segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Syrah vs Shiraz

Este é um duelo em que todos muitas vezes pensamos. Casta contra Casta, Velho contra Novo Mundo e País contra País. Apesar de terem estado mais alguns intevenientes, venho aqui destacar um frente a frente entre dois vinhos da mesma casta, de "mundos" diferentes e de países geográficamente opostos. Por um lado o nosso alentejo que digamos que importou uma variedade de castas internacionais, que felizmente se dão muitos bem com os nossos solos e que se podem cada vez mais considerar como nossas. Por outro, a grande Austrália que cada vez mais se assume um dos principais países produtores de vinhos no mundo inteiro e de onde provêm grandes vinhos das grandes castas internacionais.


Incógnito 2003
Produtor - Cortes de Cima
Região - Alentejo
Grau - 14,5% vol
Feito a partir da casta Syrah, este vinho estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Provado em prova cega, este vinho apresentou uma côr retinta. O aroma sugeria à partida a casta e mostrava-se com aromas de fruta muito madura, alguma especiaria e principalmente aromas de cacau, chocolate, torrefacção e sensação tostada sob ligeira sensação de licôr. Se o aroma já podia sugerir um vinho algo madurão, na boca veio a confirmação sob a forma de um vinho encorpado, espesso e doce, que mostra taninos redondos e polidos sob final de boa persistência.
Nota 17,5


Mitolo Jester Shiraz 2004
Produtor - Mitolo Wines
Região - Austrália (Maclaren Vale)
Grau -
Também feito a partir da casta Syrah, este vinho estagiou 9 meses em barricas de 2º a 4º ano, de carvalho francês.
Provado em prova cega, apresentou uma cor carregada, opaca. No nariz um vinho que também mostra bem a casta de que provém, com aroma de muita fruta a sugerir amoras e cerejas que ombreiam com as especiarias, o cacau e a baunilha. Na boca é um está harmonioso, fino, redondo e sobretudo equilibrado. Não sendo um vinho muito complexo, é extremamente agradável e muito bem feito.
Nota 16,5


Como resumo, pode-se dizer que o nosso Incógnito levou a melhor, mas teremos neste caso de ter em conta o preço de cada uma das partes. Se por um lado o Incógnito rondará os 45-50€ numa garrafeira, o Jester não deve passar dos 19€. O que nos permite afirmar que não havendo muita diferença na qualidade entre estes vinhos, levando a melhor o alentejano, no preço, o australiano é rei e senhor.

sábado, 27 de outubro de 2007

Kopke

As degustações vinícas são para mim, uma excelente oportunidade de rever amigos e provar vinhos que até à data não tenha provado, quando são na minha localidade então revestem-se de uma importância especial. Mas são para mim realmente um evento obrigatório quando nelas estão presentes os Vinhos do Porto. Hoje foi dia de prova em Peniche e mais propriamente na, sobejamente conhecida, Tasca do Joel. Neste evento estavam presentes os vinhos da Kopke. Mas vamos então aos vinhos:

Kopke Vintage 2005
Produtor - Kopke
Região - Porto
Grau - 20% vol
Este Porto Vintage foi engarrafado este ano, e na sua composição entram as castas características do vinho do porto. O ano de 2005, à semelhança de 2004, não foi um ano clássico, pelo que a maioria entrará no mercado com os seus Single Quinta Vintage. A Kopke não apresentou o seu Vintage Single Quinta e presenteou-nos com o seu Vintage Clássico.
Na cor está completamente opaco. No nariz, mostra aromas de fruta muito madura e densa, a lembrar amoras, ameixas, cereja preta e uva passa que se destacam em um aroma algo químico e fechado onde vagueia uma sensação vegetal. Na boca temos um vintage com estrutura e acetinado, que se bebido a uma temperatura correcta torna-se até mesmo fresco. Os taninos estão bem presentes mas permitem facilmente dar uma boa prova desde já. Sendo um Vintage, todos sabemos que poderá durar pelo menos uns 20 anos em garrafa até começar a sua curva descendente. Pela actual "prontidão" deste Kopke, que acho que se tem tornado o estilo de perfil desta casa, acho que se pode dizer que estamos perante um vintage que dá prazer em novo mas que nos trará alegrias dentro de 15 a 20 anos. Tem coragem para esperar?
Nota 17


Kopke Branco 2006
Produtor - Kopke
Região - Douro
Grau -
Da Kopke aparece-nos este branco, que foi lançado no passado mês de Abril e que seria a aposta para o verão que há pouco terminou. Sabendo que a Kopke não possui nas suas vinhas encepamento de castas brancas, este vinho foi feito a partir de uvas compradas que são originárias de vinhas situadas no Cima Corgo e a 500m de altitude. Feito a partir das Castas Arinto e Gouveio, este branco mostra uma bonita cor palha, com aromas límpidos de citrinos e vegetal. Na boca prima pela frescura onde se destaca a boa acidez deste vinho. Num belo dia de sol no verão, em que chegamos a casa cansados, pegamos num copo deste vinho e apenas com ele passamos momentos de total descontracção. É para isso que ele foi feito e em abril próximo, se a nova colheita mantiver pelo menos esta qualidade, temos um sério candidato a uma das melhores RPQ do mercado.
Nota 15,5

