os restos da energia que ainda tinhamos. Um dia fantástico, em torno do vinho.




O dia seguinte era para recarregar as baterias e aproveitar o lugar idílico onde pernoitei, o Aquapura Douro Valley




quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Douro Boys Masterclass


Era finalmente o dia 3 e eu ansiosamente deixava para trás Peniche, e rumava ao Douro. Desde há algum tempo que aquela região faz-me palpitar o coração e é impressionante o sentimento que se apodera de mim à medida que vou palmilhando quilómetros e quilómetros em sua direcção. A prova era apenas às 17h e já fervilhava de antecipação por provar todos aqueles vinhos mas também por desta vez ir ficar 5 dias pelo Douro.
Nem imaginam a dificuldade em arranjar lugar onde ficar, no Douro, por estas alturas. Estando garantida a primeira noite, no Aquapura Douro Valley, o que importava era la chegar que depois logo se haveria de arranjar qualquer lugar onde descansar.

Deixando então a prosa, estava chegada a hora de rumar à Quinta de Nápoles, onde se iria realizar o evento. O tempo não ajudava em nada. Chuva e algum frio, não condiziam com a minha postura de turista, com pólo e calções. Fui enganado mas estava completamente abstraído do tempo que fazia. Adiante, vamos então à prova.

A Masterclass Douro Boys é nada mais que a apresentação das novas colheitas dos produtores que integram este grupo, Quinta do Vallado, Niepoort, Quinta do Crasto, Quinta do Vale Dona Maria e Quinta do Vale Meão.
A prova iniciou-se com uma introdução, feita por Cristiano Van Zeller, às colheitas que se iriam apresentar, 2006 nos tintos e 2007 nos brancos. A convicção de um grande 2007, no brancos e a de um ano dificil de 2006 mas repleto de bons vinhos, veio ao encontro da minha opinião. Mas vamos aos vinhos:



A apresentação dos vinhos foi separada entre brancos, tintos e depois fortificados, mas aqui, para mais fácil leitura, vou colocar por produtor.


Quinta do Vallado

Brancos

Quinta do Vallado 2007
Feito a partir das castas Viosinho, Verdelho, Rabigato e Arinto, este vinho mostrou-se muito citrino, vegetal, muito fresco e mineral e com ligeira sensação de mel.
Boca a mostrar-se muito equilibrada, com excelente acidez , algum volume e ligeira secura final.


Quinta do Vallado Reserva 2007
As mesmas castas do vinho anterior fazem parte deste lote. A madeira, ainda que não prejudicando o conjunto, mostrava-se algo visivel. O aroma apresentou notas de fruto branco, notas tostadas e algum vegetal.
Muito bem na boca, mostrava volume e untuosidade numa sensação amendoada a que se juntava excelente acidez e final longo.


Vallado Moscatel 2007
Uma curiosa surpresa esta que foi apresentada pelo Vallado. Um vinho feito, em extreme, da casta Moscatel.
Muito aromático, este vinho espelhava na perfeição as propriedades desta casta, no entanto algo neste vinho lembrava-me um pouco a Gewurztraminer. Não se tornava enjoativo, como podem alguns vinhos feitoa a partir da casta Moscatel, se podem, tornar, mas um certa frescura pairava no aroma , desviando-nos de tais sensações.
Na boca apresentava acidez firme e perfeito equilibrio. Muito interessante e um belo ensaio.


Tintos

Vallado 2006
Feito das castas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca. O aroma dava mostras de fruto maduro, notas florais e ligeiro caramelo.
Boca com frescura, nada pesada e com ligeira sensação de amargor no final. Terminava com sabor em final de media intensidade e duração.

Vallado Touriga Nacional 2006
Aroma sem grandes exuberâncias, marcado por algumas notas de tosta, fruto maduro, sugestões florais e algum vegetal.
Boca com alguma falta de vigor, pareceu-me faltar ali algo para preencher um vazio, mas ainda assim fino, elegante e redondo.

Quinta do Vallado Reserva 2006
Aroma rico e amplo, profundo, com muitas sugestões de fruto preto a que se associavam notas florais e especiarias.
Na boca tudo muito diferente do anterior. Um vinho de porte, muito sugestivo, com taninos bem presentes mas cooperantes, acidez vincada num final longo. Assim, sim.


Niepoort

Brancos

Tiara 2007
No primeiro impacto, a mineralidade toda. A sugestão evidente de flores e de alguma relva cortada.
A delicadeza e a finura na boca. Um equilíbrio perfeito, novamente a sugestão mineral em conjunto com uma acidez crocante, tornam este vinho, no meu entender, no melhor Tiara de sempre. Muito bem

Redoma 2007
No nariz são ligeiras as notas da madeira. Está bem trabalhada. Os apontamentos minerais estão presentes em conjunto com alguma pêra e baunilha.
Boca cheia, forte sem excesso, excelente acidez e equilíbrio num final longo e ligeiramente amendoado.

Redoma Reserva 2007
Aroma complexo, mesmo à redoma reserva, muitas notas de fruto branco, mineral, tudo muito delicado.
Boca cremosa, de perfeito equilíbrio, onde a madeira efectua um papel secundário e fugaz. Excelente acidez a conferir frescura e um final de classe. Um remake do 2005? Na minha opinião, poderá mesmo vir a ter mais potencial.


Tintos

Vertente 2006
Aroma muito interessante e intenso com notas de erva doce, algum alcaçuz, fruto maduro e sugestões de cacau.
Boca com intensidade, taninos redondos mas cheios de sabor num final com sugestões picantes. Está guloso este Vertente.

