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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Prova Garrafeira Nacional

Para quem gosta do vinho, por certo já esteve em várias provas, vários encontros, vários eventos. Nunca é demais uma oportunidade para provar os vinhos deste ou daquele produtor pelo qual nutrimos um gosto especial.
Hoje em dia, é quase obrigatório para uma boa Garrafeira, ter no seu espaço provas mensais, em alguns casos semanais, com produtores conhecidos, com o intento de poder escoar o seu stock e dar a oportunidade de dar a conhecer esses mesmos produtores e seus vinhos. Ora, apesar do advento das redes sociais, e da sua capacidade de contactar com as mais diversas pessoas, chamando a atenção para estas provas, acho que na maioria das vezes, talvez por serem tantas as provas que se anunciam, as garrafeiras não chegam a ter mais que uma dezena ou duas de interessados a marcar presença.

Ora, já há algum tempo que achava que a Garrafeira Nacional tinha todo o potencial para começar a trazer os seus clientes à Rua de Santa Justa em Lisboa, sob o pretexto de uma prova de vinhos. Após ter recebido o convite via Facebook e SMS, decidi então ver como seria uma prova destas na Garrafeira Nacional. Pois não estão bem a ver, mas é que estiveram cerca de 60/70 pessoas nesta prova, o que sinceramente não me lembra nenhuma, onde eu tenha estado, e que tenha sido tão participada. Só por este motivo, por si só, já é algo a destacar, no entanto, foi mesmo o ambiente informal, jovem, despretensioso e de cavaqueira, que mais me marcou. Ambiente muito jovem, com muitas caras bonitas, muitas mesmo, descomplexado e descontraído, onde se alia um copo de vinho a uma boa conversa.
Não se ouvia falar em barricas, em descritores, em estágio, nada disso, uma conversa de fim de dia onde também entravam os gostos pessoais pelos vinhos que estavam a ser provados.
Os Vinhos em prova, estavam a cargo da Colinas de São Lourenço, que me pareceu agradarem aos convivas. Eu já os tinha provado aqui
Apenas um reparo, que merece ser revisto. As temperaturas dos vinhos com especial destaque para os tintos, neste caso não era a mais adequada.
Em suma, uma excelente casa onde ainda agora começaram as provas de vinhos e já tem uma legião de assíduos. A próxima é já na próxima Quinta, dia 7 de Abril, com os vinhos Pedro Cancela. É só aparecer....

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Nova Colinas de São Lourenço


Foi com entusiasmo que recebi o convite para a apresentação dos novos vinhos, aliás do novo projecto, do produtor Colinas de São Lourenço. Obviamente que aceitei de imediato, no entanto tentei saber quem seria o novo proprietário e qual a sua ligação com o Vinho. Bom, a história é bastante interessante e desde logo me aguçou o apetite para esta prova, que teve lugar no Restaurante DOP do Rui Paula.



As Colinas de São Lourenço estão hoje em dia associadas a Carlos Dias. O nome deste Bairradino não nos dirá muito, pelo menos a mim não me dizia, no entanto trata-se de um Português de enorme sucesso, e que fez fortuna entre vários negócios, com destaque para a criação dos ultra requintados relógios Roger Dubois (http://www.rogerdubuis.com). O que é certo é que, embora não precisando de grandes investimentos em Portugal, veio à sua região e investiu na compra desta quinta, com o intuito de fazer o melhor vinho do Mundo. Esta afirmação pode parecer uma voz de arrogância, no entanto, espelha um pouco a personalidade deste compatriota, que onde coloca as mão, quer ser o melhor do mundo. Um personalidade à Mourinho?

Para ser sincero, depois de conhecer estes detalhes, fiquei inicialmente algo incomodado pela afirmação perentória atrás descrita e a bem da verdade fiquei sem esperar muito dos seus vinhos. Agora, após os ter provado, tenho de me retrair, pois os vinhos foram uma grande surpresa e penso que nos próximos tempos, já com os vinhos a serem feitos de raiz por esta nova equipa, virão a dar que falar. Assim o espero, pois é sempre bom ver grandes vinhos a nascer em Portugal e na Região da Bairrada.





Colina de São Lourenço Principal Branco 2009
Aroma ainda algo contido, fruto branco, muito fino e mineral.
Novamente elegante na boca, apresentando ainda assim uma cremosidade que é muito muito bem vinda, pois trás maior volume de boca. Termina com excelente acidez e final longo e saboroso.
Nota 17

Colina de São Lourenço Rosé "Tête de Cuvée" 2009
Cor salmonada a fazer lembrar um Champagne. Aroma muito fino, com frescura, excelentes notas de morangos e Framboesas. Tudo muito fino e equilibrado
Boca plena de sabor, excelente no volume, pouco habitual nos nossos rosés, e final ácido e prazenteiro. Um Rosé muito sério.
Nota 17

Royal Palmeira "Sur Lies Fines" Loureiro 2009
Aroma limonado, ananás, vegetal, mineral. Aroma fresco e exuberante.
Boca com excelente volume, final muito fresco e mediano.
Nota 16,5


Colina de São Lourenço Principal Reserva 2007
Quando o bebi, sem saber de que castas era feito, fez-me de imediato lembrar um Bordéus, com boa complexidade. Nota de tabaco, chocolate, cogumelos e algum vegetal.
Excelente na boca, com belíssima textura e taninos muito finos e persistentes. Um vinho muito focado. Belo Tinto.
Nota 17


O que mais gostei, em todos os vinhos foi realmente o equilíbrio que os vinhos transmitiam, o exemplar trabalho com as barricas. Não vi vinhos amadeirados, em que a madeira suplantasse os aromas. Muito bem neste aspecto. Um produtor a seguir de perto. Falta agora é saber os preços de cada um deles.

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