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Um dia com Zambujeiro

A minha primeira visita, desde que por aqui escrevo uma linhas, foi à Quinta do Zambujeiro. Assim, e já com o caminho feito desde Peniche até Rio de Moinhos, em Borba, fomos recebidos pelo Nuno Malta e Luis Lourinho. A paisagem onde se insere a quinta é muito bonita, com a vinha muito bem tratada e ainda com a particularidade de o terreno ser composto também por xisto, o que acabará por se revelar uma mais valia para os vinho produzidos. Passámos para a explicação de todo o processo de vinificação, onde destaco pela positiva, que a linha de "tratamento" dos vinhos acaba por ser tão parecida que permite, quase, a mesma qualidade em toda a gama de vinhos que esta Quinta produz.

Passemos então aos vinhos:

Amostra de Casco, Alicante Bouschet 2006 - Este Alicante começou por ser a minha primeira surpresa, uma vez que não sendo uma casta que aprecio muito, cada vez que provo os seus bons exemplares, mais me convenço que só posso estar enganado. Aroma muito especiado, muita canela, muita pimenta. Não tem a estrutura que estava à espera, mas penso que reflecte o ano difícil para a casa nesta casta. Ainda assim muito fino e a dar uma bela prova.

Blend final Zambujeiro 2005 - Já com a prevista "equação" que dará origem ao Zambujeiro 2005, se passar no Exame final, este vinho mostrou-se muito potente, muito taninoso e ainda com a madeira muito evidente mas a já dar conta que teremos um vinho super estruturado e um zambujeiro de categoria. Ressalvo que nestas provas a temperatura do vinho é muito baixa e a barrica está aqui a marcar o vinho, o que é perfeitamente normal.


Os vinhos já engarrafados:

Terra do Zambujeiro 2004
Produtor - Quinta do Zambujeiro
Região - Alentejo
Grau - 15% vol
Este Terra é a 2ª marca do produtor, é feito a partir das castas Aragonez(26%), Periquita(25%), Trincadeira(23%), Cabernet Sauvignon(17%) e Alicante Bouschet(9%) e estagiou 24 meses em 65% de barricas novas de carvalho francês.
Mostra uma bonita e brilhante cor ruby. No nariz começa por mostrar a especiaria e la no fundo a fruta madura. Na boca é macio, redondo, guloso. Um vinho muito bem feito, e feito simplesmente para arrebatar quem o bebe. Gostei muito.
Nota 16

Zambujeiro 2003
Produtor - Quinta do Zambujeiro
Região - Alentejo
Grau - 15% vol
Começamos pelo topo da casa que se encontra neste momento em comercialização. Este Zambujeiro foi feito a partir das castas Touriga Nacional(25%), Aragonêz(25%), Cabernet Sauvignon(25%), Alicante Bouschet(17%) e Trincadeira(8%) e estagiou 24 meses em barricas novas de carvalho francês.
Com uma cor carregada, apresenta no nariz uma qualidade superior, com notas de muita especiaria(a canela e as pimentas), fruta escondida mas muito madura a lembrar amora e ameixa, e isto tudo numa concentração impar. Na boca é potente, cheio, guloso e com taninos ainda a mostrarem que são jovens e pretendem crescer. Um vinho de retoque superior.
Nota 17,5


Zambujeiro 2004
Produtor - Quinta do Zambujeiro
Região - Alentejo
Grau - 15% vol
Este Zambujeiro sairá provavelmente, para o mercado, no início de 2008. Feito a partir de Touriga Nacional(48%), Aragonêz(24%), Alicante Bouschet(24%) e Trincadeira(4%), estagiou também 24 meses em barricas novas de carvalho francês.
Carregadissímo na cor, este vinho apresenta uma aroma mais interessante que o seu antecessor. Na linha da frente nada de novo, com a especiaria a mostrar o seu quê de exótico neste vinho e lá bem no fundo a fruta madura como que a cobrir a retaguarda. è então que tudo começa a mudar, com as notas florais a começarem a aparecer, alguma sensação de licôr e muito cacau a mostrar que a barrica ainda está muito presente. Na boca é muito estruturado, muito cheio mas já com alguma finesse no seu conjunto total. Interessante que não se nota o grau nestes vinhos pois a estrutura como que os ampara. Ainda algo proeminente de taninos, mas a mostrar que com uma comida forte, temos a receita que nos deixará de rastos. Foi o vinho que mais gostei dos que provei.
Nota 18