Redoma 2006
Não tendo sido engarrafado o Batuta, todo o potencial da vinha velha veio parar a este redoma. Aroma muito diferente do costume mas cheio de nuances interessantes. Muitas são as sugestões balsâmicas que se enquadram num conjunto com notas especiadas, de fruto maduro, folhas secas e notas tostadas.
Curiosamente mostrou frescura num conjunto de volume, de raça e com final longo.

Charme 2006
De inicio pairam sobre este vinho muitas notas mentoladas. Depois é a vez de um fruto silvestre, um morango, algumas ervas aromáticas e notas tostadas se juntarem ao conjunto.
Muito fino, cheio de notas silvestres e de algum verde. Muito delicado, aveludado e sedoso. Final longo e elegantérrimo. Um Charme à Charme


Quinta do Crasto

Brancos

Crasto 2007
A estreia da Quinta do Crasto em vinhos brancos. Intenso e exuberante no aroma, este vinhos mostra muitas notas de citrino, muitas notas vegetais e sugestões minerais. Todo ele transpira frescura.
Na boca mostra plenitude, equilíbrio, sensação crocante, mineral e manifestamente pouco álcool.


Tintos

Crasto 2007
Aroma de muita fruta onde alguns apontamentos florais vão timidamente aparecendo.
Na boca é redondo, frutado e com frescura assinalável. Um vinho bem divertido

Quinta do Crasto Reserva "Vinhas Velhas" 2006
Ainda precisa de tempo para mostrar o seu potencial, no entanto, para já dá-nos mostras de fruto muito maduro, café, tosta, especiaria e algumas notas florais.
Boca de belo efeito com vigor e muita estrutura. Taninos finos e final bem longo.

Quinta do Crasto Touriga Nacional 2006
Muito sóbrio, ou seja, nada de exuberâncias extremas e cansativas. Notas florais, bergamota, fruta copiosa e baunilha.
Excelente na boca a mostrar calor, raça, vigor no tanino e intensidade num final bem longo mas muito jovem.

Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2006
É difícil chegar a um vinho deste calibre e não ficar completamente perdido, inebriado com o seu perfume, com o seu chamamento. Moka, fruto muito maduro, ligeira especiaria, violetas, ligeiras notas de barrica.
Boca acetinada, intensa, inebriante. Vinho profundo, vinho tremendo.


Quinta do Vale Dona Maria

Nota: Os vinhos desta Quinta tinham sido engarrafados há bem pouco tempo, 1 mês, e como tal ainda apareciam algo fechados e com algumas questões relacionadas com engarrafamento.

Brancos

VZ 2007
Este VZ mostrou-se complexo, no aroma, com muitas notas de algum citrino, baunilha, algum vegetal, flores brancas, sério.
Na boca, era um vinho sério, de porte mas até certo ponto um vinho delicado e com acidez muito presente. Terminava com notas tostadas e de excelente persistência. Acabei por o voltar a provar, depois no jantar, e constatei que melhorava muito, mas muito. Belo vinho

Tintos

Casal de Loivos 2006
A fruta ainda estava muito escondida, ao passo que as notas de barrica ainda dominavam de certa maneira o conjunto.
Na boca, muito jovem, com tanino raçudo e bem presente. Precisa de tempo mas deu já boas indicações.

Quinta do Vale Dona Maria 2006
Aroma muito sedutor. Era para já o vinho deste produtor, que se mostrava mais esclarecido. Complexidade, mas muita intensidade nos aromas. O fruto era negro, quente, mas de uma expressão muito limpa. As notas de barrica muito bem integradas no conjunto, sugeriam tosta a tabaco.
Boca muito jovem ainda, gulosa. Taninos muito presentes mas muito bem integrados, acidez marcante e final longo. É dificil ficar indiferente a este vinho.

CV 2006
Muito fechado no aroma, aliás muito fechado mesmo. A elegância deste vinho era ainda a unica mostra que dava da sua qualidade. O fruto maduro, ainda algo timido, andava de braço dado com notas de barrica que também não se mostravam muito.
Na boca, tudo diferente. O vinho mostrava-se vibrante, a elegância marcava pontos e os taninos ainda muito presentes e muito jovens, marcavam ainda toda esta prova de boca. O seu tempo ainda chegará, com a possibilidade de se beber um vinho de grande categoria.

Quinta do Vale Meão

Tintos

Meandro do Vale Meão 2006
O Meandro pareceu-me algo diferente do que estamos acostumados. A sua bela intensidade mostrava um vinho mais pronto, de fácil aproximação. O fruto era bem maduro, por vezes silvestre, alguma especiaria e notas fumadas completavam um conjunto que era de vez enquanto assolado com curiosas notas florais.
Na boca um vinho que mostrava ligeira frescura, mais aberto, mais apetecivel. Os taninos estavam lá mas eram dóceis e em nada mostravam protagonismo. Gostei muito deste Meandro.

Quinta do Vale Meão 2006
Este era o vinho, que até à data de prova, não sabia se iria ser lançado. Curiosamente achava que este produtor estava lá para mostrar apenas o Meandro. Ainda bem que não o fez.
O Vale Meão mostrou a raça do costume, a delicadeza, associada a uma potência a uma indicação de complexidade. Os aromas mostravam-me "low profile" mas estavam lá. O Fruto, as violetas, a especiaria fazim parte de todo o conjunto, onde predominava a densidade e a profundidade.
Na Boca toda a finura de um grande Vale Meão. Vinho cheio de sabor de intensidade e com um final fantástico. A estrutura, aliada à finesse. Grande Vale Meão.


Fortificados


Niepoort LBV 2004
Muito intenso no aroma, este LBV, mostrou muita capacidade de agradar. Fruto muito maduro, caramelo, algumas notas florais e de chocolate.
Boca de muito boa estrutura, fresco e muito equilibrado. Muito guloso.