Termino com uma pequena nota para com os anfitriões, que muito bem nos receberam, e ainda para o repasto (Feijoada de Lebre) que acompanhou também os vinhos sublimemente. A eles o meu obrigado foi um privilégio e acima de tudo aprendi.

domingo, 21 de outubro de 2007

Herdade do Porto da Bouga Reserva 2006
Produtor - Herdade do Porto da Bouga
Região - Alentejo
Grau - 13,5% vol
Mais um vinho pela mão do enólogo António Saramago. Feito a partir das Castas, Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah, este vinho estagiou durante 8 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Com um cor brilhante cor granada, este vinho oferece-nos uma bela "prova de nariz" em que nos mostra fruta muito madura, intenso floral e especiaria, que mais tarde, no copo, são completadas por notas de algum rebuçado e ligeira compota. Na boca o rumo mantém-se nas notas de fruta e flores sustentadas por boa acidez e taninos jovens. Para um vinho que custará à volta dos 5€, está muito bem e mostra uma RPQ que confirma a excepção nos dias de hoje. Não é propriamente, pelo seu preço, um vinho para o dia-a-dia mas para quem tenha essa hipótese este será um candidato sério.
Nota 15,5

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Roseira & Duarte

Gouvyas Reserva Branco 2003
Região - Douro
Produtor - Bago de Touriga
Grau - 13,5% vol
Este vinho foi feito por uma dupla de sucesso no Douro, João Roseira e o Enólogo Luís Soares Duarte. Feito a partir das castas Códega do Larinho, Rabigato e Malvasia, estagiou durante 16 meses em barricas de carvalho com bâtonnage.
De uma cor bem mais amarelada do que da ultima vez que provei, apresenta aromas de fruta em calda, ainda algum vegetal e uma sensação de doçura que nos remete para sugestões de mel que são acompanhadas por interessantes aromas de miolo de pão/fermento. Na boca está um vinho feito, sóbrio, com boa acidez e corpo mas que poderá começar a tender para uma descida de forma.
Nota 16

domingo, 14 de outubro de 2007

Um vinho Esmerado

Esmero 2003
Produtor - Rui Xavier Soares
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Este vinho nasce a partir de uma pequena parcela com menos de 1 hectare, de vinha muito velha com cerca de 80 anos. O lote é constituido por Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e ainda, mas com menor expressão, o Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Tinto Cão, entre outras.
Com uma bonita cor carregada, este vinho premeia-nos com aroma de fruta vermelha madura onde se destacam as amoras, groselhas e framboesas, sugestões florais, especiarias (canela e pimenta) e ainda notas de café. Na boca está um vinho cada vez mais elegante à medida que os anos passam, está cada vez mais guloso, mais bonito. Está realmente melhor que ultima vez que o tinha provado, na sua apresentação no Tavares, e penso que ainda poderá melhorar apesar de já estar fabuloso. Nota-se que foi feito com esmero.
Nota 17,5

Channel nº 5

Quinta das Marias Reserva Touriga Nacional 2005
Produtor - Peter Viktor Eckert
Grau - 15% vol
Não é obviamente do perfume per se que estou a falar, mas decerto que aqueles que já tiveram a oportunidade, aliás o privilégio de provar este vinho saberão do que estou a falar.
De côr ruby carregada este foi um vinho que me emocionou. No nariz é puro perfume, altivo, brilhante, este vinho mostra-nos o que de melhor esta casta representa, o floral intenso, as bolachas de gengibre e de canela, a compota e a terminar um conjunto sedutor as notas de barrica, enfim um colosso. Na boca todo ele é fino, ainda perfumado e guloso. Um grande mas grande dão. Como já disse noutro vinho.....quase perfeito. Parabéns porque se tem deste Quinta das Marias guardado, é um privilegiado.
Nota 18

sábado, 13 de outubro de 2007

Alentejo nos Anos 90

A ideia era de poder verificar como estariam os vinhos alentejanos que foram feitos na década de 90. Teriam envelhecido bem? Estariam já os chamados "vinagres? Obviamente que o espectro da amostra não permitiria tirar grandes conclusões, no entanto ficaria com uma ideia de como estão alguns deles. Assim foram provados vinhos de 1996, 97 e 99 cujo alinhamento foi o seguinte:

Cartuxa Colheita 1999
Produtor - Fundação Eugénio de Almeida
Região - Alentejo
Quem não conhece este vinho? Pois bem, penso que quase todos saberão responder a este pergunta. Este vinho é já um dos consagrados do panorama viníco português e foi até por causa de um seu antecessor que me apaixonei novamente pelo vinho. Sempre foram vinhos que dariam a ideia de que iriam durar uns bons anos. Vejamos então este......
Provado em prova cega. Na côr tira-se logo o indício que o vinho tem já alguma idade, no nariz este vinho mostra também idade, com notas de fruta vermelha e depois apontamentos de cedro, acetona, couro, algum café e caramelo. Na boca está um vinho completamente feito, completamente macio a denotar provavélmente que a sua melhor altura para ser bebido já terá passado.
Nota 16


José de Sousa Mayor 1999
Produtor - José Maria da Fonseca
Região - Alentejo
Este será outro dos grandes nomes desta região. É proveniente das vinhas velhas plantadas pelo Sr José Rosado Fernandes (aquele que fez os célebres Tinto Velho) por volta de 1950 em Reguengos. É feito a partir das castas Trincadeira, Aragonez e Grand Noir.
Provado em prova cega. Apresenta uma côr também a demonstrar algum envelhecimento. No nariz está um vinho mais completo e mais jovial, monstrando no ataque notas de caramelo e bolacha, que depois dão lugar às cerejas, framboesas e alguma compota para terminar com sugestões de cedro, e verniz. Na boca é sedoso, macio, um vinho que mostra que está pronto para ser consumido, um vinho que envelheceu bem mas que se calhar não quer envelhecer muito mais pois quer é dar prazer agora.
Nota 16,5


Herdade do Peso Colheita 1997
Produtor - Sogrape
Região - Alentejo
A Sogrape tem investido ao longo dos anos nas principais regiões vitivinícolas portuguesas. Estando garantida a sua presença no dãp, no douro e nos verdes, a próxima aposta foi feita no Alentejo com esta herdade em 1997. Este vinho é o primeiro da era Sogrape nesta Herdade.
Provado em prova cega. Na côr um vinho acastanhado com brilho. No nariz denota-se um vinho algo estranho, com notas de funcho e marmelada sob um fundo que só lebra queimados intensos a denotar que algo de errado está com este vinho e que provavelmente terá defeito. A boca confirma a questão mostrando que o vinho "morreu", já não há ali nada, os taninos secaram e o vinho tournou-se plano. Enfim, este vinho também não seria um vinho propriamente para guarda. O que me faz lembrar a eterna questão de quem possui uma garrafeira com muitos vinhos e que acaba por deixar passar vinhos que nunca seriam vinhos de guarda.
S/N



Tapada do Chaves Reserva Especial 1996
Produtor - Tapada do Chaves
Região - Alentejo
Também um dos vinhos emblemáticos do Alentejo e mais propriamente da zona que o viu nascer, Portalegre. Este Reserva Especial era o Vinho-Bandeira da casa, que o produzia em anos de qualidade superior. A curiosidade neste vinho é a de, no rótulo, dizer que é o Reserva Especial para Rui Nabeiro ( Sr Comendador, Sr Delta Cafés).
Provado em prova cega. Com uma côr acastanhada apresenta inicialmente aromas de muita azeitona que passado um pouco dão lugar a notas de fruta vermelha, alguma pimenta, caça e uma sensação de caramelizado. Na boca mostra-se mais vivo que se suporia, com corpo e tanino presente mas discreto. A sensação ao beber este vinho foi a de que poderia ou deveria estar melhor. Neste campo entra a qualidade da guarda a que foi submetido, uma vez que sinceramente pensei que poderia não estar bom, face ao local onde esteve durante anos e anos guardado.
Nota 16

As impressões com que fiquei desta pequena prova foram, que os vinhos alentejanos estão a envelhecer, ou envelhecem, bem e que as condições de guarda condicionam e muito a qualidade do envelhecimento.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Compromisso Relação/Qualidade

Quinta do Cerrado Encruzado 2006
Produtor - União Comercial da Beira
Região - Dão
Grau - 13% vol
A União Comercial da Beira, Lda foi fundada em 1942, sendo das empresas mais antigas da Região do Dão. Na Década de 80 adquiriu a Quinta do Cerrado onde plantou 20 hectares de vinha. Este branco fermentou totalmente em inox e teve, após engarrafamento, um estágio de 3 meses em garrafa.
Bonita côr a deste vinho. No aroma está muitissímo bem com notas citrinas, maça verde, bonito vegetal e sensação de aniz. Na boca a frescura dá o mote a um vinho que apresenta excelente acidez, frescura e mineralidade. De uma casta que cada vez mais se bate pelos lugares cimeiros da qualidade temos um vinho que é uma excelente RPQ pois custa a módica quantia de cerca de 5€. A comprar, que não nos deixa mal.
Nota 15,5