Niepoort Vintage 2005
Aroma a mostrar bastante exuberância, com muito fruto maduro, muitas notas florais e minerias. A Elegância em vez da potência.
Na boca, nada de super bomba. Neste Vintage tudo esta equilibrado, tudo se mostra com delicadeza e finura. Um vintage de perfil diferente mas que de certo modo aprecio pela sua fácil prova em todos os momentos, no entanto, penso que terá muita vida pela frente. De belo efeito.


Quinta do Crasto Vintage 2005
Mostrou-se muito aberto para a prova, muita doçura, flores, especiaria.
Redondo na boca e a dar provas de estar dentro do seu espectro de consumo. Dá uma prova fantástica desde já.


Quinta do Vale Meão 2004
Maduro no aroma, cheio de notas de fruto preto, especiaria e chocolate.
Boca harmoniosa, densa, gulosa. Um Vintage de fácil aproximação. Para ser bebido em novo mas com alguma potencialidade para uns anos em garrafa.


Quinta do Vale Dona Maria 2004
Aromas de muito fruto maduro, cerejas, chocolate.
Boca plena de frescura, cheia de equilibrio e extremamente gulosa. De belo efeito.


Em jeito de resumo, foi uma prova de belo efeito, uma fim de tarde bem passado, sempre na companhia de bons vinhos. Provavelmente repararão que gostei da esmagadora maioria dos vinhos, o que é perfeitamente compreensivel face ao produtores envolvidos. Fiquei, aliás, continuei com duas ideias em relação aos vinhos. Os brancos de 2007 mantém-se muito frescos com bela acidez. Os tintos de 2006, apesar de muitos apregoarem um ano mau, pelo menos aqui mostraram ter carácter, ter vigor e em muitas situações ter frescura.


De seguida comentarei o jantar e a festa final, uma vez que os vinhos que se beberam, mais antigos, dos produtors, deram-me algumas indicações que quero partilhar com vocês.


Até já.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Vindouro 2008


A Vila de São João da Pesqueira vai uma vez mais acolher o Vindouro, na edição de 2008. Este evento, que terá lugar de 5 a 7 de Setembro no Salão de Exposições de SJP, organizado pela Câmara Municipal de São João da Pesqueira e com a organização técnica da Essência do Vinho, irá este ano contar com a presença de cerca de 60 produtores durienses.
Além da presença dos produtores da região, o evento contará ainda com inúmeros atractivos:

Sessões de cozinha ao vivo
Jogos a cavalo
Cortejo da época
Jantar pombalino no majestoso Palácio de Cidrô
Concerto de André Sardet
Leilão de Vinhos
Etc

Estas são mais que boas razões para não ficar em casa e divertir-se na companhia de bom vinho, boa comida e boa musica.


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Tasca do Joel em destaque, na Blue Wine

Ao folhear a Revista Blue Wine deste mês, dei pela avaliação do serviço de vinhos da Tasca do Joel, na secção de restaurantes.
Não sendo bem uma surpresa assim tão grande para mim, pois bem sei a qualidade e o esforço que vem sendo desenvolvido em prol do Vinho, ou não fosse eu também um dos responsáveis pelas mudanças efectuadas, mas fiquei extremamente contente pela apreciação que foi feita e pela classificação atribuida, que permitiu à Tasca situar-se no Top 20 da revista.
Ao Joel e a toda a sua equipa, os meus sinceros parabéns, pois bem merecem este reconhecimento que não é mais que o fruto do muito trabalho que se tem vindo a desenvolver neste ultimos 2 anos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Georg Riedel em Portugal



Para muitos o titulo pode não lembrar nada em especial, mas para todos aqueles que gostam do vinho e se preocupam pelas condições em que é servido, Georg Riedel é um nome incontornável no mundo Viníco.

A Riedel é provavelmente a lider mundial de "Glassware" destinada a vinho e bebidas espirituosas. Esta empresa familiar Austriaca já vai na 11ª geração de "Glassmakers" e conta com Georg Riedel, pertencente à 10ª geração, à frente dos destinos da companhia desde a decada de 70. Georg tem sido responsável pelo desenvolvimento da marca e da tecnologia dos copos da Riedel. Foi responsável pela criação das gamas Vinum, Vinum Extreme e Overture e é hoje em dia CEO da empresa.

No proximo dia 13 de Agosto a UVA, importadora em Portugal da Riedel, organiza um evento, ou melhor, uma prova com os copos Riedel da gama Grape.
Esta prova terá lugar no Hotel Ritz, pelas 17h e contará obviamente com a presença de Georg Riedel.
Existe um custo de participação de 35€ mas que permite acesso à oferta do tasting set da Riedel, utilizado na prova, no valor de 75€.
Incrições: 229364360 ou rosa.teixeira@uvaportugal .com



Pessoalmente lá estarei e obviamente que recomendo vivamente a todos os enófilos e apreciadores de vinho.

domingo, 6 de julho de 2008

IWA apresentam novas colheitas




Os IWA (Independente Winegrowers Association), apresentaram, no passado dia 2 de julho de 2008, as suas novas colheitas à imprensa e a amigos.
Este evento teve lugar no Hotel Ritz Four Seasons, em Lisboa, e contou com a presença de representantes das várias revistas das especialidades, bloggers e amigos.