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Aliança no Dão

Quinta da Garrida Reserva Touriga Nacional 2003
Produtor - Caves Aliança
Região - Dão
Grau - 13,5% vol
Adquirida pelas Caves Aliança em 1998, serviu para colmatar uma lacuna existente na empresa, que era a de garantirem representação de qualidade no Dão. A qualidade essa vem-se mantido ano após ano e na colheita de 2003, este Touriga estagiou por 12 meses em barricas novas de carvalho francês e russo.
Com uma bonita côr ruby, apresenta-se com aromas de muita fruta madura, a sugerir amoras, framboesas e groselhas pretas, apontamentos florais que intensificam com algum arejamento do vinho, e alguns fumados consequentes do seu estágio. Na boca um vinho jovem, com bom volume, um vinho fresco e una taninos muito finos e ainda muito presentes que sugerem ainda a possiblidade de guarda por mais tempo.
Nota 17

Em paz com o Dão

Vinha Paz Reserva 2004
Produtor - Dr António Canto Moniz
Região - Dão
Grau - 14% vol
Um dos vinhos com alguma consistência na qualidade e de uma região que no meu entender está a começar a funcionar, apesar de ainda muito haver para fazer. Este Vinha Paz é composto, na sua maioria, por uvas da casta Touriga Nacional (80%) e estagiou 19 meses em meias pipas de carvalho francês e americano.
Com uma côr violácea carregada, este vinho está bastante interessante no nariz. Mostra toda uma fruta madura a lembrar framboesas e amoras e uma especiaria que embeleza o conjunto, que termina a subtileza da madeira onde estagiou. Na boca está um vinho feito, macio e afinado que perfaz um conjunto de perfil nobre.
Nota 17

Vinha do Fojo 2001
Produtor - Margarida Serôdio Borges
Região - Douro
Grau - 14% vol
O Vinha do Fojo é um duriense feito a partir das castas típicas do Douro (Tinta Roriz 80%, Touriga Nacional 7%, Touriga Franca 7% e ainda 6% de outras várias castas). Estagiou cerca de 18 meses em barricas de carvalho francês novo e seminovo e resultaram 15000 garrafas deste vinho.
Provado em prova cega. Apresenta uma bonita côr granada carregada. Como primeira impressão, este vinho mostra-se ainda muito fechado. Tudo muito escondidinho, apenas mostrando alguns aromas de fruta vermelha madura acompanhadas por especiarias, feno e leve toque químico. Apesar de sisudo apresenta-se um vinho encorpado, quente, cheio, muito potente mas ainda assim elegante que, pela acidez, demonstra que o seu tempo estará ainda para vir. Final muito longo. A Guardar sem receios.
Nota 17,5

O que faz falta p'ANIMA(R) a malta......

Anima L4
Produtor - José Mota Capitão
Região - Sem Região associada por se tratar de um vinho de mesa
Grau - 13,5% vol
Ora aqui temos uma "novidade" feita a partir de uma casta italiana sobejamente conhecida, de nome, entre os enófilos e que é responsável por grandes vinhos no seu pais de origem, nomeadamente os Super Toscanos e os Brunelos Di Montalcino. Estou a falar da casta Sangiovese, que aqui pelo nosso país ainda não tinha aparecido, até que um produtor da zona do Torrão, que se situa geográficamente no Alentejo mas cuja influência vínica está em Terras do Sado, decidiu por mãos à obra e plantar um vinhedo desta casta. Passados 2 anos de idade da vinha, engarrafa este Anima L4 (em 2004).
Provado em prova cega. Apresentou um bonita côr Granada não muito carregada. No nariz o ataque é generoso e exótico com notas de caril e côco, depois vem então a fruta e a compota a tornar ainda mais apelativo o conjunto que termina sob fundo especiado. Na boca tudo está muito certinho a mostrar muita elegência, muita finesse e muita frescura que se despedem com boa persistência. Um vinho obviamente atípico mas ainda assim um belo vinho que foi feito a partir de videiras com apenas 2 anos, deixando no ar o que será quando estes tiverem mais de 5. Aguardemos.
Nota 17,5

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Do outro lado do mundo

Koonunga Hill Shiraz Cabernet 2003
Produtor - Penfolds
Região - Austrália
Grau - 14% vol
Este é quase um emblema dos vinhos australianos que se vendem aqui no nosso "quintal", tal a sua desseminação entre os locais de vendas de vinhos. É um vinho que pode ser considerado como um bom exemplo de vinhos Australianos e que é feito a partir de 2 castas sobejamente conhecidas entre nós, a Shiraz ou Syrah e o Cabernet Sauvignon. A primeira colheita remonta a 1976. Este vinho apresenta uma côr ruby carregada, quase opaca. No aroma está um vinho com boas notas de fruto maduro a lembrar amoras e alguma especiaria sob fundo de alcaçuz (o que tenho vindo a chamar de licorado, não sei se correctamente) que me agrada e que dá uma certa alegria ao vinho. Na boca um vinho com corpo, bons taninos e alguma sensação de álcool a torna-lo algo quente. Penso serem vinhos para apreciar em jovens mas que poderão ter alguma (pequena) guarda em cave.
Nota 15,5