Com o Lema "União pela Força da Promoção" foi criada em Janeiro de 2004, a Independent Winegrowers Association.
A IWA é uma associação estratégica entre 6 produtores portugueses, de regiões distintas, que decidiram unir esforços com o intuito de assim poderem criar condições propicias à promoção de seus vinhos pelo estrangeiro. Fazem parte desta Associação, os produtores da Quinta do Ameal (Vinho Verde), Casa de Cello (Vinho Verde/Dão), Quinta dos Roques (Dão), Alves de Sousa (Douro), Luis Pato (Bairrada/Beiras) e Quinta de Covela (Minho).
Site dos IWA



Os vinhos:



Casa de Cello

A Casa de Cello é uma empresa familiar que se dedica à produção de vinho desde a década de 80. Composta pela Quinta da Vegia, no Dão, e pela Quinta de Sanjoanne, nos Verdes, esta empresa dedica-se de coração e alma à produção de vinhos de qualidade.
Embora não consiga esconder, pessoalmente, uma certa predilecção pelos fantásticos vinhos da Quinta da Vegia, têm sido os Sanjoanne a despertarem enorme atenção pela sua frescura, intensidade e fantástica acidez.


Espumante Sanjoanne Reserva Bruto 2002
Feito a partir das castas Arinto e Avesso.
Aromático, com muitas notas de casca de marisco, maçãs e ligeiras notas oxidativas.
Boca volumosa, cremosa. Bolha fina e muito persistente. Muito fresco e ainda com excelente acidez. Gosto muito deste espumante.

Quinta de Sanjoanne 2007
Feito de Avesso e Loureiro.
Muito aromático este vinho. Vegetal, muito fresco. Com alguma descida de temperatura são notas anisadas e de fruto de caroço que vêm ao nosso encontro.
Na boca todo ele é frescura a par de uma acidez bem presente.

Quinta de Sanjoanne Escolha 2004
Feito a partir das castas Avesso, Alvarinho e Chadonnay.
Denota uma leve sensação de oxidação, que contribui como uma mais valia ao conjunto. Notas vegetais, notas de fruto e alguns florais.
Boca cremosa mas cheia de frescura. Acidez perfeita a que se junta um final bem persistente. Muito bom.

Porta Fronha 2006
Feito a partir das Castas Tinta Roriz e Touriga Nacional.
Aroma jovem e repleto de notas de fruto maduro, ligeiros florais e alguma sensação especiada.
Boca igualmente jovem com tanino a mostrar-se. Fantástica relação Preço/Qualidade

Quinta da Vegia 2005
Fantástico no aroma, a mostrar bem os seus dotes florais, fruto maduro e enorme sensação de baga fresca esmagada.
Boca jovem e firme. Denota frescura mas mostra ainda muito tanino jovem mas gostoso.

Quinta da Vegia Reserva 2005
Conjunto aromático pleno de intensidade. Inicia-se com muitas notas florais, fruto maduro, especiarias e notas de barrica.
Ainda é um jovem na boca mas mostra toda a sua pujança graças aos taninos vigorosos. Termina com notas especiadas mas cheio de prazer. Ainda que tenha muito para vir a mostrar, é no meu entender um belíssimo vinho.


Alves de Sousa

Cedo mostrou que possuia matéria prima. Entregava, como a maioria, uva às grandes casas durienses, até que chegou a altura de colocar um ponto final nessa situação e arrancar com um projecto que só tinha condições para vencer. Nem tudo foram rosas mas penso que terá valido a pena. Alves de Sousa goza hoje de uma boa reputação, ganha a pulso, e hoje em dia com seu filho Tiago e o enólogo Anselmo Mendes atingiram um patamar de excelência.
Este produtor cria alguns dos vinhos mais emblemáticos e cobiçados em Portugal.

Branco da Gaivosa Reserva 2006
Feito a partir das castas Malvasia Fina, Arinto e Gouveio
Ainda se encontra algo marcado por notas da madeira onde estagiou. Ligeiras sugestões anisadas, vegetais e ligeira amendoa amarga.
Boca com boa dose de untuosidade, glicerinada com excelente persistência final. Belo branco

Alves de Sousa Reserva Pessoal Branco 2004
Castas tradicionais do Douro.
De inicio a sensação que me alertou foi a presença de notas de fosforo a que se seguiram notas de fruto cozido. Não me pareceu muito pesado mas sim um aroma original.
Na boca todo ele é volume, que até se parece colar nas paredes bucais, no entanto dei por mim a sentir alguma frescura no conjunto. Termina longuíssimo.
Como me disse o produtor, "este vinho, ou se adora ou se odeia". Concordo com essa afirmação mas aqui entre nós, eu ADORO.

Quinta da Gaivosa 2003
Feito a partir das castas tradicionais do Douro.
Aroma muito aguerrido, mineral, pejado de notas de fruto maduro e de notas de barrica.
Muito equilibrado na boca, cheio de intensidade e com taninos nobres. Belo vinho e um dos meus preferidos.

Alves de Sousa Vinha do Lordelo 2005
Feito a partir das castas tradicionais do Douro.
Aroma muito intenso, com notas de fruto maduro, especiarias e notas tostadas. É um vinho de excessos, no bom sentido.
Boca potente, vigorosa, com taninos firmes.


Luís Pato

O que dizer de um homem que revolucionou uma região por completo? Tudo começou em 1980, quando Luís Pato decidiu tomar as rédeas do negócio do vinho da família, e logo nesse ano faz um vinho muito especial, mesmo para a altura. Estava dado o mote para toda uma fantástica carreira que se seguiu até aos dias de hoje. Depois desse sucesso, surgem inovações como o uso de barricas e o uso de temperaturas controladas nas fermentações, que espelhavam o espírito pioneiro e inconformista deste produtor.
É hoje em dia um dos grandes Senhores do Vinho e um produtor com créditos firmados em Portugal e no Mundo. A ele devemos grandes vinhos, que há bem pouco tive a imensa felicidade de provar.


Luís Pato Maria Gomes 2007
No nariz mostra-se muito aromático, cheio de notas adocicadas e algum citrino.
Boca assertiva, com intensidade.
Um branco muito bem feito, com um propósito apenas, o de agradar.

Luís Pato Vinhas Velhas 2007
Feito a partir das castas Bical, Cerceal e Cercealinho.
Tem vindo a melhorar, e bem. Aroma da boa intensidade, com notas de anisadas, vegetais e algum tostado.
Boca com volume, fresco e repleto de intensidade e final persistente.
Continua a melhorar de dia para dia. Um vinho sério

Luís Pato Vinha Formal 2007
Feito a partir da casta Bical.
Aroma já a mostrar intensidade mas ainda algo jovem pois são as notas vegetais que comandam o conjunto. Mineral e algum fruto.
Na boca mostra uma frescura incessante, uma belíssima acidez e final longo.
Um dos "meus" brancos da Bairrada. Obrigatório.

Quinta do Ribeirinho Pé-Franco 2005
Feito a partir da casta Baga.
Já o tinha provado quando se formava, nas barricas. Na altura achei que estaria demasiado acessível e achei que se estaria a rumar num caminho paralelo aos anteriores. Mantenho a mesma opinião pois acho que está desde já bastante atraente ainda que jovem. O conjunto mostra fruto bem sensual e notas herbáceas que se aliam a notas de barricas. Certa elegância e equilíbrio num vinho ainda por lapidar.
Boca aristocrática e cheia de classe. Taninos bem presentes mas quase tímidos a não quererem interferir no conjunto. Final longo e cheio de intensidade.
Um Quinta do Ribeirinho que mostre já uma possibilidade de aproximação tão dócil pode ser novidade, no entanto o que não é novidade é que este é um grande vinho. Ainda precisa de "apurar" e complexar-se. Fantástico Sr Luís Pato. Pena realmente o preço



Quinta do Ameal

Este é um produtor com o qual ainda não tinha mantido um contacto sério uma vez que não tinha ainda provado nenhum dos seus vinhos. O que é certo é que foi o que mais me impressionou em toda esta prova. Talvez por conhecer todos os outros, que são grandes produtores, não esperasse grande surpresa na Quinta do Ameal mas a verdade é que fiquei rendido ao carácter dos seus vinhos. Encontrei vinhos de uma pureza e uma personalidade fantásticas.
Pedro Araújo é o homem do leme nesta aventura que neste momento se encontra a transitar para uma agricultura biológica.


Quinta do Ameal Loureiro 2007
Aromas muito exuberantes, com notas de hortelã, de relva molhada, ananás e algum pêssego.
Boca de bom volume com notas de fruto. Muito fresco e intenso novamente.
Fantástico este vinho, face ao preço pedido por ele. Um vinho de entrada de gama mas cheio de seriedade e vontade de agradar. A não perder.

Quinta do Ameal Escolha 2007
Feito a partir da casta Loureiro
Aroma cheio de intensidade onde o fruto encontra-se perfeitamente integrado num belo trabalho com a madeira. Ainda que sendo um vinho que estagiou em barricas, mostra-se cheio de frescura, cheio de intensidade e absolutamente vibrante.
Boca de uma intensidade incontrolável. Acidez perfeita num vinho complexo e profundo. Um final longo e puro tornam este vinho num caso sério.
Aconselho vivamente todos a experimentarem, e mesmo guardarem, este delicioso vinho. Para mim do melhor que já provei nesta Região.

Quinta do Ameal Loureiro 2001
Uma absoluta surpresa. Aromas rico e complexo, cheio de notas petroladas, notas de azeite e notas de mel. A fruta mantém-se ainda presente e cheia de vida.
Na boca um vinho sensacional graças a uma acidez bem viva que em quase nada desvaneceu com o tempo. Fresco e calibrado, este vinho mostra a capacidade de envelhecimento de um Loureiro.
Absolutamente fantástico. pena é que já não se consiga encontrar, pelo menos com facilidade.

Nota: este produtor ainda apresentou duas novidades que poderão em breve estar no mercado. Primeiro um espumante de 2002, que se mostrou bem sério, encorpado, mas pleno de intensidade e sabor, segundo, um vinho de sobremesa que pura e simplesmente arrebatou a maioria dos presentes. Muito exuberante e exótico, equilibrou na perfeição a acidez e o açúcar. Dois vinhos de belo efeito que me vão fazer esperar pela sua saída para o mercado.




Quinta de Covela

É para mim muito grato estar a falar desta Quinta, uma vez que tive o enorme prazer de visitar e de confraternizar de bem perto com o proprietário e mentor, Nuno Araújo.
Foi dos episódios mais gratificantes que tive nesta minha curta vida vínica. É que quer quer que seja, não conseguirá ficar indiferente ao que se passa nesta lindíssima quinta e ao orador Nuno Araújo.
A Quinta de Covela situa-se encostada ao limite exterior da Região Demarcada do Douro, sendo que por isso ostenta em seus vinhos a designação de Regional Minho.
Ao chegar ao local ficamos siderados por um magnifico anfiteatro, onde se encontra todo um clima de frescura, de limpeza e de vida. A Quinta de Covela está certificada em Agricultura Biológica e Biodinâmica e como tal é um deleita ver a vinha cheia de vida a seu lado. Nada existe ao acaso e tudo tem o seu propósito num ecossistema vivo.