Elegância

Chryseia 2000
Produtor - Prats & Symington
Região - Douro
Grau - 13,5% vol
Esta é a primeira colheita deste vinho de culto que resultou de uma associação, feliz, entre a familia Symington e Bruno Prats (Cos d'Estornel). Esta é também, na minha opinião, a versão mais conseguida em virtude de também se ter alterado o perfil do vinho a partir da edição de 2003. Este vinho é feito a partir das castas usuais do Douro, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e tinto Cão. O vinho estagiou em barricas novas de carvalho francês.
Provado em Prova cega. De côr granada com rebordo acastanhado, trata-se de um vinho já demonstrando alguma evolução no aspecto visual. Na boca está tudo muito bem, intenso, fino e elegante, monstrando aromas de fruta mas sendo a dominância pelos aromas de café, tosta, especiaria e alguns aromas animais e quimicos. Na boca a mostrar-se um vinho muito completo, profundo e macio que demonstra que envelheceu com calma e serenidade. Ligeiro ardor final por causa do álcool. Termina longo.
Nota 17,5

um Mito que afinal.......

Bussaco Reserva 2001
Produtor - Alexandre Almeida
Região - Sem região associada (Vinho de Mesa)
Imaginem que quando ouvi falar pela primeira vez nestes vinhos do Bussaco, fiquei imediatamente com a sensação de que se tratavam de vinhos obscuros, pouco conhecidos, muito longevos e ainda produzidos por receita super secreta, ou seja um dos vinhos miticos Portugueses. Na realidade e apesar de ter provado já alguns vinhos mais antigos (decada de 80) e agora pela segunda vez este vinho, fico com a sensação que estes vinhos (brancos e tintos) não parecem envelhecer muito bem e não parecem demonstrar qualidade que valha o preço pedido por eles.
Este este agora, provado em Prova Cega, apresentou uma côr granada com laivos acastanhados. No nariz ainda apresenta alguns predicados, com aromas de fruta vermelha (cerejas, framboesas e groselhas) e ainda sugestões de pinho, verniz, alguma tosta e torrefacção que terminam com notas de baunilha e manteiga. É na boca que infelizmente cai o pano, com o vinho a demonstrar que os taninos secaram e de certa maneira a ficar chato. Infelizmente parece que 2001 não está nas melhores condições, visto que já provei o branco e está completamente oxidado. Pelo que se ainda tiver destes vinhos em casa, aproveite antes que o aroma desapareça, pois ai é que fica sem nada.
Nota 14

Uma dôna com 10 Anos

Bairrada - Quinta da Dôna 1997
Provado em Prova Cega. Com 13,5% vol e uma côr ligeiramente acastanhada, este bairrada "puro e duro" denota já alguma evolução quer na cor, que nos aromas. No nariz apresenta-se ainda com alguma fruta, no entanto com aroma já desviado para notas de cedro, verniz, couro, alcatrão, fumo, borracha e algum tabaco. Na boca apresenta-se um vinho perfeitamente evoluido e macio que apesar de agradavel, é prejudicado por um final que se apresenta ligeiramente amargo. Vinho pronto a consumir desde já visto que parece não evoluir no sentido positivo.
Nota 16,5

domingo, 7 de outubro de 2007

Nunca é tarde demais para colher um sonho

Palmela - Escolha António Saramago 2003
É com a frase acima que inicia o contra-rotúlo deste vinho que é feito exclusivamente da casta Castelão e que estagiou em barricas de carvalho francês. Com 14% vol e com uma côr granada, na primeira vez que cheguei junto do copo às narinas a lembrança remontou de imediato à minha juventude e, mais propriamente a um armário velho que existia por casa dos meus avós (ainda me lembrei de passar horas de alfinete na mão a enfiar nas buraquinhos da madeira para ouvir estalar o triste do caruncho). A partir desse momento, no nariz, nada mais que a dispensinha de especiarias cá de casa. Este vinho é só especiaria onde encontramos, pimenta, noz moscada, cravinho, canela e cravo da india apoiados, com um pequeno aumento da temperatura no copo, por pequenos apontamentos de chocolate, menta e algum vegetal. Na boca é realmente um vinho cheio, volumoso e com taninos presentes que podem sugerir mais um pouco de descanço em garrafa. Ora aqui está um vinho atípico para a região que representa mas que nunca é tarde demais....para esperar por ele.
Nota 16,5

Homenagem

Terras do Sado - FSF (Francisco Soares Franco)2001
Provado em prova cega. Com 14% vol e uma cor granada, encontramos um vinho quente e de intensos aromas onde encontramos alguma fruta (cassis, cereja) enquandrados num apontamento florar a lembrar cravos. Este complexo vinho brinda-nos ainda com sugestões de caça, feno, café, chocolate e bem como de especiaria, baunilha, serragem e côco. Muito bem está também na boca onde se mostra um vinho aveludado e amaciado pelo tempo com taninos nobres já integrados. Este FSF está realmente pronto e no seu conjunto está totalmente afinado e elegante. Belo vinho.
Nota 17,5

O prazer da consistência II

Alentejo - Tinto da Ânfora Grande Escolha 2001
Provado em prova cega. Com 14% vol e de uma bonita côr granada intensa e brilhante, estamos à frente de um vinho muito fragante. Está tudo muito bonito de aromas. Começam os aromas de frutos vermelhos, a compota, um lembrança imediata de caramelo em pudim e terminam no fumo, no tabaco, na baunilha e nas flores, tornando tudo muito superlativo neste aroma. Na boca mostra-se muito bem a demonstrar um vinho macio e muito cheio com um final médio/longo. Este Tinto da Ânfora Grande Escolha está, provavelmente, agora no seu ponto mais alto pelo que esta será esta a melhor altura para o beber.
Nota 17

sábado, 6 de outubro de 2007

Feito com Talento

Douro - Seara d'Ordens Talentu's 2004
De côr carregada, quase opaca, este vinho apresenta, logo à partida, um aroma floral intenso acompanhado por um tom de fruta muito madura do tipo amora, mirtilho e ameixa. Como se não bastasse, e com algum arejamento, aparecem ainda apontamentos de menta, hortelã e algum cacau. No nariz, este vinho apresenta-se "tipo" porto vintage, o que agrada. Na boca também está bem, mostra-se um vinho ainda jovem onde os taninos querem afirmar que estão presentes mas denotando apetência para a integração. Este é mais um vinho que precisa de, já não muito, tempo de garrafa pois tem ainda que se encontrar a si mesmo, no entanto se decantado já dá muito conta de si.
Nota 17

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Pela calada .....

Alentejo - Herdade da Calada Baron de B 2002
Esta é a marca topo desta herdade. Feito a partir das castas Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, de vinhas velhas, este vinho estagia 18 meses em barricas de carvalho francês e ainda 6 meses em garrafa. Com 14% vol e uma bonita côr, apresenta-se no nariz um vinho que convence, pela fruta madura (amora, framboesa e groselha), pelas especiarias (erva doce, canela e pimenta) e pelas notas de chocolate e cacau. Na boca nota-se um vinho já feito onde a integração já deu o seu cunho e o final está interessante. Um belo vinho que gostei.
Nota 17

terça-feira, 2 de outubro de 2007

O prazer da consistência

Alentejo - Tinto da Ânfora Grande Escolha 2005
Por varias vezes provei estes vinhos e sempre me pareceram orientados no mesmo sentido. A qualidade, essa acho-a inegável e como tal não podia deixar de provar mais esta colheita que se avizinha para o mercado. Esta colheita apresenta as já habituais castas alentejanas e foi estagiado por 8 meses em barricas de carvalho novo francês. Aromaticamente está muito bem, a mostrar muito fruto, groselha, cereja e framboesa. Por ouro lado apresenta notas mentoladas, cacau e baunilha. Na boca é encorpado e ainda com taninos muito rebeldes. Em resumo, mais um belo vinho vindo desta casa, devendo adiar para já o seu consumo pois este vai de certeza melhorar.
Nota 17

De pedra e cal

Alentejo - Monte da Cal Reserva 2004
Um pouco diferente, segundo me lembro, da versão anterior, talvez pela distribuição da quantidade das castas que perfilam neste vinho. Este vinho estgiou por 8 meses em barricas novas de carvalho francês e apresenta-se com 14% vol. Na boca está algo madurão, com muita fruta a condizer, notas de rebuçado, alguma especiaria e boas nota de barrica. Na boca mostra taninos selvagens e aguerridos que mostram que o seu tempo está para vir mas que não deve demorar. Enjeita-se, no entanto, desde já o seu consumo, com pratos fortes
Nota 16

Sr Comendador...

Alentejo - Adega Mayor Garrafeira do Comendador 2003
Vinho composto pelas castas, Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonêz. Estagiou 17 meses em barricas novas de carvalho francês e ainda 2 anos em garrafa. Tem 14,5 % vol e mostra uma linda côr granada. No nariz todo ele é especial, sinceramente que fiquei boquiaberto, mostra notas de fruta muito madura, floral, licorado, muita bolacha baunilha e côco. Na boca um alentejano dos mais elegantes, tudo aqui está certinho qual relógio suiço. Termina com um final muito longo com sabor inacreditável. Excelente
Nota 18