Quinta de Covela Escolha branco 2006
Feito a partir das castas Avesso, Chardonnay e Gewurztraminer.
Aroma repleto de notas anisadas, sugestão de rosas e algum fruto tropical.
Boca de bom volume, muito fresca e com excelente acidez.
É um daqueles brancos que é fácil se gostar. Mas não pensem que encontrarão um vinho directo e fácil, pois estamos perante um vinho bem sério que tem muito para nos mostrar.

Quinta de Covela Colheita Seleccionada branco 2005
Feito a partir das castas Avesso e Chardonnay.
Curiosamente jovem para um branco de 2005. O tempo não beliscou em nada a sua juventude. Mostra-se bem mineral, frutado e com notas tostadas.
Boca em pleno equilíbrio onde se integram na perfeição algumas notas de barrica. Final bem longo.
Está de perfeita saúde e recomenda-se, este vinho.



Quinta do Roques

Apesar de já há mais de um século se produzir vinho na Quinta dos Roques, foi na década de 80 que se sentiu uma obrigação de se iniciar um projecto mais sério tendo em vista a produção de vinho ao mais alto nível.
A verdade é que essa intenção passou a ser uma realidade e a Quinta dos Roques e Quinta das Maias fazem parte de um projecto de reconhecida qualidade no Dão.
Hoje em dia é inegavelmente um dos mais prestigiados produtores do Dão e de Portugal, muito graças ao espírito jovem e combativo de Luís Lourenço que conduz os destinos das Quintas.


Quinta dos Roques Encruzado 2007
É sempre uma felicidade quando provo este vinho, ou não fosse um dos meus encruzados preferidos. Apesar de o preferir quando tem mais algum tempo em garrafa, para que integre bem a madeira, este 2007 tem sido para mim uma surpresa exactamente pelo perfeito equilíbrio que a madeira já tem neste conjunto.
Muito mineral e fresco, este vinho apareceu algo tímido mas não tardou a mostrar as habituais notas anisadas, notas vegetais e de limão.
Boca com excelente acidez e frescura num final longo e cheio de intensidade.
O que dizer? É um grande Encruzado e no meu entender um grande vinho.

Quinta dos Roques Malvasia-Fina 2007
Acheio-o para já muito tímido, pouco aromático mesmo. Do pouco que consegui sentir, foram algumas notas de pêra que se aliavam a uma frescura intensa.
Boca com bela acidez e ligeiras notas adocicadas.
Prognóstico reservado para já.

Quinta dos Roques Touriga Nacional 2005
Complexo e rico nos aromas. Muito jovem no aroma, com notas florais e vegetais que se associam a um fruto maduro de qualidade.
Boca muito aguerrida, jovem e com taninos rebeldes.
Ainda não está no seu tempo mas dá para ver grandeza neste vinho.

Quinta das Maias Jaen 2006
Um vinho algo contrário aos restantes vinhos da mesma casta que se encontram espalhados pelo Dão. Este vinho mostrou-se cheio de nervo, aguerrido e contido.
Na boca muito jovem e com taninos algo rebeldes a precisarem de tempo para acalmar.

Flor das Maias 2005
Feito a partir das castas Touriga Nacional, Jaen e Alfrocheiro.
Aromas florais, muito fruto maduro e algumas notas mentoladas e umas excelentemente integradas notas de barrica.
Boca cheia de jovialidade mas com uma curiosa sensação refrescante. Final longo e intenso.
Provavelmente o vinho que mais me cativou em toda a prova e uma certeza de que estamos perante um grande vinho. Aguardo ansiosamente.



Terminada a sessão de provas, iniciamos uma refeição que foi magnificamente conduzida e elaborada pelo Hotel Ritz. Não estava à espera de nada e afinal recebi uma refeição fantástica em termos de pratos.

Os meus sinceros agradecimentos aos IWA pelo convite que me fizeram. Deixo aqui os meus votos de sucesso dentro e fora de portas e que mantenham-se sempre no sentido de levar os nossos vinhos a todos os cantos do Mundo. Bem Hajam

terça-feira, 22 de abril de 2008

IWA mostra potencial dos Brancos Portugueses em Londres

A iniciativa partiu da Independent Winegrowers Association (IWA) e teve como principal intenção mostrar, no estrangeiro, que em Portugal se fazem, para além dos Tintos, bons Vinhos Brancos e com capacidade de envelhecimento.
Para materializar a ideia, a IWA convidou um painel de provadores independentes para provarem 120 vinhos portugueses, em prova cega, que tinham sido escolhidos previamente pelo Critico de Vinhos e Escritor, Charles Metcalfe. A prova teve lugar nos dias 7 e 8 de Abril na Sala Ogival da Viniportugal, no Porto e dessa prova sairam os melhores 61 Brancos, que serão apresentados dia 3 de Junho na Embaixada Portuguesa em Londres. A prova teve o apoio da Viniportugal e da Grupo Amorim.




Com o Lema "União pela Força da Promoção" foi criada em Janeiro de 2004, a Independent Winegrowers Association.
A IWA é uma associação estratégica entre 6 produtores portugueses, de regiões distintas, que decidiram unir esforços com o intuito de assim poderem criar condições propicias à promoção de seus vinhos pelo estrangeiro. Fazem parte desta Associação, os produtores da Quinta do Ameal (Vinho Verde), Casa de Cello (Vinho Verde/Dão), Quinta dos Roques (Dão), Alves de Sousa (Douro), Luis Pato (Bairrada/Beiras) e Quinta de Covela (Minho).