Alentejo - Adega Mayor Touriga Nacional 2004
Deste vinho foram feitas apenas 5000 garrafas que estagiou 6 meses em barrica de carvalho francês e do caucaso. Com 13% vol este vinho apresenta-se com muitas notas de fruta como amora, framboesa e cereja complementados, como não podia deixar de ser, por muitas notas florais indicativas da casta. Na boca esta afinado a mostrar que se trata de um vinho pronto para ser consumido.
Nota 16

Azamor

Alentejo - Azamor Petit Verdot 2004
De Vila Viçosa vem este varietal. Esteve a estagiar 12 meses em barricas de carvalho francês e com 13,5% vol apresenta, um aroma a mostrar notas de fruta madura por vezes compotada, alguma torrefacção e café a mostras que as notas de barricas estão presentes mas embelezam o conjunto. Na boca mostra-se muito gentil, elegante e redondo a mostras que está por ai para se beber com enorme satisfação.
Nota 16


Alentejo - Azamor Selected Vines 2004
Neste vinho foram seleccionadas as melhores uvas da propriedade e coocado o vinho a estágio em 15% em barricas de carvalho americano e francês. Com 13,5% vol este vinho mostra-se aromaticamente cativante com muita fruta (Amora, framboesa, cereja preta), depois a especiaria e ainda leves nuances fumadas. Na boca está muitissimo bem ao mostrar um vinho fino, orientado, guloso e dócil que mostra o porquê de ser tão bom. Infelizmente a minha nota vai para a pouca distribuição geográfica destes vinhos que infelizmente acabam por ser difíceis de encontrar.
Nota 16,5

Foi voce que pediu um Garrafeira.....

Alentejo - Julio B Bastos 2004
Ora aqui temos um vinho à partida especial. 100% Alicante de vinha velha, o mesmo Alicante que antigamente era a composição dos garrafeiras da Quinta do Carmo. Depois 14 meses de estágio em barricas de carvalho francês novo e 12 meses de estágio em garrafa. Com bonita côr, este vinho apresenta aroma complexo com notas de fruta muito madura, mirtilho, ameixa e cassis, apoiadas sobre notas de muita especiaria, leve químico e chocolate. Na boca todo ele é estrutura, concentração mas ao mesmo tempo suplesse, elegância e uma vontade enorme de evoluir. Está muitissimo bem este primeiro garrafeira de nova geração.
Nota 18

Uma nova Amantis

Alentejo - Dona Maria Amantis Branco 2006
Com 14% vol, este vinho apresenta uma bonita cor amarelada. No aroma mostra fruta bonita, com vegetal, e muitas notas tostadas e fumadas. Na boca mostra um vinho untuoso onde se nota elegância e um final longo. Mais estruturado que o Dona maria, este Maria Amantis promete ser mais vinho. Confesso que são estes os vinhos que me agradam no mundo dos brancos, Estrutura e elegância.
Nota 17

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Até que enfim outro Garrafeira

Alentejo - Tapada de Coelheiros Garrafeira 2003
Já não havia desde 2001 um garrafeira na Herdade. Estagiou durante 18 meses em barricas de carvalho francês. Com 14% vol apresenta uma bonita côr granada, com aromas de fruta muito madura, especiaria, rebuçado e algum confitado/licorado. Na boca mostra-se vinho de quadrante superior, é só elegância. Encorpado, mostra taninos mui nobres, um retrogosto impressionante e uma sensação de pureza.
Nota 18

Reserva em Primeur

Alentejo - Cortes de Cima Reserva 2004
Este vinho, ainda não comercializado, apresenta um nariz exuberante com notas muito florais, muita fruta madura e algum especiado. Na boca é um vinho espesso, potente, um diamante em bruto a mostrar que se trata de um "monstro" que ainda está em formação mas que ainda tem qualidade para se apresenta fresco, bonito, nada enjoativo. Quase Perfeito.
Nota 18

Alto Vinho

Alentejo - Altas Quintas Reserva 2004
Imagine um vinho alentejano cujas vinhas que lhe deram origem estão, em média, a 600 mts de altitude. Imagine a determinação de um produtor, em fazer grandes vinhos que diferem dos que demais se fazem no alentejo. Imagine por fim que enólogo seria audaz o suficiente para aceitar tal desafio.
Ora, o local destas vinhas é na Serra de São Mamede, o Produtor é João Abreu e o enólogo claro está é o Paulo Laureano. E desta equação, saiu, de entre outros, este Altas Quintas Reserva que estagiou 15 meses em madeira nova de carvalho francês, resulta das castas Aragonês, Alicante Bouschet e Trincadeira, tem 14,5% vol e apresenta cõr granada carregada. No nariz está muitissimo bem, com aromas de fruta muito madura, floral, cacau e ainda algum eucalipto. Na boca é um vinho muito estruturado, cheio com taninos de alto gabarito bem presentes a indicarem que este vinho ainda tem a ganhar com mais algum tempo em garrafa. Termina longo.
Nota 17,5

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