Os 61 vinhos :



A. Ramos Pinto Bons Ares 2006
A. Ramos Pinto Duas Quintas 2007
AC Monção Muralhas de Monção 2007
AC Monção Deu La Deu 2006 Alvarinho
Ad. Coop. Pico Frei Gigante 2006
Aliança Galeria 2007 Bical
Alves de Sousa/Quinta da Gaivosa Pessoal - Reserva 2003
Anselmo Mendes Muros de Melgaço 2007 Alvarinho
Aveleda Follies 2007 Alvarinho
Bacalhôa Vinhos Quinta da Bacalhôa 2007
Casa de Cello/Qta de San Joanne Quinta de San Joanne Superior 2005
Casa de Darei Lagar de Darei 2003
Casa Santos Lima Palha-canas 2007
Caves do Solar de São Domingos São Domingos 2007
Caves Transmontanas Vertice 2007
Dão Sul Paço dos Cunhas de Santar 2006
DFJ Vinhos Grand'Arte 2007 Arinto
Esporão Esporão reserva 2007
Filipa Pato ENSAIOS FP 2007 Bical & Arinto
Filipa Pato Nossa 2007 Bical & Encruzado
Herdade da Malhadinha Nova Malhadinha 2006
Herdade da Mingorra Alfarraz - Reserva 2006
João Brito e Cunha/Ázeo Azeo - Reserva 2007
João Portugal Ramos Vila Santa 2007
José Maria da Fonseca Colecção Privada Domingos Soares Franco 2007 verdelho
Júlio Bastos - Dona Maria Dona Maria 2007
Lavradores de Feitoria Três Bagos 2007
Luís Pato Vinha Formal 2000
Muxagat Muxagat 2005
Niepoort Tiara 2005
Niepoort Redoma - Reserva 2005
Paço de Teixeiró Paço de Teixeiró 2007
Paulo Laureano Paulo Laureano - Reserva 2006 Antão Vaz
Paulo Laureano Paulo Laureano Premium 2006
Quinta da Lagoalva de Cima Qta da Lagoalva Cima Arinto/Chardonnay 2007
Quinta da Romeira/Comp. das Quintas Prova Régia 2007
Quinta das Bágeiras Quinta das Bágeiras Garrafeira 2005
Quinta de Carapeços Quinta de carapeços 2007 Alvarinho
Quinta de Covela Covela Escolha 2006
Quinta de la Rosa Val da Clara 2007
Quinta de la Rosa Quinta de la Rosa 2007
Quinta de Paços/Casa do Capitão-Mor Morgado do Perdigão 2007
Quinta de Soalheiro Soalheiro Alvarinho 2007
Quinta de Sta Maria/Quinta de Tamariz Quinta do Tamariz 2006
Quinta do Alívio Quinta do Alívio 2007
Quinta do Ameal Qta do Ameal 2006
Quinta do Cardo/Comp. das Quintas Quinta do Cardo 2007 Síria
Quinta do Monte d'Oiro Madrigal 2006 Viognier
Quinta do Portal Frontaria 2007
Quinta do Vallado Vallado 2007
Quinta do Vallado Quinta do Vallado Reserva 2006
Quinta dos Roques Quinta dos roques 2007
Quinta Nª Srª do Carmo Graínha 2006
Quintas de Melgaço QM 2007 Alvarinho
Quintas de Melgaço Torre de Menagem 2007
Seiçal Seiçal 2007 Verdelho da Madeira& Arnsburguer
Sogrape Planalto Reserva 2006
Sogrape Pena de Pato 2007
Vale d'Algares Guarda Rios 2006 Chard, fernao pires, s. blanc, alvarinho
Vinhos Borges Quinta de Simãens 2007
Vinhos Borges Borges Douro Reserva 2007




Como nota pessoal, destaco o timing desta iniciativa e consequente evento, uma vez que estamos bem perto da estação em que mais se consome Vinhos Brancos.

Quero também aqui deixar uma palavra de apreço aos IWA, pela coragem que manifestaram ao colocarem em prática esta brilhante iniciativa. Portugal e o nosso Vinho necessitam de ideias e associações assim. A eles, os meus sinceros parabéns.

domingo, 9 de março de 2008

A Hora do Adeus

É com enorme tristeza que anuncio o fim do projecto, de um amigo, Casal Figueira.
António Carvalho coloca assim um ponto final em Casal Figueira ao fim de mais uma década de peripécias, de alto e baixos, mas sobretudo de belos vinhos, vinhos de "Terroir", vinhos de Biodinâmica.
Não se pense que António Carvalho encerra aqui a sua ligação ao Vinho, uma vez que este partirá em breve para o novo projecto, e bem seu.



Ainda assim, cumpre-me informar, que estão todos convidados, todos mesmo, para no dia 22 de Março "dizer" o adeus a Casal Figueira, na companhia de suas vinhas, de sua adega e obviamente de seus vinhos.
Neste dia, que se quer de festa, iremos ter a oportunidade de almoçar, conhecer o António e ter a possibilidade de adquirir alguns dos seus vinhos.
Até dia 22, meu amigo....

Prova Internacional "TOP 10 de Vinhos Portugueses"

Como é costume, durante a Essência do Vinho 2008, é escolhido o Top 10 dos vinhos Portugueses.
Escolhidos por um painel internacional de 25 provadores, onde se contam Críticos, Bloggers e Wine Writers, este ano as escolhas recairam sob:

Brancos:

1º Quinta de Covela Escolha 2006

Tintos:

1º Chocapalha Reserva 2005
2º Herdade dos Grous Reserva 2005
3º Cortes de Cima Incógnito 2005
4º Quinta dos Carvalhais Único2005
5º Quinta do Vale Dona Maria 2005
6º Quinta do Vale Meão 2005
7º Quinta da Touriga Chã 2005
8º Quinta do Couquinho Reserva 2005

Vinho do Porto Vintage

1º Taylor's Quinta de Vargellas 2005

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Noite de "Óscares" do Vinho Português

A noite de ontem foi mágica em Santarém. Era uma noite dedicada ao vinho e a todos os que nele trabalham.
Teve ontem lugar, no CNEMA (Centro Nacional de Exposições), a noite de óscares do vinho Português. Mais uma vez organizado pela mais prestigiada publicação mensal de vinhos, a Revista de Vinhos, aconteceu numa noite onde compareceram cerca de 850 pessoas de todas as maneiras e feitios ligadas ao vinho.
Estavam lá produtores, distribuidores, Critícos, Bloggers, Chefs, Restaurantes, Garrafeiras, etc, caras sobejamente conhecidas, outras ainda por conhecer, mulheres bonitas, enfim todo um mundo mágico que só o Vinho tem a capacidade de reproduzir.
A noite era de festa e sobretudo de prémios pelo que aqui coloco um relato desta belíssima noite de consagração do nosso Vinho:


Em primeiro lugar o destaque para um grande Senhor do Vinho, que nos deixou recentemente. Estou a falar de FRANCISCO COLAÇO DO ROSÁRIO (1935-2008), que ainda que não tenha tido a honra de o conhecer, felizmente conheci alguns vinhos resultantes do seu importante trabalho. Estou a falar dos vinhos do Esporão e da Fundação Eugénio de Almeida (Cartuxa e Peramanca). A ele a minha humilde homenagem.

Embora a primeira noticia tenha sido triste, a noite era de festa e nada melhor que homenagear quem nos deixou, com uma bela cerimónia de exaltação do vinho. Apenas vou, neste relato, apontar os vinhos que foram premiados, deixando as outras categorias para os que quiserem comprar a Revista Vinhos deste mês.

Prémios excelência (os melhores entre os melhores)

Espumantes
Murganheira Assemblage 1995


Minho
Anselmo Mendes Alvarinho 2005
Dorado Alvarinho 2005
Soalheiro Primeiras Vinhas Alvarinho 2006

Douro
Auru 2001
Alves de Sousa Reserva Pessoal 2003
Batuta 2005
Charme 2005
Gouvyas Vinhas Velhas 2005
Lavradores de Feitoria Grande Escolha 2004
Pintas 2005
Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2005
Quinta do Infantado Reserva 2005
Quinta do Vale Meão 2005
Vértice Grande Escolha 2003

Dão
Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2005
Quinta da Falorca Garrafeira 2003

Beiras
Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas Santa Maria 2005
Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2005

Estremadura
Quinta do Monte D'Oiro Reserva 2004

Península de Setúbal
S de Soberanas 2004

Alentejo
Dona Maria Reserva 2004
Paulo Laureano Alicante Bouschet 2005
Quinta do Carmo Reserva 2004
Terrenus 2004
Vale do Ancho 2004
Zambujeiro 2004

Vinho do Porto
Quinta do Noval Colheita 1986

Vinho da Madeira
Barbeito 30 anos Malvazia Lote Especial

Aguardente
Relíquia Reserva Especial


Prémios Especiais (Distinguem Pessoas e Empresas que destacaram)


Produtor Revelação do Ano
Colinas de São Lourenço (Bairrada)

Produtor do Ano
Casa de Santar

Cooperativa do Ano
Adega Cooperativa de Monção (Vinhos Verdes)

Empresa do Ano
Quinta do Portal

Empresa do Ano (Vinhos Generosos)
José Maria da Fonseca

Enólogo do Ano
Carlos Lucas

Enólogo do Ano (Vinhos Generosos)
David Guimaraens

Viticultura do Ano
Vine & Wines

Organização Vitivinícola do Ano
Douro Boys (Niepoort, Vallado, Quinta do Crasto, Quinta do Vale Meão e Quinta do Vale Dona Maria)

Enoturismo do Ano
Herdade da Malhadinha Nova

Garrafeira do Ano
Wine O'Clock

Restaurante do Ano
Valle Flôr (Lisboa)

Restaurante do Ano (Cozinha Tradicional)
Tomba Lobos (Portalegre)

Escanção do Ano
Ana Paula Lopes

Prémio Especial Gastronomia
Chef Vítor Sobral

Senhor do Vinho
Peter Symington

Campanha Publicitaria do Ano
Adega Mayor


Durante esta entrega de prémios, foi-nos servido um jantar com a autoria do Chef Hélio Loureiro, que realmente se esmerou a servir uma refeição desta qualidade para 850 pessoas. A ele os meus parabéns.

Os meus sinceros parabéns à Revista Vinhos que por mais um ano, o primeiro para mim, criou um evento desta envergadura e com uma qualidade assinalável. Eles são para mim, os Senhores do Vinho. Bem Hajam

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz 2008



Saúde, prosperidade e a companhia de bom Vinho, para 2008

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007


O Pumadas deseja a todos aqueles que por aqui passaram, e suas famílias, um feliz Natal e um próspero 2008.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

EVS - Encontro com o Vinho e Sabores

É já amanhã que se inicia a maior e mais conceituada feira de vinhos, em Portugal. Organizada pela prestigiada "Revista Vinhos", este certame contará com grande parte dos produtores do vinhos portugueses, empresas distribuidoras de vinhos e empresas gourmet, que costumam marcar boa presença. Assim, nos dias 3, 4 e 5 (este ultimo apenas para profissionais) o nosso mundo vínico "aponta baterias" para a antiga FIL (na junqueira) onde por lá passarão enófilos, profissionais do sector e alguns curiosos. Para os mais interessados, existiram ainda eventos paralelos, tais como provas especiais e workshops gastronómicos - ver "Revista Vinhos" Outubro.
Felizmente lá estarei todos os dias e espero poder encontrar caras conhecidas e amigas. Até já

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